A Garota do Parque
13 Capítulo 13 - A viagem
Notas iniciais
Anastásia
Ah dias em que eu preciso ouvir a voz de Christian, então eu ligo pro seu celular e espero cair na caixa postal, escuto sua voz e isso me da um sentimento de que eu posso continuar, que eu vou ter ele de volta.
— Bom dia — Abracei Christian e me enrosquei em seu corpo.
— Bom dia baby — Beijou o vão entre meus seios.
— Você já quer sexo? Eu gosto de uma conversa primeiro sabe. — Brinquei.
— Não quero sexo, eu quero fazer amor com a minha linda namorada. — Disse ficando por cima de mim.
— Você é mesmo um bobo apaixonado. — Toquei sua barba.
— Sim sou, por você. — Beijou meu pescoço.
— Tenho que te contar uma coisa — Disse de repente.
— O que? — Perguntei curiosa.
— Eu estou planejando viajar pra Aspen e ficar uns dias lá, tirar uma folga da empresa.
— Acho uma ótima ideia.
— Eu quero que você vá comigo
— Eu nunca fui lá nem sei o que pensar, tipo eu levo roupas de frio ou de calor?
Ele riu
— Roupas de frio, está nevando lá.
— Uau, ainda bem que você me avisou, eu ia separar uns shorts e regatas.
— Você não vai precisar de muitas roupas, só pra sair de casa, em casa você pode permanecer nua.
— Você só pensa em sexo Christian, eu desisto de você.
— Não desiste, eu sei que você me ama.
— Amo muito — Beijei seus lábios suavemente.
A viagem ocorreu uma semana depois, Christian estava especialmente animado e eu também. Ele usou seu jatinho para nos levar até lá.
— Ansiosa? — Perguntou sorrindo.
— Muito.
Observei o avião decolar e depois cochilei, quando acordei Christian lia um livro ao meu lado.
— Já chegamos?- Perguntei.
— Ainda falta um pedaço — Disse com um sorriso.
— Quer alguma coisa? — Perguntou.
— Só quero chegar lá logo, tenho pensado nisso a dias.
— E imaginou como vai ser?
— Muito, imaginei diversas casas diferentes.
— Você vai gostar eu acho.
— Você tem bom gosto, aposto que sim.
Desembarcamos no aeroporto e ao descer as escadas do jatinho, o vento frio me atingiu fazendo com que eu apertasse mais o casaco de encontro ao meu corpo.
— Estamos chegando — Disse Christian após Taylor entrar em uma estrada, depois de alguns minutos dirigindo.
Esfreguei as mãos em expectativa e sorri. Paramos em frente a um conjunto de árvores e eu ainda não tinha visto a casa, Christian abriu a porta pra mim e eu sai encarando a grande casa, feita parcialmente de madeira e pedras grandes, com uma aparência rustica porém elegante era linda.
Entramos em um corredor que nos levou até uma grande sala com piso de madeira, sofás grandes e uma lareira de pedra que instantaneamente eu me apaixonei.
— E ai gostou? — Perguntou Christian em expectativa.
— É linda, adorei as almofadas. — Comentei encantada.
— Minha mãe que escolheu.
— Ela tem bom gosto.
— Venha baby, quero te mostrar todo o resto.
Christian me levou até os quartos me mostrando tudo e eu só fazia encarar tudo de boca aberta, tudo era lindo e aconchegante.
— Aqui eu posso cozinhar pra você — Disse Christian me mostrando a cozinha, feita de mármore e um conjunto de peças prata.
— É linda, aposto que aqui nenhum macarrão fica sem gosto — Pensei alto, então me dei conta de que Christian tinha ouvido.
— Zombando do meu macarrão? — Perguntou com uma risada.
— Claro que não amor, eu amei seu macarrão.
— Amou sim. — Disse se inclinando e me beijando suavemente.
— Quer almoçar? — Perguntou.
— Sim, estou faminta.
Uma moça que cuidava da casa de Christian em Aspen nos serviu o almoço, comemos Risoto de alho poró e queijo, enquanto Christian me contava os planos para o nosso dia.
— Quero te levar até a avenida principal te mostrar as lojas, lá é lindo.
— Acho um ótima ideia, você pode carregar as sacolas pra mim.
— Ah, não você carrega. — Disse fingindo estar sério mas um indício de sorriso aparecia em seus lábios.
—Então vamos? — Perguntou.
— Quando nós voltarmos, podemos acender a lareira? Eu realmente me apaixonei por ela.
— Você levou semanas pra se apaixonar por mim mas pela lareira, foi amor a primeira vista? Caramba, eu não levo jeito com o amor mesmo. — Disse como se estivesse desapontado me fazendo rir.
— Mas vamos acende-lá sim, tudo que você quiser. — Disse me abraçando e beijando o topo da minha cabeça.
Caminhamos pelas ruas movimentadas, não estava nevando naquele momento mas tinha neve acumulada na rua, nos cantos das calçadas e estava bastante frio então Christian e eu paramos em uma cafeteria para tomarmos algo que nos aquece-se.
— Vou querer um pedaço da torta de nozes e café expresso.
— Vou querer o Brownie e chá preto por favor — Pedi a simpática moça que veio nos atender, ela sorrio adoravelmente e se afastou.
Aspirei o cheiro de café que estava no ar, era delicioso embora eu preferi-se chá. Estávamos aproveitando o calor daquela cafeteria aquecida, observando as pessoas passarem na rua vestidas com seus casacos e cachecol, era muito bom apenas apreciar o local e ouvir o barulho do sino da porta toda vez que alguém entrava na movimentada cafeteria. Alguns comentavam em como estava frio e cumprimentava a mim e a Christian com um sorriso, então partiam em direção as suas mesas, eu estava adorando tudo aquilo.
— Então baby o que achou daqui?
— Lindo, eu amei.
— Eu gostei, não muito da parte em que você demorou meia hora pra decidir entre um cachecol vinho ou bege. — Revirou os olhos fingindo estar entediado mas eu sabia que ele estava apenas me provocando.
— Não me diga? Eu adorei enrolar na escolha do cachecol apenas pra ver até onde você aguentava. — O provoquei e soltei um riso quando vi sua expressão chocada.
A simpática garçonete chegou com os nossos pedidos os depositando na mesa e com um sorriso se afastou nos deixando a sós.
— Que brownie gostoso, é melhor que o meu. — Comentei após dar uma mordida.
— Eu adoro a torta de nozes daqui — Comentou Christian comendo.
— Me deixa provar? — Perguntei alcançando seu garfo e pegando um pedaço da torta.
— Humm...Que delicia- Comentei comendo mais um pedaço.
— Ei você pediu o brownie, para de comer minha torta — Disse Christian reclamando.
— No começo do nosso namoro, você dividia comigo não é? Agora me nega um pedaço de torta...Não me peça mais massagem nas costas que eu não irei fazer — Reclamei fingindo estar brava mas na verdade estávamos brincando um com o outro.
— Sem massagem? Golpe baixo, estou brincando mas se você quiser um pedaço da torta, eu peço pra trazerem um.
— Eu acho que vou aceitar, esse frio me deu fome.
Comemos e conversamos como sempre fazíamos mas em alguns momentos, paramos para observar as pessoas andando na calçada em frente a cafeteria.
— Então vamos? — Christian perguntou.
— Vamos, deixa eu criar coragem para enfrentar esse frio — Eu disse enroscando meu braço no dele e saindo da cafeteria sentindo o frio me atingir.
Passamos pelas lojas devagar, afinal não tínhamos nenhum compromisso, olhamos as vitrines e paramos para observar algumas mais interessantes, quando eu vi uma coisa que eu sabia que era a cara de Christian.
— Amor, sabe eu vi um pretzel na cafeteria mas fiquei com vergonha de te pedir pois eu já tinha comido o brownie e a torta mas eu estou realmente com vontade, você me compra um? — Pedi manhosa o abraçando pela cintura.
— Claro, vamos. — Disse começando a andar em direção a cafeteria.
—Não, eu vou ficar aqui te esperando.
— Mas ta frio.
— Eu vou entrar nessa loja e me aquecer — Comentei acenando vagamente para ele não prestar atenção na vitrine e perceber meus planos.
— Tudo bem, já volto. — Disse indo em direção a cafeteria outra vez.
Esperei ele andar mais alguns passos e entrei na loja indo em direção ao caixa.
— Olá, eu vi aquele modelo de planador na vitrine e gostaria de saber o valor. — Eu disse a atendente e ela me falou o preço, após comprar o planador pedi para embrulhá-lo para presente, eu iria dar a Christian naquela noite, agradeci a atendente e sai da loja encontrando Christian na calçada com o meu pretzel na mão.
— Comprou algo? — Perguntou observando a sacola.
— Um presente pra Kate é a cara dela, acho que ela vai gostar. — Respondi pegando o pretzel de sua mão e dando uma mordida.
— Humm...Uma delícia amor obrigada — Agradeci de boca cheia e enrosquei meu braço no dele e começando a caminhar.
Quando a tarde foi passando e o tempo esfriando mais Christian e eu voltamos para casa.
— Preciso de um banho estou com as pernas doendo — Comentei com Christian tirando o cachecol verde do meu pescoço e começando a me despir.
Tomamos banho juntos, e Christian fez questão de ensaboar meu cabelo e depois fez questão de seca-lo para que eu não pegasse um resfriado.
— Preciso tirar um cochilo — Comentei a Christian com meus olhos coçando de sono.
— Durma baby — Disse me cobrindo com o grosso edredom.
— Deita comigo- Pedi em um bocejo.
E ele atendeu meu pedido deitando comigo, nos enroscamos um no outro e dormimos por horas seguidas enquanto a neve caia lá fora.
Me remexi na cama macia e quentinha sentindo Christian colado a mim e abri os olhos piscando para afastar o sono, já tinha anoitecido e eu estava com fome.
Olhei para Christian pensando se o acordava ou não, quando ele abriu o olhos e sorrio ao me ver.
— Bom dia — Disse me abraçando.
— É boa noite — Eu disse rindo.
— É? — Perguntou confuso.
— Sim, e eu estou com fome.
— Vamos comer então.
Descemos até a cozinha onde a moça que cuidava da casa estava fazendo o jantar
— Macarrão com queijo Sr. Grey — Comentou com um sorriso simpático.
— Parece delicioso, obrigado. — Disse Christian pegando o vinho tinto na geladeira.
Comemos o melhor macarrão com queijo que eu já tinha comido e depois assamos marshmallows na lareira.
Estávamos sentados no grande tapete da sala de Christian, rodeados por almofadas grandes e macias assando marshmallow.
— Baby eu não aguento mais — Disse Christian depois do seu oitavo marshmallow.
— Você é fraco Christian — Comentei pegando meu décimo marshmallow e fazendo um s'more.
— Mas eu também enchi — Comentei quando terminei de comer e tomei um gole da minha água.
— Eu tenho uma coisa pra você — Eu disse a Christian.
— Pra mim? O que — Perguntou de forma curiosa.
— Já volto — Eu disse ficando de pé e indo até o nosso quarto, lá peguei o presente de Christian nas mãos e desci até a sala.
— Aqui pra você — Estendi o presente a ele.
— Você está me dando o presente da Kate? — Perguntou confuso.
— Não é da Kate, eu estava mentindo porque queria fazer uma surpresa.
— Ah, sim. — Disse rasgando o embrulho.
— Não acredito — Disse encarando a caixa do planador.
— O que foi? Não gostou? — Perguntei meio insegura
— Ana, eu amei como você pensou nisso?
— Eu vi na vitrine da loja e achei a sua cara.
— Obrigada — Disse me puxando até o seu colo e me beijando ardentemente.
— Eu te amo e amei o presente — Disse acariciando o meu rosto e me beijando suavemente
— Quando você abrir, podemos montar. — Sorri largamente — Assim como você monta quebra cabeça comigo, podemos montar seu planador.
— Eu adorei a ideia. — Disse colocando o planador do seu lado e me puxando para perto do seu corpo me fazendo monta-lo.
Me beijou lascivamente enroscando sua língua na minha e infiltrou as mãos dentro do meu cabelo, soltei um gemido em sua boca e aprofundei o beijo tocando seus ombros e subindo até seu cabelo, onde acariciei seus fios sedosos e os puxei levemente quando ele mordeu meu lábio inferir e tocou a pele da minha cintura por baixo da minha camisola subindo até as minhas costas me arrepiando deliciosamente.
— Eu quero você — Pedi em sua boca.
— Eu sou seu — Respondeu voltando a me beijar.
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