A Graduation of Nightmares

3 Mas só um poquinho


Notas iniciais
Olááá!!!!! Estou estonteante pela fic já ter tido mais de 80 visualizações, nem preciso dizer como to agradecida, né?! Então, eu até teria postado o capítulo 3 antes, mas a energia acabou ¬¬ enfim, quero agradecer a leitora Little Lottie e seus elogios que me influenciaram a escrever o capítulo tão rápido (acabei ontem 4hrs) esse capítulo é pra você, só tenho a agradecer, amora! E agradecer os elogios e a perspectiva de autora da Nat, muito obrigada! Agradecer a minha feia da Xulea pelo review também. Enfim, enjoooooooooy e nos vemos no final...

“Bem, se você quiser me fazer chorar

Não vai ser tão difícil de conseguir

Até se você disser adeus

Eu continuarei amando você”

– Teenager in Love, Red Hot Chilli Peppers

Enquanto isso...

No sexto andar de mais um hotel a beira mar, no 14º quarto, se encontravam dois jovens desesperados. Sim, Felipe e Luiz. Mas se comparada a preocupação de Luiz, a de Felipe dava de dez nele.

– Eu não consigo acreditar... – o jovem dizia ao andar de um lado para o outro no quarto. – Eu sabia que era uma péssima ideia. Eu devia cuidar da Cortez e não apoiar essas idéias loucas! – vez ou outra seus olhos azuis se arregalavam. – E deixá-las sozinhas na comunidade com aquelas caras de burguesas inocentes, onde eu estava com a cabeça? ELAS PODEM ESTAR MORTAS AGORA! – gritou.

– Calma, cara. O Carlos ta com elas pelo que Sophia disse. – Luiz tentou acalmá-lo. Tentativa falha.

Felipe ignorou totalmente o comentário saindo do quarto. Ele não quis esperar o elevador, desceu em disparada pela escada e saiu ainda mais rápido pelo saguão. Quando mal percebeu, estava na praia amaldiçoando todos os deuses possíveis, amaldiçoando a criação, sentia um peso, mas não na consciência, no coração. As pernas bambas se chocaram contra a quente areia, inclinou a cabeça para trás fazendo um arco com as costas e gritando o mais alto que podia, a sensação era de que suas cordas vocais se partiriam a qualquer momento, mas ele não se importava. Tudo que ele queria naquele momento era ouvir a voz de Mel sonolenta de manhã reclamando porque se daria mal em alguma prova que ela trocou os estudos para ler um livro online. Bagunçar seus cabelos e ouvir seus gritos histéricos. Eu não tenho cabelo bom, seu idiota! Ela sempre dizia isso, mas para ele, seus cabelos eram a moldura do rosto mais angelical que já vera, seus lindos olhos dóceis fazendo um contraste perfeito com seu sorriso sincero. Isso lhe arrancou sorrisos bobos e, finalmente ele se deu por vencido. Estava realmente apaixonado por Melanie Bianca Cortez. Mas só um pouquinho.

*

Não me lembro de muita coisa depois da breve – ou nem tanto assim – explicação do tal Eric. Eu não estava com um pingo de sono, mas ainda estava com um pouco da droga fazendo efeito em mim, o que me deixou com muita sede, mas muito mais sono. Não sei se dormi vinte minutos ou duas horas, não tinha a menor noção de tempo naquele lugar, mas pela fraca luz entrando pelos buracos de falhas na janela com tabulas de madeira, deixaram a desejar que fossem aproximadamente 5AM. Virei pro lado e dei de cara com Samantha que tinha olheiras fracas, mas visíveis, e a aproximadamente um metro dela estava Eric em um colchão furado e manchado – talvez de sangue, vai saber –, os hematomas ainda no rosto. Por seu cabelo ser um pouco acima do denominado “curto”, isso formava uma franja que estava colada à sua testa devido ao suor e por seu cabelo ser ondulado, não ficava “gay”. O encarei por alguns segundos, quando ele começou a soltar um risinho me provocando um pequeno ataque cardíaco.

– É feio encarar as pessoas. – disse ainda de olhos fechados com um sorriso brincando nos lábios.

– É feio capturar as pessoas, nem por isso saio dando susto nesses veados. Ah, é, eu tenho amor à vida. – eu disse no meu melhor tom de sarcasmo.

– E eu devia parar de falar com você, já que acho que tenho amor à minha. – disse sorrindo e virou pro outro lado.

Em praticamente cinco minutos depois – aproximadamente, lembre-se que não é porque não tenho senso de tempo que vou parar de narrá-lo –, os homens que eu reconheci como Lúcio, Cleiton e Júlio, entraram no galpão e eu tratei de fingir estar dormindo como uma pedra ainda. Eric se levantou e foi até eles, sem dizer uma palavra. Havia dor em seus olhos, que por mais verdes que fossem, estavam sem esperança.

*

Uma semana se passou e já nesse ponto do jogo, não sabia se tinha muito a fazer. Faltava mais uma semana para minha turma voltar para o Paraná, mas eu não tinha perdido as esperanças. Sam e eu ouvimos uma vez ou outra, comentarem, ou melhor, brandirem fora de si que uma equipe de resgate estava atrás dela, eu e Carlos, mas sempre algum deles dizia por fim “nunca vão achá-los, assim como nunca acharam ninguém” e confesso que aquilo tirava algumas de minhas já não tão ardeis esperanças. Disseram também ouvir no rádio um tal de Felipe e caçoaram dele por estar parecendo uma mariquinha chorona, eu poderia socá-los de novo com prazer ao ouvir as risadas e esse julgamento infantil ser pronunciado, ainda mais pela boca de traficantes/estupradores/drogados/fracassados (imagine tudo de ruim e desprezível que se pode xingar uma pessoa; essa é minha definição sobre eles). Eric por sua vez, estava se mostrando um ótimo amigo e cúmplice, ou até mais do que amigo, não é mesmo, Samantha? É, não era novidade ela flertar com o cara gato da situação desde... desde que me entendo por sua amiga. Mas, voltando aos motivos por eu denominá-lo assim: graças a Deus e os anjos, ele que cuidava das nossas refeições, sempre nos proporcionando uma comida não-comestível, mas por sua vez com o menor índice de drogas que lhe era capaz de oferecer a mim e meus dois amigos. E, a parte engraçada (lê-se engraçada e aterrorizante porque ficávamos com os faróis acesos para não sermos descobertos), era fingir estar realmente noiados. Os homens por sua vez, já tentaram nos... hm... comer a força e era aí mais um vez que Eric se mostrava presente, acredite ou não ele inventara até um alerta falso de polícia para impedi-los de fazer isso.

Mas, nesses sete atordoantes dias eu só conseguia pensar que toda aquela desgraça era culpa minha. Como estariam as pessoas? Nossas famílias? Amigos? Felipe? Ai, meu Deus, meu melhor amigo. Eu sentia falta daqueles olhos azuis e sonhava com rios e lagos que desaguavam naquela imensidão azul todos os dias, ou ao menos pensava nele. E como eu pensava! Eu sentia saudades até das perturbações e, se eu tivesse que conviver mais três anos com ladainhas e mexericos sobre termos um caso mesmo nossa relação se baseando na amizade, eu conviveria só pra tê-lo do meu lado. Afinal, as fofocas nunca estiveram totalmente erradas, pelo menos não da minha parte. Eu o amava como amigo, mas gostava como algo a mais. Mas só um pouquinho.

*

– Estamos aqui com Felipe Freitas Soares, de dezoito anos. Ele foi um dos jovens que estava junto com Melanie Bianca Cortez e Samantha Dias Álvares, dezessete e Carlos Santos Ferreira, dezoito poucos minutos antes de seu seqüestro e, foi também quem iniciou as buscas pelos três jov...

– Chega de se torturar, cara. – Luiz disse desligando o rádio do quarto, fazendo com que a expressão morbitamente congelada de Felipe se voltasse para ele.

Enquanto isso na praia, Sophia lia uma revista qualquer quando apareceu nela o anúncio do filme 500 Days Of Summer. Era o preferido da Mel, pensou. Lembrou-se de como ela nunca foi tão chegada nesse tipo de filme ou até mesmo nos assuntos que Samantha e Melanie tagarelavam e no momento uma lágrima escorreu de seu olho esquerdo e o que entrou foi um arrependimento e uma vontade incrível de ouvir toda a ladainha daquelas duas de novo. E, por vez, abraçar seu namorado na beira do mar enquanto tocava alguma música daquelas bem típicas que suas melhores amigas gostavam e eu por mais clichês que fossem, davam sempre um toque especial e deixava o clima mais gostoso. Rolou a barra de conversa com Mel em seu celular e colocou para tocar I’m Yours, soube naquele momento que as três estariam de óculos escuros e Sam faria um comentário sobre como estavam hipsters.

*

Eric e Carlos nos sacudiram avoados no meio da noite enquanto resmungávamos algo, Carlos concluiu com um sorriso que eu não via há tempos:

– Temos um plano para sair daqui!

Notas finais
E aí???? Altas revelações amorosas Melipe, hein?! kkkkkk (sim, eu já criei um ship e sou shipper). Enfim, eu postei bastante nesse fim de semana prolongado, mas como alegria de pobre dura pouco, amanhã tenho aula :( "Ahhhhhh tia Anna" Mas a titia (bléh :p) promete que vai fazer o possível pra postar no meio dessa semana ou até mesmo sábado. Ninguém manda ou ter a agenda cheia (ah, quem dera!), enfim amoras, beijões xoxoxoxoxoxo