Notas iniciais
https://youtu.be/Ep3J7J01aAs-Renesmee encontra o corpo da filha.

P.O.V. Rosalice.

Quando eu cheguei ela tava pálida como cera, o cabelo tava seboso e desidratado logo começaria a cair. A Longa Despedida é o veneno mais poderoso e cruel que já foi inventado.

—Você. O que você quer?

—Se não beber o antídoto vai morrer.

—Morrer vai ser um alívio.

—Eu sei. Mas, eu posso te salvar.

—E o que quer em troca?

—Que apague o site e me deixe em paz. Ela tinha tanto direito de fazer isso com você quanto você tinha de criar aquele site.

O quarto com paredes brancas, luzes brancas e Emily tinha tubos de todos os tipos enfiados no braço.

—Feito.

—Aqui. Beba isso. E se não cumprir a sua parte no acordo, eu mesma te mato.

P.O.V. Emily.

Eu bebi o que estava no frasco e a melhora foi imediata. Fiquei saudável numa velocidade que seria impossível.

—Como você fez isso?

—Você não me deve nada. Só a sua vida. Então apague o site e me deixe em paz.

Quando a enfermeira veio me ver ficou tão chocada quanto eu. E correu chamar o médico.

—Como se sente?

—Ótima. Mas, eu nunca mais quero sentir aquilo outra vez.

—Como curou tão rápido?

—Não sei. Eu só bebi o antídoto.

—E quem te deu o antídoto?

—Rosalice Griffin.

—Ela te envenenou?

—Não. Não teria como fazer isso. Mas, ela sabe quem foi. Talvez tenha mandado a pessoa. Ou talvez não. Se mandou quem fez isso, então porque se dar ao trabalho de me salvar?

Os médicos me examinaram de cabo a rabo, fizeram exames de sangue, ressonâncias, tomografias e...

—Nada. Está completamente recuperada. Não há o menor resquício do veneno no seu sangue. E o mais estranho, também não há resquício do antídoto.

P.O.V. Doutor Maxfield.

Isso não acontece. Ninguém se recupera assim deste jeito. A menina chegou no C.T.I. quase morta e saiu andando.

—O que foi Max?

—Uma paciente chegou hoje no hospital com sinais de envenenamento e quando analisamos o veneno... as substâncias contidas nele eram desconhecidas. Ela entrou no C.T.I. á beira da morte e em menos de uma hora estava completamente saudável outra vez.

P.O.V. Henry.

Estava atrás dela por um tempo.

—Vai sair dai ou o que?

—Soube que salvou a vida da Emily.

—Heróis, vilões, tanto faz.

—Algum tipo de veneno Fae?

—Não. Veneno de bruxa. Minha mãe deu pra ela. E não um veneno qualquer, é A Longa Despedida. O veneno mais cruel já inventado por uma bruxa. É forte o suficiente para matar um imortal. Foi para isso que ela o fez.

—Ela? A bruxa?

—Sim.

Então me toquei...

—Sua mãe criou o veneno.

—Correto de novo.

Rosalice tinha feito uma fogueira.

—Ela apagou o site, eu verifiquei. Mas, não quero ver aquela mulher na minha frente nunca mais, nem pintada de ouro. Porque se ela cruzar o meu caminho... vou voar no pescoço dela. Eu dou uma segunda chance, mas não uma terceira. E a segunda chance dela ela já usou.

—As plantas do quarterão inteiro morreram.

—Eu sei. Acontece quando estou triste.

Quando ela tocou na árvore vi um brilho laranja na mão dela. Então, Rosalice começou a se esfregar na árvore.

—O que está fazendo?

—Marcando território.

—Não vai fazer xixi na árvore vai?

—Não. Sou Fae, não um cachorro. Porque está aqui, sua namorada está viva então porque vocês não... nos fazem um enorme favor, se dão as mãos e vão em direção ao por do sol juntos.

—Emily e eu não estamos mais juntos.

O sol já estava se pondo e ela estava cutucando a fogueira com uma vara.

—Vou querer saber o porque?

—Por sua causa.

—Ótimo. Certo. Culpe a Tribrida. O que vai dizer a seguir? O Diabo me obrigou?

—Não. E não é sua culpa de um jeito acusatório.

—De que jeito seria então?

Sentei perto dela sob o tronco de árvore.

—De um jeito bom. Você é uma das melhores pessoas que eu já conheci. Além de ser linda, é inteligente, madura, sensível. Deveria saber que não era humana.

Aqueles enormes orbes azuis olharam para mim.

—Está mesmo falando sério?

—Estou. Posso conversar com você. Uma conversa séria. Não essas conversas superficiais. Posso me abrir. Eu ficava realmente puto sempre que você me dava respostas como Certo, ou tudo bem ou então tá. Mas, agora que sei que não pode mentir eu entendo. E realmente não é capaz de mentir?

—Não.

—Nunca?

—Jamais. Pode ser um inconveniente. Afinal, os mundanos alegam que querem a verdade, mas não acho que estejam psicologicamente preparados para ela. Sempre que ouvem algo que não gostam, ficam agressivos. Tome sua namorada como exemplo. Ela não lida bem com a rejeição.

—Podia ter deixado ela morrer.

—Eu teria deixado, se minha mãe não tivesse usado aquele veneno. É uma morte terrível. Ela o criou não apenas para a imortal morrer, mas para ela sofrer muito no processo. Para a morte ser lenta, agonizante, dolorosa. Assim o marido poderia assistir impotente enquanto a sua amada se deteriorava e colapsava numa pilha de ossos e cinzas.

Mãe do ano.

—Ela é a mãe do ano. É a melhor mãe do mundo.

Ela pode ler meus pensamentos.

—É. Eu posso.

—Pode parar?

—Claro.

—E qual é a da luz alaranjada que sai da sua mão de vez em quando?

—É magia elemental, magia de Fae. Acontece quando a gente sifa.

—Sifa?

—Isso. Tiramos magia de um lugar, de um elemento para ser mais precisa e colocamos dentro de nós. Como uma bateria de celular. Na verdade isso seria energizar. Sifar é tirar magia de um lugar e transferir para outro. Como um conduíte.

—Suas irmãs conseguem sifar também?

—Todo Fae consegue. Precisa recarregar. Energizar. A energização é necessária para renovar a magia e fazê-la fluir.

—E o que acontece se não energiza?

—A gente morre. O Fae morre. É como morrer de inanição, de fome.

P.O.V. Rosie.

Senti ele pegar a minha mão.

—É legal que não tem medo de sujar as unhas com terra.

—Terra é o meu elemento dominante. É dela que eu tiro a maior parte do meu poder. Se não sujar as mãos de vez em quando... eu morro.

Ele olhou bem nos meus olhos.

—Eu te amo Rosalice Griffin. Com magia e tudo. Você aceita ser minha namorada?

—Aceito.

Então senti ele me beijar.

—Melhor primeiro beijo de todos.

—Foi o seu primeiro beijo? Sério?

P.O.V. Henry.

Ela me olhou com aquela cara de... não posso mentir otário.

—Certo.

Ai ela riu.

—Agora você sabe como é.

Beijei-a de novo e as coisas começaram a esquentar, mas ela me afastou.

—Não.

—O que foi? Muito cedo?

—Não posso ter relações com você aqui. Á menos que queira acabar como um cadáver apodrecendo no chão desta floresta. Terra é o meu elemento dominante e estamos cercados de terra, as coisas podem fugir do controle rapidamente e ai... você vai estar morto, morto, morto. Como diria minha vó.

E na manhã seguinte todas as flores mortas estavam de volta á vida.

P.O.V. Beth.

Quando abri meus olhos a primeira coisa que eu vi foi um vaso de flores, flores que eu sabia que estiveram mortas no dia anterior, mas agora estão tão vivas e belas, como se nunca tivessem morrido.

—Max. Max acorda.

—O que?

—Olha. As flores.

—O que tem as flores, Beth?

Perguntou entediado e com preguiça na voz.

—Estavam mortas Maximilian e agora estão vivas outra vez.

P.O.V. Doutor Maxfield.

E ela tinha razão. Todas as flores que no dia anterior estavam murchas e mortas, agora estavam vivas e mais belas do que nunca.

—Mas, o que... isso é impossível.

—Aparentemente, não é. É um milagre.

—Eu não acredito em milagres.

Uma garota que praticamente voltou dos mortos e agora, flores mortas revividas? Tem que ter algum tipo de explicação lógica para isso.

Nós só ouvimos o grito. E logo o xerife, os policiais estavam todos na floresta. E haviam vários curiosos.

—Julie! Juliette! Juliette!

—Vai ter que se afastar do corpo querida.

Era uma das filhas do xerife. Estava morta no bosque, com o pescoço estraçalhado.

—Tudo bem, isso é uma cena de crime pessoal, todo mundo circulando.

Disse o Detetive Saltzman.

—Sinto muito Nick.

—Temos que pegar quem fez isso.

Tiveram que tirar Rosalice do caminho, esta chorava compulsiva e descontroladamente. E quando a outra irmã chegou foi pior.

—Juliette. Não! Meu bebê. O meu bebê.

Elas choravam compulsivamente. O meu bebê? Porque ela chamaria Juliette de seu bebê?

Então acharam um homem que estava claramente alucinando.

—Eu fiz isso. Fui eu. Eu sou o monstro.

E havia esse outro rapaz.

—Quando terminou de se transformar você se soltou e mordeu o agressor.

—Eu não queria o sangue dela, eu precisava.

—Assistir a Juliette morrer foi muito traumático pra você então... quando voltou a si você apagou a própria memória. É amnésia pós trauma.

—Eu não quero lembrar de nada disso.

—Peter... Peter onde está indo?

—Pra longe do sanguessuga antes que eu termine o que comecei.

—Ei!

—O corpo da Julie está lá em algum lugar. Vou encontrá-lo.

—A polícia já encontrou. Nós encontramos.

—Eu estava com tanta raiva. Eu queria machucar ela. Eu não apenas queria o sangue dela, eu precisava dele. Precisava de todo ele.

Eu estava escondido assistindo aquela cena.

—Doutor S. E se ela não...

—Ela vai. Só... vamos lhe dar um momento.

Renesmee Cullen se levantou. Vi a garota criar presas e se morder e alimentar o criminoso com o próprio sangue.

—Minha filha! Minha filha! A minha filhinha.

Disse a garota abraçando o cadáver.

—Eu sinto muito.

—Cale a boca! Você é responsável por isso. Tirou a minha filha de mim, a minha pobre filha! Não pode imaginar como é a menos que tenha perdido um filho. Eu a teria alimentado do meu próprio seio se pudesse. Minha filhinha linda. Ela queria ser veterinária. Eu odiava a babá. Mesmo que estivesse cansada, exausta de ter que cuidar de quatro bebês duma vez, eu odiava a maldita babá. Ela tinha inveja de mim. Queria ter um filho e não conseguia. Já estava na casa dos quarenta, quase entrando na menopausa. Ela pensava, que merda. Porque essa adolescente mimada ficou grávida e de quatro duma vez enquanto eu não consigo ter nem um.

—Eu sinto muito. Eu lamento.

—É meio tarde pra isso. Ela era minha e você tirou-a de mim! Porque fez isso? Bem, não importa agora. Temos que notificar a Rainha Fae.

Ela se moveu numa velocidade humanamente impossível.

—Sabe porque eu curei você?

—Porque?

—Porque apesar de veneno de lobisomem ser doloroso, seria uma morte rápida, muito rápida. Pensei em te despedaçar e queimar os seus pedaços, mas ainda assim seria muito rápido. Pensei em ir atrás do seu Clã, mas você não tem um Clã. Eu amava a minha filha com todo o meu coração. E nunca soube o quanto ela me amava até você matá-la. E ela chamar por mim, com seu último suspiro. Então, eu digo que vou destruir você. Como você a destruiu.

—Chega Ness. Estão levando o corpo para a delegacia, eu tenho que ir.

—Não deixem profanarem o corpo dela.

—Quer que eu impeça uma autópsia?

—Não deixem profanar o corpo da nossa filha, Nicholas! Ela precisa ser consagrada.

—Tá. Tá.

Consagrada. O que será isso?

O corpo da filha do xerife foi autopsiado. E a causa da morte foi hemorragia severa. Quando levaram para o cemitério, colocaram num caixão. Todos foram ao enterro.

E notei que Rosalice e meu filho estavam abraçados. As irmãs se despediram e fecharam o caixão. Antes de enterrar fizeram algum tipo de ritual. Elas ficaram em roda em volta do caixão, de mãos dadas.

—Exalas, exalas, omas quisa opera, sigala...

As chamas das velas foram nas alturas de um jeito que não era possível.

E a terra tremeu e então, as velas voltaram ao normal.

—Pronto. Pode enterrar.

—O que foi isso?

—Max, eu sei que foi estranho e um tanto assustador, mas elas estão enterrando a filha.

—O que foi isso?! Uma garota milagrosamente recuperada, flores mortas e que depois voltaram a vida! Você corre mais depressa do que qualquer humano conseguiria!

—Bom, bem vindo á Magic Falls! Bem vindo ao submundo, mundano.

Gritou ela irritada.

—Precisamos de borboletas. Muitas borboletas, as mais bonitas, as mais coloridas.

—Borboletas?

—Nós choramos pelos que partiram.