Notas iniciais
Oiii gente voltei!!! Peço desculpas pelos comentários não respondidos, juro que li todos ♥ No entanto, meu estagio voltou e eu não pude responde-los e nem postar novos capítulos :( Prometo que assim que terminar de postar eu respondo todos :) Boa leitura...♥

"Mas em ti o verão será eterno,
Ea beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerá;
E enquanto nestas terra houver um ser,
Meus versos vivos farão viver."
— William Shakespeare


Winterfell


O silencio alimentava a curiosidade do herdeiro, assim como corroía sua alma pela falta de explicações. Ainda sim sentiu seu coração dar um solavanco quando encontro, sua mãe, o Rei e a Rainha. Robb pensou em muitas coisas enquanto observava todos, Rainha Cersei parecia desconfortável e impaciente, ainda sim mantinha seu rosto sério.
— Pai? — questionou um tanto perdido esperando por qualquer explicação.
— Filho, o que temos a lhe propor é algo sério — Catelyn interviu tomando as rédeas da situação. — Não se sinta pressionado, pode recusar se assim desejar, entende isso?!
— Recusar o que exatamente? — Robb correspondeu o aperto de sua mãe e direcionou seus olhos novamente ao pai, que suspirou.
— Olha garoto, admito que desde que cheguei a Winterfell essa vem sendo a minha vontade — disse o rei impaciente por tamanha demora. — Por anos recusei os pedidos, pois sempre achei que nenhum deles era digno o suficiente de possuir o meu maior tesouro.
Robb finalmente entendeu, o rei dava a ele a mão da princesa. Sua princesa. O herdeiro não escondeu o sorriso largo que seus lábios desenharam, os olhos azuis brilharam e o rosto se iluminou. Robert parecia satisfeito, contudo Cersei ficava cada vez mais irritada com tudo aquilo, deixar sua filha, sua bela Nicéia nas mãos de lobos não parecia a melhor das ideias. Preferia sua filha por perto, quem sabe casada com um Lorde de terras mais próximas. Deixar Nicéia no norte, tão longe de seus olhos apertava seu coração.
— Vossa Graça, com todo o respeito. Creio que não precise continuar — interrompeu entorpecido pela sensação de plenitude que invadia seu corpo. — Seria uma honra me casar com Nicéia. Mas a Princesa me disse uma vez, que não deseja se casar por obrigação mas sim por amor.
— Então faça que ela o ame, meu jovem — esbravejou o rei. — Mas quero que entenda, esse casamento só ira acontecer pois seu pai aceitou minha proposta de ir a Porto Real, ser a minha mão.
Robb não ousou olhar para o pai, pois conseguia sentir a expressão carregada.
— E mais uma coisa garoto — rosnou Cersei. Que abria a boca pela primeira vez desde o inicio da conversa, a Rainha parecia furiosa, seus olhos verdes iguais ao da filha tilintavam em cólera. — Se não fizer a minha Leoa Negra feliz ou se fizer qualquer mau a minha filha, nem os Deuses vão lhe proteger de minha fúria.
Catelyn avançou um passo ficando ao lado do filho de forma protetora, assim como Cersei faria com a filha. Por sua vez Robb engoliu em seco, sentindo o impacto de cada palavra proferida pelos lábios crispados da Rainha, a fama dos Lannister e sua fúria todos possuíam conhecimento.
— Farei a Princesa feliz, minha Rainha. Não a nada em que se preocupar, sinto algo muito forte por sua filha e posso lhe garantir que farei o possível para ama-la e a tratarei da forma que ela merece e sempre foi tratada. Como uma verdadeira princesa — a voz de Robb, dando a certeza que rainha precisava.
— É uma grande responsabilidade, Robb — explicou Ned na esperança que o filho pensasse melhor sobre suas próximas ações. — Um casamento é algo que se leva para toda a vida, estarão unidos pela eternidade e serão um só. Deve ter certeza do que esta fazendo.
— Concordo com seu pai — a voz de Catelyn não passava de um sussurro. — Ainda acho que é muito novo para se casar.
— Mãe, sempre que imagino meu casamento só consigo ver Nicéia sendo minha esposa — esclareceu aos murmúrios. — Quero que ela seja minha esposa, que me de filhos e que seja feliz ao meu lado. Sempre foi um desejo em unir as casas Baratheon e Stark e assim será feito.
Robert sorriu se aproximando de Robb, logo apoiando sua grande mão sobre o ombro do rapaz, aprovando tais palavras.
— Sei que aqui, minha Nicéia será feliz. Que você a fará feliz — afirmou dando leves batidas nos ombros largos de Robb. — Falarei com ela esta noite, só espero que ate o amanhecer esta fortaleza ainda esteja de pé.
E assim Robert Baratheon deixou o pequeno escritório com a Rainha em seus calcanhares, esta parecia afoita e com um fúria sem igual. Mas nada poderia amenizar a felicidade que crescia em seu peito e se alastrava por todo seu corpo, que gradativamente se aquecia. O sorriso largo parecia que jamais deixaria seus lábios.
— Robb, tem mesmo certeza disso? — Eddard voltou a perguntar sua voz tremeu ao fim da frase.
O herdeiro estranhou, mas ainda sim deixou de lado a repentina desconfiança e insistencia de seu pai. Robb não precisou responder pois o brilho refletido em seus olhos tirou qualquer duvida que Ned poderia ter, sorrindo o rapaz deixou os pais na sala sumindo atraves da porta entre aberta.
— O que lhe pertuba, Ned? — Catelyn observou melhor o marido. — Não esta feliz por seu filho?
— Ele esta crescendo rapido — refletiu abraçando o corpo da esposa. — Ate poucos tempo ele ainda corria por essa fortaleza e se divertia brincando na neve.
— Isso foi a muitos anos, meu marido — sorrindo ela maneou a cabeça. — A muitos anos que Robb não é mais um menino.
Ned assentiu mergulhado em seus pensamentos. No fundo ele sabia que não deveria ter permitido tal união, Nicéia jamais amaria Robb, pois seu coração ja pertencia a Jon. Os olhares trocados, assim como os sorrisos, Jon a amava e doeria em Ned vê-lo sofrer. Mas se negro Jon queria vestir, Eddard lhe fazia um favor. Assim como ele não merecia tal sofrimento, Nicéia também não o merecia, pobre princesa que teria de abandonar o amor para viver uma obrigação.


[...]


Os mesmo olhos verdes de leoa o encarava naquele instante, inundados pela satisfação de te-lo tão próximo a si. Nicéia respirava com dificuldade ainda agarrada ao corpo suado de Jon, deixando-os conectados pelo máximo de tempo que conseguisse.
— Isso foi bom — murmurou sorrindo arteira.
Seu riso contagiou o rapaz, seu corpo tremeu e depois caiu sobre o da princesa a fazendo ofegar pelo peso, mas pouco se importava. Abraçou a cintura do bastardo com as pernas ao mesmo tempo em que deixava que seus dedos se perdessem entre os cachos negros. Sentiu quando a barba por fazer roçou seu pescoço arrepiando sua pele úmida, beijos foram distribuídos por aquela região, depositados em forma de um caminho ate o vale entre os seios da jovem, os dedos hábeis de Jon desenharam círculos imperfeitos em suas cochas roliças enquanto ocupava os lábios saboreando a pele agridoce. Ergueu a cabeça a tempo de ver Nicéia fechar os olhos em deleite, suas costas formaram um arco sobre o colchão pedindo por mais contato, um suspiro esganiçado abandonou seus lábios em protesto quando o corpo de Jon se libertou do dela. O batardo desfez o laço que as pernas de Nicéia faziam ao seu redor e se jogou na cama, abraçando a moça trazendo-a para bem próximo.
— Poderíamos passar o resto da tarde assim — sussurrou bem próximo a orelha da princesa.
— Sabe que não podemos, minha mãe me caçaria por esses corredores — a moça riu acariciando o peito do bastardo.
As vezes Jon esquecia de quem era Nicéia e de quem ele verdadeiramente era. Mas se permitia esquecer sempre que pousava seus olhos nos verdes furiosos que eram os delas. Olhos de leoa, estes que o deixavam cada dia mais perturbado.
— No que esta pensando? — sussurrou a princesa encaixando o rosto na curva suave que o pescoço de Jon fazia.
Jon preferiu o silencio, algo dentro dele lhe dizia que talvez aquela fosse a ultima vez, que jamais teria o corpo de Nicéia tão próximo ao seu e que ela nunca seria sua. Ele era um bastardo e ela a Princesa, sua princesa, aquela simples historia seria esquecida por ela algum dia, mas ele a levaria para sempre, lembrando de todos os detalhes que a faziam dele. Os beijos, os sussurros, o desejo estampado naqueles olhos que o deixavam louco, Nicéia era seu maior pecado, mas também seu pequeno pedaço do paraíso. A jovem conseguia dar e tirar a sanidade de Jon com apenas o suave aroma de seus cabelos, leva-lo a perdição com as curtas trocas de olhar e incendiar seu corpo com seus beijos. Contudo ele sempre soube que, Nicéia Baratheon jamais o pertenceria, com ela ele não teria filhos ou se casaria, um grande Lorde de Westeros deveria o fazer, toma-la para si e faze-la esquecer do bastardo a quem se entregou no Norte.
— Escutei meu pai dizer, que Benjen Stark voltara para A Muralha em dois dias — murmurou um tanto sonolenta aspirando o cheiro almiscado de Jon. — A principio não sabia de quem se tratava, mas me lembrei da noite em que quase nos beijamos.
Jon sorriu e depois deixou seu rosto se tornar sério.
— Ele é um Patrulheiro — afirmou sentindo todo o sangue de seu corpo fluir mais depressa.
— Sor Barristan me disse, que A Muralha castiga os homens que nela se aventuram. Que os homens vestidos de negro são a única coisa entre o que habita para lá da Muralha e nós — contou apertando seu corpo com um pouco mais de força ao de Jon.
— É uma honra fazer parte da Patrulha da Noite — murmurou enquanto se movia inquieto. — Lá ate mesmo um bastardo, como eu, pode ter um pouco de respeito.
Nicéia se afastou bruscamente, sem se importar com a nudez de seu corpo se sentou sobre a cama encarando Jon com seus olhos furiosos. Seus cabelos caiam displicente, em um emaranhado de cachos negros por sua pele branca, seus lábios se mantinham abertos e um tanto perplexos.
— O que quer dizer com isso, Jon? — perguntou direta, sua sobrancelha se erguia enquanto uma carranca preocupada se formava em seu rosto delicado.
— Não me entenda mal...
— A única coisa que tento é entender o que disse da melhor forma possível — interrompeu o rapaz. — Mas esta sendo impossível, afinal não a o que entender, não é mesmo?!
— Apenas disse que na Muralha, um bastardo pode ser alguém — explicou imitando Nicéia e se sentando sobre a cama.
— Você é alguém!
— Não, eu não sou — rosnou escorregando para a beirada da cama virando a costas para a princesa. — Você é alguém, é a princesa. Robb é alguém, todos aqui são, mas eu sou apenas um bastardo. Um fardo para meu pai, um ninguém não sei como tive coragem de lhe tocar...
— Me tocar? Eu quis que me tocasse — disse entre dentes na esperança de que ele voltasse seus olhos para ela outra vez. — Não se menospreze, Jon Snow, não se compare a Robb ou qualquer outro. É tão bom e forte quanto ele, e me atrevo a dizer que governaria o norte muito melhor que ele.
Jon não respondeu, preferi-o o silencio ele sempre o preferia. Mas Nicéia não ficaria ali por muito tempo, com pressa deixou a cama recolhendo o vestido azul que antes fora arrancando por Jon, o colocando novamente em seu corpo, as botas facilmente deslizaram por seus pés. A raiva e o rancor queimavam o peito e os olhos da princesa, Nicéia não entendia o que sentia em relação ao nortenho, ao menos sabia se gostaria de entender, mas machucava seu peito vê-lo tão vulnerável se auto castigando pelos erros dos outros. Antes de abandonar o quarto se voltou para Jon parando a frente do rapaz ainda na mesma posição de antes. A cabeça entre as mãos e a coluna curvado, se diminuindo perante a presença dela.
— Você não sabe de nada, Jon Snow — declarou de pé esperando qualquer reação vinda do rapaz. — Mesmo que não acredite, essa é a verdade viva com ela.
Puxando o manto de peles para mais próximo de seu pescoço ela deixou o quarto sem olhar para trás. Não esperou qualquer reação, que ela sabia que não viria, de Jon, seus passos ecoavam pelo corredor de pedra, mas seus olhos ainda ardiam. A pouco conhecia mais daqueles corredores, sentia que devia o fazer, afinal sempre soube das reais intenções da vinda para o norte; seu pai precisava de Lorde Eddard ao seu lado em Porto Real, com a morte de Jon Arryn ele não confiava em mais nenhuma outra pessoa. O casamento de Sansa e Joffrey em breve aconteceria, mas porque ela ainda sim sentia que não sairia do norte nunca mais, que ali seria seu lar pelo resto da vida e não seria ao lado de Jon que permaneceria.
— Princesa — o grito estridente de Eve a fez pular pondo a mão sobre o coração assustada. — Pelos sete, estou lhe procurando a horas.
— Não me assuste dessa forma, Eve — resmungou respirando fundo. — Por que me procura?
— Seu pai deseja que vá ate seu quarto — contou ajeitando o vestido amassado. — Parece algo sério.
— Claro, ja estou indo — murmurou tomando a mesma direção de antes, contudo fora impedida por Eve.
— Seu cabelo, seja lá onde estava o deixou parecendo um ninho — sussurrou a jovem Aia se ocupando em fazer uma rápida trança lateral nos cabelos negros da Princesa.
— Obrigada — sussurrou ante de deixa-la para trás.
O caminho ate os aposentos do rei foram rápidos. A porta se encontrava encostada, Nicéia não se ocupou em bater apenas a abriu com delicadeza, colocando a cabeça para dentro procurando pelo pai, que se mantinha sentado a frente uma escrivaninha a coroa sobre a mesma e seus olhos azuis perdidos na janela aberta.
— Pai — murmurou entrando e fechando a porta atras de si.
Robert desviou os olhos da janela e os posicionou sobre a figura da filha. Diferente de todas as vezes em que a via, o Rei não sorriu apenas se ocupou em analisa-la por longos segundos. De fato Nicéia era sua maior criação, sua pequena menina havia crescido de mais, para Robert ela poderia continuar a ser a doce garotinha que subia com muita dificuldade no trono e fingia dar ordens a ele. Mas o tempo passou e a sua frente uma jovem mulher se erguia, de uma beleza estonteante que colocava ao seus pés cada homem de Westeros. Com um longo suspiro, fez um gesto com a mão direita para que ela se aproximasse, o que a jovem obedeceu prontamente, pois a expressão séria do pai a deixava apreensiva.
— Lembro-me de me dizer quando tinha quatro anos, que se casaria com Renly, só porque ele se parecia com você — contou com uma sensação boa de nostalgia. — Tambem dizia que seria a Rainha quando fosse mais velha e que jamais deixaria Porto Real, que ficaria sempre ao meu lado.
— E não vou — murmurou pegando as mãos do pai sobre a mesa e as apertando com seus dedos finos. — Porto Real é o meu lar.
— Mas um dia, não será mais — de forma doce ele acariciou os dedos da filha olhando profundamente em seus olhos verdes de leão.— Gostaria que ficasse para sempre ao meu lado, mas não posso. Deve crescer e criar o seu lar, me dói dizer isso mas tem de encontrar o seu lugar, construir sua família para que um dia tenha lembranças tão felizes quanto deseja.
— Pai, o que esta me dizendo é...? — Nicéia não conseguiu completar a frase, pois a realidade lhe atingiu.
— É do meu desejo que se case com Robb Stark — contou sentindo os dedos de Nicéia gelarem. — O rapaz aceitou com entusiasmo e pareceu muito feliz com a proposta. Minha filha, Robb Stark é um bom homem, o melhor que conheço e o único que, ao meu ver, a faria feliz.
— Ficarei no Norte? — fora a única pergunta de Nicéia.
— Sim, não voltara conosco para Porto Real — afirmou vendo finas e cristalinas lagrimas deixarem os olhos claros da Filha. — Farei o pronunciamento no jantar desta noite, ainda á tempo de ver seu noivo e conversar com ele, se assim desejar.
Nicéia assentiu, comprimindo a dor em seu peito o máximo que conseguia. Sem mais nada a dizer deixou o pai para trás, seu peito doía e uma imensa vontade de gritar queimava-lhe a garganta. Aquilo era tão injusto, tão difícil, mas pela primeira vez em anos ela entendeu os desejos de seu pai, ela era uma princesa, como Jon havia gostado de ressaltar, tinha obrigações e deveria cumpri-las. No fim, casar-se com Robb Stark não seria assim tão duro, ele era bom com ela, a tratava com gentilezas e parecia feliz ao seu lado. Entretanto, não seria justo com ele, odiava o pai por lembrar de Lyanna Stark, de amar aquele mulher ao invés de amor sua mãe e agora faria o mesmo.
Pensou se tratar de uma maldito maldição jogada sobre o sangue Baratheon. Amar tudo aquilo que não poderia ter, pois era esse o sentimento que a poucos minutos ela alimentava. Nicéia Baratheon amava Jon Snow com todo o seu coração, mas estava fadada a se casar com Robb Stark. Afinal, ela era uma princesa e ele não era nada alem de um bastardo.

Notas finais
Um momento esperado e um segredo que finalmente se revelou. Nicéia vai sim se casar com Robb, ate ela própria se conformou com o destino que a aguarda... Deixo os comentários para vocês...♥