A Garota Que Viu Demais.
5 Capítulo 4
- Como assim na sala?
- Vá até lá ver ela.
- Eu .. Eu ..
- Vá.
Corri e quando cheguei, lá estava ela, sentada no sofá, mas não era o que eu esperava. Ela estava coberta de lama, com roupas rasgadas e sujas de sangue. Aquela não era a moça sorridente que eu havia conhecido. Não era a minha mãe.
- Filha. – ela correu na minha direção.
Não sabia quem era ela, mas era visível que ela realmente acreditava que era minha mãe.
- Você esta bem? – perguntei apreensiva.
- Sim, melhor agora que posso ver minha filhinha novamente.
- Vou preparar um banho para você.
Voltei a cozinha e me dirigi a Luke.
- Aquela mulher não é minha mãe.
- Claro que é. – ele sorriu.
- Não. Ela não é. – cerrei os dentes.
- Querida, ela é sim. – ele botou as mãos em meus ombros.
- Por que esta fazendo isso? Sabe que ela não é minha mãe, posso sentir isso.
- Como você pode sentir isso?
- Eu não sei, mas posso. E você esta mentindo. Por que?
- Não estou mentindo. Aquela é a sua mãe. Acho que você precisa dormir mais um pouco.
- Não. Não preciso.
Corri até o quarto e me tranquei. No mesmo momento, o chão começou a tremer. E a última coisa de que me lembro é de ver um vulto passar em minha frente.
∞
- Rose? Acorde. – disse Luke.
- Oi .. O que aconteceu?
- Eu não sei. Você ficou brava e o chão começou a tremer.
Sim, eu me lembrava disso. Eu fiz o chão tremer, dentro de mim eu sabia. Mas como eu havia feito isso é que eu não fazia ideia.
- Ok.
- Quer alguma coisa?
Lembrei de tudo que havia acontecido, de como eu estava brava com Luke e do que ele havia feito. Ele tentou me enganar dizendo que aquela era minha mãe.
- Você lembra de alguma coisa Rose?
Ele achava que eu não lembrava de nada, mas eu lembrava de tudo. Perfeitamente bem. Jogaria o jogo dele, mas, com as minhas regras.
- Não. Não lembro de nada. O que aconteceu?
- Ah, nada de importante. Vou lhe trazer um café ok?
- Ta.
∞
As semanas se passaram com uma rapidez fascinante. Luke apresentou aquela mulher como minha mãe novamente e eu fingi acreditar. Ela conversava comigo todos os dias, e eu não fazia ideia do que Luke havia feito para convencê-la de que realmente era minha mãe. Porque de uma coisa eu estava certa, ela acreditava nisso, mais do que qualquer um naquela casa.
Toda manhã eu saia para caminhar e tentava fazer novamente o chão tremer, falhei em todas as tentativas.
Em uma manhã ensolarada, eu estava correndo quando tropecei e cai. Eu já estava me levantando quando ele apareceu.
- Olá Rose.
- Drake. – falei assustada.
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