A Garota Normal
37 Capítulo 35
Notas iniciais
– Nunca imaginei a sala dele assim. — Diz Thomas olhando com atenção a sala.
A sala do inspetor é linda. As paredes com cores vivas, porta retratos e quadros de paisagens. Vários vasos de flores e duas poltronas lisas acolchoadas.
– Eu vim aqui muitas vezes. Já acostumei com a sala.
– Acho que tem roupas nesse armário.
– Está trancado. Tenho quase certeza que aqui fica os achados e perdidos. Eu já vi ele arrumando esse armário milhões de vezes.
Ouvimos barulhos do lado de fora da porta. O SEGURANÇA!
– Se esconde! — Sussurra Thomas.
– Jura? — Digo irônica. — A porta. Fecha a porta! — Sussurro. Thomas fecha a porta e se esconde debaixo da mesa do inspetor.
– Vem para cá! — Thomas faz sinal.
Estamos debaixo da mesa. Uma sombra aparece na porta. O segurança abre a porta.
– Ué? Porque a porta está aberta? — Ele resmunga.
Ele vaguei pela sala procurando algo fora do lugar. Chega bem perto da mesa. E por um momento vejo seus pés pertinho de mim. Thomas agarra minha mãe e coloca a mão na minha boca para eu não respirar.
O segurança se afasta e sai da sala. Tranca a porta e a sombra desaparece.
– MERDA! — Sussurro.
– Ele nos trancou aqui. — Thomas fala com os olhos arregalados.
– Que observador! — Falo irônica.
– Ei, não precisa ficar com raiva. Vamos sair daqui.
– Não estou com ... — Raiva. Eu estou morrendo de raiva.
– Ele deve ter um grampo por aqui.
Boa ideia. Eu e Thomas começamos a vasculhar cada cantinho da sala atrás de um grampo.
– Achei. — Thomas me entrega o grampo.
– E se ele estiver no corredor? — Pergunto para Thomas.
– Vamos ter que arriscar. — Ele fala.
Pego o grampo e o abro, parecendo um arame. Enfio na fechadura e balanço o grampo. A porta se abre.
– Essa é minha menina.
x.x.x
Não acredito que acabamos de fazer isso! — Grito para Thomas.
Estamos na rua da minha casa. Mais alguns passos e chegamos.
– Pois é. Podemos invadir mais vezes.
– Claro. Ér, acho que já vou entrar. Obrigada pelo passeio, ou melhor, pela invasão né...
– De nada princesa. Mada um beijo para sua mãe.
Ele chega perto de mim e ficamos muito próximos. Respirando o mesmo ar. Ele se inclina e beija minha testa. Depois caminha para rua.
Entro em casa e minha mãe está na cozinha.
– O que você tá fazendo aí na cozinha mãe? — Falo assustada. Ela está em repouso e não pode fazer esforço.
– Ah Grace para de frescura. Estou óoootima! — Mamãe fala com a voz fraca.
– Na-na-ni-na-não. Você vai voltar para o seu quarto e descansar. Ordens do médico.
Vou até a cozinha, desligo o fogão e puxo devagar o braço da minha mãe. A levo para o quarto e ela se deita.
– Descansa mãe. Qualquer coisa me chama.
x.x.x
– VOCÊS INVADIRAM A ESCOLA? — Karen grita no meu ouvido quase deixando o celular cair.
– Xiu. O mundo não precisa ficar sabendo.
– Desculpa. Ele te beijou? Beijou quantas vezes? Contaaa!
– Ele não me beijou.
– MENTIRA!
– É verdade. Ele me deu um beijo na testa.
– Mais ele te viu nua e você viu ele nu!
– Não foi isso que aconteceu...
– Foi sim!
– Não foi. Foi um acidente. Eu não estava nua...
– Mais estava de calcinha e sutiã. Grande diferença.
– Nossa valeu mesmo Karen! — Digo envergonhada.
– Ah amiga. Eu não te entendo. Você gosta tanto dele.
– Gosto.
– Então por que não fica com ele logo de uma vez?
– Por que eu pedi tempo!
– É só dizer que o tempo acabou. — Karen diz como se fosse a coisa mais óbvia.
– Mas não acabou.
– VOCÊS SAIRAM JUNTOS GRACE! QUE CASAL DE EX NAMORADOS SAEM JUNTOS?
– Somos amigos ué.
– Tá tá tá! Chega. Tenho que jantar. Vejo você amanhã?
– Sim. Beijos.
– Bye.
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No dia seguinte me levanto 1 horas mais cedo. Aproveito esse tempo e tomo um banho bem demorado para calmar meus nervos. Quando estou pronta para ir para escola, passo no quarto de mamãe e verifico se ela está bem. Ela não está na cama.
Desço as escadas e a vejo na cozinha fazendo o café da manhã.
– MÃE! — Grito.
– Oi filha. Bom dia. — Diz ela alegre.
– Mãe eu já avisei...
– Grace estou bem, já repousei bastante tempo filha.
– Ah quer saber, eu sei que a senhora não vai ouvir mesmo então um bom dia.
Pego minha mochila e saio.
– TPM ... — Resmunga mamãe.
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