A Garota

7 Capítulo 7 - Sonnho de uma noite de confição e que comecem os jogos!


Estava a minha outra eu, minha mãe e minha prima Jane no carro, e eu estava de telespectador. Tínhamos acabado de busca-la no aeroporto para passarmos as férias juntas. E só de lembrar o que vai acontecer... Já me deixa com vontade de gritar.

–Então, como está indo na escola Bella? — Jane me perguntou, tirando minha atenção da música que tocava no Ipod.

–Ta indo bem, como sempre!

–Em outras palavras: a mesma merda de sempre! — ela disse e rimos.

Depois que minha mãe riu ela olhou para nos com reprovação e disse:

–Nada desses palavreados mocinha.

–Sim, capitão! — ela bateu continência, o que me fez rir mais.

–Relaxa mãe, até parece que você não fala.

–Olha o respeito, Bella — Renée disse olhando-me pelo retrovisor do carro.

–Ta mãe — disse revirando os olhos e olhando pela janela.

–A criatura só tem 14 anos e, acha que pode tudo — disse minha mãe e Jane riu, e eu revirei os olhos.

–Mãe amor da minha vida, sabe que eu te amo não é? — perguntei indo para o meio do carro.

–O que você quer?

–Não se pode mais elogiar a minha linda mãe não? — perguntei fazendo biquinho e Jane sorriu cúmplice já sabendo o que eu iria pedir. Ela não é só minha prima é minha melhor amiga.

– Vai ter uma festa, do Jake, e ele me convidou pra ir. E vai ser naquela balada pra pessoas da minha idade — disse a ultima parte rápido, mas ela me entendeu.

–Ah deixa eu pensar filha querida — sim, herdei minha ironia dela — hum, não!

A olhei descrente.

–Por que não?

–Porque você é muito nova pra ir nessas festas em baladas, e não vai ter nenhum adulto por perto.

Minha outra eu olhou para Jane em busca de ajuda e ela entendeu.

–Tia, deixa ela ir. Ela é consciente das coisas, não vai aprontar nada. Não é Bella?

–Sim.

Renée me olhou e suspirou.

–Eu sei que você não daria essas coisas, eu confio em você. Eu não confio é nas outras pessoas, que podem fazer coisas com você — ela disse firme, e vi que ela não mudaria de idéia.

–Argh, ta, sua chata! — coloquei o fone e virei para a janela.

–Bella... — minha mãe disse mas eu nem respondi. Ela suspirou e começou a falar com Jane.

Eu queria gritar para a outra eu calar a boca, e dizer que a ama muito. Mas minha voz não saia, e pra meu total desespero minha mãe disse:

–Tenho que ligar par o Charlie, Bella... — ela me olhou pelo retrovisor e suspirou, virou para o banco de trás e tentou pegar a sua bolsa atras do celular.

Olha para a estrada, eu queria gritar, mas novamente, minha voz não saia.

Então tudo foi muito rápido, escutamos uma buzina, o carro não conseguiu parar e bateu no carro da minha mãe fazendo o carro capotar e cair o pequeno morro.

Acordei num sobressalto e ofegante, senti uma mão na minha cintura e beijos nas costas e inevitavelmente me senti mais segura e como se nada fosse capaz de me atingir.

–Ei, calma, foi só um pesadelo — era a voz de Edward, ele havia ficado comigo.

Deitei novamente e comecei a encarar o teto, sem coragem de olhar para ele, mas sentia seu olhar em mim.

Me segurei para não chorar ao lembrar desse dia. O dia do meu segredo. Meus olhos começaram a arder e então comecei a piscar evitando as lagrimas caírem. Edward ao perceber isso me puxou mais para si e começou a fazer carinho em meus cabelos.

–Foi só um sonho — ele disse.

–Não foi um sonho, estava mais para, pesadelo — disse me alinhando mais a ele. Minha cabeça estava em seu peito e consegui ouvir seu coração bater acelerado.

– Você entendeu o que eu quis dizer — eu dei um meio sorriso e ele começou a passar os dedos pelas minhas costas, nuca, braço, me causando arrepios.

–Onde estão todos?

–Alice e Jazz no meu quarto e Rose, bem, ela conseguiu enlouquecer o Emm mesmo depois dele ter cuidado dela e agora eles estão no cinema.

–Rose — disse e ele concordou.

– E eu fiquei aqui, porque você não me deixou sair — ele disse entre o riso.

–Como assim?

–Depois que você dormiu eu tentei sair, mas você enrolou a perna na minha e me abraçou muito forte, como se não quisesse que eus saísse — ele disse a ultima parte num sussurro e eu corei.

–Ah... É que... Sabe como é... — não consegui pensar em nada para explicar meu comportamento e o desgraçado começou a rir do meu embaraço.

–Eu sei que sou gostoso e irresistível, para alguém querer sair de perto de mim — levantei mi-nha cabeça e consegui encara-lo, ele estava lindo com os cabelos rebeldes e com a luz da lua que entrava pela janela refletindo em seu rosto e destacando seus olhos verdes. Fiquei olhando seus olhos e ele os meus. Verde no verde.

–Esqueceu de convencido também.

–Mas você me ama — disse convencido e eu me levantei me sentando em cima dele.

–Quem te disse uma mentira dessas? Eu vou ter que processa-lo por calúnia.

–Então você não me ama? — ele disse fazendo um biquinho.

–Vamos ver se isso responde a sua pergunta — disse e o beijei com calma, e carinho.

–Não entendi — ele disse e me aproximou mais dele.

–Eu percebi uma coisa — disse encarando seus olhos.

–O quê?

–Eu gosto de você — disse um pouco rápido, sai de seu colo e me joguei do outro lado da cama olhando a parede.

Senti um movimento na cama e logo braços fortes me envolveram me puxando mais para ele e me fazendo virar para ele.

–Por que você faz isso? — ele perguntou.

–Isso o quê?

–Diz algo e depois age como se não fosse importante?

–Porque, algumas coisas não importa o que, tem um poder muito grande. E as vezes fingir que não disse, ou fiz algo dói menos. Porque as vezes nem sempre queremos saber a resposta, ou a atitude dos outros depois do que fizemos!

Era isso o que sentia, Edward sente algo por mim, pode ser apenas atração, mas eu gosto dele. Não digo apaixonada, mas eu gosto dele e muito mais do que um simples "eu sinto algo por você" que pode ser qualquer coisa. Pode ser idiotice a minha, mas eu sou assim.

–Então eu vou te contar algo que eu descobri também: eu gosto de você — e me beijou, e naquele momento eu me senti como se fogos de artifício estivessem ali.

(...)

Já fazia uma semana desde que eu e Edward tivemos aquela noite cheia de "confissão". Ficamos mais próximos um do outro e de noite sempre ficamos juntos no Jardim de Inverno. Tudo estava bem, fora que quando eu o via com a McFlin eu ficava com um ciúmes que era impossível de não ser percebido.

As garotas me vieram

Perguntar sobre isso e eu respondi comum simples:

–Eu não suporto ela e ele parece que não vê que ele é uma vadia. E ele é meu amigo, oras.

Elas pareciam acreditar, Alice e Jazz ficam sempre juntos e isso não passou despercebido, logo todos já sabiam e o "Escritos Secreto" fez uma reportagem em relação a isso.

Rose e Emm estão brigados e isso destrói minha amiga, então cabe a cupido aqui junta-los.

Adan, se tornou um ótimo amigo e me contou que namora Nina uma garota da sua cidade.

Agora eu estava no quarto olhando pro nada pensando em algum plano para juntar Emm e Rose quando meu celular toca.

É Alice:

–Vem pra sala de jogos, AGORA! — e desligou.

Sai correndo e quando cheguei na sala de jogos vi uma foto enorme minha só de calcinha e sutiã com um copo na mão, do lado tinha uma faixa escrita "De santinha a Diaba, quem ela é realmente?"

E quando eu ia perguntar quem tinha feito aquela merda, Rose me achou e começou a falar:

–Foi no dia do jogo.

Alice chegou e disse:

–Eu sei quem fez isso — disse quase sem respirar.

–Quem? — Rose perguntou.

–McFlin.

Então eu a vi rindo e fui em sua direção, sendo acompanhada pelo olhar de todos. Assim que parei a sua frente ela tinha im sorriso maquiavélico nos lábios.

–Entrou num jogo, com o jogador errado. A partida só ta começando — disse e sai dali.