A Guerra Do Amor

30 Eu sinto muito Dimitri


Notas iniciais
heeeeey pessoal !!! Só por favor não me matem antes da hora... Boa leitura

Capítulo 30 – Eu sinto muito Dimitri

Lágrimas inundaram meus olhos enquanto eu esperava por respostas. Eu nunca chorava na frente de ninguém, mas essa era uma exceção.

Adrian passava as mãos nas minhas costas tentando me confortar, mas nada diminuía meu sentimento de impotência. Russell estava gravemente ferido, e as próximas 48 horas eram essências para sua sobrevivência. Eu tinha acabado de visita-lo, houve uma piora nas últimas horas e meu coração doía por ele. Sua febre não abaixava e os curandeiros temiam uma infecção na ferida.

Victor simplesmente virou as costas e voltou para o seu acampamento, mas não sem antes jogar mais uma ameaça de guerra aberta.

Meu casamento seria em quatro dias, por isso eu estaria partindo hoje logo depois do meio dia. Eu protestei dizendo que eu precisava saber se Russell sobreviveria, mas dessa vez eu tinha todos contra mim, até mesmo Dimitri que estava ainda mais preocupado comigo por saber que seu pai sabia do nosso relacionamento. Com Mason ainda ferido nas salas de cura eu estava sem proteção constante e consegui me esgueirar novamente para a tenda com Dimitri ontem à noite, claro, expulsando Ivan no processo.

Flashback

– Como anda a tentativa de convencer meu pai? — depois de uma longa sessão de beijos acabamos aninhados juntos na cama.

– Eu o convenci de que o casamento não será a solução, mas ele ainda continua insistindo de que é a melhor que temos se quisermos vencer. – Dimitri suspirou exasperado.

– Nathan?

– Ele vai ser mais difícil de convencer, os Ivashkov, como você já disse, não estão acostumados a terem um não como resposta.

– Nós temos mais quatro dias Dimitri, sem falar que eu estou indo embora amanhã. – eu me apoiei em seu peito nu para olhar sua face marcada pela tristeza.

– Eu não vou deixar você se casar. – ele prometeu, me puxando para um beijo doce. Suas mãos foram lentamente para a minha cintura me puxando até que eu estivesse montada nele. Nossas línguas se moviam de forma lenta e nossas mãos vagueavam pelo corpo do outro. Eu nunca me cansava de explorar seus músculos de guerreio.

– Victor disse que a batalha está mais próxima do que imaginamos, prometa-me que terá cuidado. – eu sussurrei com a respiração entrecortada. Eu estava tão preocupada com as ameaças que Victor havia feito. Ele disse que passaria por cima de tudo e todos, e depois do que ele fez com o próprio irmão, eu não duvidava de nada mais.

– Eu vou voltar para você Roza, sempre. – ele disse roçando os meus lábios. – Eu amo você. – nossos lábios se encontraram novamente, ainda calmos e doces, mas nossa respiração estava acelerada e meu corpo pegava fogo.

– Eu amo você também. – disse quando nos afastamos alguns centímetros por ar.

– Eu não quero que você vá embora chateada comigo. – ele disse enrolando algumas mechas do meu cabelo solto.

– Eu também não quero. – garanti. – Apenas não minta para mim novamente, eu teria acreditado se você me dissesse que não matou os pais da Lissa. – eu confiava nele com qualquer coisa.

– Eu deveria saber que você confiaria em mim. Eu prometo, sem mentiras daqui para frente. – ele disse me beijando. Eu respondi avidamente, concordando.

– Eu sei um jeito de fazermos as pazes. – eu disse piscando. Dimitri deu um sorriso torto e me colocou em baixo do seu grande corpo, beijando meu pescoço e subindo a minha camisola.

Para o resto da noite ele me fez perdoa-lo por tudo o que ele ainda poderia fazer. E enquanto eu não implorei para ele me deixar chegar à minha borda, ele não parou de me provocar de todas as maneiras e velocidades possíveis. Estávamos tão cansados que perdemos a hora e Victoria teve me ajudar a voltar para a minha própria tenda. Não poderíamos ter desejado um adeus melhor.

Fim do Flashback

Minhas coisas já estavam em Menfis, uma vez que o burro de carga não me acompanhou ao resgate do Russell, então eu só precisava dar os adeus e partir.

– Filha, os guardas já estão prontos. – meu pai disse entrando na tenda.

– Vamos Rose, eu acompanho você. – Adrian disse se levantando. Eu limpei as lágrimas me recompondo e fiquei de pé, ajeitando o tecido amassado da minha túnica branca.

– Por favor, pai, me mande notícias do acampamento e principalmente do Russell.

– Eu farei isso minha filha. Nos vemos em quatro dias, vai passar mais rápido do que você imagina. – ele disse me abraçando.

– Adrian eu posso falar com a Rosemarie a sós por um instante. – meu pai disse, me surpreendendo. Adrian deu de ombros e saiu dizendo me esperar nos estábulos.

Eu encarei meu pai com expectativa.

– Eu nunca te perguntei isso Rosemarie, e percebi isso tarde demais. – eu apenas esperei, enquanto ele coçava a barba tentando colocar seus pensamentos em palavras. – Você quer que esse casamento aconteça? – eu arregalei os olhos em surpresa. Eu não achei que esse dia chegaria.

– Eu não queria que ele acontecesse pai, mas enquanto não houver outra saída para conquistar a vitória, eu estou fazendo isso pelo nosso povo. – eu já tinha dito isso tantas vezes que a frase já estava pronta na minha cabeça.

– Sinto muito coloca-la nessa situação minha filha, eu deveria ter feito às coisas diferentes desde o começo.

– Sim, deveria. Mas agora não vejo alternativa que não seja vinda do Nathan.

– Dimitri falou comigo a respeito de você essa manhã. – eu sorri internamente, ele disse que faria. – Ele disse que observou que você está infeliz com o casamento e que eu deveria tentar um acordo com Nathan e cancelar o noivado.

– Você já falou com Nathan? – uma onda de ansiedade me varreu.

– Sim, mas não saiu como eu esperava. Essa manhã eu pedi que ele reconsiderasse a oferta, e como eu previa ele disse que era uma desonra para sua família. Ou o casamento acontece ou ele retira suas tropas do acampamento na manhã seguinte. – eu fechei os olhos com força quando um mal-estar passou por mim.

– Novamente eu sinto muito minha filha, mas eu não quero vê-la infeliz para o resto da sua vida, por isso deixo a decisão em suas mãos. – eu já sabia a resposta, mesmo que eu fosse me arrepender dela para o resto da minha vida.

– Eu vou fazer o melhor para o meu povo me casando em quatro dias, essa é a minha decisão final. – um nó se formou na minha garganta e eu me sentia tonta.

Meu pai concordou com um olhar de pena e seguimos até os estábulos.

– Esse acampamento vai ficar sem graça sem a sua presença princesa. – Ivan sorriu se aproximando e me puxando para um abraço.

– Eu sei. – sorri. – Vai ser uma tortura ficar sem mim por quatro dias.

– O pior vai ser aguentar o Dimitri resmungando que sente sua falta. – eu dei um sorriso forçado, eu acabei de jogar fora as chances que tínhamos de ficar juntos.

– Cuide dele por mim. – eu pedi. – E de você também, é claro. – nos abraçamos mais uma vez desejando boa sorte.

O próximo era Adrian, ele estava estranho e distante desde ontem. Eu podia jurar que ele estava escondendo algo e aliviado que eu estava indo embora.

– Eu vejo você em quatro dias pequena princesa. — ele beijou a minha bochecha.

– Cuide-se, mesmo que possa parecer o contrário, eu me preocupo com você. – ele me deu um sorriso culpado, mas me abraçou mesmo assim.

Viktoria e Dimitri estavam se abraçando em um canto, que foi para onde eu segui.

– Não faça nada estúpido Dimka, precisamos de você em casa. – Vikka pedia.

– Não sou eu que tenho o costume de fazer coisas estúpidas. – ele disse divertido.

– Estou falando sério seu idiota.

– Vou me cuidar se você fizer o mesmo. – ele pediu agora mais sério.

– Ela não vai sair do meu campo de visão. – eu disse, fazendo os dois se virarem para mim.

– Eu já vi do que vocês duas são capazes de fazerem juntas e isso é o que me preocupa. – Dimitri disse. Ele estava realmente preocupado. Eu não o culpava, nos últimos dias eu não tinha feito nada para provar o contrário.

– São apenas quatro dias, nada vai acontecer. – Vikka tentou amenizar a preocupação do irmão mais velho. – Eu vou deixar vocês se falarem, até mais Dimka. – ela o abraçou mais uma vez e seguiu em direção ao seu cavalo.

– Mason não está indo com vocês não é? –sua voz só tinha apreensão.

– Ele virá em quatro dias com vocês porque ainda precisa ficar de repouso. Eu não me preocupo comigo, mas com você. – eu apertei sua mão discretamente.

– Roza, existem muitos poucos homens no castelo de Menfis. Nathan se recusa a mandar mais soldados e isso me preocupa.

– A ameaça está direcionada aqui Dimitri. – ele não se convenceu.

– Mesmo assim tome cuidado e não faça nada estúpido Roza. – eu concordei.

– Rose, está na hora. – meu pai gritou. Todos já estavam montando e saindo pelos portões do estábulo.

– Eu vou falar com o seu pai mais uma vez. – Dimitri prometeu.

– Ele falou com Nathan e comigo sobre isso já.

– O que ele disse? – ele perguntou com os olhos brilhando em expectativa.

– Rose! – meu pai me gritou mais uma vez.

– Eu sinto muito Dimitri. – eu respondi antes de abraça-lo e virar as costas. Eu tinha certeza de que seu semblante mostrava confusão, mas eu não me virei para trás. Eu tinha medo de ver decepção no seu olhar e se isso acontecesse me perguntava se meu coração poderia se quebrar ainda mais quando ele já estava despedaçado.

Notas finais
O que acharam? Gostaram? Odiaram? Sugestões? SPOILER: (...) - Ela vai aprender a amar o Adrian, será fácil uma vez que não há ninguém em seu coração. – Se ele soubesse seria pior? - Isso não é bem verdade. – eu admiti, coçando a parte de trás de cabeça. Era melhor se ele soubesse a verdade. - Como assim? – ele perguntou confuso. (...)