Notas iniciais
Boa leitura.

POV: Draco.

Quando Bella dormiu, eu parei de cantar a música. Fiquei pensando em como alguém podia ser tão maravilhosa como a Bella. Ela é incrível! Quando ela promete algo é pra valer. Ela brigou com o pai, com o chapéu velho e tagarela e ainda tenta se matar para curar a mãe dela e fazer um campo de defesa para a mesma. Ela é muito corajosa e louca ao mesmo tempo, muito louca, igual à mãe.

Hermione e as outras grifinórias entraram no dormitório. Elas se assustaram ao me ver, menos Hermione. A garota chegou perto de mim e disse:

– Como ela está? A professora Minerva disse que você pode dormi junto com ela, só não pode fazer nada de indevido.

– Que isso?! Nunca! Ela é minha prima. Jamais encostaria um dedo nela do jeito que vocês estão pensando.

– Vocês são primos? – ela perguntou assustada.

– Sim, só não fale para ninguém. Ela não quer ficar sem amigos.

– Mas foi ela que tratou mal o Harry e o Rony.

– Porque a mãe dela mandou. Elas estão ligadas. Foi assim que ela levou várias maldições. A mãe dela estava conversando com ela naquela hora, mas algo aconteceu a Bellatrix e ela também pagou o preço.

– Que horror! Mas o Harry e o Rony disseram que vocês estavam namorando.

– Foi a Bella que os fizeram pensarem assim. Ela disse para eles que somos mais que amigos e eles deduziram isso. Bella sabia disso, mas falou que quando disse que somos mais que amigos, estava se referindo em sermos primos e não namorados.

– Mas vocês estavam próximos demais para primos.

– Eu gosto dela, só não sei se ela gosta de mim. Mas estávamos normais.

– E naquela hora antes de entrarmos no salão comunal, quando a Minerva chamou a atenção de vocês.

– Estávamos conversando, mas ninguém podia ouvir, então fizemos essa cena um pouco obcena.

– E qual era o assunto?

– Se ela herdou o poder extra da minha tia. Telepatia. E também se ela queria que o Potter fosse do nosso grupo. Ela não aceitou e a resposta foi friamente clara.

– Ela pode ler a mente das pessoas e conversar com elas sem magia?

– Sim.

– E por que você queria Harry no seu grupo?

– Porque ele é popular e porque ele parece ter mais características de um sonserino.

– Ata. Vou ir fazer o que eu tenho que fazer. Boa noite. – ri.

– Boa noite, mas podemos fingir que não somos amigos e que essa conversa não aconteceu? – perguntei.

– Claro.

– Posso te chamar de sangue-ruim, para ninguém estranhar?

– Como sabe que eu sou metade trouxa?

– Fontes, mas eu não me importo. Eu gosto de algumas músicas trouxas. Gosto até dos trouxas.

– Então tudo bem. Eu deixo. Mas às vezes vou te atacar, só para não desconfiarem e não deixar em branco. Okay?

– Okay!

E ela saiu de perto de mim, indo trocar de roupa. Eu continuei a acariciar o lindo cabelo de Bella. Dormi fazendo isso.

Acordei no meio da noite sentindo algo molhado. Era Bella suando. Ela estava começando a se agitar. Comecei a acariciar o cabelo de Bella e cantar a música Sweet Dreams que eu cantei para ela dormir. Ela se acalmou e voltou a dormir. Fiz o mesmo.

Acordei com alguém pulando na cama.

– Acorda! – disse ela fazendo cócegas em mim.

– Que horas são? – perguntei ainda sonolento.

– Seis horas. – dei um pulo da cama.

– Como assim? Eu perdi todas as aulas. Mamãe vai me matar. – fiz drama caindo na cama novamente.

– Não, seu dramático. São seis horas da manhã e não da tarde.

– Caramba, Bella! Porque me acordou tão cedo?

– Coloca essa roupa e eu te digo. – Ela me deu a roupa de Educação Física da Sonserina.

– Onde conseguiu? – perguntei surpreso, já que ela não pode ir no dormitório masculino, muito menos se for da Sonserina.

– Coloca rápido. Quero fazer uma coisa quando descermos.

Fiz o que ela pediu. E a encontrei perto da escada.

– O que você pretende fazer? – perguntei.

– Isso. – ela entrelaçou nossas mãos e me fez sentar com ela na escada.

Assim que sentei na escada ela se transformou em uma rampa e deslizamos até a sala comunal da Grifinória. Nós nos levantamos rindo.

– Agora acordou, Bela Adormecida? – perguntou entrelaçando os braços dela no meu pescoço.

– Sim, mas pode me responder o que vamos fazer agora?

– Caminhar. Porque se você quer me incluir na sua família temos que estar em forma. – e ela sussurrou em meu ouvido. – Poço ser da sua família, mas eu quero entrar com tudo, já que seu pai não gosta de mim e sua mãe só um pouco.

– Mas eu estou em forma!

– Vamos ver se é verdade. E se eu não me engano, isso é uma gordurinha extra, senhor Malfoy? – disse ela levantando minha blusa.

– Não. Isso é o meu osso. E quantos copos de café você tomou?

– Um de 350 ml.

– Onde conseguiu tudo isso? – perguntei assustado.

– Com o seu elfo. Foi assim que eu consegui seu uniforme. – disse ela na maior inocência.

Cara de pau ela, ein?!

– E quem te deu permissão para usar o meu elfo?

– E eu preciso de permissão? Eu acho que não. – ela mesmo respondeu a sua pergunta dando um pulinho de alegria. – Poxa, quebra meu galho vai. Eu libertei a minha elfa para vir à Hogwarts. Você tem que dividir as coisas comigo, e isso inclui o elfo.

– E quem te falou que eu tenho um elfo?

– Pensei que estava na cara. – disse ela chegando bem perto de mim e sussurrando no meu ouvido. – Mamãe.

– E vamos caminhar aonde?

– Você quer três ou quatro voltas? – ela perguntou ajeitando o rabo-de-cavalo dela.

– Três ou quatro voltas no campo de quadribol?

– Não, seu bobinho. Em Hogwarts. – abri minha boca de tão pasmo que fiquei com a resposta. — Já é a segunda vez que te mando fechar a boca senão entra mosquito. E como você não faz caminhada direto vou pensar uma volta, também estamos sem tempo, já que você demorou a acordar.

– Você pirou? – perguntei rindo.

– Ei! Se eu vou conhecer melhor sua família, quero dar boa impressão. Afinal, seu pai não está muito feliz com isso.

– Ele soube? – perguntei assustado.

– Claro! Acha que eu estaria feliz por quê? Vou conhecê-lo. E foi sua mãe que falou.

– Como ela pôde? – perguntei com raiva. — Você-sabe-quem pode descobrir sobre você!

– Seu pai prometeu não contar.

– Tudo bem. Mas vai ser só uma volta. Eu não comi nada desde ontem no almoço.

– É bom que emagrece mais rápido!

– Sua garota levada. – disse correndo tentando pegar ela.

Quando consigo começo a fazer cócegas e ela cai no sofá me levando junto.

– Esse foi o troco por ter me acordado cedo. – falei.

– Chato! Você está muito preguiçoso! Ai que seu pai não vai gostar de mim.

– E faz diferença? Eu sempre fui preguiçoso. Não vejo o porquê de mudarmos isso.

– Vamos logo ou te colocarei em uma escola militar! – ela me ameaçou.

– Essa eu duvido. – disse me levantando de cima dela.

– Aé?! Vem cá seu idiota. – disse ela tentando me pegar enquanto eu corria dela.

Ela corre bem rápido! Mas também, estamos correndo dentro da sala comunal que não é tão grande com pensei. Ela parou de correr e olhou para algo atrás de mim.

– Vão continuar espiando? – perguntou ela.

Notas finais
Até amanhã. Beijos...