A Garota Normal
31 Capitulo 29
Notas iniciais
Lara estava tão ansiosa para 'matar aula comigo' que estava dando pulinhos e gritinho de afobação. Meu Deus.
– Não podemos entrar pela porta da frente. — Digo puxando o braço dela.
– Porque não? Não tem ninguém aqui.
– Porque está fechada! Essa porta tem uma tranca diferente. Não sei abrir ela. Vamos pela porta dos fundos.
A piscina tem uma enorme grade. Mas não é seguro pular. Uma vez já tentei e a grade me perfurou. Fiquei uma semana no hospital. Quando a grade termina, tem um portão enorme, mas sua tranca não tem o 'poder' de ser aberta por qualquer grampo. E eu não sei onde está a chave. Por isso é muito mais fácil ir pela porta dos fundos, que fica atrás de uma pequena escada.
Chegamos na porta. Pego um grampo no meu bolso e abro tentando não fazer barulho.
– Entra. Não toca em nada e fala baixo.
– Pode deixar. — Ela entra e logo depois eu entro.
A piscina está linda e limpa. Corro até a borda e tiro o tênis. Coloco meus pés dentro da aguá. Lara faz o mesmo.
– Aqui é lindo.
– Não é um dos meus lugares preferidos.
– Porque?
– Porque eu quase morri aqui. Duas vezes.
– Nossa. Porque você continua vindo aqui então?
– Lara, nós temos que viver de cara para o medo. Precisamos ser fortes. Tenho muitos problemas para ter que me preocupar com piscinas. Aqui é ótimo e me traz boas lembranças. — Lembro de Thomas. Demos nosso primeiro beijo aqui. Eu tinha acabado de ser salva. Eu sou um sorriso.
– Aposto que ele estava junto. — Lara olha para mim e fala calmamente.
– Sim. Ele estava comigo. Nosso primeiro beijo foi aqui. Bem onde eu estou sentada.
– Você é uma idiota.
– Não. Eu sou realista. Não vou investir de novo numa coisa que não vai dar certo.
– Temos que nos arriscar Grace. A vida é muito chata se você ficar com medo. Você ama ele.
– Amo. Muito. — Sorrio.
– E ele te ama.
– Não vai dar certo.
– Tente.
x.x.x
Quando chego em casa, minha mãe não está na cozinha. Entro e coloco minha mochila no sofá.
– Mãe? — Grito. Ela não responde.
Subo as escadas e vou até o quarto dela. Ela está chorando baixinho.
– Mãe! Você está bem?
– Estou passando mal. Mas vou ficar bem filha.
– Mãe vamos para o hospital.
– É só uma dor de cabe... — Minha mãe desmaia.
– MÃAAAEEEEE? — subo na cama e tento acordar ela. Ela está mal, muito muito mal.
– Meu Deus! Acorda mãe! — Ela não vai acordar. Preciso ligar para alguém? Quem?
Thomas.
Pego meu celular na minha mochila e ligo para ele. Ele atende na hora.
– Alô?
– Thomas vem para cá agora. Eu preciso da sua ajuda.
– O que aconteceu? — Ele diz preocupado.
– Minha mãe...
– O que aconteceu? Fala!
– Vem para cá! — Desligo.
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