A Garota da Cama de Cima
12 Capítulo 12 Bonus
Notas iniciais
12- Declaração
Estava sentado na calçada. Kill estava fazendo suas tarefas. A noite e a chuva já tinham acabado e o sol, mesmo que de manhã, estava tão forte que secou as calçadas.
- Oi Mark – Sara sorria com carinho enquanto caminhava na direção do amigo.
- O que faz aqui? – Acabou sendo rude com a amiga.
- Eu vim te visitar – ela sentou ao lado de Mark – tenho que te contar algo muito importante.
- Então fale – ele parecia não se importar.
- Aconteceu algo?
- A Kill teve um pesadelo e não dormiu bem, acordou chorando.
Sara notou que Mark parecia chateado, como se ele tivesse sido inútil.
A historia de Sara e Mark é recente, porem forte.
Sara conheceu o garoto na sétima serie do ensino fundamental, mal se falavam até serem classificados para um trabalho em grupo. A garota se esforçou o máximo para fazer as coisas perfeitas, porem Mark apenas se divertia, sem se preocupar com o tempo. Quando o dia para entregar o trabalho estava próximo, Sara se rendeu ao cansaço e pediu desculpas para ele por não ser uma boa parceira. Mark sorrindo disse que ela não precisava se preocupar, se juntasse as partes feitas o necessário estaria pronto, foi com ele que Sara aprendeu que o necessário é a perfeição, pelo menos quando se trata de trabalhos escolares.
Mais tarde Sara confessou que todos os amigos dela insistiam para que ela sempre desse o melhor de si e quando chegava o dia em que falhava ela era abandonada, Mark revelou que ela era fraca por não confiar em si e por deixar ser guiada por outros:
- A vida é sua, então a obrigação de cuidar dela é sua, quando você deixa os outros invadi-la você se torna fraca, e a fraqueza é o fim do sucesso.
Aquelas palavras de Mark foram as mais belas que Sara tinha ouvido e sua vida mudou muito depois delas, no ano seguinte, Julha entrou na escola e na sala de Mark e Sara assim as meninas ficaram grandes amigas e a sala começou a se unir, aos poucos e com muita luta, Sara já não procurava amigos, ela tinha só necessário.
Sara se sentia mal quando Mark estava mal. Na realidade, ela passou a nutrir um grande sentimento pelo garoto desde o dia em que ele lhe ajudou.
Quando o via falando com outras meninas, sentia um aperto em seu peito e engolir a saliva era impossível, queria puxá-lo dali e carregá-lo para o mais longe possível, mais tarde ela revelou que era ciúme. Para ela, é necessário aceitar suas fraquezas para vencê-las.
Sara decidiu ajudar o amigo, mesmo que no fundo soube-se que ira se machucar.
- Sabe, você fez o possível para ajudá-la.
- Como sabe? Você nem estava aqui – Tinha sido rude, mas não importava.
- Eu sei porque você não deixa um amigo ficar triste.
- Sara, ela chorou – Fechou os olhos — Eu nunca tinha visto ela sem o sorriso, e dessa vez ela chorou. No meu colo, e — respirou fundo – doeu, doeu muito!
- Se ela chorou em seu colo então esta tudo bem – Olhou para a amiga – Porque você é uma boa pessoa e acalentou-a. Sabe às vezes não podemos contar o que esta em nossa mente, pois pode ser perigoso, mas se alguém nos abraça, então estamos seguros, e sabemos disso.
- Obrigado – sorriu e abraçou a amiga.
O coração bateu mais rápido com o movimento dele, fechou os olhos e sorriu enquanto sentia o corpo quente, ele afastou o corpo e olhou nos olhos dela.
- Mas você veio me dizer algo não foi?
- Eu te amo – ela foi tão direta que o corpo pareceu petrificar-se.
Seu cérebro parou todas as funções e olhou para a garota, o mundo sumiu e a mulher que era assaltada na esquina nem foi percebida, as mãos dele permaneciam nos ombros dela, os olhos piscavam e a mente tentava achar uma resposta.
E pensar que antigamente as meninas demoravam mais para se declarar.
- Eu falei rápido demais não foi? – Sara estava constrangida e as bochechas avermelhadas demonstravam isso, ela olhou para o chão por alguns segundos e depois voltou a olhá-lo.
- Sim – Ainda estava atordoado – muito rápido.
- Desculpa — sorriu enquanto tirava as mãos dele de seus ombros – Vou te deixar sozinho.
- Não espera!- Impediu que ela de levantar – Eu quero saber desde quando. E por que?
- Ah me deixa ver – pareceu pensar – acho que depois do nosso trabalho na sétima serie eu te admirava, agora a admiração virou amor, ou eu só percebi que é amor essa semana. E o porquê é simples, você é amigo e conselheiro, não tem porque não te amar.
- Me desculpa.
- Você já gosta de alguém não é?
- Mais ou menos isto. – observou à calçada.
- Eu já imaginava, mas pelo menos não preciso mais esconder – ela sorria tranquilamente – Mas eu só quero uma coisa.
- E o que é?
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