A Fórmula do Amor
16 Andreza? Namorando?
Notas iniciais
Diário do Rafa
Caramba, passei pelo maior perrengue por aqueles dias. Comecei o namoro com uma menina mais velha que eu alguns anos. Mas ela me entedia, e eu a entendia. Isso que importava. Mas ela não era uma garota qualquer, depois vocês vão saber o porquê.
Um dos problemas era que ela dissera que o irmão dela era muito ciumento. Nem o pai era tão ciumento assim. Se o irmão dela não simpatizasse com o namorado, ele ficaria infernizando. Sempre foi assim.
Sei lá, será que o Berg se importaria se eu namorasse a Andreza?
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Diário do Berg
Andreza namorando? Podem me chamar de besta, ciumento, bobo, mas eu tinha que saber quem era que tava namorando minha irmã. Por mais que ela fosse chata, era foda ver ela sofrer.
Segui-a. Fomos parar na tal pracinha do colégio. Lugar onde se começam e, talvez se terminam relacionamentos. Fiquei olhando de longe ela sentada no banco. Foi quando um cara se aproximou e deu aquele beijo nela. Estava sem os óculos e daquela distância não conseguia ver nada direito. Fui mais pra perto e não acreditei no que vi:
— Hã? Rafa, cê tá pegando a minha irmã e não pediu a minha permissão?
— Calma, Berg, a gente ia te contar. — disse Rafa, apavorado.
— Ah, Rafa? Quando? — Andreza perguntou com raiva e depois virou para mim. — A gente não ia não, Berg, porque eu contei pra ele que você estraga todos os meus namoros.
— Isso não é verdade, mana. — protestei.
— Ah, não? E o que você tá fazendo agora?
— O Rafa é meu amigo, Andreza!
— Eu acho melhor ir embora — disse o Rafa.
— Não Rafa, fica aqui! — Andreza ordenou.
— Conversa com o Berg, Andreza. Amanhã a gente se fala.
E saiu, depois de dar um beijo no rosto dela. Podia ser besteira minha, mas era bem estranho ver meu amigo beijando a minha irmã. Eu ficava só imaginando coisas...
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Bem, no outro dia, como ela prometera, Valentina apareceu na escola. Pedi a opinião dela sobre o assunto enquanto ficávamos abraçados, namorando na hora do intervalo:
— Ah, Berg , vê pelo lado bom: pelo menos é um cara que você conhece, que você tem confiança, entendeu?
— É mesmo. Você tem razão. Foi mal é que eu sou muito ciumento. Minha irmã sempre que ela termina um namoro, ela chora pra caramba, você não tem noção. Eu vou falar com o Rafa.
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Diário da Madalena
AHHHHHH! O Berg namorando a drogada da Valentina?! Que tipo de palhaçada era aquela? Vi os dois de bitoquinha à beijões na hora do intervalo. Ele só deveria estar na seca. Claro, ela era linda antes de começar a se drogar, mas agora, está acabada. Acho que envelheceu uns 10 anos, por aí. Que tipo de cara ficaria com ela?
Mas mesmo ela estando com ele só por interesse, ela deveria saber que o Berg é só meu! Sempre foi. Foi comigo que ele deu seu primeiro beijo, suas primeiras experiências com o sexo oposto. Não era justo uma idiota chegar e estragar tudo. Ele conseguiu. Fez questão de jogar na minha cara que só terminou comigo pra tentar conquistá-la, mas não poderia ficar assim. Não mesmo. Até os seus amigos pagariam por aquilo; primeiro foi a sapatona da Ludi, fiz questão de mandar uma cartinha anônima pra mãe dela com uma foto mostrando o que ela faz nas noitadas dela. Sei que ela não tem nada a ver, mas ela poderia tomar as dores do melhor amiguinho dela. Quando eu e o Berg namorávamos ela ficava jogando indiretas pra mim, eu percebia!
Eu estava com tanto ódio... Queria que um raio caísse em cima daqueles dois.
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Diário do Berg
Fui conversar com o Rafa, resolvi seguir o conselho da Valentina.
— Quer dizer que você aprova o namoro com a sua irmã?
— Sim, cara. Desculpa, mas eu sou ciumento. Na verdade, é mais difícil me enfrentar do que o nosso pai. Mas tem só uma coisa.
— Ih, qual é a bomba?
— Vou ficar de olho, beleza?
— Beleza, mano. Vou respeitar a Andreza. Valeu cara.
— Agradeça à Valentina. Foi ela quem me convenceu.
— Já vi que vocês dois tão de namorico. Parabéns cara! A Madalena já sabe?
— O quê que tem a ver a Madalena?
— Tudo! Ela é doida por você. Olha aê o Berg, cara, tá podendo! Duas minas na cola dele.
— Que nada, Rafa! Pra mim só interessa a Valentina. Bom, só espero que faça minha irmã feliz.
— Eu prometo. Berg, cara, você é um cara legal. Vem cá um abraço, amigo!
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