A Garota Normal
41 Capítulo 39
Notas iniciais
– Hum, que delícia. — Exclamou Lara.
– Essa massa está incrível. — Comentei.
– Bem que nós podíamos dar uma volta depois né? — Disse Thomas olhando para todos na mesa.
– Poxa, nem tem como. Tenho horário para chegar. — Disse Lara chateada.
– Eu topo! — Gritou Karen.
– Eu tenho prova de química amanhã. Acho que vou acompanhar Lara. — Falou Murilo.
Karen deu uma piscada para Lara. Ela corou.
– Bom, acho que eu estou dentro. — Disse por fim.
Thomas sorriu e voltou a comer.
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Depois do rodízio de pizza, Lara e Murilo se despediram e foram embora. Karen me puxou para o banheiro e quando chegamos ela começou a gritar e dar pulinhos. Da última vez que vi Karen assim foi quando a bolsa que ela queria entrou em promoção.
– Ah! Aquele meninos lá fora estão louquinhos por nós. Eles são uns gatos!
– Eu e Thomas somos amigos. Já você e Tiago não posso dizer o mesmo. — Dou um sorriso malicioso para Karen.
– Nem vem. Você está caidinha por ele. E ele por você. Vocês são tão tapados.
– Obrigada amiga. — Digo com a expressão séria. — Acho que vou ligar para minha mãe. Avisar que vou chegar mais tarde.
– Aham, mais antes você vai me ajudar a escolher entre esses dois batons maravilhosos que comprei especialmente para o Tiago. Esse aqui é um vinho mais forte já o outro é um vermelho coral de arrasar. Qual é melhor? — Karen fez biquinho.
– Qual é o gosto?
– Menta é o vinho e o vermelho é Cereja.
– Nossa. Nada haver com as cores. — Digo achando insignificante estarmos falando sobre batons.
– Pois é. Mas o vinho está mais adequado para essa noite. Uma menta nos lábios não faz mal. Aaah! Eu esqueci do spray! — Gritou Karen em desespero.
– Que spray? — Disse em choque do susto que ela me deu.
– O spray de menta que eu comprei. Ah eu sabia que tinha esquecido alguma coisa.
– Spray? Para que?
– Para ficar com uma hálito bom. Na hora de beijar não quero passar vergonha né. Olha que mico.
– Karen você é doida mesmo. Como você sabe que vocês vão ficar hoje? — Disse.
– Eu sei amiga. Eu sei.
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Depois de 10 minutos saímos do banheiro e fomos encontrar os meninos na porta da pizzaria.
– Até que fim. — Falou Tiago.
– Pare de reclamar. Você sabe que banheiro para as meninas é sagrado.
Thomas deu risada e pegou minha mão. Senti um conforto e segurança na hora. Isso me fez sorrir.
– Que horas que você tem que chegar em casa? — Perguntou Thomas.
– Onze horas. Ela liberou só porque amanhã não tem aula.
– Tudo bem. É tempo o bastante.
– Tempo para que? — Pergunto o encarando.
– Para ficar com você. — Ele sorriu.
Amigos? Sério mesmo? Somos meio que amigos e meio que namorados. Não sei explicar. Estamos em uma situação bem complicada. Mas uma coisa eu sei. Eu realmente estou caidinha por ele.
Olho para o céu. Ele está lindo. As estrelas estão brilhantes e a Lua branca e clara. Nessa noite junto com Thomas, não existe acidente, nem Kaliscia e nem nada de ruim no mundo. Só existe eu, Thomas e nossa bela amizade colorida.
– Eu e Grace adoramos ir no campinho ali perto. É ótimo para ver as estrelas. Podemos dar uma passada lá. É lindo. — Disse Karen.
– Pode ser. A noite está espetacular. — Disse Tiago. Ele pegou a mão de Karen. Ela sorriu.
Bom, era mentira. Nunca fomos a nenhum campinho. Karen e eu só saímos para ir a lojas em busca de sapatos e bolsas. É típico de Karen. Vou junto para me distrair e porque ela grita no meu ouvido quando rejeito.
Chegamos no tal campinho. Era na verdade um gramado imenso. Um campo onde não tinha nada. Realmente tinha uma vista e tanto. Sentamos no gramado e observamos a noite.
– Quer dar uma volta? — Perguntou Thomas olhando para o resto do campo.
– Aham. — Nos levantamos. Dou uma olhada para Karen e pisco para ela. Ela pisca de volta. Dou uma risada. Era isso que ela queria, ficar a sós com ele.
– Sabe o que eu quero? — Falo para Thomas
– O que?
– Quero que essa Lua vire uma pessoa para eu levar para Las Vegas e me casar com ela.
– Posso ir no casamento? — Ele disse com um sorriso largo.
– Mas é claro. — Digo.
– Posso fazer uma pergunta? — Thomas mudou o tom de voz.
– Pode.
– Como 'nós' estamos? — Ele disse me encarando. Paramos de andar e ficamos cara a cara.
– Nós? Bom, não sei. Estamos em uma situação meio...
– Complicada? — Ele completou.
– Sim.
– Podemos resolver? — Ele disse se aproximando de mim.
– Sempre podemos resolver. — Digo com uma expressão de boba apaixonada.
– Ah é? — Ele se aproxima ainda mais. — Grace...
– Thomas... — Ele esbarra seu nariz no meu e ficamos de olhos fechados imaginado o que iria acontecer. Quando de repente um raio estronda em nossos ouvidos.
Abrimos os olhos e sorrimos um para o outro.
A chuva começou.
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