A Garota Uchiha

28 Capítulo 27 – Violeta.


Notas iniciais
Autora; Postei adiantado pessoal!! O cap.27 já estava pronto, mas eu quis postar o cap para uma leitora que faz aniversário hoje! Itachi; Queremos dedicar o cap á Lay Silva, que faz quatorze anos hoje! Sasuke; Parabéns Lay!! Muitos anos de vida!! Amaya; O cap é dedicado á você!! Neji; Esse cap é o momento Amaji (Amaya+Neji) Autora; Quis demorar para postar também porque estou adiantando vários caps. Agora chega de escrever, espero que gostem do cap! Boa Leitura!!

[Amaji]

Algumas horas depois da batalha entre os ninjas do som, todos foram embora no mesmo minuto, deixando o Time 7 sozinhos novamente.

O Time Gai não pensou duas vezes em sair para tratar de Lee e Amaya, durante todo o caminho para voltar pra pedra foi o tempo suficiente para ambos dormirem consciente, com assim, curar seus ferimentos, com delicadeza e sem complicações...

– ITAI! – Ou quase isso. Depois de mais uma tentativa frustrante de Amaya curar suas orelhas, a morena suspirou irritada, se não estivesse machucada podia jurar que bateria em Lee para parar com essa frescura de “ta doendo”.

– Lee-san! Desse ritmo eu nunca vou conseguir te curar! – Retrucou Amaya cansada, estava quase uma hora e meia tentando curá-lo. Seu rosto ainda estava arranhado e machucado, sem falar que mostrava sinal de cansaço.

– Mas, Amaya-san, está doendo muito. – Choramingou Lee encarando a morena, Amaya resmunga e faz cara feia, ela tirou as mãos dos ouvidos os levantou pro céu apertando os punhos. Amaya fazia maior esforço para não socar ou bater na frente dos colegas de Lee.

– Lee! Deixa de ser criança e deixa May-chan te curar! – Reclama Tenten sem paciência encarando o amigo, ela estava de braços cruzados no lado direito de Amaya, que estava sentada de joelhos na frente de Lee que estava sentado no tronco, Neji estava encostado numa árvore no lado esquerdo de Amaya vendo tudo impaciente também.

– Mas... Mas...

– Eu posso bater nele se eu ouvir essa palavra mais uma vez? – Indagou Amaya encarando Tenten apontando o polegar esquerdo pra Lee.

– Ah eu deixo com todo prazer, eu até te ajudo nessa. – Aceita Tenten concordando com Amaya.

A morena suspira e encara Lee mais uma vez, ela fica séria e ele começou a ficar com medo, começou a suar frio e tremer, Amaya levou as mãos pros ouvidos de Lee e antes de começar; ela suavizou seu olhar e deixou uma aparência carinhosa e calma.

– Eu vou fazer de novo Lee, e eu lhe peço, por favor não grite e ignore a dor; o som daquela maquina é de um som capaz de vibrar os pontos mais sensíveis dos nossos ouvidos, é normal ele doer mesmo porque o efeito ainda não passou e ele atingiu um ponto sensível no nosso ouvido, mas se você não se acalmar e relaxar, assim não dará certo e continuará doendo o ouvido, tivemos sorte de não termos ficados surdos, então devíamos nos acalmar para conseguimos melhorar, então acalme-se e ignore a dor ok? – Amaya lhe encorajou e Lee assentiu, a morena deu um sorriso pequeno. – Ótimo, se você sentir dor morde bem forte o lábio, eu também devo ter sido muito grossa com você, então, se meu pode curativo estiver machucando muito seus ouvidos, me avisa fazendo uma careta bem feia, certo?

– Hai, Amaya-san.

– Certo e... Desculpa-me por ter sido grossa antes Lee. – Se desculpou Amaya encolhendo um pouco os ombros sentindo o rosto envergonhado, ela odiava ser grossa com as pessoas e ser impaciente, Amaya estava cansada daquilo tudo e queria descansar, estava com tanto sono e não estava irritada sem motivo. – Esses dias não estão me fazendo bem e...

– Tudo bem, Amaya-san, você deve está cansada disso tudo e bem acabada, está tão pálida que ainda me pergunto se você está mais branca do que as nuvens brancas. – Disse Lee dando um sorriso, Amaya dá uma pequena risadinha boba, ele tinha razão, Amaya perdeu muito sangue e não andou comendo muito.

– Não ando comendo muito e perdi sangue demais, mas vou ficar bem posso lhe garantir. – Lhe garantiu e levantou as duas mãos. — Posso?

Lee assentiu e respirou fundo fechando os olhos, quando Amaya viu que ele estava pronto, botou as mãos nos ouvidos e concentrou o resto de chakra em suas mãos indo direto pros ouvidos, até que apareceu uma áurea verde curando calmamente os ouvidos de Lee, o ninja fazia uma cara de dor, mas manteve a calma e relaxou.

Amaya estava calma e fazia de tudo para não machucar o amigo, vendo que tinha sucesso, sorriu e fechou os olhos mantendo a calma também, Tenten via tudo com um sorriso grandioso, finalmente alguém conseguiu tirar esse espírito bobo criancinha de Lee, a castanha ia passar pra agressão física se fosse preciso. Neji ainda estava sem reação pelas palavras que ouviu, ele não podia acreditar que uma pessoa conseguia todo esse carinho, parecia uma mãe falando com o próprio filho, mostrando todo seu lado carinhoso e amoroso, Neji ainda ficava em choque como uma pessoa pode ser tão doce e meiga, no primeiro dia que conheceu Amaya pensou que ela bancaria a santa e não destruiria Hayato, mas estava errado, com todos é doce, com os inimigos é fria e dura, nos dias que o Time Gai treinou com o Time Jovem viu o quanto também era diferente, achava isso tudo tão estranho. Pensou que Amaya era doce demais e meiga demais para uma batalha.

Em toda sua vida nunca se preocupou com ninguém, exceto com si mesmo e com seus amigos, depois da morte de seu pai não se preocupou com mais ninguém, mas depois aparece uma pequena rapariga de cabelos negros que nem á noite sem nuvens, bochecha e lábios rosados, pele pálida que nem lua e olhos negros que nem á noite estrelado, mesmo seu passado ser escondido com o único fato de ser órfã e de ser do Clã Uchiha, mostra ao Hyuuga que a menina é surpreendente e não liga para isso, só se importa com uma única coisa; seus amigos.

Amaya encarou Lee quando o mesmo desfazia aos poucos a careta de dor dando origem a uma cara suave dando um sorriso, a morena deixou-se sorrir e viu que já podia parar, com toda calma, a áurea foi sumindo aos poucos até sumir, Amaya tirou as mãos do ouvido de Lee e botou encima de seus joelhos, Lee ainda com um sorriso por não sentir mais dor, deixou-se abrir os olhos encarando a morena.

– Arigatou Amaya-san, me sinto bem melhor agora.

– Que bom. – Disse Amaya sorrindo. A mesma deu um suspiro aliviado e senta na grama deixando seus joelhos relaxarem. – Ah! Lee já está curado, tudo está bem agora.

– Ainda não está tudo bem. – Negou Neji encarando Amaya, a menina encara o castanho, confusa.

– Você ainda não se curou May-chan, não cuidarmos dos seus ferimentos ainda. – Disse Tenten, a morena abriu a boca para negar sobre isso, mas a castanha levantou a mão direita impedindo com que ela dissesse alguma coisa. – Não negue nada, sabemos que ainda sente dor e não vem negando porque isso só vai piora mais ainda você, depois de te curamos caçaremos e comemos, você deve está morrendo de fome.

– E-eu não estou c-com f-fome. – Gaguejou Amaya, ela sabe mentir bem, mas com o olhar duro de Neji encima dela faz a menina perder toda a concentração, sim ela estava com fome, mas não quer que ninguém a ache uma coitada e não queria incomodar ninguém.

– Você mente muito mal. – Indagou Neji debruçando os braços e caminhando até Amaya, sentou-se na frente dela enquanto a mesma fazia de tudo para não corar ou ficar envergonhada, conseguiu com sucesso, menos seu coração que quase pulou pela sua boca. – Me mostre o ferimento.

– Acho melhor...

– Me mostre. – Pediu mais uma vez, dessa vez, não foi com dureza ou frieza, foi com tanta calma que assustou todos os três.

Amaya assentiu e levou as mãos para suas blusas, as levantou gemendo um pouco, só de mexer na barriga doía, parou de sangrar, mas ainda doía, levantou até chegar na parte de baixo do sutiã para Neji e nem Lee verem, podia não ter seios ainda, mas ainda tinha vergonha.

O ferimento era uma linha de 11 centímetros, bem fundo, estava com ataduras, mas estava todo manchado de sangue, Neji levantou a mão querendo tocar no ferimento para ver se tinha atingido alguma coisa, mas parou e encarou Amaya pedindo permissão, sabia que estava doendo e a menina poderia negar isso, a morena fechou os olhos mordendo o lábio inferior, meio relutante, ela assentiu; Neji fez um aceno com a cabeça e seu dedo indicador foi se aproximando do ferimento, a morena fechou os olhos e mordeu o lábio contendo um gemido enquanto dois dedos de Neji entraram no ferimento vendo se tinha atingindo alguma coisa.

– É. Isso está sério, mas não sangrara de novo, eu acho, mas precisa trocar de atadura para destacar o sangue caso abra de novo. – Disse Neji tirando o dedo e encarando Amaya, que soltar todo o ar que tinha nos pulmões.

– Bem, então vou aproveita essa oportunidade e tomamos banho, aqui ao lado tem um lago com uma cachoeira podemos tomar banho aqui perto. – Disse Tenten depois encara Amaya. – Vamos, May-chan?

– V-vamos. – Concorda e com muita dificuldade, Amaya se levanta e caminha com Tenten.

Tenten segura os ombros da amiga para lhe dá apoio e caminham pra longe dos meninos que viam elas partirem. Assim que elas sumiram de vista, Neji suspirar e vai até o lago da frente para tirar o sangue dos dedos, assim que se agachou e começou a lava a mão, Lee foi o primeiro a interromper aquele silencio.

– O que foi aquilo? – Perguntou Lee chocado e de olhos arregalados.

Neji continuou lavando os dedos e encarou Lee confuso, ele sabia o que o amigo perguntava, mas não queria dizer nada, nem mesmo Neji tinha entendido isso, como ele conseguiu ser daquele jeito com Amaya, se sentiu diferente, mas ignorava tudo, o que era aquilo? Aquela sensação? A dor no peito que sentiu quando Amaya abraçou Sasuke? A raiva quando vê Amaya perto do Naruto? O coração disparar e senti-se diferente quando ela esta perto. Que era aquilo?

– Aquilo o quê?

– Você sabe Neji. – Disse Lee. – O que foi aquela cena com Amaya?

– Nada demais, só vi seu ferimento.

– Aquilo foi mais do que nada. – Disse Lee ainda não convencido. – Neji você nunca fez isso antes, nem comigo e nem com Tenten, eu vi o jeito que você encarava Amaya-san quando ela ia com Tenten pra cachoeira, você se preocupa com ela, você... – Lee não terminou de completa a frase que arregalou os olhos e sorriu de orelha em orelha, seus olhos pareciam dois pirex brilharantes.

Aquela cena deixou Neji assustado, não era a todo dia que Lee ficava daquele jeito, nem mesmo quando Sakura chegava perto dele era assim. O castanho começou a ficar preocupado porque o rosto de Lee ficou vermelho que nem tomate de repente.

– Lee, você...

– VOCÊ ESTÁ APAIXONADO!! – Gritou Lee levantando os braços pro céu interrompendo Neji.

– Nani?!

– Neji! Você está apaixonado! Pela Amaya-san! – Disse Lee dando um pulo quase que gritando pelos quatro ventos isso, Neji sentiu seu rosto queimar e ficar um pouco vermelho, mas tentou não deixar Lee ver, inutilmente. – Por isso que você fica muito preocupado com ela, sempre a olha de longe, você gosta dela Neji.

– Eu não gosto dela desse sentindo. – Negou Neji se levantando caminhando até uma árvore. – E eu não a olho de longe. – Sussurrou baixinho o que, é verdade.

– Você diz que não, mas seus olhos dizem outra coisa. – Retrucou Lee. – Eu sei quando uma pessoa está apaixonado; seus olhos brilham sempre que ela chega perto ou dá aqueles sorrisos, você sempre está a olhando atentamente ela á tudo que faz, sempre preocupado a tudo que acontecer com ela. Como ontem e hoje mais tarde.

– Preocupado? Eu só estava verificando que ela não se machucaria, ela é tão sonhadora e ingênua que se distrai facilmente, alguém tem que ficar de olho. – Neji deu uma desculpa esfarrapada, não queria falar sobre isso, nem acreditava que podia se apaixonar; ainda mais por uma rapariga misteriosa, agora Lee chega e diz isso; que pura tolice.

– Assim séria o Satoshi e Arai-sama já que são os responsáveis por ela. – Disse Lee quase que ganhando a batalha entre os dois. – Você sentiu-se diferente deste que a conhecemos, admita que gostar dela, porque se não assumir, logo, logo ela será de outro cara.

– E que cara séria?

– Naruto-san. – Respondeu diretamente o moreno quase dá um sorriso por ver a mão esquerda de Neji ficar em punho. – Amaya-san é linda, Neji, não tente negar, mesmo sendo uma criança tem aparência de chamar muitos caras, um dia você perderá Amaya-san pra sempre, acho melhor assumir.

– Isso nunca acontecerá porque não estou apaixonado. – Disse Neji por fim virando-se dando as costas pro amigo e caminhando. – Darei uma volta pelo perímetro, quando voltar, montaremos uma fogueira e iremos caçar.

Lee nem deu uma resposta, ele só sorria, finalmente Neji, o gênio frio, está deixando suas emoções fluírem, nunca viu o amigo assim antes, ele se preocupando com uma garota antes, nem mesmo com Tenten era desse jeito.

Neji estava caminhando pensando nas palavras que Lee disse, será possível? Ele está apaixonado? Não podia. Deste a morte do seu pai não sente nada, além de dor e sofrimento, antes ele era só um pássaro numa gaiola, mas parece que alguém entende sua dor. Amaya também tinha sofrido e ainda é humana, será que ele encontrou uma companhia para sua gaiola ao seu lado? Não, Amaya não merecia viver presa, que nem ele, mas será que é verdade? Ele apaixonado? Por uma passarinha preta?

[...]

– Anda logo Amaya, é só tirar a roupa. – Disse Tenten já na cachoeira com os cabelos soltos e de roupas intimas verde escuro.

– N-não. –Negou a morena vermelha que nem tomate. – T-tome banho p-primeiro, d-depois eu vou.

– May-chan não precisa ter vergonha do seu corpo, só tomaremos banho e depois cuidarei dos seus ferimentos, nada demais. – Falou Tenten ainda com um sorriso para lhe dá coragem.

– M-mas ainda d-dói.

– Fala sério, você lutou contra um cara cheio de bolhas, enfrentou uma explosão na floresta, veneno e vários treinamentos comigo, com Neji e Lee, depois uma batalha brutal com um ninja de Suna e á duas horas atrás enfrentou ninjas do som, e agora vem me dizer que seu ferimento está doendo muito? – Debochou Tenten sorrindo de lado, sabia que a amiga odiava isso então tinha chance de conseguir fazer Amaya entrar no lago.

E deu certo. Amaya fez cara feia e começou a tirar a roupa ficando apenas com a peça intima, não tirou as ataduras com medo de mostrar os machucados, a morena entrou na água ignorando o ardido em seu machucado, nem encarou Tenten, só manteve os olhos fechados e com a cara fechada, Tenten se controlava para não rir da garotinha que estava fechada.

– Agora você entra. – Disse sarcástica.

– Cala a boca. – Exclamou e Tenten cai numa gargalhada.

Minutos depois

– Pronto, já estamos secas e agora posso cuidar dos ferimentos. – Disse Tenten já botando a roupa.

Amaya parou e encarou Tenten, a morena só estava com a calça comprida preta e segurava a regata preta, os cabelos de ambas estavam seco depois de horas debaixo do sol.

Deu apenas um “hai” baixinho e deitou-se no gramado, Tenten pegou umas ataduras na bolsa e encarou Amaya, a morena olhava pro lado sem encarar Tenten, sabia que a castanha ia ver sua marca de nascença e varia perguntas, não queria isso.

Tenten tirou as ataduras do tórax e do braço esquerdo, o braço estava com algumas marcas roxas que sumiam aos poucos e o peito estava bem, só o ferimento que continuava lá, Tenten encarou o braço direito dela e tirou as ataduras, dando a visão de sua marca de nascença, Amaya escondeu o rosto tentando não encarar Tenten. Odiava seu braço, odiava aquela marca, odiava Kitsune, não queria isso, não queria.

O silencio continuou lá que deixou Amaya preocupada, a menina virou o rosto e encarou Tenten, que mantiâ um rosto triste e um sorriso fraco, ela não entendeu isso, mas deixou continua botar as ataduras.

– Tão nova e já está se acabando desse jeito, como você se mete em tanta encrenca? – Pergunta sorrindo.

Amaya só riu fraco da amiga, é nem ela sabe.

– Acredite, até eu me pergunto, acho que nasci para encrencas. – Respondeu rindo acompanhada de Tenten.

Tenten ficou botando ataduras pelos ferimentos de Amaya, só não botou nas pernas porque não era preciso, deixando as pernas fininhas de Amaya de fora, a morena não gostava de mostrar o quanto era magra, mas parecia que Tenten não ajudava, já que ela disse pra Amaya só ficar de calça e regata preta já que a camisa roxa ainda estava molhada por ter lavado, a morena teve que se segura para não reclama, então só deu um resmungo e bufou. Tenten rindo da cara da amiga de novo.

As meninas pegaram suas coisas e foram até os meninos, Amaya levava a camisa dobrada na mão enquanto Tenten levava suas bolsas de armas e pergaminhos na mão, já que guardava ataduras e bandagens caso ela e os meninos se machucarem, no caminho até os meninos, Amaya curou seus ouvidos perfeitamente. As ataduras do ferimento iam até o colo da menina e as ataduras dos braços iam até os ombros dela para cobrir as marcas roxas dos braços, a atadura do peito teve que ir até o colo porque estava com uns ferimentos ainda se curando, Tenten não botaria, mas foi pedido de Amaya.

Chegaram no lugar marcado e as duas acharam os meninos montando uma fogueira pequena para a fumaça não chamar atenção, Neji mexendo nos gravetos e botando no chão para fazer fogo enquanto Lee tentava fazer com um graveto seco, era engraçado porque o menino fazia uma cara engraçada pelo esforço.

– Precisão de ajuda? – Pergunta Amaya rindo baixinho com a mão na boca para abafa sua risada, Tenten já ria abertamente.

Os meninos as encararam.

– Precisamos, se ficarmos nesse ritmo não conseguiremos nunca. – Respondeu Lee envergonhado.

– Deixa que eu faço – Disse Amaya botando sua camisa no ombro esquerdo e caminhando até Lee. – Querem que use o graveto ou o Katon mesmo?

– Katon é mais fácil, mas faça pequeno, não podemos chamar atenção. – Respondeu Neji.

Amaya assentiu e levantou seu dedo indicador, ela girou a mão com o dedo apontado e apareceu uma pequena chama no seu dedo, que nem uma vela, Amaya jogou a chaminha nos gravetos e de lá, a fogueira já estava pronta.

– Arigatou, Amaya-san. – Agradeceu Lee gentilmente.

– De nada, Lee-san. – Disse Amaya que levantou e virou-se para todos. – Já que a fogueira está pronta, vou caçar e procurar comida, aqui perto tem umas frutas boas e o lago daqui perto está cheio de peixes, vai que temos sorte.

– Certo. – Disse em coro Tenten e Lee.

– Eu vou com você. – Sugeriu Neji se levantando e encarando Amaya.

– O-ok. – Gaguejou Amaya concordando enquanto Neji passava por ela caminhando, a morena virou-se e caminhou ao lado de Neji.

Lee e Tenten ficaram vendo os dois colegas se afastarem para caçar com um sorriso no rosto, Tenten sabia o que estava se passando, pode ouvir o gritou de Lee de longe quando ia pra cachoeira, ainda fica supressa por Amaya não ter ouvido, mas deve ter se perdido no mundo da lua no momento do grito.

– Você acha que vai dá certo? Neji admitir que gostar dela? – Pergunta Lee encarando onde os amigos foram e depois para Tenten, que tinha um sorriso no rosto e encarava o mesmo lugar, ela só fechou os olhos enquanto segurava um risinho.

– Do jeito que conheço Neji, admito que nem tão cedo.

[...]

Já era quatro horas quando os dois chegaram no lago com algumas pedras para poderem caçar, Neji pensou em usar o byakugan para poder ver os peixes passarem, mas achou melhor não quando viu que a água estava cristalina, dava para ver perfeitamente.

Amaya achou algumas frutas e decidiu levar, já que amanhã seguinte podia ir direto para torre, botou três maças, duas bananas e peras na camisa que conseguiu fazê-la como um saco, Amaya procurou envolta e achou um pé de cerejas, pegou algumas e colocou em sua bolsinha traseira para ela caso senti-se fome pela manhã.

Levantou e olhou para seu lado esquerdo, onde via Neji encima das pedras olhando com calma os peixes para conseguir pegar, Amaya pensou e teve uma idéia, virou-se para as árvores e encontrou as folhas de bananeira, ela sorriu e começou a subir na árvore com os chakras nos pés.

Neji levantou a mão direita e tentou pegar o peixe, mas ele fugiu junto com os outros. O Hyuuga suspirou frustrado e tentou mais uma vez, só que ouviu passos vindos em sua direção, num movimento rápido, Neji preparou seu Juuken com a mão esquerda e virou-se para atacar, só que a pessoa desviou pro lado direito e segurou seu braço calmamente, os olhos perolados levantaram e encararam Amaya, que estava com um saco feito com as folhas de bananeira e dois gravetos grandes lisos e fortes, ela o encarava surpresa, ele tinha bons reflexos tinha que admitir.

– Calma. Só achei que seria mais fácil você pegar os peixes com isso, é mais fácil e não levaremos a tarde toda para pegar. – Explicou Amaya envergonhada soltando o braço esquerdo de Neji, ela estendeu o graveto pontudo que parecia uma flecha feita por uma kunai.

Neji pegou a flecha e caminhou pelas pedras dando espaço para a garota acompanhá-lo, ela deixou o saco na margem do lago e caminhou pelas pedras molhadas tomando todo o cuidado, chegou no meio do lago ao lado de Neji e o ajudou a pegar os peixes em silencio.

As flechas tinham ajudado muito, em apenas 10 minutos eles já tinham conseguido quatro peixes para eles, guardaram no saco de folhas e foram até seus amigos, Amaya encarregou para levar as frutas e Neji os peixes, o sol já estava se pondo quando eles tinham conseguido os peixes. O caminho de volta pra fogueira levou uma hora e eles ficaram em silencio, não tinham o que conversar e nem sabiam o que conversa, Neji queria saber porque sentiu dor no braço, mas não sabia como pergunta, vai que Amaya não tenha nada haver com isso.

Já tinha chegado á noite quando os dois tinham chegado á fogueira, Lee e Tenten estavam conversando mexendo na fogueira para o fogo não ficar muito grande, os dois viraram-se e encontraram Neji e Amaya já botando as coisas no chão.

– Como foi a caçar? – Perguntou Tenten encarando os dois.

– Foi bem, conseguimos peixe pra nós quatro e umas frutas, foi tudo ótimo. – Respondeu Amaya pegando o saco feito de folhas e sentou-se no chão perto da fogueira. – Montaram tudo? – Indagou a morena confusa por ter colocado os gravetos para esquenta os peixes.

– Claro. Como vocês demoraram muito, decidimos fazer logo para você, para te dá apoio pra fazer os peixes. – Declarou Lee sorrindo.

– Arigatou.

Amaya sentou-se no chão e começou a preparar o peixe para o pessoal, os três estavam conversando enquanto Neji ficava quieto sentado no gramado como sempre, eles riam das coisas que contavam e das suas aventuras, era ótimo conversar com alguém.

O peixe estava pronto e todos comeram em silencio, depois de alguns minutos, Neji se levantou e disse que ia fazer a vigia, deu as costas para todos e não disse mais nada, Amaya ficou cabisbaixa, por que ele era assim? Tão fechado? Parecia que não queria conviver com ninguém. A morena não podia reclamar, ela era mais fechada que Neji antes de conhecer Sasuke e tentava conviver com as pessoas, até desistir, mas isso foi impedido quando conheceu Sasuke e Naruto.

Apagaram o fogo para ninguém ver e decidiram dormir no gramado mesmo, se aconchegaram e em poucos minutos, Lee e Tenten já tinham dormido, mas Amaya só dormiu depois de quinze minutos.

[...]

Era por volta de 2h48 quando Amaya acordou, a morena estava cansada, mas estava preocupada. Não tinha muito tempo, ela precisava ir para a torre amanhã de manhã logo, será que Satoshi achou que ela morreu? Não. Ainda nem acabou seus dias, só tinha amanhã.

Com esse pensamento, o sono foi embora, fazendo a menina bufar e levantar, Amaya bocejou e decidiu caminhar um pouco, caminhou enquanto a luz do luar lhe iluminava, enquanto caminhava, uma sombra encima do galho da árvore lhe olhava com o cenho franzido.

Amaya caminhou pelo gramado mais de três metros longe do lago enquanto o vento balançava as mexas do seu cabelo negro, a menina suspirou e encarou o lago, na margem dela tinha várias violetas roxas, a morena sorrir e se aproxima das flores, chegou perto e se ajoelhou fitando as flores sorrindo, Amaya adorava violeta roxa, adorava o cheiro delas e seu significado; Amor Sincero. Elas são pequenas e delicadas, isso que ela adorava.

– O quê você está fazendo aqui? – Pergunta uma voz de repente, fazendo com que Amaya quase de um pulo pelo susto. Ela encarou a pessoa ao seu lado e viu Neji em pé alguns metros longe dela. Ele estava á encarando sério e confuso, esperando por uma resposta.

– Não conseguia dormir, e-então vim caminhar um p-pouco, até a-achar essas violetas. – Respondeu Amaya desviando os olhos negros dos perolados de Neji.

O castanho não disse nada, só ficou encarando Amaya brincando com a violeta roxa com os dedos finos, isso parecia um déjá vú de novo, achava estranho quando ela brincava com a flor violeta, não entendia essa ligação.

Amaya estava tão concentrada na flor que nem percebeu quando Neji sentou-se ao seu lado bem perto vendo Amaya brincar com a flor, ela olhou pro lado de cabeça baixa e deu um sorriso pequeno, era engraçado quando ele estava concentrado, mostrava sinal de calma e tranqüilidade, ele ficava lindo daquele jeito, o silencio era bom, mas estava ficando irritante, Amaya sabia que ele queria fazer uma pergunta, na verdade, várias, séria bom para acabar com aquilo tudo;

– Eu sei que você tem várias perguntas, seria bom ter as respostas hoje não acha? Me diz: o que quer saber? –Indagou Amaya parando de brincar com a violeta e encarando Neji, seus dedos ainda estavam na violeta, mas não brincavam.

O castanho percebeu a pergunta e sorriu de lado, essa garota ainda a surpreende, acho que nem tem mais com que surpreender, aquela menina era um mistério.

– Tenho tantas que acho que não dará para essa noite. – Respondeu Neji fechando os olhos, mas depois os abriu e encarou Amaya. – Farei apenas três perguntas ok?

– Faça quantas você quiser. – Disse Amaya sorrindo gentilmente. O castanho assentiu.

– Quem é você?

Essa pergunta pegou Amaya despercebida, como assim? O que ele quis dizer?

– Como assim?

– Você é uma garota cheia de mistérios e segredos, quase ninguém sabe sobre seu passado, você nunca falar sobre ele e esconde muita coisa, a única coisa que podemos saber sobre você é que carregar uma grande dor nesses olhos; qual seu passado e quem é você? – Diz Neji ainda a encarando.

A morena suspira e abaixa a cabeça voltando á brincar com a flor, como responder uma pergunta se ela nem sabe a resposta?

– Isso é porque nem eu sei sobre o meu passado. Não sei quem eu sou verdadeiramente, os aldeões me definem como uma garota perigosa e malvada...

– Coisa que você não é.

– E meus amigos me definem como uma garota que sou. Eu não sei sobre meu passado, eu só sei que sou uma órfã que foi abandonada no meio da rua numa cesta onde minha mãe adotiva me achou, mas quando eu tinha dois anos me abandonou por medo de um dia eu ir atrás da minha mãe verdadeira, então passei a viver sozinha... Eu só sei até ai. – Respondeu Amaya, dando um suspiro e encarando Neji. – Próxima.

– Você se lembra quando a gente se tocou antes de entrar na floresta? – Amaya ficou com o rosto um pouco vermelho e assentiu. – No meio da prova, meu braço doeu e ficou assim por muito tempo, até de repente parar. Você sabe por que ficou assim?

Amaya arregalou os olhos e ficou preocupada; ela fez isso com ele? Amaya deixou Neji sentir dor por sua culpa? Não queria tê-lo machucado, deve ter sentido quando estava lutando com Gaara até ficar presa na esfera de areia até apagar, mas o resto deve ter sido culpa de Kitsune, Amaya não queria ter feito isso com ele.

Sua mão esquerda foi até seu braço direito e o agarrou, Amaya apertou tanto seu braço direito que deve ficar vermelho, sua cabeça tava baixa, não queria tê-lo machucado, não queria, por que sempre isso? Por que Kitsune fez isso?

“- Kitsune... –“

– Amaya...

– E-eu sinto muito... N-não queria tê-lo m-machucado... O-o problema é que... N-nem eu sei o que a-aconteceu... – Gaguejou Amaya com medo dele a odiar. – Eu... Estava em perigo... Eu estava lutando contra um ninja, essa é a causa de eu está toda machucada... S-seu braço deve ter doido quando eu e-estava perdendo...

– Sinto muito. – Disse Neji a encarando.

– Não, eu que sinto muito. – Nega e encarar ele. – Não queria que seu braço doesse... Próxima?

– Por que você gosta da flor violeta?

– Ah! – Amaya riu e encarou a flor. – Gosto do seu cheiro e do seu significado, eu caçava muito quando era pequena, então aprendi muito seus significados. A flor violeta é minha favorita.

– Qual significado?

– Amor sincero. – Responde sorrindo. – Eu me imagino com uma família com um amor sincero, uma amizade sincera e um amor sincero, por isso que gosto da flor.

Neji olha pra Amaya e depois pra flor, até que num ato, ele pegou a flor e levou até o rosto de Amaya que o encarava confusa, ele botou a flor atrás da sua orelha esquerda levando a franja junto, deixando Amaya surpresa e vermelha.

– Você fica bonita com ela. – Elogiou Neji a encarando, Amaya só ficou envergonhada e sorriu.

[...]

– Tem certeza que consegui ir sozinha?

– Hai. Não precisam se preocupar, o caminho pra torre é mais rápido por aqui, espero que consigam o outro pergaminho. – Disse Amaya encarando os três, já era de manhã e era hora de se despedirem.

– Não se preocupe Amaya-san, com sua ajuda e com o byakugan do Neji, conseguiremos em poucos minutos. – Disse Lee sorrindo.

– Ótimo. – Disse Amaya sorrindo. – Bom eu vou indo, espero que conseguem o pergaminho, eu vou indo.

– Tchau Amaya-san!

– Até a torre amiga. – Disse Tenten.

– A gente se vê lá. – Disse Amaya que virou-se e pulou de galho em galho. Indo embora.

[...]

Com os minutos que se passaram ela finalmente chegou onde queria, Amaya pulou no último galho que deu por uma área bem aberta, ela pode soltar todo o ar que queria, e uma expressão séria e fria apareceu em seu rosto.

– Finalmente cheguei... A torre. – Disse ela encarando a grande torre para a terceira etapa.

Finalmente A Terceira Etapa Comece!

Notas finais
Autora; O que acharam? Eu sei ficou muito grande, mas como disse para eu um amigo: Nunca mais faço um cap Amaji, se eu escrever, nunca mais vou parar. Itachi; Eu gosto desse casal, mesmo que a garota seja minha irmã. Sasuke; Não sei como esse daí aceitou -.- Amaya; Um dia você vai aceita ^^ Autora; Bem gente, no Word o cap ficou com 5.000 palavras, não sei se ficou ai, mas quero desculpar por ter feito muito grande. Neji; Espero que tenham gostado. Amaya; Devemos postar na sexta ou sábado, só quando terminamos de fazer minha batalha na terceira etapa. Autora; Tchau pessoal! Até a próxima!! Todos; FELIZ ANIVERSÁRIO LAY!! ESPERAMOS QUE TENHA GOSTADO!! Kiss Magic!!