A Frutinha dos Desejos
7 Capítulo 7
Alice voa seguindo para norte, cada vez mais. Quando começa a ver árvores e mais árvores que parecem ser infinitas ela diminui a velocidade e olha no GPS.
Alice: Estou na floresta amazônica! Legal! É isso que eu queria!
Alice voou mais e mais. Cada vez mais pro meio da floresta. Voou devagar para aproveitar a paisagem. Resolveu pousar. Procurou um lugar aberto e só viu mata fechada. Então encontrou o rio Amazonas e pousou em um pedaço de terra perto da margem.
Olhou a sua volta. Não viu nada além de árvores. Ficou olhando tanto que nem viu o tempo passar. Nisso o sol já tinha desaparecido entre as árvores. Ela não queria ir embora. Mas será que era difícil voar no escuro?
O telefone tocou.
Alice: Alô!
Alessandra: Onde você ta Alice? Já anoiteceu e você não voltou. Achei que você só tinha saído para voar.
Alice: Lê você não vai acreditar! Eu tô aqui na beira do rio amazonas.
Alessandra: Não acredito!
Alice: É o que eu disse.
Alessandra: Seja lá onde você estiver tem que voltar, já é tarde e você tem só oito anos. Imagina como mamãe e papai estão?
Alice: Felizes?
Alessandra: Alice! Volta logo!
Alice: Tá bom. Eu só vou dar uma voltinha. (desliga o celular) E agora? Ta ficando escuro. Como vou enxergar aqui? Não quero usar o celular, ele não deve iluminar muito. O que eu tenho aqui? Hum... Ah! Já sei! Ativar Data Show!
Os olhos de Alice começaram a brilhar e saiu uma forte luz de seus olhos. Então ela colocou no Data Show a imagem de uma nuvem branquinha e aumentou a luz. Aí isso iluminou a sua frente.
Ela começou a entrar na floresta. Não tinha medo. Afinal tinha GPS e qualquer coisa, ela não se perderia, era só voar e estaria em casa num segundo. Olhou envolta. Realmente nunca tinha visto nada assim. Uma mata fechada e úmida, com som de sapos e grilos. Alguns sons assustadores. Mas estava tranquila.
Alice: Agora eu sou a Super Ecila!
Então ouviu um som, um som diferente. No susto acabou apagando a luz. Ouviu em silêncio. Ela nunca havia ouvido pessoalmente antes. Mas sabia o que era. No meio da escuridão, conseguiu ver um par de olhos. Ela tinha certeza agora. É uma onça pintada.
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