Notas iniciais
Yo!
PS: Velhos leitores, onde andam vocês? T^T

Não sabia o que dizer depois daquilo, portanto apenas sorri e me levantei, indo em direção a porta.

- Avise aos seus amigos que estamos saindo em meia hora – disse, e eu assenti, fechando a porta atrás de mim. Os dois ainda estavam do lado de fora, e me analisavam, provavelmente procurando algum ferimento ou coisa parecida.

- Você tá me devendo 2000 yens... – Naruto falou, rindo. O Uchiha bufou, pegando o dinheiro no bolso e entregando para o amigo.

- Que merda aconteceu aqui? – perguntei.

- Fizemos uma aposta sobre como você ia voltar... Ele achou que você ia estar ferido, morto ou coisa do tipo, e eu achei que poderia estar com poucos ferimentos ou intacto. Ganhei – revirei os olhos. Esses dois não tem mesmo jeito...

- Ele falou para nos prepararmos para sair em meia hora – avisei, saindo dali e abrindo todas as portas do corredor à procura dela.

Não importa quantas vezes eu passe por aqui, eu nunca vou conseguir gravar qual dos quartos eu estou e em qual os outros estão... Continuei abrindo as portas, até que encontro o quarto onde ela está. Mexe em uma mala, tirando as coisas que tinha lá dentro, procurando alguma coisa.

Não percebeu que eu estava ali, por isso apenas continuei observando. Ela tirou uma pequena caixa dali e a abriu, mostrando uma pulseira prateada com alguns pingentes de lua. Delicado e lindo. Assim como ela.

- Eu sei que está aí, Neji – bem, pelo menos não me chamou de Hyuuga. Sorri comigo mesmo, entrando e fechando a porta atrás de mim.

- O que está fazendo? – perguntei, me aproximando e olhando aquela joia de perto. Combinava muito com ela. Mas não agora, ela tinha um sorriso fraco no rosto, mas uma expressão triste, distante.

- Estou com saudades deles... – ela pegou a corrente na mão e a fechou, como se estivesse segurando a mão da dona, que eu imaginei ser a mãe, o “eles” a quem ela se referia deveria ser aos pais.

- Eu também – me compadeci, colocando algumas roupas novamente dentro da mala. – É estranho ficar tanto tempo longe da enjoada da Hina, mas com você por perto, pelo menos pode ficar no lugar dele um pouco – ela riu. Normalmente me bateria por tê-la chamado de enjoada. Estava mesmo triste. – Olhe pelo lado bom, estaremos saindo daqui a meia hora...

- O quê?

- Você ouviu.

- Quem te disse isso? Pelo que eu ouvi, vamos só no final da semana...

- Acabei de falar com o Senhor Feudal, quer confirmar com ele?

- Ainda bem... – eu colocava as roupas dobradas dentro da mala, uma a uma, enquanto ela pegou todas em um bolo e jogou de uma vez ali. Sua organização é exemplar. – Estou com uma sensação ruim desde mais cedo...

- Pensei que finalmente ficar com o Sasuke depois de anos apaixonada por ele seria uma sensação ótima para você... – não consegui segurar, fazendo ela dar um sorriso debochado.

- Com ciúmes, Hyuuga? – não falou meu sobrenome com desprezo, como da ultima vez. Estava apenas brincando comigo.

- Pense como quiser, Haruno – ela riu.

- Vaza... – apontou a porta. Levantei as mãos em rendição, deixando as roupas ali mesmo e saindo.

Dai você pensa “seu idiota, deveria ter dito logo que gosta dela e pronto!”, mas pense como eu penso, a garota está com saudades dos pais, ou seja, triste por causa disso, namorando com o Uchiha e além do mais, ainda terei muito tempo para dizer isso.

E muito tempo para juntar coragem para isso. E ter uma ideia de como fazer isso. Eu não posso simplesmente chegar lá e “oi, como vai? Ah, eu vou bem, melhor agora que encontrei você... Sabia que eu sou apaixonado por você e mesmo assim a humilhei e assisti você aceitando namorar esse idiota e não fiz nada?” é, isso com certeza não iria dar muito certo...

Talvez eu devesse apenas comprar um anel e propor um relacionamento com ela. Mas... Um anel? Poderia parecer sério demais, não? É, com certeza um anel é demais... Ah, já sei! Mas não vou falar porque gosto quando vocês ficam curiosos.

Coloquei minhas roupas na mala. No fundo dela tinha uma pequena corrente dourada. Talvez eu tivesse como fazer alguma coisa com ela... É, talvez. A separei em um lugar diferente da mala, a fechando por completo e saindo do quarto. Todos estavam no corredor, Sasuke perto de mim de um lado, e Naruto com Sakura do outro. Qual foi, o Uchiha já conseguiu estragar as coisas e eu não fiquei sabendo? Até que enfim uma noticia boa!

A porta onde estava o Senhor Feudal se abriu e ele caminhou calmamente entre nós, Sakura e eu fomos um pouco na frente dele e os outros dois atrás, apenas por questão de segurança, já que eu não fazia ideia de para onde estávamos indo, por isso apenas fingi que sabia das coisas, enquanto seguia a rosada.

Saímos do castelo e pude perceber que realmente estávamos na Vila da Chuva. O cara colocou uma capa preta com capuz e subiu na carroça que esperava ali em frente. Simples, para não chamar muito a atenção. Acenou para as pessoas dali, assim como a Rosa, mas nem eu e nem os outros acenamos, tentando ainda manter a postura firme e assustadora para nenhum espertinho tentar nada. E eu nem precisava acenar, não conhecia ninguém.

Não vale a pena contar aqui o que aconteceu nessa viagem, foi mais rápida do que a ultima e acho que não entrei em nenhum genjutsu, nada de estranho aconteceu e nenhum exercito de samurais apareceu, então eu acho que posso dizer que não estou em um genjutsu. Chegamos à porta da vila e o cara dentro da carroça me chamou, os outros me lançaram olhares temerosos, mas continuaram a andar.

Entrei ali e me sentei ao lado dele, que tinha um livro em mãos e parecia não saber nada que estava acontecendo ao seu redor. Mas depois de uma simples conversa com aquele cara, você aprende que mesmo não parecendo, ele sabe as coisas que estão acontecendo ali. Até o que você mesmo não consegue saber.

- E então, já pensou no que fazer sobre ela? – perguntou, com um sorriso maroto no rosto. Ninguém do lado de fora podia ouvir. Pelo menos isso.

- Eu acho que vou dar uma corrente a ela... – não terminei de falar, porque ele bateu com o livro no chão da carroça, a fazendo estremecer.

- Você é um idiota mesmo, não? Ainda não percebeu que essa garota não quer absolutamente nada que você compre?

- Mas... Eu não comprei, encontrei na minha mala – ele revirou os olhos.

- Não foi isso que eu quis dizer, idiota! Ela não quer nada que possa ser comprado, Ela só quer ouvir a verdade, a verdade vindo de você. ela só quer que você diga a ela, nada mais! Agora saia daqui, sua falta de inteligente está me irritando...

E eu aqui pensando que gente sábia era paciente... Esse cara acabou de ter um piti só porque eu disse que daria a ela uma corrente. Se bem que o que ele falou sobre só dizer o que sentia era o suficiente não era bem uma teoria ruim. Fazia todo o sentido.

Saí dali e ao mesmo tempo o veiculo parou, estávamos em frente ao prédio da Hokage. Deixamos o Uchiha para trás, cuidado do Senhor Feudal, enquanto fomos falar com a mulher. Batemos na porta do escritório dela, ouvindo um “entre” gritado e abrindo a porta rapidamente.

Estranho. Lá dentro não estava só ela, mas também Shizune e outra médica que trocavam ali mesmo os curativos de um casal... Que eu reconheci como os pais de Sakura. Ela corre para os dois no mesmo momento, sem esperar qualquer explicação.

- Mãe! Pai! – era só o que conseguia dizer, abraçando os dois que estavam com faixas nos braços e tronco, nas pernas era visível que já tinha havido faixas, mas agora ali haviam apenas marcas fortes de queimadura.

- Tsunade-sama... O que aconteceu com os pais da Sakura-chan? – Naruto perguntou, preocupado, mas assim como eu sem coragem de se aproximar deles e cortar o reencontro dos três.

- Houve um assalto na casa dos Haruno, o lugar ficou completamente destruído e os pais dela não saíram ilesos. Conseguimos pegar os caras e já estão presos, mas já era tarde demais, o estrago já tinha sido feito.

- Então eles não tem onde morar?

- Estão morando provisoriamente aqui, enquanto a casa não terminou de ser construída.

- Aqui não é lugar de moradia – eu disse, chamando a atenção de todos na sala.

- E o que sugere que eu faça? – eu sabia o que fazer, e do nada me surgiu uma lufada de coragem, eu estufei o peito e sorri comigo mesmo.

- O clã Hyuuga oferece abrigo total a eles até que sua casa fique pronta. Ou o quanto precisarem – eu posso ser morto pelo Hiashi, mas quer saber? Pela primeira vez não tenho medo disso.

Notas finais
o-o
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