A Garota da Cama de Cima
1 Capítulo 1
“Era sábado, o dia estava quente e um estranho caminhão de estava parado em frente ao apartamento. Alguns homens entravam carregando coisas envolvidas em papelão, porem um colchão mostrou que era uma cama.”
- Por que não me fala quem você é?
- Porque eu não sei ao certo quem eu sou.
- Não continue mentindo para mim!
- Eu minto até para mim.
Um anjo pode estar ao seu lado, mas isto não quer dizer que ele não sofra.
A cama foi retirada e outra foi montada no lugar, procurou por sua mãe e a encontrou assinando uns papeis. A mulher tinha um sorriso nos lábios.
- Mãe o que esta acontecendo?
- Ah – olhou para o filho – Você vai ter uma irmã!
- Mãe você anda tendo um caso sem me falar nada? – Estava assustado, ter um padrasto era algo que não queria.
- Claro que não seu bobo, eu adotei uma garota.
- Sem me perguntar nada?
- Oras você não é meu pai mocinho, é meu filho!
- Você não passa de uma velha que acha que pode fazer o que bem entende!
- Esta na hora de começar a me respeitar garoto! – O sorriso da mulher se desfez e a raiva tomou conta do lugar – Alias, eu sou sua mãe e posso fazer o que bem entender! Se quiser agir igual trate de comprar sua casa própria! – Irritado, mas sem poder retrucar, o garoto voltou ao seu apartamento, mas antes ainda pode ouvir o que lhe deixou mais furioso durante o dia – Ela chega amanhã e vai dormir no seu quarto!
Uma garota dividindo o quarto com um garoto não soa bem, principalmente se eles não são irmãos. Apesar de tudo e sendo contra seu agrado, passou a pensar no que deveria fazer. Os homens já tinham terminado de montar a Beliche e já tinham partido. Mark decidiu ficar com seu velho colchão e com a parte de baixo da cama. Para ter mais privacidade, a cama vinha com duas cortinas, a da cama de cima era fixada no teto e a da cama de baixo em uma parte da cama de cima. Teria que dividir o pequeno guarda-roupa com uma garota e o computador perderia mais privacidade ainda. Suspirou mais irritado ainda, passou furiosamente as mãos pelos cabelos e foi para a cozinha, já que sua mãe lhe chamou para almoçar.
Por volta das três horas mais alguns homens chegaram e dessa vez Mark teve que esvaziar o guarda-roupa. O que denunciava um guarda-roupa novo.
A noite caiu, o quarto estava arrumado e Mark cansado, tinha esvaziado e preenchido a sua parte do guarda-roupa agora queria dormir, somente dormir.
“Ouça o vento, ele fala do tempo...”
- O que?
“Ouça o vento...” – A voz era fraca, suave – “... ele fala do tempo...”
- eu não estou entendendo!
“Ouça!”
O grito repentino fez com que Mark acordasse assustado, gritando e sentando na cama, ofegante. Passou a mão direita na testa, observou o relógio que marcava sete horas. Levantou espreguiçou-se e pela primeira vez abriu as cortinas, da janela, respirou fundo e observou a rua. Morava no sétimo andar, apartamento vinte e três do primeiro bloco. Como no seu prédio só tinha dois blocos não era muito cheio. Observou a rua por um momento e quando se cansou foi ate a cozinha tomar café da manhã – mas não, sem antes, passar no banheiro e escovar os dentes. Estranhou o silencio, e viu pendurado na geladeira um bilhete informando que sua mãe tinha ido buscar sua nova irmã.
Irmã.
“Irmã rimava com Imã e era menor do que irmão”. Riu com seu pensamento absurdo e colocou uma xícara de café. Não gostava de comer pão, e detestava quando ele era acompanhado de manteiga, por isso sempre que recebia a mesada ele comprava bolachas e algumas geléias, era a salvação de sua manhã.
Depois de tomar o café, voltou ao banheiro escovou os dentes e tomou banho – não porque queria causar boa impressão quando a sua nova irmã chegasse, mais sim porque não tinha nada para fazer.
Na frente da TV e com o controle do vídeo-game no colo, Mark estralou os dedos, encarou o adversário e quando deu a largada o garoto passou a correr. Qualquer jogo era bem vindo: lutas, corridas, RPGs, terror, não importa todos seriam facilmente completados. A fechadura demonstrou que a porta estava sendo destrancada, e o aparelho foi desligado sem cerimônia e Mark olhou para traz. A porta parecia abrir em câmera lenta, sua mãe entrou e logo depois sua mova irmã.
Engoliu a saliva, estava vendo uma das mais belas garotas que passou por sua vida. Os cabelos estavam presos em dois rabos de cavalos, cada um em um lado da cabeça, possuía fios castanhos, escuro na raiz e clareava conforme crescia, quando chegava à metade ele cacheava de forma delicada, ela também parecia manter uma franja que ia até o ombro e ficaram soltas ao lado do rosto, e assim como o cabelo preso, eram mais claras nas pontas e mais cacheadas, os olhos eram escuros, também castanhos, e a pele era branca com leves pintinhas na maçã do rosto a cintura era fina e o corpo nem gordo e nem magro demais, tinha um jeito infantil um corpo pequeno e um cabelo que por dedução, quando estava solto ia até a cintura.
Seu instinto masculino lhe deu impulso de agarrá-la pela cintura e não solta-la mais, porem agora eram irmãos, não de sangue mais eram e Mark teria que aceitar outro homem abraçando Kill.
Kill. O nome dela era Kill.
Kill tinha a sua idade, com diferença de alguns meses mais nova.
Kill carregava apenas uma bagagem, a mãe de Mark pediu que ele levasse a bagagem para o quarto e apresentasse Kill ao cômodo. A menina seguiu o menino que se controlava mentalmente para não atacá-la.
- Bom, caso minha mãe não tenha falado eu me chamo Mark e sou seu irmão adotivo. O lado direito do guarda-roupa é seu o esquerdo meu, a cama de cima é sua.
- Obrigada – Ela sorria – Marka de sabão.
- Como?
- Marka de sabão.
- Meu nome é Mark não Marka!
- Calma Maeketico é só um apelido – ela sorria de forma inocente.
Mark saiu do quarto irritado, mas ao fechar a porta ele sorriu, talvez ter uma irmã que inventa um apelido a cada vez que cita seu nome seja legal.
“A segunda-feira é a forma resumida de ‘dia cansativo porque se tem escola’, mas para Kill, era divertido”.
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