A Grande Familia

1 1° - o Começo de minhas férias


Notas iniciais
Oooi espero que gostem dessa fic, aproveitem :)

A casa estava uma correria nesse dia, todos estavam com roupas, sapatos, mochilas, carregadores de celular e laptops nas mãos correndo de um lado para outro. Todos estavam arrumando suas malas, para uma viagem em família, a primeira em alguns anos.

Eu não estava preocupado em arrumar minha mala, aliás, minha irmã sempre acaba comprando pilhas de roupas pra mim, mas eu era o único que ainda estava começando a arrumar a mala, e nós iríamos sair em uma hora. A única coisa que tinha colocado em minha mala era um par de meias brancas, shorts de ondas azuis para a praia e uma camisa regata branca.

– Vamos Caio! Está quase na hora e você nem começou a mala ainda! — disse minha irmã segurando uma pilha de roupas.

– Já estou indo, estou indeciso.

- Então trate de andar logo, o Erich não quer sair tarde daqui!

- Meu deus como ela ta chata — disse baixinho.

Comecei a me apressar, não queria minha irmã gritando no meu ouvido. Coloquei o básico de roupas que tinha que colocar e quando terminei minha irmã já estava fazendo a checagem da casa.

– Vamos logo! — era minha irmã gritando todos escutarem, eu perguntava por que ela estava tão estressada, Talvez TPM, ou não.

Fechei minha mala, à peguei e caminhei até o carro do namorado da minha irmã com sono, Erich, ele era um cara legal, eu o vejo como irmão mais velho, sempre me da conselhos quando preciso. Quando abria a porta branca de minha casa lá estavam todos os meus primos, Giovanni, Thiago, Tadeu, minha irmã e o namorado dela.

Eles estavam todos me esperando em frente do Renault Duster marrom de Erich, era um carro imenso, dava para carregar as malas de nós três. Meus primos iam em outro carro, com os pais deles.

Bom, estava na hora de partir. Até uns anos atrás, nós íamos para Ilha Bela todo final de ano. Minha família tinha uma casa imensa lá. Quando partimos eu deitei no banco do carro e fiquei mexendo no meu iPhone, meu 3G era melhor na rua do que em casa.

É estranho ser um adolescente de 16 anos e ter uma irmã de 22, não parece, mas a diferença é grande, embora as vezes briguemos, sempre estamos um do lado o outro.

Na metade do caminho, o iPhone da minha irmã começa a tocar, logo percebo que ela fala com Giovanni. Três minutos depois ela desliga o celular.

- Vamos parar naquele Graal ali perto, meus primos estão com fome e eles querem comer — disse Ingrid.

- Mas acabamos de tomar café da manhã — disse Erich.

- Eu sei mais é melhor pararmos.

Erich guiou o carro para o estacionamento ali perto, eu estava com preguiça e levantar. Minha irmã abre a porta do carro e eu quase caio para trás e tenho um míni ataque cardíaco.

-Vai logo maninho! Hahaha

- Tô começando a pensar em ir no outro carro da próxima vez... — digo resmungando.

- Você sabe que eu te amo — disse minha irmã.

- Ama sim...

Andando um pouco pra frente conseguímos encontrar meus primos, eu não tinha percebido, mais a namorada de um deles estava junto. Eu queria ter uma namorada...

O lugar era realmente grande, haviam muitas mesas, televisões, fastfoods e placas sinalizadoras. Meus primos foram correndo para as mesas. Juntamos duas mesas para dar lugar a todos.

O almoço de todos foram hambúrgueres, batatas fritas e vários copos de refrigerante. Depois disso, eu não me aguentava em pé de tanto sono. Queria logo voltar pro carro, mais tinha que esperar Giovanni encontrar seu cartãozinho do Graal, depois de muita gritaria fomos embora quase expulsos daqui.

Voltei pro carro, coloquei meus fones de ouvido e comecei a ouvir música, o carro começou a andar e eu olhava a paisagem lá fora, quando tenho a sensação de alguém estar falando comigo.

- O que? — tiro o fone e pergunto se alguém falou comigo.

- Você está lindo nessa foto — disse minha irmã me mostrando o iPhone dela com uma foto minha que ela tirou no carro. Eu estava horrível!

- Apaga Ingrid!

- Não, vou postar no Instagram...Hahaha

- Se você postar vou te matar quando chegar lá na casa!

Volto a ouvir musica e quando percebo a tela do meu celular acende e aprece uma mensagem:

__happy_ingrid_ marcou uma foto tua

- Ingrid, eu vou te matar! — Consigo ouvir a risada dela por trás da musica.

O telefone de Ingrid tocou.

– Alo. Oi pai, tudo bem!? — ela estava animada pois nosso pai nunca parava em casa, e quase nunca dava bola para gente — Ahn, entendi... Sim, entendo, mas... O.k. Tchau.

– O que... O que o papai disse?

– Ele só ligou para perguntar onde eu tinha deixado a chave de casa para ele pegar as papeladas dele, e ele disse que talvez não vá conseguir chegar essa semana na casa -Ingrid estava triste, eu sabia disso, mesmo ela não demonstrando.

– Ah... Pelo menos ele ligou... — estava tentando melhorar o ânimo de minha irmã, mas, acho que isso não adiantou muito.

Logo depois disso, a última coisa que eu vi eram duas palmeiras. E, depois, um borrão preto.

- Acorda babão! — pulo do banco quando minha irmã me da um tapa na perna — Já chegamos! Vai lá pegar suas coisa e vai já pro seu quarto.

- Ta bom mamã... Quer dizer maninha.

Levantei, saí do carro, abri o porta — malas, peguei minha mala e depois o fechei. Caminhei até a sala, e, quando entrei vi Ingrid parada, quase chorando. Ela estava parada em frente à um criado mudo olhando para uma fotografia.

– O... O que aconteceu maninha?

Ela me abraçou, enxugou a lágrima e me mostrou a fotografia que estava olhando. Era uma foto minha, da minha irmã e de meu pai quando nós éramos pequenos, todos com a camisa do Homem de Aço fazendo pose. Eu entedia por que ela estava chorando, nossa família não se reunia a sete anos. Atrás no criado mudo tinham mais fotos, mais velhas ainda, da nossa família.

– Eles estão sempre ocupados, sempre trabalhando, nunca tem tempo para ficar com a gente. Faz um tempo que nós não se vemos. Toda hora trabalho, nada de família — Ingrid soltou o choro que carregava e me abraçou novamente.

– Verdade — eu a abracei — Vamos, vamos esquecer isso. Estamos na praia. Eu quero ver você feliz, está bem?

– Sim, vou tentar.

Nós subimos as escadas, e fomos arrumar nossos quartos. Não tinha jeito de eu tirar aquela fotografia da cabeça, e, pelo jeito Ingrid também não tirava isso da cabeça.

Notas finais
Gostaram? Dêem reviews :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.