Notas iniciais
Revelações aparecem neste capitulo *-*

- Me diga algo!

- O que você quer que eu diga?

- Qualquer coisa que me faça lembrar de você!

- Eu te amo.

16 – Pesadelos da meia-noite.

- Tenho que parar de responder as perguntas dela.

A água quente era o convite perfeito para passar horas no banho. Mark tinha que se afastar, a voz dela lhe deixava louco e isto fazia seu corpo doer.

Quando voltou para o quarto, Kill já estava dormindo, sentou na cama e suspirou, jogou a toalha em qualquer canto.

-Não!

A voz de Kill parecia amedrontada. Ainda sentado, fechou os olhos, mas abriu assustado quando Kill gritou pedindo para que parasse.

- Kill tudo bem? – Levantou e observou a irmã.

- Um pesadelo, só isso — ela estava ofegante.

- Tudo bem com você?

- Medo – Os olhos pareciam os de uma criança. – Posso dormir com você?

- O que? – Sabia que teria problemas. Problemas psicológicos.

- Eu tenho medo de tê-lo de novo. – Não entendia a forma de pensar dela. Por que dormir com ele não traria o sonho de volta?

Kill tinha a mão fechada em frente à boca, a outra estava apoiando o corpo, aquele jeito de criança assustada convenceu Mark de fazer a maior besteira de sua vida.

- Tudo bem. – Louco! Era o que gritava sua mente.

A cama de solteiro fornecia pouco espaço, a cabeça de Kill apoiada em seu peito lhe fornecia muito desconforto, o perfume dela lhe entorpecia, mas sorriu.

Mark sorriu.

Tinha ela em seus braços, e ela queria estar lá.

- Um dia você me conta quem é?

- Quem é o que?

- A garota que você ama – a voz sumia aos poucos e o corpo de Kill adormecia.

Naquela noite Mark viu Kill assustada. Foi a primeira vez que a viu sem sorriso. Beijou a testa da irmã e acariciou os cabelos. Abraçou o corpo para proteger de qualquer coisa que pudesse interferir naquele sono. Quis ficar acordado apenas para apreciar aquele momento. Amaldiçoou-se por estar louco pela própria irmã.

Queria protegê-la, tira-la daquele mundo e deixá-la em um mundo seu, em que ninguém pudesse vê-la ou tocá-la. Queria ela só para si. Seu coração bateu mais forte, era apaixonado pela irmã, não queria mais esconder isso, porem era impossível contar para alguém.

- A pessoa que eu amo – sussurrou nos ouvidos da irmã sem medo de que ela acordasse ou ainda estivesse acordada. – é você.