Notas iniciais
"Escrito por Erold"

–O que queres dizer com "o seu destino é o que importa agora"?- Pergunta Erold mantendo o controle.

–Bem, eu estou aqui para lhe chamar para voltar a Irmandade uma ordem do senhor Halfgazer...-O homem estranho agora volta o seu olhar para Erold- Ela irá se reeguer novamente e precisaremos de você nela.-Diz o homem mantendo um olhar penetrante sobre Erold

Erold toma um um susto quando o tal homem disse aquilo, e disse a si mesmo: Mas o que?! Halfgazer está pensando em reabrir a Irmandade? Mas porque diabos Halfgazer resolveu reabri-la? Perguntas incontáveis surgiam naquele momento na cabeça de Erold, ele ficara totalmente atordoado com aquela noticia.

Sophy fica assustada com a cara de assustado que o seu pai faz após escutar o que o homem estranho havia dito, ela não estava entendendo muito bem o que estava acontecendo ali então apertou a mão de seu pai esperando pelo pior.

–Bem, isso é tudo que eu tenho a lhe dizer. Tenho de ir, o senhor Halfgazer ainda se encontra no mesmo local... Ele está esperando por você lá e espera que você não o decepcione.-Diz o homem estranho enquanto vai embora.
Erold não diz uma palavra e tenta manter a calma para não preocupar de forma alguma a sua pequena Sophy.

–Papai do que esse moço estava falando?-Pergunta Sophy curiosa.
–Nada Sophy, ele é apenas um louco que tentou nos assustar agindo daquela maneira- Diz Erold tentando convencer Sophy.
–Ele me parecia uma louco mesmo falando sobre essa tal "Irmandade"- Diz Sophy já convencida.
–Verdade, ele é apenas mais um maluco que vive nessa região- Diz Erold abrindo um sorriso.
–Hoje já faz quatro anos que a mamãe se foi, né pai?- Diz Sophy mudando de assunto e olhando para o tumulo de sua mãe.
–Sim... Hoje completa exatamente quatro anos em que ela se foi...-Diz Erold tirando rapidamente o sorriso do rosto.

Sophy não consegue segurar as suas lágrimas e então começa a chorar sem parar, ela sempre chorava quando iria visitar o tumulo de sua mãe e esse sempre foi um momento muito difícil para Erold, pois, ele não sabia o que dizer a pequena Sophy porque até para ele mesmo já era muito difícil segurar toda aquela tensão de ver o tumulo de sua amada. Então ele agachou-se e Sophy pulo em seus braços chorando desesperadamente e abraçando-o forte. Erold deixou escorrer algumas lagrimas pois ver sua filha sofrendo sempre foi difícil.
E ali os dois ficaram, abraçados sem dizer uma palavra um ao outro apenas ficaram ali parados chorando sem se importarem com a chuva intensa e com o que o homem estranho havia dito poucos minutos atrás.