A Garota Que Viu Demais.
11 Capítulo 10
- Vamos Rose, se você cooperar ninguém vai se machucar — o homem falou do outro lado.
- Quem é você? — gritei com a voz trêmula.
- Eu sou seu amigo Rose, por favor, abra a porta.
Olhei para minha mãe.
- O que vamos fazer? — sussurrei.
Ela apontou para a janela.
- Ok — falei mais baixo ainda-, vamos.
Olhei pela janela para ver se havia alguém do lado de fora. Corri para o banheiro, peguei lençóis e amarrei um no outro. Prendi na beirada da cama e ajudei minha mãe a descer, enchi uma mochila com roupas e comida. Fui para fora e me abaixei com ela, entramos no carro e a chave ainda estava lá, Drake nunca a tirava. Drake, o que teria acontecido com ele?
Um homem calvo colocou a cabeça para fora no momento em que dei a partida no carro. Ele apontou uma arma, acelerei, e alguns minutos depois a casa ficou para trás.
∞
Apesar de tudo mamãe pareceu calma. Dirigi por muito tempo até a gasolina acabar, paramos em uma estrada deserta a não ser por uma fazenda com uma casa grande bem longe da pista. Fomos andando até lá.
A porta estava apenas encostada, mas a casa estava bem limpa, como se alguém morasse ali. O lugar era enorme, assim que entramos demos de cara com uma escada grande com duas saídas.
Andamos lentamente até o pé da escada, até que escutamos um barulho. Parei e olhei em volta, os barulhos vinham de uma segunda sala a direita, pedi para minha mãe que ficasse onde estava e segui o barulho. Liguei as luzes e arregalei os olhos.
∞
Havia pelo menos vinte pessoas ali.
Ouvi minha mãe gritar, eu estava em um estado de choque tão grande que não consegui me mexer.
- Quem é você? — perguntou uma mulher mais a frente.
- Meu nome é Rose. Quem são vocês?
- Você trabalha para ele?
- Não, eu não sei do que você esta falando. Eu juro!
Ela me olhou desconfiada.
- Eu juro que não sei, por favor.
- Tudo bem, solte a outra.
Me virei e vi que minha mãe tinha sido levada para aquela sala. Ela correu em minha direção e me abraçou.
- Quem são vocês? — perguntei mais confiante.
- Nós somos fugitivos?
- De quem?
- Do homem que nos fez vir para cá.
- Quem os trouxe para cá?
- O nome dele é Sam.
- Sam? — minha mãe sussurrou, mas foi ignorada.
- Como você disse que é seu nome moça? — falou um senhor em uma cadeira de rodas.
- Rose.
- E qual o seu sobrenome?
- Ancião, não encha a garota de perguntas, ela precisa descansar — falou a mulher firmemente.
- Sasha, me deixe falar, é importante. Qual o seu sobrenome querida? — falou ele calmamente olhando interessado para mim.
- Lancaster.
- É ela Sasha.
- Eu? O que rem eu?
- Você é a filha dele, do que nos trouxe para cá. Você é a filha de Sam Lancaster.
∞
- Meu pai não é o "chefão" daqui — falei rindo.
- Será que se levarmos ela até ele, ele nos deixaria voltar? — falou Sasha.
- Voltar?
- Ela não sabe — o ancião sussurrou.
- Querida, onde você acha que esta?
- Morta.
Sasha sorriu calmamente.
- Você não esta morta Rose, você esta em coma. Todos nós estamos. Seu pai achou uma forma de trazer nossas almas para cá enquanto estamos em coma..
- Então ainda posso voltar?
- Pode, claro que pode Rose.
- Mas por que ele nos trouxe para cá?
- Todos nós somos adonos.
- Adonos?
- Conseguimos nos conectar com outras "dimensões". Mas seu pai conseguiu nos trazer especificamente para essa. Ele consegue sair, ele consegue nos desligar, e você pode nos ajudar a fazer com que ele nos tire daqui.
Pensei por alguns segundos. Finalmente alguém que me dava todas as respostas. Mas meu pai? Olhei para minha mãe. A cara que ela estava me fez ver que ela também não fazia idéia.
- Me leve até ele então — decidi.
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