Notas iniciais
Então, é minha primeira fic e primeiro capítulo, wow! Esse capítulo não vai ser nem de perto o melhorzinho, mas sobreviverei haha, leiam e tirem suas próprias conclusões

“Essa parece uma daquelas noites

Esse lugar está tão cheio

Tanta gente legal

Essa parece uma daquelas noites

Nós abandonamos toda aquela cena

E acabamos sonhando

Ao invés de dormir”

– 22, Taylor Swift

Faltavam cinco horas pro nosso vôo para o Rio e eu e Samantha estávamos na sessão de moda praia de uma loja qualquer de departamento terminando de comprar algumas coisas para a viajem. Estávamos absolutamente eufóricas.

– O que acha desse? – Sam disse fazendo caras e bocas se referindo aos óculos escuro em seu rosto.

– Acho que daqui a pouco você vai é ter que comprar uma mala maior. – ela me mostrou a língua e me mandou um olhar realçando a pergunta anterior – Ficou ótimo, mas tudo fica ótimo em você. – ela sorriu agradecida e mandou um beijinho no ar.

Segundos depois ela decidiu que iria levar o que experimentara antes e fomos pagar nossos biquínis, cangas e óculos.

Então, me deixa explicar: meu nome é Melanie e a garota com complexo de indecisão – eu sei que se ela pudesse levaria todas as peças da loja – é minha melhor amiga, Samantha. Somos amigas faz uns sete anos (e digo “somos amigas” ao invés de “nos conhecemos” porque nos conhecemos faz mais tempo, mas não nos dávamos muito bem) e chegamos juntas e inseparáveis à tão esperada formatura do ensino médio! Afinal, como não seria tão esperada quando nosso destino no caso é o Rio de Janeiro? Não me leve a mal, mas é preciso sair um pouco do sul do país ás vezes. Bom, como sempre eu havia deixado pra fazer a mala em cima da hora, uma vez que eu nem sabia o que iria levar, – em minha defesa – porque já estou putamente cansada das minhas coisas. Samantha sempre diz que eu reclamo demais sobre isso. Reclamações a parte... COPACABANA, BABY! E é nesses momentos que eu agradeço minha turma ser super unida e estarmos planejando essa viajem desde o primeiro ano – o que nos deu um booom tempo para arrecadarmos o dinheiro e nossos pais foram bem generosos (em questão do bolso). E claro eu, Samantha e Sophia (uma de nossas melhores amigas) tomamos a frente da organização, como normalmente fazíamos. Agora me diz: é tão irônico assim a organizadora deixar tudo pra última hora? É, já sei a resposta. Mas eu sempre faço isso, na verdade eu tenho a suspeita que tenho dupla personalidade. No mesmo momento que eu sou impulsiva, no outro já sou a pessoa mais insegura do mundo. No mesmo momento que penso “que se dane o que vão pensar”, no outro já me bate a falta de auto-estima – minha amiga que nunca me abandona.

E mergulhada nesses pensamentos enquanto me caminhava pra praça de alimentação, fui acordada do transe pelo meu celular tocando euforicamente.

– Melanie, você ta surda? – Samantha disse pegando meu celular de meu bolso e atendendo. Muita liberdade? Talvez. – Era a Sophia, ela disse que não precisa passar na casa dela, a gente vai se ver já no aeroporto.

– Tudo bem. Agora vamos que eu acho que vou desmaiar de fome.

– Me diz uma novidade. – talvez, mas só talvez, eu fosse um pouco gulosa. Mais talvez ainda, um saco sem fundo. – Imagine os gatinhos cariocas, os surfistas. – Sam comentou, agora já sentadas, pedidos já feitos.

– Nem me fala. Mas e o Luiz? – disse me referindo ao último menino com quem ela ficou.

– Ah, você sabe, nunca dura. – sua feição era indiferente, mas com uma leve pitada de desapontamento. Nossos pedidos chegaram, o dela um hambúrguer com salada e suco e o meu com fritas e refrigerante.

– Você ainda vai achar o cara.

– É. – disse dando umas garfadas na sua salada. – Vou com uma das roupas que comprei hoje, a gente passa em casa, pega minha mala e eu vou me arrumar na sua casa. – apenas assenti.

*

Eu estava tendo que sentar em cima a mala para tentar fechar o zíper e nessas horas eu penso em quantas malas seriam necessárias pra Samantha levar tudo que planejava. Ah é, tinham três malas, todas combinando, no meu quarto, todas da dona Samantha Álvares.

– Acho que você deveria pegar uma mala menor pra colocar mais algumas coisas e o que não ta cabendo aí, sei lá. – ela comentou casualmente enquanto mexia no celular.

Olhei, olhei, pensei.

– É, também acho. – tirei as coisas de praia da mala e passei pra uma mala menor junto com mais algumas coisas extras. – Será que a turma do pessoal mais velho que ajudou a organizar tudo também vai?

– Você quer dizer a turma do Luiz, não é? – ela disse finalmente desviando o olhar do celular. – Eu não sei, você não falou com o Felipe?

– Falei, mas ele é da parte principal, é o vice-presidente do grêmio e é óbvio que ele e o Carlos que é presidente vão, mas me refiro à turma inteira. – disse passando a mão na testa e limpando o suor. Novembro, por que tão calor?

– Saíram boatos de que ele ta fim de você. – a olhei surpresa.

– O LUIZ?

– Não, né. O Felipe. – continuei com meus olhos arregalados pairando sobre ela, mas um pouco mais calma.

A coisa é que sempre saiam esse tipo de coisa, sempre rolou esse boato sobre ambas as partes, mas nós dois sabemos a verdade que é: somos apenas bons amigos. Ele já ficou com algumas garotas, eu com dois e o pessoal ainda não desencanou de ficar cuidando da nossa vida e alimentando esse tipo de fofoca.

– Não vai falar nada? – ela disse me fazendo voltar a encará-la.

– Ah, você sabe o que eu penso disso. Nesse mesmo momento deve ter algum amigo dele dizendo que saiu boatos que eu gosto dele.

– Vocês ficariam bem juntos. – e nesse momento eu almadiçoei eternamente Samantha por não ter ficado calada e assentindo como sempre.

– Ficamos bem juntos, somos amigos.

– Preciso arrumar um boy pra você se divertir nessa viajem, Mel.

*

Chegamos ao aeroporto e Sophia veio de braços abertos, mas com cinco pedras em cada mão, nos encontrar.

– Pensei que vocês nem vinham mais! – deu um tapa no braço de Sam.

– Ouch! Ei, a culpa é da madame aqui que sempre deixa a mala por último. – logo senti a mão pesada de Sophia no meu braço.

Logo depois da calorosa recepção de Sophia, nos juntamos ao resto da turma com alguns murmurinhos da de reclamação da professora de ciências e um caloroso abraço da turma de Técnica Avançada – os tais garotos mais velhos que nos ajudaram com a viajem. Sim, só existem três anos no ensino médio normal, mas a Técnica Avançada era como um curso especializante de Ciência Robótica que tinha na escola.

Eram trinta e cinco pessoas eufóricas – contando com as cinco professoras e os seis garotos da TA – para a viajem, conclusão: estávamos com as atenções do aeroporto voltadas para nós. Sophia mal parava quieta, só se via ela e suas mechas azuis anil indo pra lá e pra cá.

Já dentro do avião, o tumulto continuou e alguns de meus colegas – imaturos, claro que garotos – até levaram algumas broncas da aeromoça, mas em vez de pararem, deram cantadas baratas na coitada. Samantha trocou de lugar com Alice, que estava ao lado de Sophia pra ficar na mesma fileira de bancos que ela e eu. Na fileira de trás estava Felipe, Carlos e Luiz, que logo que Sam sentou em sua frente teve suas feições mudadas. E ela? Bom, ela nunca ficava com a metade de consciência pesada que realmente deveria, gostava de chamá-la de heartbreaker. Eu sabia que rolava algo entre Sophia e Carlos, mas ela por incrível que pareça não tem tanta iniciativa quando se trata de garotos e, ele, por mais que desse ótimas palestras e discursos como presidente do grêmio estudantil, não era a pessoa mais confiante quando se tratava de garotas. E eu realmente não sei o porquê. Ele não é tão alto, poucos centímetros a mais que eu, mas Sophia é baixinha. Ele é meio hipster, admito, mas é super legal, cabelos muito pretos e olhos amêndoas, ah e meio bronzeado. Sophia tinha mechas azuis pelo cabelo castanho escuro, olhos quase negros e belas curvas, ela era provavelmente uns oito centímetros mais baixa que eu. Luiz tinha um metro e setenta e cinco, cabelos castanhos claros e olhos da mesma cor, tinha um corpo nem maromba e nem seco, e era branco. Samantha estava bronzeada, mas é bem branca naturalmente, tem olhos castanhos, enormes cabelos castanhos, um corpo lindo e garotos aos seus pés.

– Você anda tão distraída. – Sam comentou sussurrando pra não acordar Sophia que já dormia entre nós. – Acho que vou tirar um cochilo também. Boa viajem. – e cinco minutos depois, eu também dormia.

*

Pulando a parte chata em que eu digo que o vôo foi bem e como foi pegar as malas e achar o ônibus público que havíamos conseguido com a prefeitura, chegamos ao hotel. Claro que não era um hotel cinco estrelas, mas era ajeitado. E claro que minhas melhores amigas e eu ficamos no mesmo quarto.

– Sempre quis andar de bonde e conhecer alguma comunidade do Rio. – disse descontraidamente, mas já tendo um plano em mente.

– Ah, eu to com taaanta preguiça! – fiz biquinho – Nem adianta, Mel!

– A Soph não é preguiçosa, né?

– Bom... as professoras nos matariam. – lhe lancei um olhar cúmplice – Eu topo!

– Já que é assim... – Samantha ergueu os braços em forma de rendição.

– Podíamos chamar os meninos... – Soph disse e Sam e eu nos entreolhamos.

– Hmmmmmmmmmmmmmmmmmm, Carlos. – dissemos em uni sono. – Mas é uma boa idéia. – eu disse por fim. O que seria de uma aventura sem meu melhor amigo?

Notas finais
E AI GALERA????? Foi meio ruim, mas o próximo prometo que vai ser melhor!Espero ter começado bem e provavelmente posto até o fim do fim de semana, beijos!