Notas iniciais
eu acho que já sei como a fic vai terminar... Eu odeio a parte em que sou obrigada a terminar uma fic, ainda mais porque a maioria dos leitores ainda é fantasma - o que eu não entendo, já que todos sabemos o quanto é ruim escrever para as paredes -, mas tudo precisa ter um fim, e o daqui está próximo. Uns 10 caps mais, eu acho. Ou menos. Ou mais. Não sei. Mas acho que sei como termina.

Meu mundo parou de girar por alguns instantes. Eu tinha esquecido de limpar meus ouvidos essa semana ou o quê? Porque é óbvio que o que eu ouvi está errado, é como tentar adivinhar o que a primeira pessoa falou no telefone sem fio, nunca dá certo.

Sem saber o que fazer, eu ri. Uma risada nervosa, obviamente, mas parece que ela não entendeu isso, porque ficou vermelha como um tomate de raiva e me fuzilou com o olhar.

- Suas piadas são ótimas, mas... – suspirei. – Falando sério, quem nos colocou em um genjutsu? – voltei a jogar.

- Você é tão machista ao ponto de pensar que uma garota como eu não pode ter feito isso? Está falando sério? – estão ela não estava brincando?

Serio, se tem uma coisa que acaba com a minha paciência, é gente sem paciência... Ela fica falando comigo desse jeito ignorante, como se fosse uma coisa óbvia. Amor, aprende, quando você gosta de alguém, espera que essa pessoa goste de você também, não te deixe preso em um genjutsu junto com a única pessoa que você pode afirmar e confirmar que realmente odeia, por isso eu não consigo acreditar que você fez isso!

Mas eu não posso dizer isso, vai completamente contra o meu orgulho, e além do mais, essa garota está brincando comigo, e isso que estamos vivendo é um jogo, admito, mas não significa que eu seja um brinquedo. Comi outra peça dela.

- Por que diabo você faria isso? – perguntei, tentando maquiar o ódio em minha voz. Eu estava com raiva, muita raiva.

- Por que eu não faria? Vocês dois são uns hipócritas idiotas, mereciam uma lição... – ela riu. Não, com certeza aquela não é a minha Sakura, essa é fria, impiedosa e calculista.

- E o que fizemos para isso? Brigamos entre nós, mas nossas brigas não afetaram você em nada esse tempo todo, que merda você tinha a ver? Por que você disse que “merecíamos uma lição”? – ela de um sorriso e se levantou, esticou os braços até estalá-los e suspirou.

- Esse jogo já está me cansando, se me dá licença, eu vou indo... – não sei o que me deu nessa hora, ela abriu a porta e eu a fechei com força, a prensando contra a madeira e prendendo seus braços. Primeiro ela corou, mas logo depois deu um sorriso debochado. – O que acha que vai fazer comigo, Hyuuga?

Ela nunca me chamou assim, isso é horrível. Eu realmente preferiria que ela tivesse me chamado de, sei lá, Cabeça de Mosca, idiota, babaca, não sei, é mais a cara dela, mas... Hyuuga? Isso é tão... Frio. Inalcançável.

- Eu vou fazer você voltar... Voltar para mim – e a beijei. De inicio ela tentou lutar e quase quebrou meus ovos com um chute, mas prendi suas pernas entre as minhas e pedi passagem com minha língua.

Ela não tinha a menor escolha, ela queria, só não queria admitir. Por isso cedeu. Não soltei seus braços, porque tinha certeza que aquela ainda não era a minha Sakura, aquele não era o gosto dela, não era o jeito dela, se eu a soltasse, tenho medo até de pensar no que poderia acontecer.

Aparentemente nada mudou, mas aos poucos ela realmente foi mudando. Qualquer um que visse, diria que estava a mesma coisa, mas eu sabia que não estava. Os músculos dela não estavam mais tão rijos, ela ficou mais calma, mais ela. Soltei seus braços lentamente e estacionei minhas mãos em sua cintura.

Fechei os olhos com força, esperando o tapa da mão dela no meu rosto, mas ele não veio. Pelo contrário, seus braços rodearam meu pescoço, juntando ainda mais nossos corpos. Aquele gosto voltou. O gosto dela, da boca dela. Doce, viciante. Minha Sakura.

Nos separamos por falta de folego, colando nossas testas. A olhei nos olhos, mas ela os mantinha baixos. Diferente da ultima vez, não ficou com vergonha – corou, mas não parecia estar com vergonha -, mas sim sorriu. Um sorriso tão largo que ela o fechou depois de morder o lábio. Provocante.

- Voltou? – perguntei, rindo.

- Nunca te deixaria só.

Quando iriamos voltar a nos beijar, ouvimos batidas na porta. Maldita porta! tive vontade de quebra-la na mesma hora, mas não pude, porque senti uma ardência no meu rosto e só então percebi o que tinha acabado de acontecer. Ela tinha me dado um tapa. Primeiro nos beijamos, então ela diz que “nunca me deixaria só” e então me bate? Eu realmente nunca vou conseguir entender essa garota!

- Pare de brincar comigo! – sussurra para mim, logo correndo para dentro do banheiro que tinha nesse quarto junto com uma mochila e se trancou lá.

Ri comigo mesmo. Ela não estava realmente com raiva por termos nos beijado, estava com raiva por ter aceitado ser beijada tão facilmente. Sei lá, acho que era isso. E para mostrar que não era eu, mais ela no controle. Garotas são bichos estranhos.

Outras batidas na porta me acordaram de meus devaneios. Suspiro, abrindo a porta e encontrando ali um Sasuke um tanto... Furioso. Ele empurra a porta e entra no quarto com tudo, como se, sei lá, eu tivesse acabado de roubar o banco e ele fosse um policial, o que é meio estranho, já que em casos normais, ele seria o ladrão de bancos e eu o policial. Logo atrás dele veio um Naruto despreocupado com os braços atrás da cabeça, observando o teto.

- O que estavam fazendo aqui? – o Uchiha pergunta, um tanto quanto nervoso. Eu diria que aquilo se chama ciúmes, mas o gosto da boca dela ainda está na minha, não estou nem um pouco afim de brigar.

- Conversando e jogando xadrez – aponto o tabuleiro abandonado no chão. Ele bufou, impaciente. Não conseguiu me pegar dessa vez.

- Cadê a Sakura-chan? – o loiro olhou em volta. Apontei o banheiro, ele revirou os olhos. – Podemos fazer a abertura das olimpíadas aqui fora que ela não vai nem notar... Guardem o que eu estou dizendo, vai levar horas aí dentro... – ri do humor sem graça do loiro, tentando dar uma amansada no clima pesado que se instalara ali.

- O que querem aqui? – perguntei, ignorando o idiota. Não estava com a mínima vontade de expulsar eles dali, por mim poderia dormir o resto do dia inteiro... Me joguei na cama que tinha ali, observando o teto assim como Naruto.

- Eu preciso falar com a Sa... Sakura! – a cumprimentou sem jeito, enquanto a garota saia do banheiro de roupão e com o cabelo molhado. Ela não tem vergonha? Não, assim, não que precise ter, mas... Ela está sozinha num quarto com 3 garotos, 2 deles que gostam dela, e mesmo assim consegue ficar só de roupão? Eu não entendo nada nessa vida!

- Queria falar comigo, Uchiha? – é impressionante como eu não me importo se ela chamar o Sasuke pelo sobrenome, mas faço o maior alarde quando ela me chama de Hyuuga...

- Sim... À sós – se referiu a mim e ao Naruto. Se fosse por mim, eu ficaria ali do mesmo jeito, mas o loiro me puxou totalmente contra a minha vontade para fora dali. Triste.

Fechou a porta atrás de nós e me deu um sorriso cumplice. A porta não estava realmente fechada, mas apenas encostada, de modo que não se podia ver, mas ouvir tudo que acontecia ali. Já era um bom começo.

- Eu... Queria dizer que... – o idiota começou, sem jeito.

- Fala logo, não tenho o dia inteiro... – ela falou, impaciente.

- Quer parar de agir como se estivesse muito acima de mim? Estou tentando dizer uma coisa séria para você e você... Nem liga.

- Pelo menos você entendeu, idiota – eu podia ver o sorriso cínico se formando no rosto dela. Isso é tão legal!

- Quer saber, Sakura? Eu vou dizer de uma vez por todas – ouvi algumas coisas caindo e empurrei um pouco a porta, olhando por um pequeno espacinho, quase imperceptível. Ele a prensou na parede e a impedia de sair. Assim como eu. Idiota, não consegue nem ser original.

- Anda, fala logo que eu tenho mais o que fazer e... – ele a beijou. Aquele filho de uma vadia beijou a minha garota! Ah, mas eu vou lá e vou... Ela está olhando para mim? Cara, eu realmente acho que ela está olhando para mim. O beijo não passa de um selinho, mas ela não fechou os olhos, e eu tenho a nítida impressão que ela está olhando para mim.

- Sakura, eu gosto de você. Eu te quero, muito. Quer ser minha namorada?

Ela olhou para mim, eu podia jurar que ela estava olhando para mim enquanto “pensava” antes de responder. Eu estava quase entrando naquele lugar e acabando com aquilo na hora, mas tinha esperanças que ela dissesse não. Ela gostou do nosso beijo, muito mais do que do beijo com ele, é óbvio, porque diria que sim? Eu sei a resposta, para me provocar.

- Sim – e foi o que ela fez.

Notas finais
Sakura do mal, hehe
Deixem reviews seus lindos lo/