Notas iniciais
O coração de Valerie finalmente tomou sua decisão, mas revelações farão que ela questione suas escolhas e perceberá que talvez ela esteja sozinha.

Na manha seguinte Peter esperou Valerie acordar para ouvir suas explicações. Todos haviam ficado desesperados com seu desaparecimento.

- Por que fez isso? – Peter a questionou – Ficamos todos preocupados!

- A Prudence também ficou? – Ela ironizou – Espero que sim!

- Eu sinto muito! – Ele disse e caiu de joelhos ao lado da cama – Eu não sei o que passou pela minha cabeça.

- Eu sei bem! – Ela se levantou, estava claramente irritada com a presença dele – Acho melhor ir!

- Vamos conversar – Disse ele a virando para si – Me perdoe! Ela não significa nada para mim!

- Mas significa para mim – Ela o afrontou – E você sabia disso. Sabia que não gostava dela, e mesmo assim você me traiu com ela!

- Você não pode me julgar! – Ele replicou – Se esqueceu de Henry?

- Vá embora Peter! – Valerie disse e o colocou para a fora da casa – Não me aborreça mais!

Nada parecia ter importância para Valerie depois das especulações de Henry, ela ficou pensativa, não sabia em quem confiar, não sabia se podia contar ao Peter ou ao alguém, já que todos eram suspeitos. Ela temia que mais sangue fosse derramado e resolveu por si só descobrir quem era o vampiro que estava vivendo entre eles.

- Valerie? Posso entrar? – Perguntou Roxanne ao bater na porta.

- Oi! – Valerie lhe deu um abraço – Desculpa por sair sem avisar!

- Você quase me matou de susto – Ela examinou para saber se sua amiga estava bem – Por onde você andou o dia todo?

- Fiquei olhando a vila por cima das arvores – Ela respondeu convidando Roxanne para se sentar – Eu fiquei pensando nos velhos tempos!

Valerie logo tratou de contar a sua amiga a que se passara com Peter na noite passada, mas ficou receosa ao contar a Roxanne sobre seu encontro com Henry, temia que ela não pudesse entender sua aproximação com o novo vampiro. Depois de refletir muito, achou que não poderia guardar para si mesma o novo segredo e resolveu contar a ela, desse modo ela também poderia ajudar a descobrir quem seria o farsante.

- Você não dará o anel a ele? – Roxanne se preocupou – Não pode confiar nele tanto assim!

- Eu sei, ele está aqui! – Valerie disse o tirando de dentro do vestido. Ela o carregava preso a uma corrente que levava em seu pescoço.

- Você tem idéia de quem possa ser? – Valerie perguntou – Qualquer um com comportamento estranho!

-Não tenho idéia – Ela respondeu apavorada – Será que esta pessoa está ajudando Damon? O que mais ele disse?

- Somente isso! – Valerie respondeu andando de um lado para o outro – Temos que ficar de olhos abertos a qualquer fato estranho que ocorrer!

- Tudo bem! – Roxanne concordou.

Quando a noite caiu Valerie ficou a esperar o retorno de Henry, ela sabia que ele não aparecia, então resolveu procurá-lo na floresta. Foi difícil passar pelos guardas que vigiavam as entradas da floresta, pois a lua cheia se aproximava e todos ficavam alerta nesta época.

Ela caminhou silenciosamente para dentro da floresta, na direção oposta da antiga cabana de sua avó, pois provavelmente haveria alguém de guarda. Ela parou e ficou a esperar, tinha esperança de ele aparecer, a cada ruído que ecoava entre as arvores seu coração batia mais forte, pois sabia que poderia receber outra visita nada agradável.

- Sabia que podia contar com você – Henry surgiu por de trás dela, dando lhe um susto.

- Eu quase desisti de vir! – Ela respondeu e abriu um meio sorriso.

Ele estava radiante sob a luz da lua, desta vez ele vestia um traje simples de ferreiro, a luz da lua refletia a palidez de sua pele, e ao sorrir suas presas a se mostravam majestosas e ao mesmo tempo aterrorizantes.

- Você poderia guardá-las? – Valerie perguntou incomodada com suas presas – Não consigo... Olhar para elas!

- Sinto muito! – ele respondeu as escondendo – Ainda estou me acostumando!

- Eu não posso fazer o que me pediu – Ela começou a explicar – Acho melhor esperar a lua cheia passar!

- Não deveria ter te pedido tal coisa – Ele se aproximou e pegou suas mãos – Foi demais e muito rápido!

O olhar de Henry era hipnotizador, ela não podia lutar contra a força daqueles olhos, ao lado de Henry, ela se sentia segura e esquecia todas as desilusões que passara com Peter, eles ficaram a noite inteira juntos, ele contou a ela como havia sobrevivido a Damon e como estava se acostumando a nova vida – Sinto-me amaldiçoado, como se tudo de bom que havia em mim, tivesse ido embora com minha vida, mas quando estou perto de você, posso sentir que o bem ainda habita meu coração – Valerie sucumbiu aquelas palavras, e se entregou aos apelos de amor de Henry.

- O que faz para se alimentar? – Valerie perguntou alarmada – Você mata pessoas também?

- Não. Eu tentei, mas não fui capaz – Ele voltou seus olhos para o chão – Me alimento de animais selvagens, que vive na floresta. Mas me sinto fraco por isso!

- Fraco? – Sua voz soou preocupante – Por quê?

- Sangue de animais não é suficiente para mim – Ele explicou – Se eu for atacado, por outro vampiro ou um lobo, não sobreviverei!

- Damon se alimentava de meu sangue! – Valerie disse ao se lembrar da mina onde estivera co ele – Por que não me transformei?

- Para isso, ele tinha que dar o sangue dele para você! – Henry explicou – Felizmente isso não aconteceu!

O dia estava preste a raiar, então ambos sabiam que era hora de se despedirem. O coração de Valerie doía ao imaginar que ele estaria sozinho na floresta, fraco, sem chances de se defender de qualquer perigo. Antes de Henry ir embora, Valerie perguntou:

- Quem é o vampiro entre nós?

- Sinto muito... Não posso lhe dizer! – Ele respondeu balançando a cabeça em sinal de negativo – Não posso lhe dizer, não sei quem é!

- Então... Com sabe disso? – Valerie perguntou desconfiada.

- Damon disse que tinha um aliado aqui, mas não me revelou quem – Henry respondeu – Provavelmente ele sabia que eu poderia estragar seus planos.

Ao voltar para o vilarejo, ela avistou Tina, ela também caminha rapidamente da floresta, ela estava coberta por uma longa capa, e sem que percebesse, ela a seguiu. Tina chegou a sua casa, examinou a área, e fechou a porta rapidamente. Valerie levou um susto quando sentiu algo tocar seu ombro.

- Você também a viu? – Roxanne cochichou em seu ouvido – Estive seguindo ela a noite inteira!

- O que você viu? – Valerie perguntou ainda a espreitar a casa de Tina – Algo errado?

- Completamente errado! – Roxanne respondeu – Ela simplesmente desapareceu diante de meus olhos, como num passe de mágica!

- Ela te viu? – Ela perguntou preocupada – Você tomou cuidado?

- Claro que tomei! – Roxanne respondeu – Vamos sair daqui ante que algum guarda nos veja!

O dia amanheceu e tudo estava normal, as pessoas faziam suas atividades diárias, crianças brincavam por entre as arvores. Peter foi para a floresta junto de Claude como sempre e Prudence não perdeu a oportunidade e foi logo atrás, Valerie observava a tudo de sua janela, mas estava tão magoada com Peter, que não se importava mais, seu objetivo era vigiar Tina e descobrir o que ela escondia e o que fazia toda a noite na floresta.

- Não é Tina! – Valerie disse – Não pode ser!

- Não há outro suspeito! — Roxanne afirmou – Ela se enquadra!

- Então por que ela nada por aí? Ao sol? – Ela questionou – Ela também tem um anel?

- Damon pode ter lhe dado um! – Roxanne concluiu – Ela ficava grudada nele!

- Ela e Prudence! – Valerie disse aborrecida.

- Prudence! Claro! – Roxanne disse em voz alta – Ela também se enquadra!

- Como? – Ela duvidou – Ela não mostra comportamento esquisito.

- Por isso mesmo! Damon também era discreto! – Roxanne dizia cuidadosamente – E veja! Peter nunca se deixou levar pelas as investidas dela e num dia simplesmente ela consegue o que quer? Tina pode estar ajudando a nos confundir!

- Acha que ela o manipulou? – Valerie disse pensativa – Isso é possível!O que vamos fazer?

- Não tenho idéia de como se mata um vampiro! – Roxanne riu desesperada – Mas Peter sabe!

Valerie pensou nas especulações de Roxanne, ela tinha razão, mas como explicar ao Peter, sem contar a ele sobre Henry?

Na tarde do mesmo dia, Roxanne correu até Valerie com uma brilhante idéia. Elas deveriam armar uma emboscada para Prudence. Elas esperariam até a lua cheia e atrairiam Peter e Prudence para a floresta e quando ela revelasse sua verdadeira face, Peter a mataria. Nada podia dar errado, pois suas vidas estariam em jogo.

Os dias se passaram e o dia em que a lua cheia iria brilhar no céu finalmente chegou. Valerie mandou um bilhete a Prudence em nome de Peter, no bilhete ela marcava um encontro com Peter atrás da igreja, onde tinha os flagrados. Roxanne convenceu Peter de que Valerie iria entrar na floresta para procurá-lo, na tentativa de encontrá-lo com Prudence, ele relutou em acreditar, mas logo caiu na mentira que Roxanne lhe contara.

A noite caiu. As garotas se esconderam na floresta e esperou pelos futuros acontecimentos, elas ficaram a espreitar atrás de uma arvore, enquanto Prudence se aproximava do local marcado.

- Vlaerie! – Roxanne sussurrou – E se não for Prudene? Acha que Peter...

- Agora não é hora disso! – Ela a atropelou – Está feito!

- Se ela morrer será nossa culpa! – Roxanne estava preocupada com o resultado do plano, caso ele falhasse.

- Peter não faria isso – Valerie replicou – E os guardas estão na vila!

Um ruído na floresta as assustou, elas pausaram a conversa e observou Peter se aproximar, Prudence vinha em sua direção. O encontro aconteceu como o planejado, Prudence congelou-se ao avistar Peter, que agora era um magnífico lobo, com garras afiadas e presas majestosas, ele ficou para do a espreitá-la, mas nenhum deles se moveram. Prudence, aterrorizada com o que via, caiu desmaiada no chão. Definitivamente, ela não era um vampiro.

Peter soltou um rosnado assombroso ao olhar para Valerie e Prudence que vigiava tudo de longe, num ato inesperado, ele cravou suas garras no chão e armou um ataque em direção a elas. Desesperadas elas correram floresta adentro, os gritos alarmaram os guardas que logo perceberam a presença do lobo e se preparam para atacá-lo. Roxanne e Valerie chegaram à clareira, a mesma clareira que Damon havia os encurralados. Elas ficaram paradas no centro do campo de mãos dadas, Peter vinha ferozmente em sua direção. Valerie só conseguia pensar o que teria ocorrido para ele tomar aquela atitude, ele estava tomado pela raiva.

No ultimo segundo, antes que Peter as alcançasse, Henry surgiu e se colocou a frente delas, então uma brutal luta entre o lobo e o vampiro se fechou pela madrugada. Peter era feroz e extremamente forte, ele dominou a luta todo o tempo, já Henry era ineperiente e estava extremamente fraco, ele resistia aos golpes de Peter, mas estava claro que ele não venceria a luta.

Os moradores de Daggerhorn chegaram à clareira, mas ficaram aterrorizados com o que viram e perceberam que suas armas eram obsoletas diante aquelas criaturas que se atracavam em pleno o ar, Valerie estremecia a cada golpe que Henry levava de Peter. Antes que a luta terminasse, as garotas foram puxadas pelos os moradores que nada podiam fazer, as levaram de volta ao vilarejo, se trancarão em suas casas, e rezaram para que a noite acabasse. Logo os ruídos horripilantes que vinham da floresta silenciaram-se.

- Oh meu Deus! – Roxanne sussurreou – O que fizemos?

- Cala-se! – Valerie a repudiou – Vamos só esperar!

- Onde está Peter? – Sr. Albert perguntou – Onde Le está?

- Eu não sei! – Valerie respondeu – Ele estava conosco, mas o lobo o atingiu!

- Ele está morto? – Sr. Albert perguntou novamente.

- Eu não sei! – Roxanne respondeu – Mas ele está muito ferido em algum lugar da floresta!

- Espero que o lobo não tenha o encontrado – Disse ele segurando ainda mais forte seu facão.

A mãe de Henry se aproximou de Valerie, ela estava aterrorizada com os fatos que os homens haviam relatado a ela, então perguntou:

- Era meu filho? Meu Henry estava lutando com a fera?

Roxanne olhou para Valerie, ela não tinha idéia do que dizer, então esperava que sua amiga dissesse algo.

- O homem que lutava com o lobo era muito parecido com Henry, mas definitivamente não era ele! – Valerie respondeu a confortando.

- Todos acham que era ele! – Ela instigou mais uma vez – Você tem certeza?

- Se fosse o Henry, ele teria voltado para casa! – Roxanne complementou.

- Nenhum humano lutaria com o lobo tão ferozmente! – Sr. Albert intrometeu-se.

O dia raiou, os guardas de Daggerhorn invadiram a floresta a procura de Peter, enquanto isso Valerie caminhou apressadamente para a antiga cabana de sua avó, esperando encontrá-lo. Ao chegar se deparou com Peter, ele não estava machucado, mas seu semblante não era nada bom para ela.

- O que foi aquilo? – Ele perguntou a segurando fortemente – Por que fez isso com Prudence?

- Eu posso explicar, mas se acalme! – Ela disse ao tentar se soltar das mãos dele – Está me machucando!

- Encontrei Henry. Aqui na cabana – Ela começou a se explicar – Ele me disse que havia um vampiro entre nós!

- Por que não me contou? – Peter ficava cada vez mais enfurecido com ela – Você queria que Henry me matasse?

- Não! Claro que Não! – Ela gritou e pela primeira vez ela estava com medo de Peter.

- Você escondeu de mim, sem me dar chance de defesa! – Ele avançou sobre ela – Ele podia me matar a qualquer momento, mas não disse nada!

- Ele não faria isso! – Ela replicou – Ele se importa com meus sentimentos!

- Ele é um vampiro agora, vampiro são perigosos e manipuladores! – Peter retrucou – Ele está te usando!

- Não é verdade! – Ela disse se soltando dele – Ele me ama ao contrário de você!

- Não pode confiar nele – Peter continuou – Você condenará a todos!

- Todos pensariam isso, se soubessem que eu confiava em você mesmo sendo um lobo! – Ela o encarou – Confiei em você porque te amava!

- Você o ama? – Ele perguntou seriamente – Por isso confia nele?

Os dois se olharam, Valerie não queria responder, então mudou o foco do assunto.

- Ele disse que um vampiro está entre nós! –Ela disse – Achei que fosse Prudence!

- Por que achou isso? – Peter perguntou descrente – Henry disso isso ou você queria que eu a matasse?

- Cala-se! – Ela o enfrentou novamente – Não seria capaz disso e você sabe que não.

- Então me responda, porque sinceramente não sei se acredito em você, não depois de quase me matar com seus segredos!

- Achei que ela fosse o vampiro, por fazê-lo ficar com ela – Ela respondeu o olhando fixamente – Achei que ela pudesse ter te induzido a me trair... Mas vejo que me enganei mais uma vez com você!

- Tudo bem Valerie – Ele lamentou – Não precisamos mentir, mas para o outro. Acabou e eu vou ficar bem!

- O que quer dizer com isso? – Ela perguntou temerosa – O que você fez?

- Ele está morto, se é o que quer saber! – Peter disse e saiu da cabana de volta ao vilarejo sem olhar para trás.

Sem saber o que fazer, Valerie ficou na cabana o dia inteiro, as lagrimas não paravam de rolar pelo seu rosto, ela procurava entender por que aquilo tudo acontecia em sua vida, nada mais a importava. A noite se aproximou novamente, mas ela resolveu que não voltaria a Daggerhorn naquela noite, desolada ela vagou pela floresta, ela sabia que Peter estava lá em algum lugar, mas não queria mais vê-lo.

Distraída com suas lamentações, ela pisou num buraco e rolou por uma pequena ribanceira, quando conseguiu se levantar ela avistou a antiga mina, que Damon lhe fizera refém. Sem temer nada, pois sentia que sua vida já teria acabado, ela entrou, nada podia se ver ou se ouvir, e na tentativa de se esconder do mundo ela caminhou e se aprofundou na antiga caverna.

- Valerie? – uma voz fraca ecoou – O que faz aqui?

- Henry? Ela respondeu amedrontada – Você está bem?

- Não! – Ele disse. Sua voz quase não saia de sua boca – Continue andando e logo me achará!

Ela tateou as paredes até encontrá-lo, então se sentou ao lado dele, ela não podia vê-lo, mas podia sentir que ele estava muito ferido e fraco.

- Como chegou aqui? – Ele perguntou.

- Damon me trouxa para cá uma vez! – Ela disse enquanto acariciava seu rosto – O que posso fazer para te ajudar?

- Se você souber caçar... – Ele brincou – Você pode trazer um pouco de sangue para mim!

- Você vai se recuperar se beber sangue? – Ela perguntou – Isso vai te salvar?

- Vai ajudar... Por enquanto – Ele respondeu – Sangue de animais não é suficiente para curar meus ferimentos.

- E o meu sangue? – Ela perguntou na tentativa e ajudá-lo – Damon fazia isso!

- Não farei isso! – Ele a afastou – Ainda mais com você!

- Você não tem escolha – Ela insistiu – Se ficar assim vai morrer e Peter está soltou por aí e conhece bem a mina.

- Não posso te pedir isso! – Ele replicou.

- Você não está pedindo! – Ela complementou – Você salvou minha vida, me deixa salvar a sua!

O silencio tomou conta da mina, Henry relutou, mas nada podia ser feito, estava sedente por sangue, então ele a tomou nos braços e exibiu suas esplêndidas presas, ela fechou os olhos, sabia que não seria agradável, ele gentilmente afastou seu cabelo e cravou suas presas em seu pescoço. Ele sugou cada gota de sangue que podia e parou assim que ela perdeu a consciência.

Quando Valerie acordou, ela ainda estava na mina, mas havia alimento ao seu lado, que Henry gentilmente havia deixado para ela. Quando Henry voltou para a mina, ela já estava bem disposta novamente. Ele estava mais forte que nunca, o sangue dela havia o deixado revigorado.

- Obrigado! – ele disse a ela ao se sentar ao seu lado – Obrigado por ser tão corajosa e por confiar em mim!

- Não foi nada! – Ela sorriu – O que vai fazer agora?

- Vou terminar algo que comecei... Mas não tive tempo de terminar! – Ele respondeu se aproximando ainda mais.

Ela se entregou a ele, fazer amor com um vampiro era bem diferente do que com um lobisomem, mas era igualmente prazeroso e perigoso. O prazer que ela sentiu foi o mesmo que havia sentido com Damon, mas havia diferenças estridentes, ela se entregou a ele por vontade própria e estava consciente durante todo o tempo. Henry poderia ser um vampiro, mas ela o desejava sem remorso e sem medo, nem se importava com as presas que rasgava sua pele a procura de mais sangue.

Quando acordou novamente, Henry já não estava junto a ela, ela se levantou e seguiu para fora da mina. Quando saiu, ela se deparou com uma pessoa parada do lado de fora da mina, não conseguia enxergar bem, pois seus olhos ainda estavam se acostumando novamente com a luz. Assim que seus olhos se firmaram ela pode ver, suas pernas fraquejaram ao avistá-lo.

- Damon? – Ela gritou.

- Como vai? – Ele perguntou dando um passo para o lado – Tem alguém querendo muito te ver!

- Bom dia, Valerie! – Ela disse, surgindo por de trás dele.

Ao vê-la, ela não acreditou no que estava a sua frente, não poderia ser possível tal coisa, então ela caiu de joelhos.

- Sim, querida sou eu... – Ela se aproximou – Roxanne!

Notas finais
Estão gostando?
Enviem seus comentários para eu saber quando postar o próximo capitulo!
Agradeço todos os comentários que recebi. Bjo!