A Guerra Dos Acampamentos

4 IV. Nós começamos uma guerra.


May partiu para cima de Scott, e eu não sabia o que fazer. Ela pegou sua faca, e ia cravá-la em Scott, se ele não estivesse com o escudo aberto. Todos os outros campistas, menos Jason nos cercaram. Estavam todos com armas a postos. Eu gostaria de sair correndo e deixar Scott sozinho. Mas isso era impossível, ele estava ali comigo, e era de meu acampamento. Eu não posia deixá-lo. May Deu-lhe um soco na cara, que o fez cair. Eu deixei escapar:

- Que filho de Ares é esse, que com um soco desmaia?

May deu uma gargalhada, dizendo:

- Ainda se diz ser filho de Ares! Os verdadeiros filhos do deus da guerra, somos nós, filhos de Marte! Agora, matem esse outro grego.

Eles fizeram um círculo me cercando, não tinha para onde correr. Eu estava ferrado, literalmente. May avançou sua faca para cima de mim, só não acertou meu pescoço, pois neste exato momento, May foi atingida na cabeça por um raio. Todos os campistas em volta de nós se afastaram, e lá estava Jason com as mãos para o alto. Ele havia feito aquilo. May logo se levantou e gritou:

- JASON! Você está louco, ou está somente tonto?

- Ele não fez nada, não merecia morrer! – Respondeu Jason.

- Você por acaso decide quem merece o quê? – Gritou May.

- Você não levante a voz para mim! – Jason se irritou.

- Vai fazer o quê, filho de Júpiter? Chamar seu papai, ou jogar um raipo inútil em minha cabeça?

Jason pegou uma moeda, e lançou-a no ar. Enquanto a moeda caía, ela se transformava em uma espada. Jason segurou a espada, mas não atacou May, que gritou:

- Vamos, semideuses! Matem-nos, os dois.

Metade dos campistas não deram razão para o que ela disse. Infelizmente, só metade. Jason sussurrou em meu ouvido:

- Eu ataco metade, você metade.

- O quê?

Os campistas foram em nossa direção. Um deles, veio para cima de mim, com sua espada. Sem querer, meus reflexos falavam por mim e meu corpo contra atacava com minha faca. Até que um movimento inesperado de sua espada cortou meu rosto. E ia partir minha cabeça ao meio, eu não sabia o que fazer, não tinha espaço ou tempo para correr. Meu corpo foi atravessando o chão, e quando eu vi, já estava atrás dele com a faca em seu pescoço. Eu não podia fazer isso, não podia matar uma pessoa. Ele era um ser humano, assim como eu. Chegou um homem.. Quer dizer, ele não era bem um homem, era metade asno.

- O que acontece aqui? Porque tem um garoto com uma faca no pescoço de um de meus campistas, porque tem um campista lutando contra outro e porque tem um garoto no chão? Ah, meus deuses! Que blusa é essa?

- Ele é um semideus, filho de um deus grego. É do acampamento meio-sangue. Acho que você devia saber, porém, óbviamente, não nos contou. – Foi se apressando, a May.

O homem-asno colocou um pouco de uma coisa verde na boca de Scott, que o fez acordar. Assim que acordou, Scott falou:

- Quíron? É você? Eu... Eu não queria, foi o novato que me obrigou!

- HEY! – Cortei Scott.

- Eu não sou o patife do Quíron, sou Daimon, o chefe das atividades do acampamento Júpiter. Onocentauro.

Daimon nos levou (Scott e eu) para o lugar onde ele planejava os eventos de seu acampamento, e nós tivemos de contar tudo para ele. Quando falamos de Beckendorf, ele teve um susto:

- Beckendorf? Ele era filho de Vulcano... Digo... Hefesto, não?

- Sim. – Respondemos.

- E vocês são do acampamento de Quíron.. Quíron armou tudo isso! Mas é claro!! Vão dormir... Fiquem no chalé de Mercúrio, está bem? Vocês têm pó de Fênix para voltar para seu acampamento amanhã?

Fizemos que sim.

***

Acordamos, e fomos direto para o chalé de Júpiter. A única pessoa boa naquele lugar ficava lá. Chegamos lá, e perguntamos por Jason. Ele estava lá, óbviamente.

- Você tem internet aqui? – Perguntei.

- Não tengo, não. Quer dizer, não legalmente. – Respondeu Jason.

- O que você quer dizer com isso?

Jason nos deixou entrar em seu chalé. Ele era práticamente vazio, tinha uma estátua de Júpiter, e a cama dele ao lado. Havia um símbolo “¥” na parede. Jason passou sua mão sobre ele, e a parede se abriu, revelando por trás dela uma sala hi-tech, com televisões, computadores, fliperamas, tablets, e tudo de melhor tecnológico que você imaginar. Nos sentamos em um computador. Scott pesquisou no google: “Coordenadas de Long Island”.

- Long Island? – Perguntei.

- Queria que eu escrevesse o quê? Coordenadas do acampamento meio-sangue? – Respondeu, irônicamente.

Jason, que estava atrás de nós deixou escapar uma gargalhada. Todos nós rimos, e Jason nos perguntou:

- Posso ir com vocês?

Nós dois ficamos congelados, com essa pergunta. Como assim ir conosco? Como um semideus romano pode vir conosco? Realmente tinha algo estranho nisso.

- Olhe bem... Eu provávelmente vou ser expulso, ou vou levar uma grave punição aqui por ter agredido um campista. – disse Jason.

- A May também vai se ferrar, não é? Não é?

- Não. Ela é a Conselheira dos Conselheiros-chefe dos chalés, ela nunca se dá mal. Além de ser a preferida do Daimon.

Demos água com Pó de Fênix para ele e dissemos as coordenadas:

“Latitude: 43.6885, Longitude: -70.1609 43° 41”

Fomos parar bem no meio de Long Island, várias pessoas dormindo nas ruas, era muito estranho para mim.

- Esconda essa sua camisa do acampamento Júpiter, Jason! Ninguém pode saber do que vimos – Disse Scott a Jason, que escondeu sua camisa.

Scott assobiou bem alto, e no mesmo momento, um Pegasus veio voando.

- Pegasus denovo não! – Deixei escapar.

Subimos o Pegasus, e fomos em direção ao acampamento. Já quase lá, percebemos as pessoas se levantando na cidade. Provávelmente, nossos amigos tinham vencido Cronos. Ou, coisas piores estavam acontecendo. Com a minha sorte, imagine que opção era a certa? A segunda, claro!

- Olhem lá! É Percy entrando no Empire State! Thalia, Annabeth e Grover também estão com ele! Cronos deve estar no Olimpo, ou seja, coisas horríveis estão para acontecer!! Temos de ser rápidos! – Disse Scott, conduzindo apavorado o Pegasus.

Chegamos ao acampamento. Estávamos sozinhos, até o fim do dia. Todos os campistas voltaram. Felizs, porém machucados, a guerra havia terminado e todos estavam felizes. Pena que não sabiam o que estava por vir. Naquele dia, foi só alegria. Disseram que eu deveria ser reclamado pelo meu pai deus logo, já que eles fizeram um juramento... Nós fomos para a fogueira, cantamos, e até jogamos Percy e Annabeth no lago! Rachel era o novo oráculo, e tudo estava bem... Porém, uma semana depois foi que tudo voltou a dar errado.

Eu ainda não havia sido reclamado, e Jason ainda estava escondido no nosso acampamento. Até às 16h, tudo bem. Até que nós ouvimos pessoas marchando. Todos os campistas foram até a entrada do acampamento ver o que estava acontecendo. Era um exército de campistas romanos, liderados por Daimon e May. E, Daimon disse:

- Viemos acertar umas contas.