–‘A Descurainia, importante ingrediente para o preparo da poção polissuco, só pode ser colhida em noites de lua cheia.’ Ótimo, era só o que me faltava, esperar a lua cheia pra fazer essa poção. – Hermione reclamava enquanto pensava em outro plano para se transformar em sua ‘amiga’ preferida. Os dias estavam sendo infernais para ela vendo seu querido se agarrando aos cantos com a morena.

–Por que só não diz a ele a verdade? – Harry perguntou confuso. Potter nunca entendeu o porquê das garotas serem tão complicadas, afinal, se você gosta de alguém deve apenas chegar à pessoa e dizer, certo? Errado. Os alunos de Hogwarts podem ser muito corajosos combatendo criaturas assustadoras, correndo riscos de vida e confrontando o próprio Lord das Trevas, mas quando o assunto é sentimento, eles se encolhem em cantos e a cada batimento descompassado que seus corações perversos lhes lançam, sentem-se como se o pior inimigo os abatera com uma infinidade de feitiços torturantes.

Harry sabia muito bem porque Hermione não se declarava. Era o mesmo motivo pelo qual ele não se declara à Gina. Medo da rejeição.

– Hermione, você sabe que ele não está fazendo nada com a Pansy, eles são só amigos. – ele tentou acalma-la.

–Duvido muito, por isso preciso da poção pra descobrir. Não imagino outro jeito.

– Já sei. Já que você tá tão desconfiada, pegue. – disse o amigo estendendo sua capa. – Você pode seguir eles sem ser vista. E quando se convencer de que nada está acontecendo, você sai.

– Você é um gênio, Harry Potter. – e a garota saiu, toda saltitante, com a capa da invisibilidade nas mãos.



‘Droga, esse negócio cheira à mofo’ pensava Granger enquanto seguia silenciosamente a vaca e seu amado pelos corredores do terceiro andar.

–Eu não sei por que sou tão ruim em poções, obrigada por me ajudar. – exclamava a menina. ‘Obrigada por me ajudar’ repetia Hermione em sua cabeça, com uma voz fina e fazendo caretas.

–Que isso, sempre que precisar. Não sou tão bom assim. Hermione me ajuda muito. – ele disse e a garota na capa da invisibilidade sorriu. Como era bom ouvi-lo dizer seu primeiro nome.

Ela se distanciou da Terra por um segundo, esse foi o tempo suficiente para esbarrar em seus próprios pés e cair desjeitosamente no chão. A capa foi parar aos pés de Pansy e ela os olhava com vergonha.

– Granger, o que está fazendo? – ele perguntou.

– Eu.. eu.. posso explicar.

– Ela estava nos espionando, quem faz isso? – foi a vez da ‘princesinha’ falar.

Hermione não conseguia emitir um som, estava em choque. E agora? O que vai dizer a ele? O que ele vai pensar dela? O que ele esta pensando dessa situação?

–Pansy, você se importa em voltar sozinha para as masmorras? Vou falar com a Granger.

– Esquisita. – a garota a insultou antes de deixar o corredor.

– Eu não tenho o que dizer. – Hermione mantinha-se cuidadosa. Um pouco tarde demais para ser cuidadosa.

– Granger, por que estava nos seguindo? – ele perguntou com um pouco mais de consideração.

– Porque eu queria saber se você estava mesmo bem em poções.

– Está me espionando porque tem ciúme da Pansy e esta apaixonada por mim?

– Claro que não. –ela gritou com indignação.

– Quem diria, Hermione Granger apaixonada por mim, Draco Malfoy.

– Droga, Malfoy, não enche meu saco. Não me apaixonaria por você nem se fosse o ultimo homem da Terra.

–Que pena. Sabe, Granger, eu até que gosto de você – ele se aproximou – Quando me ajudou com a matéria pela primeira vez... — colocou suas mãos delicadamente na cintura dela e deu um sorriso fraco. – percebi que você não era tão ruim assim quanto eu pensava. – Hermione não conseguia conter sua respiração e as malditas batidas do coração já começavam a incomodar. – Até que você é bonitinha. – ele deu um suspiro irônico – ta legal, você é linda. – ele colou seus corpos e sussurrou no ouvido da garota – Talvez eu esteja apaixonado por você. Talvez eu tenha começado a dar aulas pra Pancy pra te deixar com ciúme. – ele mordeu o lóbulo de sua orelha – Mas se você não largar esse seu orgulho chato, nada vai acontecer. – eles deram um ultimo suspiro antes de partirem para o beijo. Os batimentos de ambos eram tão irritimados e barulhentos que, se alguém passasse por aquele corredor poderia ouvi-los á distancia. Hermione se sentia nas nuvens, enfim beijando aquele que ela mais queria. E Draco só queria ficar ali até o dia seguinte, ou talvez a semana seguinte. Até o século seguinte não lhe parecia uma má ideia.

Hermione foi a primeira a se distanciar, mas eles ainda tinham seus corpos juntos e suas testas coladas. A garota o olhou nos olhos e deu um sorriso tímido, tal que o garoto retribuiu.

–Talvez eu esteja apaixonada por você.

– É, talvez esteja mesmo.

Notas finais
É isso ai, espero que vocês tenham gostado. Eu ia continuar e falar que o Ron ta morto, tipo, ele morreu no Cálice de Fogo, mas acho que ia enrolar demais. Então é só... haha.
Essa é dedicada à cocota da minha melhor amiga, Verônica Ogane.
Gostaram? Por Favor, comentem...
Beijos, Lu
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!