A Grande Descoberta De Kuwabara
4 Capítulo 4
Notas iniciais
– Vamo Yusuke, essas sacolas estão pesadas ! – Kuwabara falava aos gritos enquanto carregava algumas sacolas cheias de guloseimas acompanhado por Yukuke que trazia garrafas de refrigerante logo atrás.
– Estou indo, estou indo ! Ora, não tenho sossego mesmo ! – Yusuke ajeita as sacolas nas mãos e abre um sorriso ao ver a casa de Kurama logo ali perto – Estamos chegando, finalmente !
– Pois é. Vamos logo que essas sacolas estão pesadas. – Dizia o maior respirando fundo e pensando se deveriam mesmo ter comprado aquela quantidade de porcarias para comer.
Alguns passos adiante e logos os dois já estavam na porta da casa de Kurama. Yusuke deixa as sacolas no chão por um instante e toca a campainha, mas ninguém responde. O detetive bate o dedo no botão branco ao lado da porta novamente, aguarda um, dois, três minutos... nada.
– Será que ele saiu ? – Diz Kuwabara pensativo.
– Será ? – Yusuke se afasta um pouco da porá, analisa a casa e da de cara com a janela de Kurama aberta – A janela está aberta...
Enquanto isso, no quarto do raposo o jovem casal dormia profundamente. Kurama sequer notara quando pegou no sono enquanto Hiei lhe acariciava os longos cabelos avermelhados. O menor também baixou a guarda, coisa que só fazia com Kurama por perto e se entregou ao sono sem muita resistência. A campainha tocava lá fora mas nenhum dos dois ouvia. Era o tipo de sono do qual os dois despertariam no meio da noite sem se lembrarem que tinham dormido a tarde toda.
Mas Yusuke e Kuwabara não sabiam disso. Na verdade, não sabiam da nada, além do fato de a mãe do jovem Suichi ter o hábito de guardar uma chave reserva dentro do vaso da samambaia ( por que mãe que é mãe cultiva uma samambaia pelo menos uma vez na vida) que ficava pendurada ao lado da porta.
– Vamos dar um jeito nisso – Yusuke se estica um pouco passando a mão pelo vaso de planta até ouvir um bater leve de metal na terra – Ahá, achei !
– Ei Yusuke ! Isso é invasão ! – Kuwabara fala preocupado, de todas as maluquices que seu amigo arrumara, invadir a casa de Kurama estava quase no topo da lista – O Kurama vai ficar um bicho com você!
– Ora, ele nos chama pra um rango esperto e não atende a porta ? Isso não se faz com velhos amigos. – Ele encaixa a chave na fechadura e com um giro seguido de um clique a porta se abre revelado a impecável casa dos Minamino – Prontinho.
– Isso não vai acabar bem...
– Claro que vai, vamos guardar essas coisas – Yusuke já ia para a cozinha.
– Está bem, espertinho, mas só por essas coisas estão pesadas e... MAS O QUE VOCÊS ESTÁ FAZENDO URAMESHI !?
– O que ? – Yusuke se vira com um olhar inocente, as sacolas no chão, uma mão na porta aberta da geladeira, a outra puxando um picolé do freezer .
– Que tipo de pessoa chega na casa dos outros e vai abrindo a geladeira desse jeito! Isso é uma violação do lar de um HOMEM !
– Ahhh é só um picolé, ninguém vai morrer por causa disso.
– Mas você é muito folgado mesmo... – Kuwabara deixa as sacolas sob a mesa e acaba se lembrando – Ah, tenho que devolver o estojo do Kurama...
– Vai lá, pode deixar que eu termino de guardar isso aqui. Caraca, como tem coisa nessa geladeira !
– Está bem, mas não vá comer tudo que tem ai !
– Tá, tá...mas que cara chato...
Kuwabara vai para a sala e pega o estojo na mochila que tinha jogado no sofá para diminuir o peso sob o corpo. Agora bastava apenas se lembrar de qual era aporta do quarto do ruivo, corredor, porta um , doi, três e.. ah sim, a última no final do corredor.
Lá no quarto, um ventinho frio vindo da janela acaricia maldosamente as costas nuas de Kurama que acaba começando a despertar de seu sono em busca de uma das pontas do lençol para se cobrir:
– Hum...- Hiei abre os olhos minimamente tentado descobrir o motivo de tanta movimentação por parte do ruivo que agora puxava o lençol caído no chão por cima de seu corpo – Algum problema, Kitsune ?
– Hum...frio...- o raposo se enrola na coberta e se aconchega nos braços do menor aproveitando o calor do lençol e de Hiei lhe abraçando com um sorriso no rosto e uma rara demonstração de carinho, daquelas que só vinham depois de um sexo muito bom ou de um dia muito cansativo :
– Amor...- O menor deixa um beijo no topo da cabeça do ruivo – Eu sou um Koorime, se tem frio não precisa ficar se enrolando em panos, sabia ?
– Hum... sei, só não queria te acordar.
– Não tem problema...
– Hiei ? – Kurama chama baixinho.
– Hum ?
– Adoro quando me chama de amor..- ele da uma risadinha baixa e Hiei sorri apertando o abraço.
E quando o sono ameaçava alcançar os dois novamente, alguma coisa desperta o casal, um barulhinho peculiar e bem conhecido.
A porta se abrindo.
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