A Garota Normal

13 Capitulo 13 - Ahh não Thomas.


– O que aconteceu com ele? Mãe o que houve? – De repente eu começo a chorar e agarro a mão da minha mãe.

– Filha, eu sinto muito. Ele sofreu um acidente... – Ah nãao.

– Mãe ele tá bem agora? – Eu digo gaguejando.

– Filha, ele está em estado grave no hospital. A mãe dele disse que quando ele estava sendo levado pro quarto de emergência começou a gritar seu nome e ela resolver ligar pra cá.

– Ah mãe. – Coloco a mão no meu rosto e choro ainda mais.

– Mãe eu preciso ver ele. – Exijo gritando.

– Grace você já viu que horas são? – Olho para o relógio, são 2:15 da manhã.

– Não importa mãe eu quero vê-lo. EU QUERO VE-LO. – Eu começo a gritar.

– Calma filha. – Ela me abraça e acaricia meu cabelo. – Okay vai se arrumar que vou pegar a bolsa. Rápido.

Dou um pulo da cama e enxugo o rosto. Abro o armário e pego a roupa mais simples que tenho, uma calça jeans e um moletom. Calço o All-star e passo os dedo pelo cabelo. Saio do quarto e corro pro quarto da minha mãe.

– Pronto. – Ela já está usando uma calça preta e uma blusa de manga comprida. Ela pega a bolsa e pega minha mão.

– Olha Grace, você precisa ficar calma ta? Ele vai ficar bem. Ele é um menino forte.

– Ah mãe. Eu não sei o que vou fazer sem ele... – Abraço minha mãe forte.

– Filha tudo vai ficar bem. Agora vamos.

Quando entramos no carro são 1:33. Dirigimos até o Hospital de Emergência Local e chegamos ás 1:45.

Minha mãe fala com a recepcionista e volta pra mim.

– Grace o Thomas está numa Ala lá em cima. A sala de espera é no 2 andar, a mãe dele deve estar lá. Vamos. – Corri pro elevador e apertei o botão 2. Quando a porta abriu vi a mãe do Thomas sentada com os olhos inchados.

– Sra. Clark? – Eu corro até ela que abre os braços emocionada.

– Oh Grace. – Ela me abraça forte.

– Ele tá bem? O que aconteceu?- Pergunto chorando.

Minha mãe abraça a Sra. Clark e pergunta se ela quer um café e ela aceita com um sorriso fraco.

– Grace eu tão feliz que você veio. Não queria incomodá-la essa hora mais não pude evitar. Ele a chamou.

– Não incomoda. O que aconteceu?

– Thomas tinha me falado que iria sair com você, mais deu onze horas e ele não chegava... – Ela apertou minha mão. — Ele sempre chega antes das dez. Então eu liguei pra ele, mas ele não atendia. Quando foi meia noite recebi uma ligação da emergência dizendo que Thomas foi atropelado e estava em um caso de vida ou morte ... Uma cara bêbado estava sem controle do carro, e quando Thomas foi atravessar ... – Ela caiu nos meus braços e chorou o que ainda não havia chorado. Eu queria chorar também, era tudo o que queria. Chorar, gritar, espernear. Mas não dava, eu precisava dar apoio a mãe dele. Ela ama o Thomas tanto quanto eu. E eu sei que ele vai voltar pra mim e pra ela. ‘’ por favor faça ele voltar, faça ele voltar pra mim. Eu amo ele, eu preciso dele, eu respiro ele, ele é meu mundo.’’

Ás 5:15 da manhã, minha mãe estava cochilando na cadeira e a Sra. Clak ainda segurando minha mão.

– Espero que a cirurgia tenha ocorrido bem. – Diz a Sra. Clark com a voz rouca.

– Tudo vai ficar bem, ele é um menino forte... – Meu menino forte, meu menino que vai voltar pra mim. ‘’ ele vai ficar bem, ele vai ficar bem ... ‘’

– Grace eu nem sei como te agradecer ... – Ela diz emocionada.

– Não precisa agradecer. O que a senhora precisar você pode me avisar.

– Muito obrigada Grace por você estar comigo. Ano passado foi muito difícil pra ele. Mudança de escola, a perda do pai. E você foi sempre tão gentil com nossa família. Thomas tem sorte de ter você. – Não pude evitar, corei na hora.

– Eu que sou uma menina de sorte.- Dei um sorriso fraco pra servir de consolo pra ela.

Enfim, ás 6h o médico veio nos dar informações.

– Sra. Clark? – Ele disse caminhando até nós.

Minha mãe acordou e segurou minha mão.

– Sim. – A Sra. Clak diz ainda com a voz rouca.

– Seu filho está bem. A cirurgia foi um grande sucesso. Ele aguentou bem todo processo. Agora ele está inconsciente, mas creio que logo ele vai acordar. Os batimentos estão normais. Ele está machucado e tem uma fratura na coluna, mas com umas semanas de repouso ele estará novinho em folha. – Minha mãe segurou meu braço, eu não percebi, mas quando o médico disse isso eu estava apertando forte a mão da minha mãe. Estou tão aliviada.

– E quando podemos vê-lo? – A sra. Clark fala com a voz mais firme e com brilhos nos olhos.

– Agora mesmo. Só que por enquanto só a família. – Ele olha pra mim com uma cara triste.

– E quando eu posso vê-lo?- Pergunto de imediato.

– Assim que ele acordar. A senhora pode vir comigo. – O médico sai. Ante da Sr.a Clark segui-lo ela se volta a mim e me dá um abraço.

– Obrigada por tudo. – Ela sussurra no meu ouvido.

– De nada. – Eu digo com a voz frágil.

Notas finais
Podem me bater, me xingar, e até fazer macumba pra mim por ter atropelado o Thomas, mas como essa história é originalmente feita por mim, eu quis seguir o exemplo de vários autores. Fazer sofrer aqueles que gostam da história. Rsrsrs não fiquem bravos comigo, aliás eu ainda não matei ninguém (por enquanto).