Notas iniciais
Boa leitura.

POV: Bella.

Fomos para o nosso dormitório. Trocamos de roupa e fomos para o salão comunal tomar um café da manhã com todos. Meu uniforme curto mostrava que eu perdi mais peso do que devia. Quando me olhei no espelho também me mostrava que eu precisava urgente de um “banho de Sol”. Quando cheguei no salão comunal, com Hermione, todos, sem exceção, ficaram mais que surpresos ao me verem. Sentei-me ao lado de Fred e Jorge, Hermione se sentou na minha frente ao lado de Rony e Harry. Algumas corujas entraram e entregaram cartas ou jornal para os seus donos. Nenhum sinal do meu papagaio.

– Está melhor, Isabella? – Percy chegou por trás de mim pousando suas mãos em meus ombros.

– Sim, estou sim. – sorri beijando a bochecha dele. — Fred, pode me fazer um favor? – perguntei.

– Claro. O que é?

– Fique longe da Angelina e ataque uma maçã na cabeça do Seboso.

– Por que tenho que me afastar da Ange?

– Porque ela só está sendo tão legal assim para saber se Jorge gosta dela. – ele ficou tão decepcionado que uma lágrima escorreu do rosto dele.

– Como sabe disso?

– Eu leio mentes. Eu ia te avisar antes, mas eu estava ocupada desmaiada e se não jogar uma maçã na cabeça do idiota vou ser obrigada a voltar para aquela merda de enfermaria. – ele não fez o que eu pedi, mas Hermione fez e com magia de levitação de Lino a maçã foi com tudo no Snape. – Obrigada, Mione.

Severo ficou tão puto da cara que veio diretamente na minha direção. Me levantei.

– Desculpa, querido, mas se não percebeu eu estou fraca para ter que fazer o que pede. Mas se tentar fazer isso novamente, vai ser pior para você. O feitiço que você usa pode até te levar a Azkaban . Então sugiro que pare. – o ameacei.

– Como ousa?

– O quê? Desculpa, eu entendi errado ou você faz isso sempre no Potter? – perguntei irônica.

– Quieta. – ele apontou a varinha para mim.

Recuei alguns passos, pois me lembrei que estou sem os meus poderes.

– Isso seria muito injusto e certas pessoas não iriam gostar disso. – disse pegando uma faca, sem ele perceber, da mesa.

– Claro. Sempre é protegida pela sua adorável família que não te quer por perto.

Chutei ele bem no meio das pernas dele. Ele segurou forte a varinha dele se agachando um pouco com a dor. O derrubei e segurei a faca na frente do pescoço dele o deixando sem opção para poder fugir.

– Eu não preciso de magia para me defender. Aprendi muito com os trouxas. Devia dar uma passadinha lá. – dei a dica pegando a varinha dele.

– Capeta.

– Obrigada pelo elogio, mas nunca me subestime. Damon me protege também. Como você acha que eu desapareço e apareço aonde e quando eu quiser?

– Mas só quando tem todos os seus poderes. Agora você não tem nada e vai ficar um bom tempo assim.

– Vai para o inferno. Eu não preciso de poder para me defender. – falei me levantando e apontando a varinha dele para ele.

– Você está sempre me surpreendendo.

– Eu sempre consegui me virar sozinha. Mas vai lá e pegue a minha resposta com Móguimo. – ordenei.

– Não! Ele vai me matar.

– Eu estou sem tempo. Ou isso ou eu vou na mansão.

– Filha da mãe. – ele murmurou.

– Eu ouvi. Ainda tenho meus sentidos mais aguçados se quer saber. E professor Dumbledore preciso de uma certa coisa, infelizmente.

– Na minha sala. Mas só depois de voltar de Hogsmeade. – ele respondeu.

– O quê? Mas vai demorar. Sabe, existe tipos de pessoas que eu não conseguirei me defender sozinha. – avisei segurando fortemente a varinha de Severo.

– Você não vai estar sozinha.

Dei um gritinho de frustração. O ar ficou mais pesado. Respirei fundo e fui me sentar. Tomei um copo de suco de abóbora e comi alguns biscoitos de chocolate, doce de leite, uvas e morangos. Sai de lá e fui para a sala de Dumbledore. Peguei minha varinha e a coloquei dentro da minha bota de cano longo com um salto fino de quatro centímetros. Sai da sala dele e me preparei para ir a Hogsmeade.

Chegamos à Hogsmeade e estou do lado de Draco. Ele ficou o caminho inteiro sem falar nada. Andamos para o Café Madame Puddifoot. Pedi um café e um bolinho, Draco pediu o mesmo. Ele está tão pensativo que nem notou quando o pedido chegou, algo o está incomodando e eu vou descobrir, mas com calma. Quando terminamos fomos para a Londres trouxa e eu o levei até a minha casa. Ela é de três andares, bem grande com um quintal bem cuidado. Eu ainda pago as pessoas para cuidarem da minha casa quando não estou. Quando entrei em casa vi que tudo está muito arrumado e bem cuidado. Meu escritório ainda está bagunçado, bem, eu mandei ninguém entrar no meu escritório e esse é o resultado. Continua a mesma bagunça que eu deixei.

– Bela casa. – Draco elogiou.

– Obrigada. Mas isso é só uma casinha para passar o tempo.

– Não está nova demais para cuidar de tudo e trabalhar?

– Identidade falsa, me ajuda muito. E a minha carinha é de uma pessoa madura para os trouxas e, qualquer coisa, digo que fiz plástica nesse lindo rostinho. – respondi com um sorrisinho de “eu sei o que eu faço querido”.

Peguei a minha carteira e saímos. Fomos para a loja de eletrônicos e comprei para ele um Pera Phone igual ao meu. Mandei ele ficar na loja e pedi a um funcionário explicar tudo a ele enquanto eu ia ao banco. Depois disso eu o levei para a casa de uma amiga minha ao qual eu trabalhava como babá.

– Oi, Megan? Como vai? – perguntei quando ela abriu a porta surpresa pela minha presença.