A Garota do Parque

20 Capítulo 20 - 1+1= 3


Notas iniciais
Aqui está o último capítulo, espero de coração que gostem, fiz com carinho e um pouco de tristeza por saber que a fic está acabando, logo eu volto com o Epílogo.

Christian

Eu e Ana nos adaptamos rápido a vida de casados, visto que ela já morava comigo antes de casarmos e já vivermos como um casal íntimo por conta das nossas dificuldades que só nos fortaleceu.

Nos mudamos para uma casa grande e saímos do Escala, nessa casa iremos passar o resto de nossas vidas e iremos formar nossa família. Estamos casados a seis meses e nos tratamos como tratávamos meses atrás quando nos apaixonamos um pelo outro, apesar de Ana reclamar das minhas manias e eu das delas, eu nunca deixaria de ama-la.

Chego da empresa e deixo minha pasta em cima do sofá seguindo os sons que vem de algum lugar da casa, chego até a cozinha onde Ana mexe nas panelas e conversa sozinha vestida com uma blusa de manga cumprida cinza e legging preta, que me faz ter uma visão da sua deliciosa bunda. Meu deus bem que a Ana diz que eu só penso em sexo.

— Será? Tenho que ler sobre isso na internet — Ela diz para ninguém, pois ainda não me viu chegar.

— Ler o que na internet? — Perguntei a fazendo se assustar e se virar como um raio me encarando.

— Que susto Christian, você anda sorrateiro parece que não quer que te vejam chegar.

— Também senti saudades de você baby — Digo sarcástico, andando até ela e abraçando por trás sentindo seu cheiro delicioso.

— O que está cozinhando? — Pergunto beijando seu ombro, enquanto ela entrelaça suas mãos nas minhas em cima de sua barriga.

— Risoto

— Um dos meus pratos favoritos é? — Beijo seu rosto e viro de frente pra mim passando os braços por sua cintura e a puxando até mim a beijo com carinho.

Um beijo que ela retribui fervorosamente enrolando os braços no meu pescoço.

— Vou tomar um banho e depois jantamos juntos tudo bem? — Pergunto a ela que sorri e acena positivamente.

Me viro e caminho pra fora cozinha quando Ana me chama

— Christian? Eu senti saudades suas — Ela diz timidamente com um sorriso.

Subo até o nosso quarto, onde me dispo e tomo um banho relaxante, visto minha camiseta branca e minha calça de moletom cinza e percebo que eu e Ana estamos combinando.

Desço até a cozinha onde Ana arruma a mesa.

— Deixa que eu te ajudo — Digo indo até os armários e pegando pratos e taças.

Pego o vinho na geladeira e nos sentamos na mesa, eu na ponta da mesa e ela do lado esquerdo da mesa.

— Espero que tenham ficado bom — Ela diz apreensiva.

— Sua comida sempre é boa — Digo me servindo.

Ana está meio calada hoje ou é impressão minha?

— Huum... — Gemo ao provar o risoto.

— Ta delicioso baby — Digo pegando a garrafa de vinho e me servindo.

— Vinho? — Pergunto.

— Não, hoje não estou afim de vinho — Ela diz enquanto começa a comer.

Comemos em silencio, em algum momento ou outro eu comento algo e Ana responde.

— Aconteceu algo na SIP hoje? — Pergunto.

— Não, o de sempre sabe manuscritos e reuniões — Ela diz sorrindo quando termina de comer.

— O que foi baby? Você parece meio estranha — Digo preocupado.

— Você acha? É eu me sinto estranha

— Você está doente? — Pergunto, pronto pra por ela no carro e a levar no hospital.

— Eu tenho uma coisa pra te contar.

— O que? — Pergunto alarmado.

— Não é nada demais, é algo de grande importância mas não precisa se preocupar, tá você precisa se preocupar mas não de um jeito ruim — Ela se embola nas palavras, eu estou ficando louco minha mente começa a pensar em mil coisas nada boas não por favor não.

— Diga logo Ana, por favor — Peço.

— Eu vou te contar mas você precisa fechar os olhos.

— É um presente? — Pergunto aliviado

— Mais que um presente — Ela diz com os olhos brilhando.

— Então me mostra — Digo fechando os olhos como ela pediu

— Não vale espiar — Ela diz se afastando e eu fico com os olhos fechados.

Olhos fechados

Cade Ana?

Será que ela estava brincando comigo?

Abro os olhos?

— Não abre os olhos — Ela diz se aproximando e tocando meu rosto, cobrindo meus olhos que estão fechados.

— Pronto? — Ela pergunta.

— Sim.

— Abre os olhos baby — Ela diz.

Abro os olhos e encaro os sapatinhos brancos a minha frente, são sapatos de bebê e em cima dele um papel. Abro o papel e encaro números e palavras que não entendo, até chegar a uma palavra em negrito

Positivo

— Positivo? O que... — Então me dou conta.

Sapatinhos de bebê

Positivo

ELA TÁ GRAVIDA

Meu deus

Acho que vou desmaiar.

— Você... Você está gravida ? — Pergunto gaguejando.

— Sim, estou grávida — Ela diz sorrindo

— Eu.. Eu não sei o que dizer. — Digo confuso com tamanha informação.

— Você não está feliz? — Ela pergunta triste de repente.

— Feliz? Eu estou muito feliz, sou o homem mais feliz do mundo nesse momento. — Digo a puxando até mim e tocando sua barriga coberta pela blusa.

— Tem um bebê nosso aqui? — Pergunto com meus olhos embaçados pelas lágrimas.

— Sim — Ela diz com os olhos marejados e eu beijo sua barriga.

— Eu vou ser pai — Constato radiante.

— E eu vou ser mãe — Ela diz rindo e eu a abraço a puxando até meu colo e a abraçando.

Encho a de beijos

— Você descobriu que dia?

— Ontem

— E só me contou agora?

— Eu fui na consulta ontem e fiquei pensando como te contar

— O que é? Um menino ou uma menina? — Pergunto tocando sua barriga.

— Não da pra saber ainda Christian, o bebê é muito pequeno é do tamanho de um caroço de feijão eu acho, estou com um mês mais ou menos.

— Mas é muito pequeno, isso é normal? — Pergunto.

— Claro que sim, ele vai crescer e daqui a pouco nem vai ter espaço na minha barriga mais. — Ela diz tocando minha mão que está em cima de sua barriga.

— Temos que planejar tudo agora mais do que o casamento, tem roupas, berço e tantas coisas mais — Digo animado

— Você está com desejo? Sente dor? — Pergunto.

— Estou bem Christian, só cansada e com mais sono que o normal mas logo logo estarei tendo desejos e mudanças de humor.

— Eu vou cuidar de você baby.

— Quero que cuide sim — Ela diz manhosa deitando a cabeça em meu ombro.

Eu e Ana não estávamos totalmente esperando um bebê, conversamos sobre ter filhos várias vezes e eu não via a hora de ser pai, então ela parou com seu anticoncepcional e dois meses depois Ana está grávida e eu com um sorriso de rasgar o rosto.

— Família, eu tenho um comunicado a fazer, chamamos vocês aqui hoje para contar uma novidade a vocês — Digo abraçando Ana de lado enquanto minha família está sentada no sofá da nossa casa nos encarando com expectativa.

— Hoje eu venho contar a vocês que a família vai aumentar — Digo sorrindo.

A primeira a gritar é Kate sendo seguida por Mia, Elliot fica sentado no sofá sem entender nada, enquanto as duas se levantam para abraçar Ana a enchendo de perguntas.

— Você está de quantos meses?

— Você descobriu quando?

Minha mãe se levanta e vem até mim me abraçando

— Parabéns filho — Ela diz sorrindo.

— Eu vou ser avó Carrick, não consigo acreditar — Diz ela ao meu pai, que me abraça em seguida.

— Ser pai é incrível filho, você verá. — Ele diz.

— A Ana está grávida? — Pergunta Elliot de repente se levantando do sofá e indo até Ana e a abraçando.

— Parabéns cunhada — Ele diz sorridente.

— Obrigada.

— E Eu não ganho parabéns? Pergunto para provoca-lo.

— Christian, seja paciente — Ele diz vindo até mim e me dando um abraço.

— Espero que curta muito esse lance de maternidade e tal.

— Espero que curta muito esse lance de casado e tal — Digo o provocando.

Ela finalmente pediu Kate em casamento e os dois se casam no próximo mês.

Kate e Mia me abraçam e todos ficam ao redor de Ana falando com sua barriga tocando e nos fazendo perguntas até a hora de ir embora.

Ana virou a novidade novamente a cada vez que os visitamos é paparicos e carinhos para Ana, seguidos de paparicos a sua barriga.

Faz duas semanas que Ana me contou da grávidez totalizando seis semanas de grávidez, segundo a doutora, o coração do nosso bebê já bate e ele está do tamanho de um grão de lentilha. Tenho certeza que nosso bebê é a lentilha mais linda.

Ana está começando com suas mudanças de humor, outro dia ela chorou ao me contar que gostava da cor azul e em seguida comeu bolo enquanto ria sem parar de algo bobo que lhe contei, ela tem estado mais cansada e sonolenta mas ainda vai ao trabalho mesmo que as vezes eu prefira que ela fique em casa, sei que ela conhece seu limite.

— Que cheiro é esse? — Pergunta Ana tapando o nariz e a boca enquanto andamos pelas ruas de Seattle

— Que cheiro? — Pergunto.

— Um cheiro horrível de ... Não sei mas é horrível. — Ela diz enjoada.

— Acho que é o óleo daquele restaurante — Aponto pro restaurante da esquina onde servem frango frito.

— Vamos atravessar a rua, ou eu vou vomitar. — Ela diz me puxando pela mão.

Ana está com três meses e meio totalizando quatorze semanas, nosso bebê tem o tamanho de uma laranja e se ele era a lentilha mais linda tempos atrás agora ele é a laranja mais linda.

— Oi baby — Digo abraçando Ana que se senta em meu colo, ela deita com a cabeça em meu ombro e suspira.

— Com sono ainda? — Pergunto.

— Sim, parece que acordei mais cansada do que na hora que fui dormir.

— Está com fome?

— Sim, estou com vontade de comer panquecas com mirtilo e mel — Ela diz sorrindo.

— Você não disse que panquecas com mirtilo te enjoavam? Acho que isso foi semana passada.

— É mas não enjoam mais e agora estou com vontade, você faz pra mim? — Pergunta manhosa e eu não tenho como resistir.

— Claro baby, tudo que você quiser.

Agora com dezesseis semanas totalizando quatro meses, minha baby e eu vamos descobrir o sexo do bebê, eu já não aguento mais de ansiedade, tem horas que acho que é menino ai tenho certeza que é menina e então fico confuso.

— Prontos para descobrir o sexo do bebê? — Pergunta a doutora enquanto espirra o gel transparente na barriga de Ana.

— Estamos mais que ansiosos — Diz Ana segurando minha mão.

— Então vamos lá.

Ela começa a passar aquele estranho objeto na barriga de Ana, então ela para e aponta para a tela.

— Aqui vejam- Ela diz.

Não consigo ver nada, isso faz de mim um pai ruim?

— É uma menina- Diz a doutora sorrindo — Muito alegre devo dizer, não para de mexer as perninhas.

Olho pra Ana que tem os olhos marejados.

— Uma menina baby... — Eu sussurro

— Quero que ela tenha o seu sorriso — Ana diz sorrindo e eu beijo seu rosto.

Cinco meses são vinte semanas, nosso bebê tem o tamanho de um mamão e Ana está mais grávida do que nunca, sua barriga já protuberante, algumas roupas já não servem nela, seus pés vivem inchados e ela reclama de cansaço. Ana pode se debulhar em lágrimas a qualquer minuto para em seguida rir de algum desenho que vê na TV, ela também gosta de dormir com a barriga em minhas costas, que a bebê chuta durante a noite.

— Oi baby — Digo me sentando no sofá com Ana, que hoje não foi trabalhar pois estava com os pés inchados.

— Oi — Ela diz sorridente se inclinando e me beijando.

— Como foi o trabalho ? — Ela pergunta.

— Movimentado — Digo em um suspiro a abraçando.

— Tenho que ir no banheiro — Ela diz saindo do meu abraço e se levantando do sofá com um pouco de dificuldade.

— Quer que eu te carregue? — Pergunto a fazendo revirar os olhos

— Não, posso ir sozinha.

Me levanto e vou até o escritório, quero terminar esse relatório pra poder jantar com Ana e lhe dar atenção o resto da noite.

Começo a revisão do relatório e ouço batidas na porta, Ana coloca a cara pra dentro e sorri.

— Oi — Ela diz timidamente.

— Oi baby — Digo sorrindo.

— O que foi? — Pergunto vendo ela com algo nas mãos.

— Eu pensei... Que poderíamos montar aquele quebra cabeça agora — Ela diz sorrindo em expectativa.

Claro, o quebra cabeça que ela encomendou na internet e ficou dias esperando chegar e está a dias querendo monta-lo comigo mas sempre algum imprevisto surge ou ela dorme ou saímos ou eu tenho trabalho a fazer, como hoje.

— Baby, eu queria muito mas tenho que terminar de revisar esse relatório hoje... — Digo tentando dizer as palavras corretas para não magoá-la

— Ah — Ela diz desapontada e vejo sua expressão murchar.

— Tudo bem — Ela diz me dando as costas e saindo.

Droga

Eu não quero magoá-la Ana anda bem sensível, qualquer tom de voz diferente é capaz de a fazer achar que você está brigando com ela, tem dias que ela não quer nem ouvir minha voz tudo que eu faço a irrita e ela dorme emburrada comigo, por algum motivo que nem sei mas em outros dias como hoje ela quer atenção e eu vou dar, dane-se o trabalho, eu vou montar quebra cabeça com a minha esposa.

Caminho pra fora do escritório a procura dela e a encontro sentada na mesa de jantar, as peças espalhadas pela mesa enquanto ela monta um ou outro pedaço, então limpa uma lágrima que escorre do seu rosto.

— Ana — A chamo e ela me encarra com seus olhos cheios de lágrimas e meu coração se parte.

Como eu pude ser insensível e negar a ela algo que ela tanto queria?

— Baby, por que está chorando? — Tento conversar.

— Porque você...Você prometeu que íamos montar hoje — Ela diz soluçando.

— Eu queria terminar aquela droga de relatório e te dar atenção pelo resto da noite mas agora não importa mais vou montar esse quebra cabeça com você e depois iremos jantar dane-se aquele relatório. — Digo a puxando nos meus braços e me sentando em sua cadeia e a colocando em meu colo entre minhas pernas, como ela gosta de ficar quando montamos quebra cabeça.

— Obrigada por montar comigo — Ela diz me beijando suavemente então manda eu separar as peças azuis da figura pois segundo ela, eu não sei montar a parte mais difícil.

— O que vai querer jantar? — Pergunto enquanto montamos o quebra cabeça.

— Estou com uma vontade enorme de comer torta de maça com requeijão

— Onde vamos achar isso? — Pergunto confuso com essa mistura dela.

São vinte três semanas de grávidez totalizando seis meses, nosso bebê escuta o que dizemos e Ana já passou por enjoou, inchaço nos pés, desejos estranhos e cansaço. Ela esta meio que sentindo um pouco de tudo no momento mas o enjoou está em menor escala o que é algo ótimo pois quando Ana estava tendo enjoos frequentes, quase nada parava em seu estomago e ela chegou a vomitar um macarrão que cozinhei pra ela, fiquei me sentindo tão mal que quase jurei pra mim mesmo nunca mais cozinhar mas segundo Ana ela enjoou por conta de um pedaço de alho que ela mordeu, alho a estava enjoando na época e foi o que a fez vomitar então meu macarrão estava a salvo.

— Phoebe está mexendo muito hoje? — Pergunto tocando sua barriga protuberante.

— Muito, quase não dormi com ela dançando na minha barriga está noite.

— Você poderia tirar o sono do papai e deixar a mamãe descansar meu amor — Diz Ana para sua barriga que está parcialmente coberta pela camiseta que ela usa, já que suas roupas não a estão servindo mais.

Phoebe será o nome da nossa princesa eu e Ana escolhemos juntos, depois de muita dúvida e agora satisfeitos com o nome dela, mandamos escreverem em panos e numa placa que colocaremos em sua porta.

O quarto já tem muitos objetos pois segundo Ana eu sou apressado mas ainda estamos indo a procura de outros.

— Vamos levar esse — Digo a Ana apontando um lindo vestido de bolinhas azuis que vejo na vitrine de uma loja.

— É lindo Christian — Diz Ana se rendendo e entrando na loja e após escolhermos vestidinhos e macacões saímos sorridentes caminhando pelas ruas da cidade.

— Com fome baby? — Pergunto a abraçando.

— Estou com muita vontade de comer bolo de cenoura.

— Vamos parar em algum lugar, pra você comer seu bolo de cenoura Sra. Grey

Passamos algumas horas comprando coisas para abebê mas logo Ana se cansa e partimos para casa, onde massageio suas costas durante o banho e a ajudo a se vestir enquanto ela quase desmaia de cansaço, a cubro e a deixo dormindo em nosso quarto, então desço até o escritório onde cuido dos últimos detalhes da decoração do quarto da nossa filha.

— Oi baby — Digo ao ver Ana acordar assim que chego ao quarto.

— Melhor? — Pergunto.

— Muito — Ela diz se embrulhando no edredom que parece mega convidativo, então me deito com ela e abraço.

Ana tem momentos de raiva e lágrimas mas em compensação tem momentos que tudo que ela quer é que eu a abrace e a encha de beijos e carinhos, o que eu adoro fazer.

— Você é tão linda — Digo apaixonado, sim eu sou apaixonado pela minha esposa e não sei se um dia essa paixão ira acabar, espero que nunca.

— Você está dizendo isso pra me agradar — Diz Ana ainda sonolenta.

— Estou dizendo isso, porque você é linda — Digo beijando sua testa e ela se aconchega mais em mim.

Nove meses que em alguns momentos passaram rápidos e em outros pareciam devagar, hoje Ana completa nove meses, já tirou a licença do trabalho e estamos a espera de que a qualquer momento o bebêchegue, eu e Ana estamos ansiosos pois após tantos planos e preparos finalmente nossa Phoebe estará em nossos braços.

— Sentindo algo baby? — Pergunto abraçando Ana assim que a encontro no quarto de Phoebe.

— Não, Christian você me pergunta isso toda hora — Ela diz rindo.

— Eu só quero saber como as coisas estão — Digo sorrindo.

Observamos o quarto com várias cores na parede, não conseguíamos escolher uma cor então decidimos por todas do arco iris. O quarto já está pronto com um berço, a poltrona de amamentação e os objetos necessários, só falta nossa pequena Phoebe.

— Força Ana — Digo tocando sua testa suada e encarando seu rosto exausto.

— Eu estou tão cansada — Ela diz com uma careta de dor.

— Só mais um pouco amor e a Phoebe vai estar aqui — Digo a animando.

Ana faz mais força várias vezes e parece cada vez mais exausta e com dor. Então em mais uma contração e força, Ana grita e ouço um choro baixinho.

Ela nasceu.

Minha filha nasceu.

Vejo os médicos ampararem minha pequena nos braços e a enrolarem num pano verde e colocarem no peito de Ana.

Encaro minha filha coberta de sangue e uma estranha textura branca enquanto chora a plenos pulmões.

— É nossa filha Ana — Digo encanto encarando o bebê quase careca a minha frente.

— Oi bebê — Diz Ana a encarando enquanto lágrimas descem por seu rosto.

Ao ouvir a voz da mãe, Phoebe se aquieta e fica apenas de olhos fechados levando a sua mão até a boca onde ela suga os dedinhos.

— Ela gosta da sua voz — Digo a Ana.

Phoebe nasceu no dia 23 de novembro com 2 kg 360mg

É a bebê mais linda que eu já vi, com poucos fios de cabelos castanhos e ralos na cabeça e olhos de um azul claro como o de Ana, ela é calma mas quando quer algo chora a plenos pulmões.

— Christian ela sorrio pra mim — Diz Ana a encarando sorrindo, abro os olhos sonolento encarando uma Phoebe sem expressão nenhuma, olhando pra mãe com cara de tédio.

— Eu acho que ouvi ela gargalhar. — Digo sarcástico.

— Você está com ciumes porque que ela riu pra mim — Diz Ana em petulância fingida, voltando a conversar com Phoebe...

— Você gostou da sua tia Kate? Ela é uma grande amiga da mamãe...

Ana e eu tiramos licença do serviço para darmos total atenção para Phoebe, eu imaginei que ficaríamos noites sem dormir mas não imaginei que fosse ser tantas noite, Phoebe dorme super bem durante o dia mas é chegar a noite que ela só quer ficar acordada nos encarando, por sermos pais de primeira viagem não sabemos o motivo do seu choro, visto que em alguns momentos ela está alimentada e limpa mas chora no momento em que colocamos ela no berço, não sabemos se é cólica ou saudade mas nos revezamos, quando eu durmo Ana cuida de Phoebe e quando ela dorme eu cuido, até Phoebe sentir fome e Ana ter que acordar para alimenta-lá, estamos mega cansados porém admirados com qualquer coisa que Phoebe faz.

— Christian — Chama Ana me tirando de um cochilo gostoso — É sua vez de pegar a Phoebe — Ela diz voltando a dormir.

Me levanto da cama com os olhos parcialmente fechados de sono e pego Phoebe em seu berço, ela parece mais leve e quieta mas não dou muita importância, voltando pra cama com ela.

— Ana, acho que ela quer mamar — Digo entregando ela a Ana.

— Christian! Essa não é a Phoebe é um mini travesseiro — Diz Ana chamando a minha atenção.

É por isso que ela parecia tão leve...

Juntos e cada vez mais fortes Ana e eu vivemos nossos dias cobertos de amor e felicidade, junto com Phoebe que só nos traz alegria, nosso pequeno pedaço de amor nossa pequena é a criança mais linda que já vi. Ela me encara com aqueles lindos olhos azuis como o de Ana e eu me sinto tão em paz, tão amado por todos que me rodeiam e sinto que sou digno disso, não me sinto um fracasso me sinto um vencedor, Ana me trouxe esse sentimento quando eu estava afogado em trabalho tentando provar pra mim mesmo que eu era capaz mas não era necessário, eu era e sou capaz, de ser feliz e de ter conquistas, entre elas a minha maior e mais importante minha família. E sabendo disso eu sempre irei lembrar que Ana é a minha força e felicidade para sempre.

Notas finais
Espero que tenham gostado.