Notas iniciais
Espero que gostem... Um capítulo especial para pegar o raciocínio do passado! Boa leitura!

Dezessete anos atrás foi ouvido o choro de uma criança. Em uma manta branca nos braços de uma mulher desconhecida que usava um capuz negro, um menino recém-nascido chorava baixinho. Os cabelos ruivos, olhos amendoados e um sorriso banguela. A mulher permanecia parada na porta do edifício. Um grandioso prédio que a algumas décadas atrás servira de prisão para os condenados da guerra. Hoje, o local era conhecido como Orfanato do Japão e também conhecido por todo o país. Seria ali que a história daquele menino começaria. E seria ali, doze anos depois que o inferno voltaria para as mãos da mulher encapuzada.

Um homem gordo de longos cabelos ruivos e algumas tatuagens estranhas abaixo dos olhos apareceu trajando um terno na frente da moça. Aquela mulher não deveria ter mais de vinte anos e já havia dado a luz a uma criança. O homem, cujo o nome era Chouza e o responsável pelo local olhou para a moça de cima à baixo e depois para o menino nos braços dela que a essa hora já dormia serenamente.

– Então é esse o menino? – perguntou o homem vendo a mulher acenar positivamente sob o capuz. – Tem certeza que deseja fazer isso Maya? Ele é seu filho. – ele disse, porém a mulher apenas acenou positivamente com a cabeça. Chouza suspirou exausto disso. – Está bem. Mas apenas com a condição que você não procure uma maneira de revê-lo. Qual será o nome dele?

– Sasori. – respondeu a mulher vendo o homem erguer uma sobrancelha. – Akasuna no Sasori.

– Então, Akasuna no Maya faleceu no parto... – murmurou o homem recebendo a criança nos braços vendo o pequeno abrir um mínimo sorriso e tocar-lhe a face com a mão. Chouza sorriu com o gesto do pequeno antes de olhar novamente para a mulher. – E como você se chamará daqui para frente?

– Nogika Maya. – respondeu. – Obrigada por tudo Chouza-sama.

O homem entrou novamente no orfanato, porém desta vez com o pequeno nos braços. Sasori nunca saberia por ele que a mãe havia o abandonado na porta do orfanato. O pequeno ruivo não mereceria isso.

–--- (sete anos depois) -----

– Sasori, está tudo bem com você? – murmurou o velho gordo enquanto jantava ao lado do “sobrinho”. Sasori fora criado como um órfão, mas nunca verdadeiramente tratado como um. Chouza havia lhe dado estudo e uma imagem de pai.

– Hai. – sussurrou Sasori enquanto mordiscava vagarosamente um pedaço de peixe. – Eu só estava pensando.

– Em que exatamente? – perguntou o velho curioso.

– Chouza-san... – disse – Como meus pais morreram? – perguntou o pequeno de sete anos. Chouza quase se engasgou com a comida e tossiu desenfreadamente. – Está tudo bem?

– Tudo. – tratou logo de responder o mais velho. – Por que quer saber sobre eles agora?

– É que eu estava conversando com um menino no dormitório. – murmurou – Ele me disse que o pai havia morrido em um acidente de avião e a mãe ficou doente e morreu. E eu meio que não tinha como dizer para ele o porquê de estar aqui, entende?

Chouza olhou o garoto ruivo na sua frente. Para seus sete anos de idade, Sasori era um menino muito perspicaz e inteligente. Era disciplinado, sério e normalmente não falava muito. Ele queria saber a verdade por trás de seus pais, mas o mais velho não sabia se realmente podia contar.

– Você realmente quer saber sobre eles? – perguntou Chouza fazendo o pequeno olhar-lhe positivamente. – Bom, eu realmente não soube muita coisa. Mas o que eu soube foi que seu pai morreu antes de você nascer. – disse apenas. Essa era a única parte verdadeira da história. Maya era conhecida de sua família e ele estava presente quando ela disse estar grávida e dois meses depois quando ela chorara a morte do pai da criança. – Quanto a sua mãe... – murmurou pensando numa história em que o pequeno pudesse acreditar. – Ela morreu durante o parto, por isso você veio ainda recém-nascido para o orfanato.

O ruivo suspirou pesaroso ao ouvir a história e depois apenas deu um mínimo sorriso para o homem.

– Arigato Chouza-sama por me dizer a verdade. – disse – É bom saber que eu não fui abandonado simplesmente nesse orfanato.

O mais velho sorriu fracamente. Por ele, nunca que Sasori nunca saberia que fora abandonado para que ele não sofresse já que era isso que o afligia.

–--(oito anos depois)----

– O que está fazendo aqui? – perguntou Chouza vendo a mulher a sua frente na sala da direção. Uma morena de olhos avelãs com um porte sério e determinado.

– Preciso que faça outro favor para mim, Chouza. – murmurou a moça.

– Não. – respondeu o velho simplesmente. – Está descumprindo o acordo, Maya. Você deveria sumir da vida dele.

– Ele é meu filho, como você mesmo disse. – murmurou – Arrependo-me amargamente do dia em que o deixei aqui. Quero me redimir, Chouza. Sasori precisa de mim. Ele precisa da própria mãe.

– Ele acha que você morreu, Maya. – resmungou o ruivo – Sasori acredita que você morreu durante o parto. E é nisso que eu quero que ele permaneça acreditando. Ele passou sete anos sem saber nada de você e nem do pai. Eu menti para ele porque eu vi como ele estava triste. Você entende isso?

– Pelo menos me deixe permanecer aqui perto dele. – implorou a mulher. – Se eu perceber que ele está melhor sem mim, eu irei embora, mas deixei-me aqui.

Chouza suspirou pesando as possíveis consequências de manter Maya ali tão perto do filho.

– Está bem. – respondeu – Mas contanto que você não tente se aproximar dele. Será minha secretária a partir de agora.

– Arigato Chouza.

–--(dois anos depois)----

– Está tudo bem, Sasori? – perguntou a mulher para ele. Sasori apenas acenou positivamente. – Sei que você viu a Sakura. Pode conversar comigo se quiser.

Ela aproximou-se dele e sentou-se ao seu lado na cama. Desde que chegara, dois meses atrás, a morena sentia-se muito melhor quando conversava com o filho. Sasori tornara-se um rapaz bonito e esperto. E ela sabia que o ruivo nutria uma paixão pela garota que havia voltado depois de um ano sem dar notícia. E como mãe, ela sentia-se no dever de ouvir o que quer que fosse.

– É algo confuso. – disse o ruivo – Eu sempre gostei da Sakura. Então, ela simplesmente foge e não me diz nada. Mas depois ela volta e quando eu acho que estou me acostumando a não ver mais aquela coisa de cabelo cor de rosa e olhos verdes, ela simplesmente volta para minha vida como uma avalanche.

– Algumas vezes é difícil entender nossos sentimentos, Sasori. – disse a mulher segurando na mão do mais novo. – Principalmente quando estes sentimentos envolvem alguém que amamos ou queremos proteger.

– Você fala como se estivesse passando por algo parecido. – murmurou o ruivo e ela apenas olhou para o nada. Ela cometera um erro no passado, mas tentaria se desculpar agora no presente. Era seu dever. Sasori tinha o direito de saber, mas ela tinha medo de uma rejeição ou até mesmo que ele não a entendesse. – Mas eu gosto de conversar com você.

– Eu também gosto de conversar com você, Sasori. – disse a mais velha abraçando-o fortemente. Um abraço que fora retribuído. Para ele, ela não era Akasuna no Maya, a mãe que o abandonara. Para ele, ela era Nogika Maya, a secretária particular do diretor do hospital e uma amiga para todas as horas.

Notas finais
É pessoal, eu tinha demorado, mas estava sem tempo realmente. Eu venho tentando postar com regularidade, mas é difícil. Eu estou cursando Computação na universidade pela noite e fazendo cursinho pré-vestibular pela manhã de segunda a segunda. E a tarde não dá sempre para você escrever e e pensar o que colocar nos capítulos, pois nem sempre temos inspirações. Bom, é isso. Espero que tenham entendido e nos vemos nos comentários que eu tentarei responder durante a semana! Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.