Notas iniciais
Desculpem a demora, é que estou passando por problemas gravíssimos aqui em casa. Acabei de perder uma pessoa importante para mim e por isso não pude postar antes. Mas nem por isso esqueci de vocês. Boa leitura!

Eu fugi daquele local. E até agora, nunca me arrependi por causa disso. Entretanto, a preocupação por Azulla e Masoa fez-me vacilar em algumas horas. Só que eu lembrava-me de tudo o que eu vi. E dentro de mim, a cada dia, crescia uma vontade de acabar com o sofrimento daquelas crianças. O mesmo sofrimento que eu fui obrigada a sofrer.

Olhei pela janela enquanto a chuva caia. Eu estava na casa de Ino a cerca de uma hora por ordens da senhora Yamanaka. Sasuke permanecia sentado do outro lado da sala. Depois daquela conversa, não trocamos mais nenhuma palavra. As cenas do dia em que eu fugi do orfanato e do dia em que vi a borboleta azul rodavam por minha cabeça na velocidade da luz e eu me sentia cansada de pensar nisso.

– Ótimo! – exclamou Ino na porta. – Vejam se não é o casal do destino mais sem graça que eu já vi.

– Quanto deboche Yamanaka. – resmungou Sasuke do outro lado.

– Desculpe querido, mas é minha natureza. – disse brincalhona. – E Sakura, em que você tá pensando?

– Ah? – perguntei avoada. – Ah, nada não Ino. – respondi rapidamente vendo-a revirar os olhos em seguida e puxar-me para um canto mais afastado. – O quê?

– Sabe, eu realmente não acredito na tal história da borboleta azul. – resmungou – Só que é como naquelas novelas em que a mocinha pobre encontra o carinha rico, não é? Você e o Sasuke são almas gêmeas. E tipo, eu sinto como se não quisessem assumir isso.

– Eu não entendi o que você disse. – falei confusa.

– SAKURA PELO AMOR DE KAMI-SAMA! – gritou – SERÁ QUE VOCÊ NÃO VIU QUE ELE TE AMA?

Arregalei os olhos por puro instinto. Estar ali com a Ino gritando que um garoto me amava me fez relembrar o tempo no orfanato. E, creio eu, que aquela fora a única lembrança boa que me restou de lá.

(lembranças on)

Eu estava sentada no pátio. Eram cerca de duas da tarde e Azulla somente ria do meu lado. Olhei confusa para ela e a menina apenas apontou na direção de um garoto da minha idade. Os cabelos ruivos e olhos castanhos-mel chamaram minha atenção no mesmo instante. Ele era como se diz... Um garoto lindo. Corei ao vê-lo olhar-me e sorrir brevemente. Azulla pelo visto percebera isso e começou a ter uma série de ataque de risos.

– O que foi que houve? – perguntei a ela. – Você tá rindo do quê?

– De você! – exclamou deitada ainda rindo – Você é tão inocente rosada.

– Hã?

– Não percebeu que o Akasuna tá pirado na tua? – perguntou-me e eu instantaneamente corei. O que somente arrancou mais risadas da ruiva. – Você tem que ver a sua cara corada! É hilária!

– Como você pode ser tão idiota assim? – perguntei irritada. – Acho que anda imaginando muitas coisas. – falei – Nunca que o Sasori iria olhar pra mim. – sussurrei.

– Como não? – perguntou sentando ao meu lado. – Garota, acorda! Ele te ama!

(lembranças off)

– Sakura, tá me escutando? – ouvi Ino chamando. – Será que as pessoas gostam de fazer-me falar por besteira?

– Idiota. – murmurei – Será que você não entende que não pode gritar isso aos sete ventos?

– Então você admite? – perguntou sorridente. – NOSSA! – gritou – Eu realmente dei um chute no escuro e acertei! Você o ama!

– Ino... – repreendi-a. – Achei que você não iria ficar tão contente. – murmurei – Achei que você gostava dele.

– E gosto. – disse – Mas, eu realmente não sou o tipo dele e, cá entre nós... – falou – Eu sei que nem teria chances. Então... Aproveitemos que ele também te ama e eu farei o trabalho do cupido.

– Ino... – sussurrei baixinho vendo-a rir. – Por favor...

– Relax... – murmurou – Sabe que não precisa me agradecer. – disse e olhou-me brincalhona – Apenas me convide para ser madrinha do casamento, ok?

Notas finais
Cap. pequeno, continuação do último! Somem os dois e terão um grande. Bjs e até o próximo!