A Garota dos vampiros
15 Uma mãe híbrida adolescente
P.O.V. Renesmee.
Eu peguei uma vassoura e limpei a sala. Concertei a vidraça, limpei os vidros do chão e pronto a sala estava impecável.
As meninas estavam nos Moisés.
—A sala está limpa.
—Sim. Espalhei velas pela casa, espero que não se importe, eu preciso delas.
—Pra que?
—Canalizar. Me concedem poder extra.
Dai pra frente foi estranho. Afinal, Alec e eu ainda estamos juntos, mas ser mãe é difícil. Trocar fraldas sujas de cocô, acordar no meio da noite para dar mamadeira, mas fora isso nem é tão ruim.
Mas, eu estou falando como uma híbrida meio vampira, com super velocidade, energia praticamente inesgotável, que quase não precisa dormir e tem muitos dólares no banco. Eu vejo como o Nick fica. Coitado, vai trabalhar na delegacia e pelo menos umas duas mil vezes por dia ele liga pra mim.
Hoje vou sair pela primeira vez com as gêmeas na rua. Coloquei elas nos carrinhos e elas já estão com três meses de idade.
Fui até o café para comer alguma coisa. Liguei para o Nick e avisei que ia sair. Estava sentada numa mesa tomando um milk-shake quando eu vejo... Jane.
—Eu sou tia?
—Tecnicamente. Esses bebês não são do seu irmão.
—O que quer dizer com tecnicamente?
P.O.V. Jane.
Quando ela me contou eu fiquei passada!
—Espera, uma fada doida e moribunda implantou os bebês dela magicamente em você antes de morrer?
—Basicamente.
—Uau! E Alec tá bem com isso?
—Ele não teve muita escolha. E nem eu. Mais ou menos. Mas, se estivesse no meu lugar, não faria o mesmo? Eu sou uma híbrida Jane. Não sei se um dia vou ser capaz de ter filhos naturalmente e... eu simplesmente não podia matar bebês inocentes.
Então, meu irmão apareceu e ele praticamente agarrou a híbrida.
—Ei, senti sua falta também.
—Elas são realmente fofas. É estranho porque apesar delas serem quadrigêmeas são absolutamente diferentes. Uma tem olhos verdes, duas de olhos azuis, outra olhos castanhos.
—Eu sei. Mas, eles nasceram sem cordão umbilical e ao invés de sentir dor de parto eu tive um super-orgasmo. Tem isso.
—É. Tem isso.
Eles se sentaram lado a lado, ele a abraçou e eles ficaram abraçados sentados no banco.
—Você tá bem com isso?
—Olha, eu prefiro ter uma namorada com quatro filhas que não são minhas do que não ter nenhuma. Além do mais, ela ama esses bebês e eu amo a mãe deles.
—Own! Isso é tão fofo. Eu te amo.
Eles se beijaram.
—Essa foi a primeira vez que disse que me amava.
—Mas, eu amo.
—Porque não me apresenta?
—Certo. Essa aqui é a primogênita, Amara.
Disse apontando para a de olhos verdes e ralos cabelinhos ruivos. Ela era sardenta.
—Essa é a Lucinda.
Apontou para a morena de olhos castanhos.
—Rosalice.
Outra de olhos azuis e por fim essa é a Juliette.
Uma era ruiva, outra morena, e as outras duas eram loiras.
—Ser mãe. Não consigo imaginar a alegria de passar todos os dias ao lado delas.
—Você podia adotar um bebê. Um humano. É uma opção. Admito, é exaustivo, mas vale á pena.
A cidade era um ovo, mas eu posso dizer que noventa e nove por cento da população não era humana. Elas tinham um cheiro diferente demais, bom demais para serem humanos. Então, começou uma crise de choro.
Quatro bebês chorando como um coral desafinado.
—Hora do mama.
Ela fez mamadeira com leite em pó e água fervendo que tirou duma garrafa térmica e fez algum tipo de feitiço para esfriar o leite. Deu uma mamadeira na mão do meu irmão e uma na minha.
—São quatro bebês e nós somos em três.
—Eu tenho duas mãos.
Segurar um bebê e alimentá-lo. Ver aquele pequeno ser tentando se manter consciente para mamar. A inocência em seu olhar. Sentir o calor que emanava da criaturinha no meu colo.
—Eu sei. É lindo.
Ela fez os bebês arrotarem e elas vomitavam um pouquinho.
—Você se acostuma. Estou sempre cheirando a queijinho, quase não uso mais maquiagem, meu cabelo raramente está arrumado. Mas, eu não mudaria nada.
Então senti cheiro de... lobo.
—Ei Jake.
—Então é verdade. Uau! Você é uma vadia.
—Como é que é?
—Você é uma vadia.
—Olá para você também. Você some por quase um ano e chega me ofendendo.
—Você dormiu com o tira e pariu quatro bebês.
Renesmee riu.
—É? É isso o que você acha? A sua fonte mencionou que Nick e eu nunca fizemos nada? Que essas crianças foram magicamente implantadas em mim sem eu nem saber?
—O que? Concepção imaculada? Qual é.
—É verdade idiota. Eu estava lá quando aconteceu.
—Não te devo nenhuma explicação Jacob. Porque com ou sem imprinting quando eu precisei de você... você simplesmente não estava lá. Alec estava. E a situação é complicada. É verdade, mas Alec não me abandonou. Você sim.
—Não vou criar o filho de outro cara.
—E nem o Alec vai. Nick é o pai. Agora, se me der licença vou terminar o meu milk-shake.
O lobo ficou azul de raiva.
—Espero que encontre alguém Jake.
Ele se transformou e a híbrida virou de costas para proteger a criança. Eu ouvi o som do grito. As garras dele rasgando a carne dela. Os bebês começaram a chorar.
—Ness!
—Leva elas. Leva elas.
—Pra onde? Não posso entrar na casa.
—Delegacia. Agora.
—Não vou te deixar aqui.
—Só vai!
Ela lançou algum tipo de encantamento e os carrinhos com os bebês sumiram. Acenou as mãos.
Aquela Renesmee ferida começou a lutar com o lobo.
—Mua!
Foi uma puta briga. E ela saiu inconsciente. Ferida. Quase morta.
—Eu vou levar ela para o Cullen. Me ajuda Jane! Vai para a delegacia diga ao Detetive Griffin o que houve.
P.O.V. Detetive Griffin.
Quando as minhas filhas apareceram nos carrinhos no meio da delegacia chorando, eu sabia que tinha acontecido alguma coisa.
—Elas estão bem?
—Sim. Não estão feridas, mas se ela usou um feitiço de trasporte as coisas provavelmente ficaram feias.

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