A Garota Normal
35 Capítulo 33
Notas iniciais
Escrevo um bilhete:
Mãe, fui ao shopping com minhas amigas. Volto antes das 8h. Beijos.
–G
Coloco meu tênis e abro a porta de entrada. Thomas aparece na hora exata.
– Oi Princesa. — Ele diz com um sorriso estampado na cara.
– O que vamos fazer? Roubar uma loja? — Eu digo ironicamente.
– Talvez. Confia em mim? — Ele estende a mão.
– Confio. — Coloco minha mão sobre a dele.
x.x.x
– Andamos 3 quarteirões e ainda não faço ideia para onde você está me levando.
Thomas não me falou para onde estamos indo. Só pegou minha mão e me guiou.
– Já estamos chegando. — Thomas diz confiante.
Mais alguns passos e um lugar no fim do quarteirão ganha forma. A escola. É para lá que ele está me levando. O que ele quer fazer lá? A escola não está funcionando. Só a biblioteca. Porque ele quer ir na biblioteca?
– Você quer invadir a escola? Sério? — Digo apontando para a escola.
– Isso é um pouco perigoso sim. Mas eu sei um jeito de entrar. Vem. — Ele me puxa para um outro quarteirão.
No fim desse quarteirão chegamos na parte de trás da escola. Tinha uma porta enorme e uma porta pequena. Havia um segurança lá.
– Vamos ter que tira-lo dali. — Thomas sussurra e nos abaixamos atrás de um arbusto.
– Eu podia desmaiar ali. — Aponto para frente do carro do segurança. — E quando ele viesse me ajudar você entrava.
– Tudo bem, quando eu entrar eu tento chamar atenção, tipo deixo alguma coisa cair e ele vai ir ver o que é. Aí você entra. Me encontra na sala do lado do corredor principal.
– Okay.
Eu me levanto e ando devagar para o outro lado da rua. O segurança me vê. Ando até o carro dele e fingo estar passando mal. Coloco a mão na cabeça e desmaio.
– Menina? Menina você está bem? — O segurança corre e tentame acordar. Essa hora Thomas está lá dentro.
– Ah, eu desmaiei? Eu estou bem. — Digo para o segurança e me levanto.
Um enorme barulho sai de dentro da escola. Esse é o sinal.
– O que foi isso? — O segurança resmunga.
– Acho melhor você ir lá vê. Já estou de saída.- Digo apontando para rua.
– Você está bem mesmo? — Ele me pergunta.
– Estou sim. — Ele corre em direção ao portão pequeno.
Vou atrás dele. Entro no portão e vejo o segurança entrando na sala de câmeras. Eu vou para o corredor principal. Alguém me puxa.
– Xiu. Sou eu princesa. — Thomas sussurra.
– Você me assustou. — Digo empurrando Thomas.
– Para onde vamos agora? — Pergunto curiosa.
– Para onde você quer ir? — Ele me pergunta.
– Vem. — Puxo ele.
Saímos do corredor principal e seguimos reto até atravessar a porta dos fundos da escola. Entramos no pátio. Sigo para o corredor da sala 19 em direção a piscina. Abrimos o portão e sentamos em um banco.
– Nossa. — Digo sem fôlego.
– Quer entrar?
– Entrar onde?
– Na piscina. — Thomas aponta para piscina. Ele está doido?
– Você está doido?
– Não. Estou bem lúcido. — ele dá um sorriso largo.
– Eu não vou entrar aí.
– Será que não? — Ele se levanta e tira a camisa.
– Thomas? — Ele ri e tira o all-star.
– Thomas você está maluco? Você vai mesmo entrar nessa piscina? E se alguém pegar a gente? Podemos ser expulsos!
– Você não está preocupada com isso. Está com medo de mim Grace? — Eu olho o corpo dele. Meu Deus. Onde eu fui me meter.
– Não trouxe biquíni. — Mando essa para ver se ele esquece essa ideia.
– E?
– E o que? Não vou entrar aí ... — Ele olha para mim com um olhar malicioso.
– Não, não Thomas. Eu não vou entrar só com as roupas de baixo.
– Coloca isso. — Ele pega a blusa dele e joga em minha direção. — Princesa, eu juro que se você demorar mais 1 minuto eu vou aí te pegar a força e te jogar na piscina. Você escolhe.
Olho furiosa para Thomas. Entro no vestuário feminino e tiro a blusa e a calça. A blusa de Thomas é enorme, vai até a metade da minha coxa. Saio da cabine e Thomas me espera.
– Ficou ótima. — Thomas me olha da cabeça aos pés.
– Deixa de ser pervertido. — Eu o empurro. Ele ri.
– Vem. — Ele estende a mão.
Eu coloco minha mão entrelaçada na dele. Ele me puxa para junto de si. Eu sinto a calça dele encostando nas minhas pernas nuas. Meu Deus Meu Deus Meu Deus Meu deus!
– Agora! — Ele grita e nos caímos sob a aguá gelada da piscina. Thomas me agarra por que ele sabe que eu não sei nadar.
– Está muito frio. — Ele diz sussurrando.
– Você não sabia?
– Sabia. — Ele sorri.
Por mais eu eu não queira. Eu sou obrigada a ficar me segurando a Thomas. Porque eu não sei nadar. Eu já disse quer não sei nadar? EU NÃO SEI NADAR.
x.x.x
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