Então, sem conhecer direito a minha casa, eu saio junto de Mary e vamos andando até o Pavilhão Principal, é como se fosse uma estrutura enorme, em forma de um templo grego, parecido com o Parthenon, só que dentro do pavilhão era bem diferente do que eu pensava, ele era rodeado por arquibancadas de pedra, como um anfiteatro, só que era retangular, no meio do Pavilhão, tinha duas cadeiras vazias grandes de mogno, uma era um pouco menor do que a outra. Também tinha uma mesa de mármore negro e. Do lado dessa mesa, tinha outra mesa pequena, com uma cadeira de madeira comum. Um pouco mais para o meio do salão, tinha uma espécie de pódium, só que esse "pódium" tinha espaço para uma pessoa. Foi então que começou a vir mais pessoas, até que a arquibancada tinha vários pontos vazios, acho porque alguns semideuses não sabiam ainda sobre seus pais divinos... Foi aí que Mary me falou pelo ouvido:

- Olha, você tem que subir naquele pódium quando Genevìeve se sentar... Tenho que ir sentar perto deles porque eu sou a sua irmã e parece que isso é importante... Então até depois...

Daí então ela foi embora e entrou a diretora, e junto dela estava Mark e o garoto Hector, o oráculo... Quando Genevìeve se sentou eu subi no pódium, foi então que todos se silenciaram e ela falou:

- Moradores! Boa noite a todos... Vou falar uma coisa importante antes dos jogos da ilha... Hoje, chegou alguém aqui na ilha, que está sendo muito importante no momento... — e então um garoto, no fundo da arquibancada grita:

- É sobre a profecia?

- Sim, meu caro rapaz, é sobre isso mesmo que eu quero falar... O garoto que vocês veem no pódium é Jack Daniels, o filho de Zeus, o escolhido... — foi então que todos começaram a bater palmas e gritar “vivas!” (como assim? Que estranho?) E então eu escuto um grito feminino:

- Uhu! Vai lá Jack! — quando eu acho da onde veio o grito, foi Mary quem disse, eu dei um sorriso de volta para ela meio animado...

E então todos ficaram quietos e a diretora falou:

- Jack, pode se apresentar...

Eu comecei a falar meio nervoso, mas depois eu consegui falar direito:

- Olá pessoal, Eu sou Jack Daniels, filho de Apolo, tenho 16 anos e sou de Connecticut... Hoje meu pai apareceu em casa e disse que eu tenho uma irmã, que me conheceu hoje, e eu fiquei bem feliz de saber que eu não sou o único filho de Zeus na ilha... Agora... Espero que nós possamos vencer esta guerra... E é só isso...

Logo em seguida todos bateram palmas de novo e minha irmã assobiou de novo... – a diretora falou logo depois:

- Muito bem falado, Jack, bem... As probabilidades de vencermos estão um pouco favoráveis... Agora pode se juntar à sua irmã...

E então fui andando pela arquibancada, todos me cumprimentaram e então eu finalmente cheguei junto de Mary... Ela me disse rindo:

— Sentindo-se popular, irmão?

- Ah, porque não né? Um guitarrista? popular? O que teria de ruim nisso?

E num piscar de olhos, quando eu olho para o local do pódium, ele desapareceu e apareceu um holograma de um mapa bem grande, mostrado os estados Unidos, nisso, as luzes se apagaram, e então foi Mark quem continuou.

- Amigos Semideuses... A guerra está para acontecer daqui um mês... E então, temos muito trabalho pela frente... Devemos montar quatro bases e um grupo de reconhecimento de inimigos será importante também... Uma em Washington, uma na Califórnia, Flórida e a última no Maine... Quatro pontos dourados apareciam onde ele tinha falado.

Uma garota ruiva falou:

- Mas isso não ficaria muito esparso?

- E esse é o motivo: dividir e conquistar... Só assim podemos combater estes inimigos e nos juntaríamos no Kansas. E depois disso vamos seguir para Ohio — Esse último ponto ficou em vermelho.

- Ohio é o nosso ponto final e é lá que encontraremos o portal diretamente para Delfos. — Foi então que eu me levantei e perguntei:

- Pera aí? Mark, quando você diz Delfos, você quer dizer a cidade sagrada de Delfos? Na Grécia?

- Sim Jack, é lá mesmo na Europa... Quem está predestinado a ir para Delfos é; você e Mary... A terceira pessoa você é quem escolhe... – Genevìeve percebeu que a única pessoa que eu conheci, além dela, de Hector e Mary, era Mark, então ela e ele trocaram olhares...

- Bem já que é assim, eu escolho você Mark... Seria de boa ajuda ter um filho de Atena nos ajudando nessa missão... – alguns concordaram outros já ficaram mudos... – Genevìeve retomou a voz:

- Então está feito, a missão será de Jack Daniels, Marianne Stewart e de Mark T. James... — Então, depois que foi decidido sobre a missão e os preparativos, o holograma desaparece e as luzes voltam a se acender e ela diz novamente:

- Agora vamos aos jogos da Ilha... Mark, você escolhe sua equipe, e Jessica, você pode escolher a sua equipe, também... — Ele nem precisou falar nada, já no time dele, estava eu, Mary, a garota ruiva, ela se chamava Ramonna Grey, filha de Apolo, e mais algumas pessoas. Ficou divido igualmente, 100 para Mark e 100 para Jessica, ela era filha de Hermes... Mark foi chamar Brian para se juntar, quando ele chegou, eu pensei estar vendo um reflexo de Mark, cara! Brian era idêntico a ele!

- Então, Jack, esse é meu irmão Brian...

- Ah, oi Jack, meu irmão me falou de você, muito prazer...

- O prazer é meu, e então, você também gosta de rock igual o seu irmão?

- Ah sim, claro, rock, com certeza, tipo Pink Floyd ou Led Zeppelin...

- Nossa! Agora eu conheço mais três pessoas roqueiras, que irado...

- Bem, Mark, meu irmão sabe tocar guitarra de um jeito que mais ninguém consegue, ele é incrível...

-Ah Mary, você também canta muito bem, isso o Mark tá de prova...

-Pois é, parece até que já tem uma banda...

- Eu até queria, quem sabe, né? Vocês dois poderiam participar dela, sabem tocar algum instrumento?

- eu sei tocar baixo e meu irmão sabe tocar bateria — Mark no baixo e Brian na bateria, pronto, já têm a banda...

Depois que nos conhecemos melhor, juntamos o resto do pessoal e planejamos nossa tropa com Mark.

- Hã, Mark, que jogo é esse que vamos jogar?

- Se chama ”captura do brasão”, é assim, duas equipes tem os seus brasões escondidos nos lados opostos da ilha, e cada uma tem que capturar o brasão do inimigo primeiro, quem conseguir ganha... A nossa equipe se chama Armada Olímpica, já a equipe de Jessica é Tropa Vermelha.

- O.K. Acho melhor nós nos organizarmos, bem, tenho uma ideia, que tal se nós nos juntássemos em duplas?

- Bem, acho que não, pois se nos espalharmos seria mais eficaz...

- Tudo bem então... Acho melhor irmos para a competição então...

Então fomos andando até um campo bem largo, estávamos de armaduras de bronze com detalhes de azul e dourado, as cores de Zeus, já a equipe de Jessica estava com armaduras pretas, com detalhes de vermelho e verde, as cores de Hermes... Como este jogo era só uma simples competição, não podíamos usar nossas armas, então tivemos que pegar espadas de bronze comum, eram espadas curtas, mas eram bem leves... Começamos todos agrupados no campo, esperamos o tiro de partida, então começa... Todos correm para dentro da floresta... É como uma guerra, só que de mentira. Então, do nada um garoto da tropa vermelha vem pra cima, eu desvio o golpe dele para o chão e dou uma estocada com a minha espada nas costas dele, ele cai, saio correndo e acabo dando de cara com mais quatro inimigos, e então aparece Mary para me ajudar.

- quer uma mãozinha maninho?

- já era uma boa hora! — E então os dois primeiros vieram para cima e atacaram com tudo.

- Agora! — gritou Mary.

— Ei! Seu cabeça oca! To livre aqui! Vem pra cima! — Eu dizia querendo provocar os inimigos... E então aconteceu o que não deveria; Mary foi ferida no braço! E então ela me disse:

- Hã... Ajuda aqui! Tá meio... Hã... Complicado continuar!

Eu fiquei entre ela e os outros dois que sobraram e disse com raiva:

- Agora já está além do limite! Vou apelar para o ataque ofensivo desse jeito! – Mas então, os dois oponentes caem no chão da floresta, isso foi muito estranho... Quando eu olhei em volta, eu vi Ramonna e Brian em cima de uma arvore, parece que eles tinham jogado as espadas na cabeça dos dois querendo desacordar os inimigos.

- Oi Ramonna! Valeu pela ajuda! Minha irmã está meio ferida aqui... O braço dela está bem feio!

- Ah, isso não é nada mano... É só um corte...

- “Só um corte”? Mas não é só um corte, irmãzinha, me deixa ver isso... – Quando ela me mostrou o braço, eu vi um corte em forma de “X”... Como assim? Um “X” não seria um corte comum...

- Vá, é melhor para você e Ramonna seguirem adiante, deixe que Brian me ajudar aqui, ele é um filho de Atena, vai saber o que fazer...

- Sua irmã está certa Jack... Vamos seguir até o outro lado da ilha... Deixe-os aqui, Brian a levará até a casa de enfermaria...

- Não se preocupe Jack, eu não deixarei ninguém chegar perto dela... Agora vão! Ganhem esta batalha para nós!

Eu insisti para ajuda-la, mas, eu pensei bem e vi que isso não daria em nada, mas eu estou bem confuso com aquele corte, era bem fundo... Continuamos correndo pela floresta e silêncio absoluto... Não tinha ninguém pelo caminho. Chegamos até uma espécie de torre, era alta, montada com tijolos pretos. Quando eu olhei para cima eu vi uma chama vermelha acesa, decidi subir até lá.

- Ramonna, acho melhor você ficar de guarda aqui, eu vou subir...

- O.K. Vai lá então, se aparecer alguém da “tropa dos mãos-de-rodo” eu dou um jeito à moda de Apolo...

Então eu empurrei a porta da torre e comecei a subir, eram degraus que não acabavam nunca... Finalmente eu cheguei ao topo da torre. O topo era uma sala semi coberta, na parte aberta da sala tinha um pedestal com uma chama acesa, entre as chamas estava o brasão... O brasão era um escudo meio arredondado, vermelho e verde, com o símbolo de Hermes: O cadinho alado e duas serpentes entrelaçadas, uma branca e outra preta. E então eu pensei: como eu vou pegar isto? Eu decidi olhar para baixo e gritei para Ramonna:

- Ei Ramones! Como eu vou pegar este brasão? Ele está entre chamas!

Ela riu com o apelido e me disse:

- Já tentou soprar a chama?

- hã... Não – E então eu fui até a chama e soprei com tudo... Nada acontece...

- Já, já tentei, nada aconteceu...

- Ei! Tenho uma idéia, use a ponta da espada para tirar o brasão do pedestal... Quem sabe isso não dá certo? – Sem pensar duas vezes, eu fui até o brasão, peguei a espada da bainha e encostei na chama. Na mesma hora a chama apaga e flechas, espinhos venenosos, e tiros saem das paredes! Imediatamente eu me baixei e me defendi com o meu escudo. Esse “tiroteio” durou três minutos! Em fim, consegui sair da minha defesa do escudo e fui até o brasão. Antes de tocar no símbolo, olhei para os lados várias vezes para me certificar. Nada... Peguei o brasão e de repente um sinal bem barulhento ecoa pelo acampamento inteiro. A missão acabou.

Notas finais
Comentem ! :P
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.