Notas iniciais
último capítulo de A Garota de Capa Preta, espero que curtam. Quem tiver dúvidas, perguntas ou quiser dizer algo sobre essa história, comente ou mande mensagem. Beijos.

A Garota avistou uma luz branca ao longe, se levantou do banco e andou até ela. Enquanto se aproximava, percebia que a luz aumentava, e que se encontrava no meio de um bosque.

Andava lentamente, observando as árvores, as plantas. Não sabia quando tinha sido a última vez em que tinha visto, sentido a natureza tão de perto.

E então sorriu. E enquanto atravessava aquela luz, seu último pensamento foi esse: que até nos momentos de escuridão é necessário que você abra os olhos e veja a luz.

***

Era o aniversário de 8 anos de uma garotinha. A garotinha brincava, pulava e sorria amava chamar atenção. Sua irmã mais velha estava sentada em um canto, e ela resolveu ir até a irmã, para traze-la para a diversão.

–Ei, o que foi? Não vai se divertir comigo?

A irmã mais velha a olhou, confusa.

–Vamos, o que há? Daqui a pouco suas amigas chegam, e você está aí, sentada, emburrada. Venha.

A garotinha pegou na mão da irmã mais velha, e ambas começaram a dançar. s duas riam alto e se abraçaram, felizes. Era ótimo ter a família reunida.

–Olha lá, suas amigas chegaram. — A garotinha batia palmas e sorria, pulando de um lado pro outro.

A irmã mais velha se dirigiu até as amigas, e as cumprimentou.

–Olha só, a emburrada. Me admira muito que não esteja vestida de preta trancada em seu quarto. — Disse a primeira amiga, a abraçando.

Todas as outras a abraçaram também, e se dirigiram a irmã menor.

–Como vai, coisinha linda?

Enquanto suas amigas paparicavam sua irmã menor, a mais velha se dirigiu até as escadas e se sentou. Por alguma razão, algo a incomodava. Por algum motivo, sentia que faltava algo em sua vida.

–Pensando muito? — Perguntou seu padrasto, sentando há seu lado.

–É... Acho que sim.

Ambos ficaram em silêncio por alguns minutos, até que o padrasto resolveu falar.

–Com saudades da sua antiga casa? — Ele tinha perguntado.

–Não, com certeza não. Eu gosto daqui.

A grota observava o céu. Estava lindo e limpo, com um azul espetacular. Em breve escureceria, e ela teria uma visão privilegiada das estrelas e da lua.

–Eu preciso te contar uma coisa. — Falou a garota, corando.

–Você sabe que pode me contar qualquer coisa. Somos amigos, lembra? Estou aqui para te ajudar.

A garota pensou um pouco, e finalmente se abriu.

–Meu pai... Ele é muito estranho.

–Certamente que sim, você já me contou isso.

–Você acha que ele virá atrás de nós?

O homem ficou em silêncio por um momento, antes de responder.

–Exclusivamente de nós, não. Mas sim, acho que um dia iremos falar muito dele. Mas não temos que ter medo, pois alguém, lá em cima, está cuidando de nós.

–Sabe, eu tenho tido sonhos... Sobre uma capa voadora. Uma capa preta. Eu estou quase acreditando que ele existe.

O homem a olhou, tentando não demonstrar a sua curiosidade.

–O que você vê? Nos seus sonhos?

–Alguém, talvez da minha idade, sentado sozinho com a capa. Não sei quem é, mas está tão triste...

O homem se levantou estendeu uma mão para que a garota pegasse.

–Esqueça isso. Sabe o que sempre me dizem? Esqueça as coisas ruins por um momento, e aproveite enquanto as boas acontecem.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!