A Garota Problema

33 Tristes decisões- Parte 2


Notas iniciais
hey peoople! Eu disse que voltaria rápido né? ahaha Agradeço pelos comentários do capitulo passado ( obrigada por quererem matar o Vicente) e trouxe esse capitulo cheio de... admissões? Ah e esse capitulo é a segunda parte do anterior, só que ficou GIGANTESCO. E antes que me esqueça, gostaram da nova capa? E tem sinopse nova okay? * BOA LEITURA*

POV JULIA

Passei reto por todos os alunos do internato e caminhei rapidamente até o meu quarto. Assim que cheguei no dormitório feminino dei de cara com Melissa e suas amigas rindo. Assim que notaram minha presença pararam de rir e fizeram caras de nojo, ignorei e continuei o meu caminho. Minha cabeça estava muito cheia para mais problema como Melissa. Assim que cheguei de frente a porta do quarto a abri e entrei, vendo que as meninas e Pablo estavam na aula agora.
Respirei fundo e me joguei na minha cama, abraçando a almofada em seguida. Fechei os olhos e suspirei tentando entender o que tinha acontecido agora a pouco. Eu tinha me abrido com Vicente- outra vez- lhe disse que não aguentava mais, e pedi para ele se afastar. E ele concordou.
Eu queria poder dizer que não, que eu nunca sentiria o que sinto, mas estou tão arrependida. Era isso que eu queria desde o começo não era? Me afastar de Vicente? E agora que eu consegui me sinto incompleta... Com um vazio enorme aqui dentro. Só de pensar que agora não existirá mais insultos e brincadeiras bestas nossas por esses corredores; que não terá mais apelidos ridículos ou eu o estapeando como sempre faço... Droga, por que voce tem que estragar tudo Julia, por que?
A primeira lágrima cai ainda com os olhos fechados e eu me deixo levar pela nostalgia dos meus pensamentos. Nada mais será como antes, e o que for que tivesse construído entre mim e Vicente, acabou aqui.

+++

Acordo horas depois sentindo alguém mexendo em meus cabelos. Abro os olhos lentamente e me deparo com Bler e Laura ao meu lado enquanto Pablo estava sentado na ponta da cama me observando. Passo a mão no rosto espantando o sono e me sento, me encostando na cabeceira e perdendo os carinhos recebidos por Bler. Ninguém fala nada, todos continuam em silencio me encarando e eu suspirando, resolvo quebrar esse silencio.

– O que foi?- cruzo os braços e os tres sorriem para mim.
– Ficamos preocupados...- Bler começa insegura- Tudo bem?.
A encaro nos olhos e ela cora. Agora entendi tudo, nesse período em que estive dormindo Vicente tinha contado para elas o que acontecera.
– Não tenho porque está mal- minto encolhendo os ombros.- Estou b...
– Não minta Julia- Pablo me corta, irritado- Sabemos que voce está triste bicha, dá para ver em seus olhos. Agora deixe de se fazer de durona e nos conte.

Reviro os olhos para isso, droga! Pablo era muito bom em desvendar mentiras e ele mais do que ninguém sabia que eu estava triste. E eu contaria o que estou sentindo com facilidade se pelo menos soubesse o que sinto. Suspiro mais uma vez e descruzo os braços, encarando a porta do quarto e evitando olhar para alguém dali.

– Eu não sei.- respondo e sinto minha garganta se fechar- Eu não sei o que sinto pessoal. Hoje quando acordei na casa da dona Nastácia estava apreensiva,com medo de como poderia encontrar o meu pai no hospital e de como poderia ser daqui para frente a minha vida. E quando cheguei lá percebi que estava fazendo tudo errado, que desde do começo tudo estava fora de ordem e que na maioria das vezes faço tudo errado... Mas fiquei melhor depois que desabafei com meu pai que não podia me ouvir.- fungo e sinto meus olhos queimarem até as lágrimas deslizarem livres- E aí eu encontrei o Vicente e acho que voces já devem saber o que aconteceu.

Passo a mão pelo rosto molhado e seco as lágrimas. Olho para Bler e Laura que me encaravam tristes e Pablo que estava com os punhos fechados. Respiro fundo controlando a insana vontade de desabar nas lágrimas e bato no colchão espantando o clima de tristeza no ar. Sou eu que estou triste, não preciso deixar as outras pessoas tristes também.

– Ei Juli, voce gosta dele- demoro um minuto processando o que Laura acaba de dizer e abano a cabeça freneticamente.
– Não, não e não!- nego- Eu não gosto de Vicente coisa nenhuma. Eu só estou...
– Apaixonada pelo meu irmão- Bler diz e eu reviro os olhos com tamanha bobagem.
Mas é claro que eu NÃO estou apaixonada por aquele idiota do Vicente.

– Parem as duas, eu não gosto e nem estou apaixonada por aquele babaca.- as duas se entreolham e suspiram.

– Está bem então Julia. Só esperamos que quando voce se der conta disso não seja tarde demais. Até porque o Vicente já se deu.

Desvio os olhos de Bler e olho para a almofada em meu colo. Não entendo como elas podem ser tão insistentes nisso, será que não dá para entender que eu REPRIMO a presença daquele pesadelo, vulgo Vicente? E o que Vicente já se deu conta, das bobagens da irmã e da prima? Só se for...

– Vem cá mona número 1- Pablo abre os braços e me puxa para um abraço sufocante.
Bufo mas depois solto uma gargalhada, deitando a cabeça em seu colo em seguida. E assim ficamos, Bler, Laura, Pablo e eu na mesma cama rindo e falando de banalidades. Mas na verdade acho que isso só foi uma estratégia deles fazerem eu me sentir melhor, esquecer dos meus problemas.


Passamos horas até a próxima jogando conversa fora, mas para ser sincera eu não estava prestando atenção na conversa. Minha mente estava longe, dividida entre meu pai e Vicente. E isso era insuportavelmente frustrante, voce não conseguir parar de pensar. Só saí das torturantes divagações quando as meninas e Pablo me chamaram avisando que a próxima aula já iria começar. Respirando fundo e me levantando fui tomar um banho e colocar o uniforme. Depois de um tempo de baixo do chuveiro tentando ( em vão) esquecer das minhas preocupações, saí do boxe e me vesti. Depois que passei um lápis de olho e rímel, penteei o cabelo e saí do quarto junto com as meninas e Pablo.
Caminhamos até a sala e quando entramos percebi alguns olhares em minha direção. Revirei os olhos e ignorei alguns chochichos de alguns alunos. Caminhei até o fundo da sala desviando da guerrinha de bolinha de papel de alguns meninos, e me sentei na carteira. Na minha frente se sentaram Laura e Bler e ao meu lado Pablo. Sorri para os tres e peguei meu caderno da mochila, o abrindo e começando a rabiscar a última folha. Mas parei assim que escutei a voz da professora que acabara de entrar na sala. Apoiei o queixo em minha mão e meus olhos pararam na porta, onde Melissa e seu grupinho acabavam de entrar rindo alto. Bufei irritada por ver a cara da Melissa e antes que pudesse tirar os olhos da porta vi André, Gustavo, Tomás e Vicente entrando. Os tres primeiros conversavam normalmente enquanto Vicente permanecia calado e só balançava a cabeça quando o perguntavam algo. Fiquei o encarando até ele se sentar do outro lado da sala e seus olhos encontrarem os meus. Ficamos nos encarando fixamente por pouco tempo até a imagem de horas antes vir em minha cabeça. Ele ia se manter afastado, então não devo ficar o secando com os olhos. Quebro o contato visual e encaro os rabiscos feitos por mim e suspiro baixinho. Aquele sentimento de vazio havia voltado e era pertubador.
Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha e foquei minha atenção na professora e querendo ou não, não senti mais os olhos cor de mel me observando.

___________...__________

Faltavam apenas dez minutos para o fim da aula e para o intervalo. Na metade da aula estranhei a falta de Marcelo e fiquei intrigada, mas também decepcionada pois eu sabia que podia compartilhar o que está acontecendo com ele. Ou não, pois pensando bem o que sinto tem haver com Vicente e Marcelo parece o odiar, e ele também é apaixonado por mim... Uma brincadeira idiota do destino. E já não aguentava mais os olhares que Melissa me mandava, olhares superiores e cheios de cinismo. Talvez conhecendo o pouco que conheço dela, Melissa já sabe o que aconteceu entre mim e Vicente. Por isso esse olhar de vitória que não sai de seu rosto; mas aí eu me pergunto: Que vitória ela teve, porque nem eu sabia que estava em uma luta. E o premio era o que? Vicente?.
Porque se for, eu nunca que ganharia.
Ouço o sinal tocar e os alunos se levantam com pressa, outros saem correndo e eu com a maior calma abro a mochila e guardo meu material. Depois que fecho o zíper passo a alça por um ombro e me viro para as meninas que me esperavam na porta. Me aproximo das minhas duas amigas e de Pablo, mas atrás delas vejo os meninos conversando. Faço a mesma expressão de sempre, a velha Juli que não se importa com nada e que só vive aprontando.

– Olá pesoal- saudo assim que paro ao lado de Pablo que me olha pelo canto do olho. Ele passa seu braço pelo o meu e eu aperto sua mão, em uma mensagem de ''tudo bem''.

– Oi Juli.- André, Tomás e Gustavo respondem enquanto Vicente finge não ouvir mexendo em seu celular- A gente não te ver há um tempo.

– Ah sim, eu andei ocupada André- respondo e forço um sorriso.
Ele assente sorrindo também e reparo que a tensão não está somente em mim e Vicente; em Laura e Tomás também.

– Laura, voce e o Tomás tiraram quanto mesmo no trabalho de música?- pergunto inocentemente e Tomás olha para Laura que fecha a cara e revira os olhos.

– A nota máxima- ela responde e sai andando, pisando duro.
Escuto a gargalhada de Gustavo e olho para Tomás que fitava Laura indo embora. Ele desvia olhando para mim e abre um sorriso agradecido, encolho os ombros e todos caminhamos para o pátio do internato, exceto o idiota do Vicente que falou algo com os garotos e saiu andando na direção oposta.
Olho para baixo e me lembro que foi escolha minha. Minha.

Depois de um no pátio encontramos Laura sentada em um banco conversando com o irmão, Francisco, e fomos até ela. Ficamos conversando durante o intervalo e tentamos amenizar as patadas que Laura dava em Tomás quando ele abria a boca. Cutuquei ela discretamente e quando ela me olhou respirei fundo e segui com os olhos para Tomás que estava calado em um canto próximo. Pisquei para Laura e ela suspirou, acenando com a cabeça em seguida e disfarçando um enorme sorriso.
Me deixei ficar alegre pela minha amiga e senti meu celular vibrar no meu bolso. O peguei e vi que tinha novas duas mensagens. Abri a primeira e percebi que era de Fátima, perguntando como eu estava. Respondi que bem e pedi para ela ir esse final de semana para a casa da dona Nastácia. Eu tinha que falar com Fátima, e logo.
Abri a segunda mensagem e logo um sorriso mínimo preencheu meu rosto, era de Marcelo. Abri a mensagem e franzi a testa ao ler:

'' Desculpe não estar aí logo hoje que voce voltou. Fiquei sabendo do que aconteceu com seu pai e sinto muito, espero que permaneça forte até eu chegar aí. Conversamos amanhã quando eu chegar. Tive que vim ajudar meu pai com a fábrica, mas estarei de volta logo.
Bjs, Marcelo''.

Agora eu entendia porque a falta do meu amigo. E mesmo ele longe me pedia para ser forte, pois talvez Marcelo já sabia que quando eu o visse não suportaria e desabaria. Talvez ele tivesse certo.
Respiro fundo e olho para os meus amigos conversando animados como sempre. Eu nunca que esperei encontrar pessoas como eles, e agradeço por isso. Acho que uma pessoa como eu não deveria ter essa sorte, mas olha só, eu tive. E mesmo não sendo muito religiosa agradeço a deus por isso.
Saio dos devaneios quando a alta sirene do sinal tocando me faz despertar. Ouço a reclamação do pessoal e solto uma risada pelo nariz. Caminho com eles para dentro do internato e vamos em direção a sala, mas me lembro que o livro que iria precisar estava no meu armário e aviso que vou o buscar.
Saio caminhando apressadamente e chego no meu armário. Coloco a combinação e o abro, procurando o livro e o achando. Volto a trancar o armário e saio caminhando de volta a sala. Viro um corredor que é perto da diretoria e me lembro de Alberto... Não faria mal eu ir visitá- lo um poquinho, afinal eu estava com saudades de suas gírias e de seus conselhos paternos.
Com o livro em mão vou seguindo o corredor que dá na diretoria e acabo tropeçando em um copo de guaravita, deixo o livro cair e fico irritada. Murmurando algum palavrão me abaixo e pego o livro, mas quando me levanto vejo de longe Melissa e Vicente descendo a escada do outro lado. Paraliso ali e quando volto a mim me escondo atrás do carrinho da faixineira que estava ao meu lado e espio por entre o espanador pendurado ali que escondia meu rosto. Aguço os ouvidos e consigo escutar a conversa deles dois quando param próximos ao bebedouro que não estava longe do carrinho.

– Voce e a Isabela faziam um belo casal- Melissa diz sorrindo sinceramente?
É a primeira vez que a vejo falar como uma pessoa boa. Espero a resposta de Vicente, mas ela não vem. O moreno apenas assenti com a cabeça e encara o mural de avisos atrás de Melissa.

– E eu lembro de todas as vezes que ela chegava em mim e falava de suas inseguranças secretas...- ela continua, deixando Vicente um tanto irritado.

– E por que voce está falando da Isabela agora Melissa? Há anos ninguém toca nesse assunto.- a voz de Vicente era fervorosamente esganiaçada, como se ele estivesse angustiado.

Inclino a cabeça mais para o lado e vejo os olhos de Melissa ficarem opacos. Ela agora parecia distante e quando parece voltar, transparece estar exaltada:

– Porque como voce falou Vicente, há anos deixamos esse assunto de lado. Parece que esquecemos ela Vicente, ela era minha amiga. Minha melhor amiga que morreu. Tudo bem que Isabela não era uma das pessoas mais justas, mas eu tinha um afeto por ela e de uma hora para outra ela se foi... Voce não sente saudades dela, não imagina como seria se ela ainda estivesse viva?.

Engulo em seco tudo que eu ouvi. Pelo que escutei, Isabela faz parte não só do passado de Vicente e de Marcelo, mas de Melissa também.E agora pelo que eu entendo, se Vicente era apaixonado por Isabela que escolheu Marcel, por que namorou Melissa?. Talvez seja uma pergunta que eu nunca vá ter a resposta.
Me concentro na conversa dos dois e vejo que agora Vicente parece vunerável, eu já tinha reparado que sempre que falam da Isabela ele fica assim; seus olhos eram tristes e ele fitava o nada, parecedo voltar ao passado.

– Não me torture Melissa- sua voz era baixa.
Vi os dois se encararem e ela dá um sorriso gentil para ele, e depois os dois se abraçaram. Ela encostando a cabeça em seu peito e ele com as mãos ao redor de sua cintura.


Dizer que o meu coração pareceu parar e se desfazer em pó seria muito brega, mas foi assim que me senti. Ver o idiota abraçado com Melissa me fazia sentir assim, refém as lágrimas e a pontinha de dor que se formava em meu peito.
Mas o pior veio depois quando Melissa se separou de Vicente e o olhando nos olhos, chegou mais perto e encostou sua boca na dele. E ele respondeu em seguida ao beijo. E foi aí que finalmente uma lágrima caiu, solitária. Eu deveria nem me importar, como também nem deveria estar escutando a conversa deles, mas se fosse para pensar no ''deveria'' eu estaria completamente errada. Porque mesmo não devendo, eu me importo como também sinto.
Respirando fundo e limpando o rosto com a mão, dou uma última olhada naquela cena e cuidadosamente sem fazer barulho algum me levanto e me arrasto até os corredores. Não iria mas na diretoria, como também nã iria mas para a aula. Para quê? Ver a felicidade do novo casal entrando em sala, não muito obrigada.
Quando já estava longe de onde eles estavam, saí correndo e fui direto para o ''meu'' quarto. Tranquei a porta e me deixei escorregar para o chão. Atirei o livro ainda em mãos para a cama e olhei para o teto esperando as lágrimas virem. Mas elas não vieram, talez por já ter chorado o bastante ou por não ter pelo que chorar. Mas como não, se eu estava com um pai entre a vida e a morte no hospital? Ou por não ter uma familia normal e ser rejeitada?... Ou simplesmente estar admitindo agora que me encontro irremediavelmente apaixonada pelo babaca do Vicente Araújo? E olha que quando acordei hoje dizia para mim mesma que NÃO ESTAVA apaixonada por ele, mas agora vejo que estava errada.


E o que faço com essa paixão agora, hein? Ela não vai sumir feito fumaça como eu queria. Mas o certo é que eu não me apaixonasse mas o coração idiota aqui não seguiu o roteiro, e agora vejam só, Vicente destruiu meu coração. Por simplesmente acatar meu pedidio besta de afastamento. Ou por beijar qualquer uma que aparece em sua frente.
Frustrada por não conseguir chorar me levanto do chão e vou até a mochila, pegando meu caderno e uma caneta. Volto para o chão e me encosto na porta, aquele canto agora me parecia confortável mesmo o chão estando frio e a porta fazer doer minhas costas.
Abro o caderno e agarro na caneta, pronta para liberar meus sentimentos nas palavras. E elas fluem como água, em pouco tempo preencho as linhas do caderno e já tenho uma letra de música composta. São raras as vezes que componho, mas quando estou precisando desabafar as palavras servem como amigas.
Passo a mão pela folha e leio o que escrevi. Ficou bom ao meu ver pois fala de tudo que estou sentindo. A letra é sobre um coração partido, sobre como tudo acontece outra vez; como a garota se sente mal desde que ficou só, de como as partes quebradas de um coração podem se encaixar em outro; de como as pessoas começam outra vez.
Cantarolo baixinho e respiro fundo, me deixando ficar no chão mesmo. Fecho o caderno e o jogo para de baixo da minha cama junto com a caneta. E quando me deito no chão, as lágrimas veem. Abro um sorriso triste ao constatar que na vida as pessoas sempre tem seus momentos infelizes, mas na minha eles são constantes.

Horas depois resolvo levantar e ir lavar o rosto. Entro no banheiro e me olho no espelho notando o quão vermelhos meus olhos estavam. Jogo uma água no rosto e seco com a toalha. Olho fixamente para meu reflexo e vejo o quanto mudei, não fisicamente, mas sim emocionalmente. Agora eu estava mais fraca do que antes, parecia uma garota boba que ligava para sentimentos. E de fria e insensível, passei a ser chorona e apaixonada... Bela mudança Juli!
Balancei a cabeça me livrando destes pensamentos e ouvi baterem na porta. Me recompus e vi que a vermelhidão nos olhos já tinha passado, por isso saí do banheiro e fui até a porta a abrindo.
Franzi as sobrancelhas assim que vi Matilde e Alberto na porta com rotos sérios. Ergui a sobrancelha e me encostei na porta.

– Querem algo?- disse e atrás da bruxa chata vi o sorriso de Alberto, mas ele logo desapareceu.

– Sim, venha conosco senhorita Lacoste- Matilde me olhou severamente- a senhorita está muito encrencada.

A encarei e fiquei calada. Afinal, o que eu tinha feito dessa vez?....

Notas finais
Gostaram? Então comentem por favor! O próximo não tem previsão mas vou ver se faço rapido ok? Beijos, beijos