A Good Shifter
21 Bestialidade
Stiles entrou no avião pouco mais que duas da manhã, Derek já tinha dormido há muitas horas e ele pretendia estar de volta antes do jantar de qualquer forma. Quando ele pegou um taxi para a Beacon Hills Preserve pensou que todo seu ódio era apenas uma explosão diante do choro de Derek, mas não. Ele realmente odiava Talia Hale e queria poder deixar bem claro o quanto isso o estava afetando, com ou sem a autorização de Derek.
– Stiles? — Talia abriu a porta ainda de pijama, era muito cedo e todos ainda dormiam na casa.
– Surpresa? Não esperava que eu voltasse? — a alfa olhou para o quintal e Stiles riu sarcástico. — Não se preocupe, Derek não quer mais saber de você, não depois de ter sido humilhado pela única pessoa que ele manteve intacta em sua memória. Não depois da mãe dele dizer que ele era uma prostituta e que não merecia fazer parte dessa família estúpida! — Stiles estava gritando e Talia parecia sem reação. — Você tem noção do que é crescer sem a porra de uma mãe? Tem certeza que foi amiga da minha? Ela nunca faria isso com um filho, nunca! Você me decepcionou Talia, foi fraca e insuportavelmente cruel. — alguns lobisomens tinham descido. — Você mereceu a maldita traição que Aaron cometeu contra você, mereceu cada momento de dor e rejeição, porque você não sabe amar ninguém. É fria, estúpida, cruel! — Stiles sentiu sua traqueia ser comprimida e suas costas baterem violentamente contra a porta.
Talia tinha as garras fincadas na pele do garoto, ele podia sentir a mesma quebrar e o sangue fino de cortes superficiais começar a brotar na superfície. Ele não tinha medo, nem sequer tentou se desvencilhas, apenas encarou a mulher, tentou controlar sua respiração e falar ao mesmo tempo.
– Vá em frente. Eu não tenho medo de você, tenho pena na verdade. — a mulher o encarou com os olhos tomados de lágrimas, brilhando em um vermelho profundo, ele a tinha destruído um pouquinho, o suficiente para reconhecer a dor de Derek ali, era bom. — Você pode me machucar o quanto quiser, pode até me matar, eu não me importo. — Stiles continuou e ela afrouxou o aperto em sua garganta. — Você nunca o terá de volta, nem Aaron e muito menos Derek. — ela o soltou de vez.
– Você deve ir embora. — um dos lobisomens falou, Talia rosnou e ele se afastou.
– Ele tem razão. — Stiles caminhou até a porta. — Uma última coisa, — ele esperou que a alfa o encarasse. — espero que Evan a abandone também. — Stiles saiu.
John viu seu filho entrar mancando em casa, o pescoço manchado de sangue e o colarinho da camisa ensopado. O desespero o tomou, até que com a voz rouca e baixa Stiles tentou tranquilizá-lo.
– Está tudo bem, eu só... — ele tomou fôlego. — briguei com Talia. — John se desesperou mais ainda.
– Como assim? Onde Derek está? Vou ligar para Mel, ela deve saber cuidar de você, talvez precise de pontos. — Stiles sentou na cadeira da cozinha e segurou o pulso do pai.
– Eu estou bem. Derek está em Nova Iorque, ele não sabe que eu vim. Melissa não é necessária, posso lidar com alguns arranhões. É tudo superficial e eu preciso conversar com você. — John respirou fundo e sentou de frente para o filho.
Stiles explicou o que tinha acontecido, não se excedendo em detalhes e tentando manter seu pai calmo. Algo dizia a John que tudo acabaria muito mal, mas ele não se importava, confiava em seu filho o suficiente para deixá-lo trabalhar nas possibilidades.
– Eu tenho um voo para daqui duas horas. Queria ficar mais, explicar como as coisas serão daqui para frente, mas o que posso adiantar pai é que Derek precisa de nós e que tudo isso vai vazar na mídia. — John apertou o ombro do filho.
– Estaremos lá com ele, conte comigo. — Stiles sorriu.
– Eu te amo pai. — John puxou o garoto para um abraço.
– Eu também amo você, Stiles.
A viagem de volta para casa foi dolorida, Stiles se sentia atropelado por um caminhão. Talia era forte, provavelmente tinha deixado alguns hematomas com o impacto de suas costas na parede tomada de quadros e porta-retratos, mas isso não importava tanto quanto ele precisar explicar as marcas de perfuração em seu pescoço. Era irritante ter que pensar em tudo assim, era péssimo.
Derek tinha conseguido ajeitar sua conta bancária e ter uma longa reunião com a advogada que stiles contratou para ele. Com tudo combinado, ele resolveu almoçar com Peter e atualizá-lo da situação, era bom que seu tio não estivesse com Danny naquele dia.
– É uma briga de cachorro grande, você sabe. — Peter bebericou seu vinho.
– Eu não posso fugir disso.
– Não quero que fuja, estava mais do que na hora de enfrentarmos os Argent. Aposto que Deucalion e muitos outros gostariam de ver os Argent atrás das grades.
– Stiles ofereceu a casa para as reuniões do bando, você sabe, lua cheia pode ser difícil para Laura e Cora.
– Eu gosto disso, na verdade, adoro o Stiles. Ele parece sempre pronto para dar o que você precisa, pensando num todo. É uma ótima pessoa.
– Eu o amo.
– É recíproco.
– Eu sei. Me fale mais sobre Danny. — almoço se tornou bem agradável.
Derek chegou cedo em casa, estava animado e queria contar a Stiles sobre seu novo investimento, assim como mostrar um monte das suas coisas que Peter tinha trago de Londres para ele. Mas Stiles estava ferido e cansado, algo que o lobisomem não esperava encontrar.
– Stiles! — Derek avaliou cada uma das feridas e torceu o nariz ao reconhecer o cheiro. — Merda! Você foi atrás dela! — ele rosnou.
– Eu estou bem, foi superficial.
– Não! Não tem nada bem! Ela feriu o meu companheiro! Talia não pode fazer isso! — Derek tinha o olhos brilhando em um azul gélido.
– Derek, eu não me importo. Escolhi ir lá, foi bom poder esfregar na cara dela algumas verdades e no fim eu não estou tão machucado como ela. — Derek franziu o cenho ao ouvir verdade nas palavras do humano.
– O que você fez?
– Sarcasmo é minha única defesa, lembra? — Stiles arqueou uma das sobrancelhas e Derek se deixou derrotar.
– Eu posso? — Derek estendeu a mão para o pescoço de Stiles que se retraiu.
– Eu não quero que sugue a dor, você fica mal.
– Vou me sentir melhor assim. — Derke insistiu.
– Melhor não.
– Você fede à ela. — Derek fez uma carranca.
– Você quer me marcar como um cachorro? — Stiles riu. — Vai mijar em cima de mim? — Derek revirou os olhos.
– Deveria só para fazê-lo perder essa petulância. — Stiles mordiscou o lábio inferior.
– Eu gosto de vê-lo assim, possessivo, irritado por terem me tocado.
– Você é meu companheiro. — os olhos de Derek ainda brilhavam em azul.
– Sou? Que tal você me fazer acreditar nisso, — Stiles se aproximou da orelha de Derek e sussurrou. — senhor? — Derek grunhiu e jogou Stiles contra o colchão.
Stiles gemeu de dor e surpresa, Derek não pareceu se importar e usou as garras para se livrar de cada peça de roupa do garoto. Não era como eles funcionavam normalmente, mas Stiles não se importou, não existia temor ali, apenas expectativa, tesão.
– Meu. — Derek rosnou e afundou o nariz na curva do pescoço de Stiles enquanto se livrava da própria calça.
– Sim. — Stiles gemeu.
– Stiles... — Derek mordiscou a clavícula do mais novo que se remexeu embaixo dele.
– Isso é bom. — Stiles apertou os dedos nos cabelos de Derek com firmeza.
– Sua palavra de segurança. — Derek se obrigou a pedir enquanto continuava a mordiscar com cuidado todo o peito do namorado.
– Xerife. — Stiles ronronou e Derek tomou algum espaço.
Ver Derek estalar o pescolo e se transformar deveria ser assustador, mas de alguma forma fez Stiles mais excitado e ele queria poder sentir muito mais do lobisomem em si mesmo. Derek não deu espaço para pensar em mais nada, apenas deixou os instintos tomarem conta. Seu corpo queria marcar Stiles como seu, arrancar de qualquer jeito o cheiro de outro alfa, de alguém que ele não queria perto do que lhe pertencia, de alguém que os tinha machucado.
– Você é meu. — Derek continuou a sibilar enquanto explorava cada parte do corpo de stiles.
– Seu. — Stiles respondia e arranhava as costas de Derek com força excessiva.
– Vire, fique em suas mãos e joelhos. — Stiles sentia a coluna arrepiar, Derek tinha a voz mais autoritária e grossa do que o normal, era selvagem.
Derek empurrou a nuca de Stiles para baixo, o fazendo ficar mais exposto e sua testa afundar nos travesseiros, era desconfortável e ao mesmo tempo excitante. O lobisomem agarrou as coxas de Stiles, arranhando, mordendo e deixando a pele vermelha, sensível e maltratada. Ele podia ver alguns roxos começando a surgir nas costas do humano, resultado da agressão e isso mexia com seus instintos, sua vontade irracional de explodir quem tinha causado dor em seu companheiro.
– Vai romper a pele assim lobo. — Stiles murmurou ofegante, demorou alguns segundos para Derek perceber que estava apertando as coxas com força demais e então ele se afastou.
As garras de Derek fincaram na bunda de Stiles, separando-as e deixando o caminho livre para o lobo mergulhar a língua em seu buraco. Foi uma invasão repentina e Stiles gemeu e se contorceu. Era difícil ficar quieto e ele não fazia ideia de como reagir a tudo, sabia que era tudo muito bom, mas será que ele poderia se tocar? Ele queria, muito.
– Derek, por favor. — ele começou a implorar.
Derek gostava de ouvir seu nome nos lábios indecentes de Stiles, o humano era completamente atraente nesse momento. A pele suada e corada, seu buraco molhado latejando por alguma coisa, esperando por mais, sua voz manhosa implorando por coisas que ele nem fazia ideia do que eram, deixando o lobisomem completamente à beira da perda total de controle.
– Eu não posso te preparar. — Derek sentou sobre os calcanhares e piscou lentamente, ele se sentia embriagado pelo cheiro de excitação que emanava de Stiles.
– Me dê o lubrificante, eu faço. — Stiles respondeu com um pouco de atraso, ele se sentia aéreo.
Derek passou o tubo para o namorado e esperou, era uma coisa boa assistir Stiles se preparar, ver o quanto o humano precisava do toque, queria aquele prazer, não tinha pressa em chegar a lugar algum.
– Eu não posso esperar. — Derek rosnou com as garras fincadas no colchão.
– Você não precisa. — Stiles tirou seus dedos de si mesmo e voltou a sua posição inicial.
– Stiles. — Derek chamou pelo humano, cada minuto que passava ele sentia que poderia se perder, deixar-se levar e ferir o companheiro.
– Tudo bem, eu sou tolerante à algum nível de dor, só não me faça sangrar. — Derek fechou os olhos e tomou algumas respirações.
Stiles confiava nele, isso era alguma coisa. Muita coisa na verdade. O lobisomem tomou mais algum fôlego antes de agarrar a cintura do mais novo e encaixar seu membro em sua entrada. Eles precisavam disso, Derek precisava marcar, possuir e transformar Stiles em seu, ele queria aquilo, eles desejaram tanto aquilo.
– Derek! — Stiles choramingou ao ser invadido. — Oh! — as estocadas não eram delicadas, pelo contrário, Derek parecia querer acertar sem ressalvas a próstata de stiles e conseguiu.
Demoraram alguns golpes para eles se ajustarem, Stiles sentiu dor e prazer em níveis irreais. Ele nunca tinha se sentido assim, nunca foi bom sentir qualquer dor, ser ativado, querer mais um tratamento oposto do que ele desejava. Ele nunca imaginou que transar com Derek transformado significaria isso, ou que Derek começaria a bater furiosamente contra ele, rosnar e grunhir, enquanto ele choramingava por mais de um jeito desconcertante.
– Porra... — Derek sentiu suas garras arranharem e quebrarem um pouco da pele de Stiles, não chegou a sangrar, mas ele viu os vergões avermelhados se formarem instantaneamente.
– Derek, o quê... — Stiles gritou, ele estava gozando e sentindo Derek inchar e se derramar dentro dele.
A pele esticava e causava desconforto, dor e nenhuma vontade de Stiles em se mexer. Derek o puxou para o seu colo e o prendeu contra o seu peito. O orgasmo reverberando por eles, os conectando, transmitindo ondas de calor e choque no sistema nervoso de cada um. Stiles se viu chorando, era tudo demais para ele, muito bom, muito forte, muito doloroso, muito intenso. Derek tinha a respiração ofegante, as presas recostadas no ombro de Stiles e o suor pingando em seu corpo, seu membro parou de inchar e continuou a se desfazer dentro do humano, até que ele estivesse finalmente acabado. Levou ainda alguns minutos para começar a desfazer a ereção, mas Stiles não se importava, ele estava grogue demais, flutuando.
– Out! — Stiles reclamou ao sentir Derek sair de dentro dele, se sentia vazio e pegajoso, como se algo faltasse.
– O quê? — Derek franziu o cenho ao ver o menino se contorcer, mantendo as pernas fechadas.
– É estranho sem você aqui. — Stiles começou a rir.
– Eu vou pegar uma toalha. — Derek se levantou, sentindo o corpo fraquejar e quase falhar.
– Eu estou com sede. — Stiles resmungou.
– Estou indo. — Derek se arrastou para o banheiro e se limpou, voltando com uma toalha úmida e água.
– Você não me disse que teria um nó. — Stiles murmurou enquanto o tecido macio e morno limpava o vão entre suas pernas.
– Eu não esperava estar transformado até lá. — Derek tinha deixado sua forma lupina, ele sentia um pouco da sua consciência no lugar.
– Meu cheiro é bom? — Stiles ainda estava um pouco alto.
– Com certeza. — Derek se inclinou para beijá-lo.
– Eu vou acordar com muito mais dor, não é? — Stiles se aninhou nos braços do lobisomem.
– Provavelmente. — Derek riu.
– Eu te amo.
– Não mais que eu. — o lobisomem começou a sugar parte da dor do humano.
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