A Gótica Da Minha Vida
38 Eu sinto falta dela
Notas iniciais
– Sasuke... O que pretende fazer agora? – disse Misa, encarando Sasuke, que fitava o chão.
– Não deixaram sequer entrarmos no hospital Haruno. Sinto-me muito inútil! – exclamou.
– Nesse momento, somos tão inúteis como as baratas.
– A família Haruno realmente é assim? Não pensava que eles fossem tão traiçoeiros a esse ponto e ainda não posso acreditar que Tsunade tenha mandado aquela mensagem para nós.
– Aposto que foi ela, não há duvidas!
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Os dias foram se passando, e Sasuke voltou a sua rotina. Começou a frequentar a escola e aos poucos voltar a ser o cara que era; quieto.
A mudança era clara, ele havida mudado... Não aceitou perder Sakura assim, mas não poderia fazer nada para mudar a situação!
Não era como nos livros que o protagonista tinha superpoderes assim salvando a mocinha do seu final trágico, ele só teria que aceitar a triste realidade que o destino estampava em seu rosto: de desistir dela.
Enquanto Sasuke lamentava sua perda e tentava voltar a sua vida normal e esquecer Sakura, em um lugar não muito distante dali, se encontrava Misa e Sasori:
– Sasori-kun... Você tem sido um excelente ator, confesso. – Pronunciou Misa calmamente.
– Essa é minha especialidade Misa, sabe que estou ao seu dispôr a hora que quiser. – Sorriu Sasori, olhando profundamente a prudência da garota.
– Você conseguiu conquistar a confiança daquela emozinha, e eu aos poucos estou tocando o coração de Sasuke, estaria tudo perfeito se ela não tivesse sofrido o acidente.
– Mas Misa, diga-me... Qual é sua intenção por trás disso?
– Sakura é meu objetivo, simples.
– O que pretende fazer quando chegar nesse objetivo?
– Usarei ela para fazer a família Haruno desmoronar e assim acabar com o reinado deles, acho que já conversamos sobre isso antes Sasori-kun.
– De fato és uma mulher bem vingativa e isso é o que mais me atrai em você.
– E eu gosto desse seu jeito cínico de ser, enganar todos a sua volta igual você fez, não é para qualquer um! – Exclamou, alegre. – Contudo, tenho pedido extra a fazer-lhe.
– Realizarei com toda certeza.
– Quero que entre no hospital Haruno e consiga informações do estado dela.
– Só isso? Pensei que seria algo mais desafiador, enfim, até o final do dia darei essas informações.
– Obrigada Sasori, e não deixe ninguém suspeitar de você.
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Meses depois
Sakura ainda continua em coma, segundo Sasori. Sasuke estava voltando a ser o mesmo mulherengo de sempre e Misa sumiu da vista de todos.
Essa era a cena que foi obtida depois de Sakura ter entrado em um sono que parece não ter fim.
O clube de música foi esquecido por eles, e as promessas foram junto.
– Ino-chan! – Exclamou Hinata correndo em direção a amiga.
– Hinatinha, o que foi? – Disse Ino, abrindo a porta do quarto, dando de cara com a mesma paisagem de sempre: As coisas de Sakura completamente arrumadas, porém sem ninguém a meses ocupando o lugar,
– Sabe – começou Hinata, tentando esconder as lágrimas. – Eu sinto falta dela.
– Como acha que eu me sinto Hinata? Estou acabada por dentro, literalmente.
– Eu sinto raiva de Sasuke, por ter desistido da Sakura. – Hinata entrou no quarto, sentando na cama de Sakura. – Como ele pode?
– Ele deve ter suas razões, talvez Sakura entre em estado vegetativo e nunca mais acorde. Sasuke só não quer sofrer de novo e a Saky com certeza o advertiria se o visse sofrendo por ela.
– Mesmo assim, ele dizia que a amava... Se amando, ele é assim, eu pelo menos preferiria não ser amada.
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– Misa! – Exclamou Sasori, batendo na porta da garota com certa ansiedade.
– O que está acontecendo? – Perguntou Misa, abrindo a porta ainda despertando do sono.
– Sakura... Parece que ela acordou.
– Depois de cinco meses ela resolve despertar do seu belo sonho. Que lindo, parece que agora as coisas vão melhorar, pois sem ela, confesso que tudo tem se tornado tão entediante. Enfim, entre e vamos ver o que faremos.
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Sakura
Abri meus olhos com certa dificuldade, ainda não lembrando de nada. Meu nome? Qual era mesmo? Minha idade? Sobrenome? Ah, quem era eu mesmo?
A imagem de uma paisagem sangrenta era a única coisa que eu poderia lembrar naquele momento.
Observei o local com muita dificuldade, pois minha visão estava extremamente embaçada e a única coisa que eu enxergava naquele momento era a iluminação forte que estava vindo do teto.
Logo pude ouvir sons, acho que vozes, porém distorcidas. Droga! O que estava acontecendo? Meu corpo estava dolorido e eu não conseguia mexer nada.
– Sakura? Você está me escutando? Pode me ver? – Disse alguém perto de mim, não podia enxergar corretamente e quando tentei falar, simplesmente não consegui. Eu estava naquele corpo, porém não tinha dominação nenhuma sobre ele, era como se eu não estivesse uma alma para tal coisa. – Tente falar comigo Sakura, tente pronunciar qualquer palavra ou frase. – Insistiu a pessoa, então tentei falar algo, e eu só conseguia fazer movimentos com minha boca. – Fica calma e tente se levantar.
Tente, tente e tente.
– O que está a-acontecendo? – Perguntei com certa dificuldade, me sentando.
– Muitas coisas aconteceram Sakura. – Comentou o homem, pegando algo que parecia como uma injeção.
– Estou em um hospital certo?
– Sim, certo.
– O que aconteceu para eu estar aqui? Eu não consigo me lembrar. – E foi nessa hora que senti uma pontada fraca em minha cabeça e me dei conta que não conseguia me lembrar de nada.
– Você sofreu um acidente, mas agora que acordou, está tudo bem. Vamos cuidar de você. – Disse o medico sorridente, aplicando a injeção em mim.
– Para que serve isso? – Referi a injeção.
– Para sentir menos dor. Creio eu que seu corpo estás todo dolorido.
– Tudo bem. – Tentei finalizar aquela conversa, porém o medico estava com a intenção de prolongar muito o “interrogatório”.
– No dia quinze de março, você sofreu um acidente dentro de um ônibus, onde provocou a morte de várias pessoas na qual conseguiu sobreviver. – E então ele deu um copo de água e continuou enquanto eu bebia. – Você teve sorte, pois foi arremessada para fora do ônibus, por isso sobreviveu.
– Não consigo lembrar desse acidente.
– Vamos com calma. É normal se sentir confusa, você dormiu por um longo tempo.
– Entendo. – Disse, fitando o copo de vidro que segurava.
– Fizemos algumas cirurgias em você, e provavelmente carregará cicatrizes pela vida inteira. Como a cicatriz do seu rosto, do lado direito da testa. – Então passei a mão, se senti o relevo. – Hoje é dia vinte...
– Fiquei cinco dias nessa cama então? – Perguntei, curiosa.
– Não, você ficou em coma por cinco meses.
– Cinco meses?!
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