A Grande Profecia
8 Pós-Ataque... Pausa... Ponto
Notas iniciais
Psique Pov
Eu via em choque enquanto o carro solar de Apolo era destruído e Silícia caia, um grito sufocando escapando pelos lábios. O deus do Sol parecia atônito demais para ter qualquer tipo de reação, parado, observando o desenrolar.
- Apolo! Socorro! – gritou o filho de Poseidon, Percy Jackson. O garoto bloqueava uma Fúria com sua espada, mas o local onde se apoiava começava a desmontar.
Parecendo se recuperar um pouco do choque, Apolo virou-se para as Fúrias, uma ira estampada nos olhos azuis como o céu que me fez tremer, mesmo que somente visualizasse a situação por um espelho de água. Elas guincharam, mas não atacaram-no.
- Como... Como ousam?! – exclamou, uma onda de calor fluindo fortemente de seu corpo. As bestas alçaram voo, mas antes, duas ou três foram carbonizadas, sumindo em uma poeira que foi-se com o vento. – Com quem pensam que estão se metendo?!
Desviei os olhos da cena, voltando minha atenção para Silícia. Ela ainda caía, e ficava cada vez mais próxima do chão. Se eu não pensasse em algo nesse momento para impedir a queda, seria um adeus a filha de Dionísio.
“Filha de Dionísio! Concentre-se, imagine que videiras irão te segurar! Não entre em pânico!”
Tive de gritar na cabeça dela, fazendo um famoso papel de consciência. De inicio surpresa, Silícia parou de pensar na própria queda, tentando identificar o que falava com ela. Suspirei, repetindo:
“Concentre-se Silícia. Quero te ajudar. Pense que videiras a irão segurar. Sinta o poder dentro de si”
Ainda que confusa, Silícia fez o que eu mandei. Ela procurava incessantemente por esse poder dentro de seu corpo, mas parecia ter dificuldades.
“Pense em coisas boas! Pense em sua mãe cozinhando, Felipe rindo, Ninna fazendo bico, quando está emburrada!”
Isso ainda não era suficiente...! Mas como? Silícia tinha um verdadeiro bloqueio. Sem muitas opções restantes, e com ela a menos de 20 metros do chão, imitei a voz de Apolo em sua mente:
“Vai deixar isso te deter, heroína?”
Não sei ao certo porque, mas funcionou. Em questão de momentos, videiras cobriram o corpo da meio-sangue, formando um casulo que a protegeu da queda. O impacto que teve no chão foi mínimo, um pequeno baque quase insignificante. Ela tinha aterrissado próxima da Califórnia, em algum lugar do Arizona, em uma pequena reserva ambiental. Pelo menos não tinha caído em uma rua movimentada. Não teria como explicar o ocorrido.
Silícia começou a sair de seu casulo, ofegante. Se a queda tinha parecido insignificante para as pessoas de fora – ou no caso, somente eu – para ela a coisa aparentava ter sido diferente. Ela levou as mãos à garganta, tossindo com força. Depois deixou a cabeça tombar para baixo, respirando fortemente. Lágrimas escorriam pelo canto dos olhos, pelo esforço realizado. Isso me deixou preocupada.
“Você está bem, Filha de Dionísio?”
- Na medida do possível – respondeu em um sussurro rouco. Gotículas de suor escorriam da sua têmpora. – Droga, isso acabou comigo.
“Fico satisfeita ao saber” disse, aliviada, ignorando a ultima parte.
- Err... Tá. Agora, quem é você? Minha consciência? Uma inner? Uma alucinação? Um parasita alienígena que quer comandar meu corpo? – ela perguntou e eu contive um riso pela ultima teoria.
“Nenhum deles. Sou Psique, Deusa da Alma Humana e esposa de Eros”
Ela engoliu em seco, virando a cabeça de um lado para o outro, como se me procurasse.
“Eu não estou aí. Estou vendo por um Espelho de Água, do Olimpo”
- Mas... Porque? Com certeza não é por eu ter dito gostar da sua história com Eros, né? Não que eu não goste, mas... Você me ajudou... E...
Ela parecia embolada com as palavras, um leve rubor tomando conta da face ainda contorcida em cansaço. Eu não mentiria para ela, mas também não contaria toda a verdade.
“Digamos que eu gosto de você. Aprecio sua coragem e apóio sua missão. Os Deuses Maiores estão deixando todos com mau-humor, inclusive meu marido. Sem contar que estou preocupada diante do interesse do deus do sol por você”
Foi uma ótima desculpa e Silícia acreditou. Sem contar que depois disso, sua vontade de resistir Apolo somente aumentaria, vendo que tinha uma confirmação até de uma deusa sobre sua natureza galante.
- Hm... Obrigada, Sra. Psique, e poderia me dizer onde estou?
“No Arizona, em uma reserva ambiental perto da divisa com a Califórnia. Espere um pouco que seus amigos devem aparecer.
Seus olhos se arregalaram quando comentei sobre eles. Ela tinha esquecido deles e agora se culpava por isso.
- Minha irmã! Felipe! Como todos estão?! Eles estão bem, né?!? – seu tom era desesperado, enquanto olhava para o céu, a procura do carro solar de Apolo. Demorei um pouco para responder, conferindo a situação nos céus. As Fúrias tinham sido vaporizadas e todos estavam bem, com exceção da filha de Zeus, Thalia e do menino filho de Nêmesis, que tinham sido feridos. Um talho de unhas no braço dela e um corte no ombro dele. O carro solar estava destruído, mas isso parecia não importar para Apolo, que freneticamente checava a paisagem, procurando Silícia.
“Eles estão bem, mas Thalia e Felipe estão um pouco feridos. Nada mortal”
Minha frase não a ajudou, que se desesperou mais.
Suspirei. Que garota difícil. Apolo teria muitos problemas com ela, e eu contava com isso.
- ACHEI! – o grito veio do carro solar. O deus do sol tinha achado sua presa.
“Nos vemos por aí”
- Ei, espere! Psique...!
“Feche os olhos” murmurei ao final, quebrando a conexão. Seja lá o que acontecesse agora, eu deixaria nas mãos da filha de Dionísio para que ela resolvesse. Agora eu tinha que ver Eros, avisá-lo sobre a situação. Meu marido precisava disso, sua paciência estava acabando e ele estava considerando seriamente lançar uma fecha de aversão em Silícia, para que ela desprezasse por completo Apolo. Eu não queria isso. Essas flechas manipulavam os sentimentos das pessoas até mais do que as de amor.
Da ultima vez que essa fecha foi usada contra Apolo, Dafne “perdeu” sua vida. Da última vez, Apolo ficou destruído.
PoV Silícia
Acabo de descobrir a sensação dos personagens de desenho que são atingidos por bigornas. Todo o meu corpo doía e eu não me via capaz de levantar. Para formar aquele “casulo” de proteção eu utilizara todas as minhas forças, esgotando-as por completo. Esse seria o momento certo para me matar, caso o titã maluco do Prometeus quisesse.
Assim que Psique – ou a voz dela – partiu, eu abaixei minha cabeça, curvando-me sobre o próprio corpo. O barulho do carro de Apolo fez minha cabeça doer, e logo ele estava estacionado perto de mim, completamente arruinado. Não tinha duas das portas, a pintura estava arranhada, talhos causados pelas garras, eu imaginava. Nada se parecia com o elegante e imponente carro de outrora.
É, as Fúrias pegaram pesado. Tentei me levantar, e falhei, digamos assim: ridiculamente. Cai sobre meus joelhos, e eu tremia sem conseguir parar. Os cortezinhos que eu tinha conseguido com a queda ardiam.
Draga, droga, droga! Mil vezes droga!
Antes que eu continuasse o meu praguejamento mental, senti braços fortes me enlaçarem por completo, puxando-me para o peito ofegante. A pele era bronzeada e vi o reflexo de madeixas loiras.
Apolo.
Ele me segurava quase como se fosse ele que tivesse caído do céu.
- Silícia, Silícia – chamou-me, sussurrando em meu ouvido. Um calor subiu para meu rosto, mas não fui capaz de afastá-lo. – Como você está? Não se machucou muito?
- Eu... Eu estou bem – respondi, encostando a cabeça na curva entre seu pescoço e ombro, Qualquer vergonha ou raiva que pudesse sentir no momento tinham se dissipado. Eu estava cansada demais para fazer algo. – Estou cansada, Apolo.
- Você esgotou todas as suas forças, heroína. – ele acariciou o meu cabelo, e foi bom. Apolo me afastou devagar de seu corpo, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, ele segurou meu rosto com ambas as mãos. Eram grandes e quentes, como pequenos sóis. Seus olhos azuis estavam sem os óculos, e eram perfeitos. – Eu fiquei preocupado, heroína. Tão preocupado e com tanta raiva daqueles malditos demônios...
Coloquei minhas mãos sobre as suas, afastando-as do meu rosto, com o pensamento clareando. Eu não podia deixá-lo chegar muito perto, não podia deixá-lo mexer com os meus sentimentos. Mas ainda as segurei no pequeno espaço entre nossos corpos. Sorri, um pouco forçada.
- Eu to bem, okay? Aquelas coisas já foram embora e ta todo mundo bem. Só cansada. – soltei suas mãos. Dei de cara com todos os outros, olhando de mim para Apolo com confusão.
Momento de enfiar a cara em algum buraco na terra.
Alheio, o deus continuou me olhando.
- Você está machucada – observou, apontando os cortes. Assenti.
- É bobeira. – olhei para meus amigos. Ninna tinha uns arranhões nos braços cruzados e um corte no lábio. Nico estava descabelado como nunca e uma das mangas tinha rasgado. Percy e Annabeth pareciam bem e quanto a Thalia e Felipe, eles não estavam tão bem assim. Ela tinha arranhados horríveis no braço esquerdo e Felipe tinha um corte enorme no ombro. Ambos estavam pálidos. – Thalia! Felipe! Por Dionísio, vocês estão bem?
- Eles parecem bem, mana? – Ninna respondeu, erguendo uma sobrancelha.
- Apolo! – me virei para ele, que continuava me encarando, fazendo pouco caso dos ferimentos dos outros. – Ajude Thalia e Felipe! Eles estão muito piores do que eu! – vi que a maioria dos meus cortes tinha sumido – Pare com isso, droga!
- Não.
Com um esforço sobre-humano, consegui me afastar um pouco. O olhar azul se voltou para meu rosto, sério e repreensivo. Enviou um choque por minha nuca, e eu me encolhi com o repentino medo.
Tinha me esquecido que ele era um deus. Deuses quando bravos não tendem a ser cooperativos ou gentis. Tentei suavizar meu tom de voz:
- Por favor Apolo... Eu estou bem. Os ajude, por favor. – sua expressão continuou impassível. Me aproximei só um pouquinho, tentando convencê-lo – Por favor Apolo, por mim.
Algo brilhou em seus olhos, antes dele se levantar e passar a tratar de Thalia e Felipe. Ninna veio até mim, junto de Annabeth.
- O que foi isso? – perguntou a filha de Athena num sussurro.
- Você acha que eu sei? – retruquei, não querendo contar que não era a primeira vez que o deus do sol dava uma atenção extra para mim – Preocupação, talvez?
- Duvido. Ele ta mais para cachorrinho doente de amor – Ninna afirmou, com um risinho malicioso – Essa é ótima, minha mana tem um deus na palma da mão!
- Fale baixo! – Annabeth repreendeu – Mas devo concordar. Apolo nunca esteve tão... Alterado assim antes. Depois que você caiu, ele parecia um louco a sua procura! Ignorou a gente por completo e nem mesmo ligou para o carro solar.
Pisquei umas duas vezes antes de processar a novidade.
- Sem brincadeira?
- Uhum – Annabeth balançou a cabeça em concordância – Se me perguntassem, diria que ele está apaixonado por você.
- Apaixonado? Já disse que parece mais um cachorrinho carente. Hahaha! – Ninna complementou, não ajudando em nada minha situação.
Não, não mesmo! Lalalalala, vou fingir que não ouvi isso! Cérebro apague essas ultimas frases... Agora!
- Aii – reclamei da dor de cabeça que surgiu pelo meu esforço mental junto do cansaço.
- Tudo bem? – perguntou Annabeth, pondo uma mão na minha testa. A tirou rapidamente – Pelos deuses Silícia! Você está ardendo de febre!
- Hein? – Ninna repetiu o ato – Cruzes! Caramba mana, tu tá queimando!
Um flash dominou minha visão, e antes que pudesse imaginar que era a tal febre de cansaço fazendo efeito, fui erguida do chão.
- Apolo! Me solte! Eu já te pedi para cuidar de Thalia e Felipe e...
- Eles estão bem – disse, sem me olhar. Me levou até seu carro e me surpreendi ao vê-lo consertado. Ele se sentou, me colocando no colo. Tentei me levantar – Nem pense nisso. Fique quieta só desta vez, pode ser? Eu já tenho que ir embora, então não me deixe ainda mais irritado.
Opa! Não ta mais aqui quem falou!
Uma sonolência me atingiu e eu mergulhei na sua escuridão.
Eu estava no topo de um prédio, uma cobertura completa, com piscina, churrasqueira e uma vista incrível. A julgar pela Torre Eiffel na minha frente, meus sonhos aconteciam em Paris.
Ah não, jura?
Voltando, a minha frente estava Apolo, com outras roupas e o óculos de sol cobrindo os olhos.
- Sério, porque toda essa fixação comigo? – fui sincera, curiosa para ver o que ele responderia – Na vida real, nos sonhos...
- É bem simples – ele estava diante de mim num estalo, uma mão acariciando meu rosto enquanto a outra segurava minha cintura. – Eu te amo.
Pausa para absorver.
...
...
Pronto.
- Me ama? Como você pode me amar? Você não me conhece o suficiente para isso! – tirei sua mão do meu rosto e dei alguns passos para trás. Seu cenho franziu.
- Conheço o suficiente.
- Então vocês, deuses, agem mesmo como na mitologia? – cruzei os braços, me irritando – Vêem um mortal que os agrada e “plim plim”, é amor?
- Não exatamente.
- Como é então? – toquei meu cabelo, exasperada – Você me acha bonita, é isso? Saiba que há milhares de mulheres perfeitas que adorariam “brincar” com você! É porque sou a filha de um deus? O Acampamento Meio-Sangue tem muitas como eu!
- Eu disse que amo você! – ele exclamou, bagunçando os fios loiros.
Balancei a cabeça de um lado para o outro, negando. Ele não podia mesmo acreditar naquilo. Apontei na direção do meu peito.
- Mas eu não amo você.
Minhas palavras causaram um impacto maior do que eu esperava. O rosto dele mudou completamente de expressão. Torceu-se em uma careta de pesar, tristeza e incredulidade. Um sentimento de culpa começou a aflorar, mas rapidamente me livrei dele.
Eu estava sendo sincera! Não tinha o porquê de sentir culpa!
- Entendo – ele endireitou a postura, seu tom frio e formal. Sumiu.
A cidade colapsou diante dos meus olhos.
- Ah! – gemi, me levantando. Algo caiu da minha testa. Um pano úmido.
- Acordou, enfim! – a voz de Ninna veio da minha direita. A encontrei sentada, as pernas cruzadas e uma espada no colo. O sol se punha. – Caramba Silícia, tu dorme demais.
- Calada pirralha. – tirei as cobertas que me cobriam, tacando-as para um lado. Ao meu redor, percebi que estávamos no mesmo local. Percy e os outros estavam envolta de uma fogueira, conversando e comendo. – O que houve?
- Depois que o deus cachorrinho te apagou, ele cuidou de você até uns minutos atrás, ou ficou de guarda, bancou o pitbull, tanto faz, quando do nada levantou, entrou no carro e foi embora. A gente vai ter que roubar alguma coisa de novo amanhã, depois que conseguirmos sair da reserva.
- Quer dizer que Apolo ficou comigo todo esse tempo?
- Exato.
Uma coisa pinicou meu pescoço, e quando o toquei, senti algo que não estava ali antes. Um colar. Entalhado com ouro e um pingente de sol. Era maravilhoso.
- O que é isso? – olhei para Ninna, que analisava o colar com um sorriso sarcástico. Ela ergueu seus olhos, que brilhavam divertidos.
- O deusinho colocou isso em você. Disse que te protegeria e que funcionava com um... Qual a palavra... Apito! Quando precisar, é pensar nele e soprar o colar. – a encarei feito uma retardada – Ei, ele que disse! Falta de criatividade...
Ela continuou a falar, mas eu tinha me desligado do mundo. Revirei o colar diversas vezes.
Sabe o sentimento de culpa que tentou se apoderar de mim no sonho? Aquele mesmo. É, ele voltou, bem mais forte.
- Ah, droga. – resmunguei, fechando os olhos. – Desculpa Apolo.
- Hum? Disse alguma coisa? – minha irmã parou de tagarelar, prestando atenção em mim.
- Não – me levantei, percebendo que todo o cansaço tinha ido embora. Andei até a fogueira.
Eu precisava afastar esse sentimento de que eu estava errada, que eu tinha magoado o deus, que eu era ingrata e maldosa.
Era só o bichinho da culpa mordendo minha consciência.
PoV Psique
Silícia se culpava pela maneira que tinha tratado Apolo. Seu sub-consciente a estava torturando. Ah Deuses, isso não era bom.
- Algo errado? – inquiriu meu marido, tomando-me de surpresa. O Espelho de Água dissipou a imagem.
- Não, está tudo bem.
- E como vai a criança meio-sangue? Tem resistido de acordo aos charmes de meu rival?
- Sim, ela está agindo muito bem. Hoje mesmo disse algo que desagradou muito Apolo. – respondi, ocultando a parte que ela se sentia culpada. Eros sorriu.
- Magnífico! Não serei forçando a usar uma das minha flechas de aversão. Escolhes-te bem, minha amada – ele beijou minha testa, saindo do jardim em seguida.
PoV Autora
Stulus Passion tinha acabado de voltar do Japão e passeava por Paris, quando avistou um Apolo sentado no topo de Notre Dame. O Deus maior tinha o cenho franzido, mas um pequeno sorriso se abria em seu rosto, indicando satisfação. Silícia não sabia, mas quando resmungara, o fizera perto o suficiente do colar, que transmitiu diretamente para o deus:
“Ah droga. Desculpa Apolo”
- Huhu. Perdoada – seu ânimo para conquistá-la tinha voltado. Viu um ser alado, com cachos dourados e olhos ambarinos. Por momentos pensou ser a praga de Eros, mas aí lembrou: o Deus do Amor não tinha olhos ambarinos, e sim verdes. Só podia ser: — Stu!
Diferente de Eros, Stulus era tão conquistador e baderneiro quanto Apolo. Eles se davam bem.
- E aí? Cara, você parece, diferente – comentou o mais novo, o analisando. Sentia algo familiar.
- Ah, Stu, é o amor. O traiçoeiro e imprevisível amor – ao dizer isso, um brilho emanou de seu peito. Stulus arregalou os olhos, percebendo o que era. Uma flecha de seu pai! – Oê, o que foi? – o outro loiro não podia ver a luz que manava de si.
- Er... Nada não – se o pai tinha lançado uma flecha em Apolo, tinha uma razão e ele que não questionaria. – Boa sorte com sua garota.
- Eu vou precisar. Ela é muito difícil – o deus suspirou.
Nossa. Apolo suspirando. A coisa estava feia.
- Elas são as melhores – o outro deus comentou – Estou indo. – e voou em direção a Inglaterra. Uma atividade lá estava lhe chamando atenção.
Apolo continuou no topo da Catedral, lembrando-se da garota filha de Dionísio. As palavras que ela pronunciara no sonho misturadas ao pedido de desculpas rodavam a cabeça dele.
Se continuasse assim, Apolo enlouqueceria.
Notas finais
ps: O Stulus Passion é criação minha. Até onde vão os meus conhecimentos de mitologia, Eros e Psiqué não tem nenhum filho...
*volta a se esconder num cantinho escuro*
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