A Garota Do Cabelo Rosa
6 Capítulo 6
Notas iniciais
O cap de hoje ficou feliz no começo e triste no final, quero as opiniões de vocês para as duas situações, ok? ^-^
Ela corou violentamente, mas não disse nada, apenas sorriu e chamou o garçom com um aceno. Pediu dois pratos de ramen de porco, três sushis se salmão, dois sashimis com pouco sal e uma bebida.
- E o senhor? – o garçom me perguntou.
- Acho que vou querer um aumento... – Sakura riu. – O mesmo que ela.
Ele assentiu e saiu dali, nos deixando outra vez a sós.
- Anda tendo muitas missões? – ela perguntou, sorrindo.
- Não muitas.
- Normalmente você vai nas missões com a Tenten?
- Que eu saiba... Sim – ela estreitou os olhos.
- Então é por isso que estão andando tanto tempo juntos? – não consigo segurar a risada e solto uma gargalhada, ela me fuzila com o olhar.
- Não passamos muito tempo juntos, deve estar me confundindo com outra pessoa...
- Não, é você mesmo. Estão sempre juntos, treinam, fazem missões... – ela numerava com os dedos. Depois suspirou. – Ela veio falar comigo depois da festa.
- O quê? – ah não, qual o problema daquela Matsashi? Ela não percebia que eu nunca gostei dela da mesma maneira? Porra mano, que garota irritante...
- Assim que você me deixou em casa, eu fui tomar um banho. Quando sai, encontrei ela me olhando com um olhar assassino depois de ter entrado furtivamente pela janela – ela parou de falar porque a comida tinha chegado. Sorriu para o garçom em agradecimento, separando os hashis e ignorando a conversa que tinha se iniciado, com o nariz em pé.
- E o que ela falou? – perguntei, assim que percebi que ela realmente tinha dado o assunto como encerrado. Shikamaru tinha razão, as mulheres são problemáticas...
- Disse para que eu me afastasse do namorado dela – abri a boca, enquanto ela soltava os palitinhos na mesa ruidosamente e suspirava. Eu não disse nada, ainda não acreditando no que tinha acabado de ouvir.
- Você só pode estar brincando comigo... – consegui dizer. Ela apoiou os cotovelos na mesa, me encarando, como se quisesse que eu cedesse e dissesse o que ela considera a “verdade”.
- Infelizmente não. Por que não me disse que estava com ela antes de me... – ela se calou no mesmo instante. “De me...”, de me o quê?? Ah, o que eu não faria para saber a continuação dessa frase...
- Eu não disse que estava com ela, porque eu não estou com ela. Nunca estive – ela olhou nos meus olhos, com certa esperança. – Tenten nunca foi o meu tipo de garota, ela é muito... – não consegui encontrar um nome para dizer como ela era. – Muito Tenten.
Ela riu. Eu estou errado, ou ela realmente estava com ciúmes...?
- Está com ciúmes, Rosa? – dei um sorriso de canto, vendo ela corar levemente, mas logo depois voltando a sorrir.
- Acha mesmo? – rimos, apesar de que eu realmente acho que ela estava com ciúmes. – Se Tenten não é seu tipo de garota, quem é?
Não respondi, apenas sorrindo para ela e direcionando minha atenção para a comida na minha frente – pela primeira vez hoje! Ela riu, balançando a cabeça e logo depois também comendo.
Sei, eu deveria ter dito algo como “sei lá, talvez garotas com lindos olhos verde esmeralda e cabelos curtos e sexys de cor rosa...”, é o que eu queria ter dito, mas convenhamos, eu ainda sou um Hyuuga e meu orgulho vem em primeiro lugar!
Terminamos de comer em silencio, ou quase, porque ficávamos olhando um para o outro por um longo tempo, até que um dos dois cedia e começava a rir. Ela jogou comida em mim e começamos e brincar assim, mas eu tentava ao máximo não acertá-la (não me perguntem a lógica nisso), só para entrar na brincadeira.
Depois fomos direto para a casa dela, felizmente eu não tinha acertado nela mesmo, seu vestido continuava lindo. Ao contrário da minha camisa, que estava suja de molho em tantos lugares que eu parecia um dálmata.
- Obrigada por me levar para almoçar, eu me diverti muito... – ela disse, quando chegamos na porta da casa dela. Sorri.
- Minha camisa não gostou muito... – ela riu. – Mas eu adorei.
Ficamos nos olhando outra vez, chegando mais perto. Cada vez mais perto... Não consegui e mandei olhares para os lábios rosados dela, que também olhava para os meus. Mais perto...
- Sakura, que bom que você chegou! – a mãe dela a chamou, nos tirando dos devaneios. – Ah, desculpa, interrompo algo? Neji, o que aconteceu com você? – rimos, nos lembrando da cena da guerra de comida.
- Fui atacado no caminho para cá – ela riu. É, para uma sogra não seria ruim... Neji, cala a boca e para de pensar merda, ela não seria uma sogra ruim porque não seria, em hipótese alguma, uma sogra, o.k.?
- Tem alguém esperando por você aqui, Hiashi, ele chegou! – H-hiashi? Ela falou direito? Senti meu sangue gelar e minha visão ficar levemente turva, quando vejo o pai da Hinata sorrindo amavelmente para a mulher e saindo da casa com uma reverencia. Sim, ele tinha ido para lá.
- Obrigado por ter me deixado esperar por ele aqui, sra. Haruno – ele disse, formal como sempre.
- Não tem de quê, pode voltar quando quiser... – ela corou. Ela. Corou. Estava a fim do velho mal-humorado? Essa é nova para mim...
Ele apenas sorriu e saiu dali, me lançando um olhar assassino, que estava dizendo para mim, ao mesmo tempo, “vem cá, moleque!” e “se você vier, morre!”, por fim, dei um beijo na bochecha de Sakura (a contragosto, queria beijá-la de verdade... Neji, acorda porra!) e o acompanhei.
Caminhamos lado a lado o caminho quase todo até a enorme mansão dos Hyuuga. Faz muito tempo desde a última vez que eu vim aqui... Não sei se já disse, mas nos mudamos para uma casa menor, apenas eu e ela, que como eu já disse, é minha responsabilidade.
- O que pensa que estava fazendo com aquela garota? – me perguntou, com a voz ríspida, parando na frente do portão e nem ao menos se virando para mim.
- Apenas almoçando, Hiashi-sama – respondi, com medo da reação dele. Sim, eu estava com medo, esse velho é assustador.
- Sabe que faltou à um compromisso importante do clã e sua falta nos trouxe problemas extremamentes graves, não sabe?
- Sim, eu sei Hiashi-sama.
- Você vai ficar longe dela – e abriu o portão, me deixando ali sozinho com os meus pensamentos. – Seu eu te ver ao lado dela novamente, terá que aguentar as consequências... Entendeu? – parou na porta da casa e finalmente olhou para mim.
- Entendi... Sim, eu entendi.
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