A Freira e o Prostituto

24 Conto de fadas - Final


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora, mas cá estou eu para finalizar a história do nosso casal conturbado rsrs Sem mais delongas, vamos lá... Beijos amadas, boa leitura.

–Oh meu Deus! – Tanya exclamou entrando no quarto – Olha só para você!

Encarei minha melhor amiga através do espelho... Ela estava simplesmente linda no seu vestido de madrinha.

–Ficou bom? – Perguntei mordendo o lábio e alisando meu imenso e pesado vestido de noiva. Pablito não exagerou quando disse que me faria vestir algo no estilo princesa.

–Bom? Ficou incrivel! Lindo demais!

–Estou tão nervosa Tanya – Suspirei – Só faltam algumas horas.

–Eu sei – Ela segurou minha mão – Vai dar tudo certo, Bella.

–Ainda não consigo acreditar em tudo que está acontecendo... Parece um sonho! Há quase um ano atrás eu era apenas uma candidata a freira esquisitona e mal humorada e hoje eu serei uma princesa...

–Pra mim você sempre foi uma princesa. Eu sempre soube que debaixo daquelas roupas feias e sem graça existia uma mulher linda e maravilhosa.

–Ah... Eu te amo sabia?

–Eu também te amo... E amo ainda mais agora que ando de limusine na Europa acompanhada de vários seguranças para espantar os paparazzi que me perseguem enquanto faço compras em boutiques de luxo!

Gargalhamos.

–Tanya você realmente é uma figura!

–Esse lance de ser melhor amiga da futura princesa é uma loucura! Você acredita que outro dia eu estava fazendo compras na Channel e uma repórter se passou por cliente? Ela me seguiu até o vestiário, levou até umas peças para o provador e quando estávamos lá ela entrou na minha cabine e começou a fazer um monte de perguntas.

–Jura? Que loucura! E o que você fez?

–Eu chamei os seguranças é claro... Até parece que eu ia dar informações sobre você e o Edward.

–Esses repórteres parecem urubus em cima de carniça! Loucos para achar qualquer coisa que venda as revistas. Falando nisso estou preocupada com Emmett e Rosalie, será que eles não vão acabar falando alguma coisa a meu respeito?

–Tenho certeza que não – Tanya riu – Primeiro porque Rosalie está tão deslumbrada com Mônaco e toda a realeza que nem tem tido tempo para sentir inveja e quanto a Emmett... Digamos que Edward e ele tiveram uma conversinha.

–Que conversinha?

–Bom... Edward disse a ele que informações pessoais sobre qualquer membro da família real cedidos à mídia é considerado crime contra a coroa, punível com prisão.

–Isso não é verdade... Pelo menos não tanto assim.

–Eu sei... Mas, o burro do Emmentt não precisa ficar sabendo.

–Acho que posso ficar tranquila então.

–Pode não, deve!

–Estou tão nervosa.

–Acalme-se... Vai dar tudo certo, alteza.

–Alteza – Bufei – Agora essa...

–É o que você é, não?

–Eu sei... só que é difícil me acostumar. Não entendo nada de francês, e esses dias encontrei uma matéria numa revista falando sobre mim, tinha até a minha foto. Eu pedi à Alice para traduzir para mim e descobri que eles estão esperando muito de mim... Eu não entendo nada de política, nem o idioma oficial deles eu sei!

–Relaxa, Bella – Tanya revirou os olhos – Você vai ter aulas de francês e as questões políticas, pelo menos as chatas, serão responsabilidade do Edward. Você apenas precisará acompanhá-los em alguns eventos e as vezes fazer um discurso ou outro.

–Como sabe de tudo isso?

–Acha que eu só fiquei fazendo compras? Ora, eu precisava saber onde minha melhor amiga estava se enfiando!

–Obrigada – Suspirei – Você é demais.

–Ah não – Ela me encarou séria – Pode tirar essa expressão de desespero do rosto!

–Eu...Eu não sei se vou conseguir ser a princesa que eles tanto querem... Hoje mesmo terá milhares de pessoas esperando pelo meu casamento, terão câmeras... E se der errado? Eu tropeçar e cair de cara no chão?

–Calma – Tanya me segurou pelos ombros – Respira, você está entrando em pânico.

–Estou com falta de ar.

–Espere ai – Ela saiu do quarto.

Sentei-me na cama e comecei a inspirar e expirar devagar, estava tendo um troço antes mesmo de me casar. Tanya entrou no quarto minutos depois com um copo de suco nas mãos e me entregou.

–Beba – Pediu.

Assenti e bebi controlando o tremor em minhas mãos para evitar que derramasse no vestido.

–Se sente melhor? – Ela perguntou assim que terminei.

–Não – Respirei fundo – Mas preciso ficar, não é?

–Isso ai – Ela piscou.

Levantei-me a fim de terminar de me arrumar, talvez com Tanya ali ficasse mais fácil já que as empregadas eu tinha dispensado.

–Onde está o Pablito? – Perguntei estranhando sua ausência – Ele só veio aqui rapidinho me trazer o vestido e não o vejo desde então.

–Eu... Ér... – Ela pigarreou e deu de ombros – Sei lá, Bella.

Achei esquisita sua reação, mas estava nervosa demais para questionar o porquê.

–Acho que já estou quase pronta – Falei e notei que minha voz estava meio arrastada. Bocejei.

–Cansada? Não dormiu a noite?

–Quase nada – Outro bocejo e então um tontura muito forte, se Tanya não tivesse me segurado eu teria caído.

–Venha – Ela me ajudou a chegar à cama.

Sem me importar em amassar o vestido deitei-me de barriga para cima, de repente um sono arrasador havia se abatido sobre mim. Minha cabeça parecia pesar toneladas.

–Tanya – Chamei com a voz fraca.

–Sim?

–Estou fraca – Murmurei sentindo o sono se apoderando de cada pedacinho meu – Acho que vou dormir...

Antes de fechar os olhos e me afundar completamente na escuridão, pude jurar que Tanya estava sorrindo.

[...]

Acordei sobressaltada com coração palpitando no peito. Por quanto tempo havia dormido? Tinha perdido meu casamento? Sentei-me depressa na cama e pisquei os olhos tentando clarear a visão. Quando pude enxergar nitidamente notei que estava de fato em uma cama, mas não era a minha cama, alias, nem o quarto me pertencia. Olhei ao redor sentindo o pânico tomar conta de mim, onde diabos eu estava? O quarto era grande, imenso na verdade. As paredes todas brancas e os móveis na cor mogno contrastando com elas, as cortinas de seda iam até o chão e pela claridade que atravessava por elas, notei que ainda era dia.

Levantei-me depressa e percebi que meu vestido pesado de noiva havia sido substituído por outro vestidinho florido simples. Já arfando e com muito medo rumei para a porta para tentar descobrir o que estava acontecendo, mas antes que eu a alcançasse Tanya entrou fechando-a e trancando-a.

–Ah você acordou – Ela sorriu ao me ver – Que bom, já estávamos preocupados.

Notei que ela também havia trocado de roupa. Vestia um vestidinho curto de seda na cor salmão.

–O que está acontecendo? – Perguntei confusa.

–Você já vai ver.

–Estou um pouco tonta – Esfreguei as têmporas.

–Acho que exagerei na dosagem do remédio... Foi mal.

–O QUÊ? – Gritei alarmada – VOCÊ ME DOPOU?

–Calma ai – Ela tapou os ouvidos teatralmente – Não fique ai me olhando como se eu fosse uma sequestradora. Sou apenas uma das participantes do plano.

–Que plano? O que está acontecendo? Cadê o Edward?

–Uma pergunta de cada vez senhorita.

–Tanya – Respirei fundo me controlando para não esganá-la – Você está me tirando do sério!

Ela não disse nada. Apenas ficou lá me olhando e rindo. Balancei a cabeça com raiva e então, agora que estava mais desperta, pude ouvir um barulho estranho. Caminhei para a janela para espirar lá fora, afastei as cortinas e quase caí de costas quando vi as ondas do mar quebrando em algumas pedras há poucos metros de onde eu estava.

–Incrível, né? – Tanya comentou atrás de mim.

–Sim – Afirmei mirando a beleza daquele lugar.

–Agora que você está mais calma posso explicar o que está havendo.

–Por favor – Revirei os olhos, fechei as cortinas e voltei para o centro do quarto.

–Então – Ela sorriu – Isso tudo foi ideia do Edward.

–Como assim?

–Ele sabia que você estava surtando com a ideia de seu casamento ser o evento social do século. E como o príncipe encantado que é decidiu lhe dar o casamento dos seus sonhos.

–O- O casamento dos meus sonhos?

–Sim – Ela sorriu ainda mais animada – Sem mídia, sem pressão e sem milhares de olhos curiosos. Só você, ele e as pessoas que amam.

–Oh meu Deus – Coloquei a mão no peito – Ele fez mesmo isso?

–Sim. Por isso tive que dopar você para que dormisse todo o caminho e não estragasse a surpresa.

–Onde estamos?

–É uma ilha particular ao sul de Mônaco... É tão linda, você precisa ver!

–Quero ver o Edward, onde ele está? – Falei já avançando para a porta, mas ela me impediu.

–Calminha ai mocinha. A noiva não pode ver o noivo antes do casamento.

–Mas...

–Mas, nada. Você terá o resto da vida para ver seu homem, mas agora nós precisamos arrumar você.

–Cadê o meu vestido de noiva?

–Ah, está com a noiva lá no “casamento real” – Fez as aspas com os dedos.

–O que? Como assim?

–Essa parte é engraçada – riu – Agora mesmo outro casal está tendo o casamento da realeza, eles são a distração digamos assim.

–Vocês contrataram atores?

–Oh não. Nada disso, eles vão se casar de verdade. São dois pebleus.

–Isso vai dar o que falar.

–Com certeza!

Finalmente consegui sorri, passada a tensão inicial.

–Com licença – Pablito disse entrando no quarto – Minha querida, que bom que acordou. Pensei que essa doida tinha feito uma besteira.

–Eu não mataria minha melhor amiga seu besta – Ela lhe deu língua.

Pablito rolou os olhos ignorando-a.

–Que bom que está aqui – Falei abraçando-o – Imagine meu susto quando acordei nesse lugar totalmente desconhecido.

–Posso imaginar querida. Mas, agora precisamos nos apressar.

–Certo – Falei anima e bastante curiosa.

–Já volto. Vou buscar reforços.

Pablito saiu saltitante do quarto e voltou momentos depois seguido por minha mãe, minha irmã Ângela e Alice... E então todos se amontoaram em cima de mim ao meu redor para me transformar na noiva perfeita.

[...]

Se antes — com aquele vestido pesado – eu havia me achado linda, agora então eu estava deslumbrante.

Meu vestido não era mais “estilo princesa” com todos aqueles babados e camadas e mais camadas de pano. Ele era simples, branco, tomara que caia e com uma fita cor de salmão – que percebi se a cor dos vestidos das madrinhas – na cintura. Pablito fez alguns cachos com o babyliss no meu cabelo, deixou metade solta e a outra prendeu com um arranjo de flor branca.

Somente quando escutei fungadas atrás de mim que acordei do transe e através do espelho os vi chorando.

–Ah – Falei emocionada – Não vão me fazer borrar a maquiagem, não é?

–Filha – Minha mãe exclamou – Você está linda!

–Sim – Ângela concordou – A mais linda do mundo!

–Nossa – Tanya disse limpando um lágrima – Está perfeita, amiga. Bom meninas, vamos indo para o nosso posto? Bella está pronta e já podemos começar antes que Edward invada esse quarto e a leve.

Elas riram, se despediram e se foram.

–Minha borboletinha – Pablito me disse segurando minhas mãos – Está perfeita, as princesas da Disney sentiriam inveja de você!

–Obrigada – Agradeci me esforçando para não chorar – Você fez um trabalho incrivel.

–Para mim foi uma honra.

Nós nos abraçamos e então ele me soltou e limpou as lágrimas.

–Vamos, borboletinha? Seu príncipe a espera impaciente.

–Claro, com certeza.

Respirei fundo e então aceitei o braço que Pablito me ofereceu. Enlacei-me a ele e saímos do quarto. Meu nervosismo era tão grande que nem reparei no caminho que traçávamos, estava louca para ver Edward.

Chegamos a uma espécie de sala de estar. Pablito soltou meu braço e meu pai assumiu seu lugar.

–O último detalhe – Meu pai disse sorridente me entregando um buquê de lírios brancos – E a propósito, você está linda.

–Obrigada papai – Falei baixinho, pois temia cair em prantos a qualquer movimento momento.

–Vou dar o ok – Pablito disse saindo da sala. Quando ouvirem a música podem ir.

Esperei impaciente até a música começar a tocar. Para minha total surpresa, a música era “you raise me up” de westlife. Era minha música favorita, Edward se lembrava... Comecei a arfar, a vontade de chorar tomando níveis catastróficos.

–Acalme-se – Meu pai me tranquilizou – Seu coração ainda tem muito para aguentar.

E realmente tinha. Saindo da sala entramos direto em contato com a areia da praia. O vento frio do entardecer batia em meu rosto fazendo com que meus olhos já marejados ficassem ainda mais molhados. Conforme meu pai e eu nos movíamos na direção do altar, meu coração batia mais rápido.

–Calma – Meu pai me alertava preocupado, mas eu não conseguia conter minha emoção.

Suspirei engolindo o choro e me concentrei em apreciar o momento. A ornamentação era simplesmente... Linda. Tudo em branco com salmão, assim como meu vestido. Os poucos convidados estavam de pé, descalços na areia e seguravam flores formando um pequeno corredor. Mais a frente estava o altar, feito com um imenso arco de flores e ao lado dele estava Edward, o detalhe mais lindo de tudo ali.

Nossos olhos finalmente se encontraram e foi como se todo o resto deixasse de existir. Eu já não estava mais nervosa, ansiosa ou apavorada. Edward – embora inquieto – transbordava paz, calma e serenidade. Ele estava vestido casualmente, lindo em sua calça folgada branca e sua blusa de manga comprida também branca e folgada esvoaçando com o vento, com seu rosto divino e seu sorriso que estremecia até a minha alma. Mesmo em roupas comuns, era impossível não reconhecê-lo como um príncipe e tudo que eu queria era poder andar mais depressa e acabar com a distância que me separava dele.

Quando papai me entregou a Edward, ele segurou minha mão com delicadeza e beijou-a, percebi que tremia ligeiramente.

–Você está linda – Sussurrou para mim.

–Você também – Sussurrei de volta.

Ficamos frente a frente no altar. Não ouvi muita coisa do sermão do juiz. Todos os meus sentidos estavam ocupados com Edward, eu não conseguia parar de encarar seus incríveis olhos verdes como o mar ao nosso redor, sentir seu perfume, ouvir sua respiração suave e sentir sua mão macia segurando a minha.

Quando o juiz nos fez a famosa pergunta, apenas respondi um “sim” baixo, minha voz há muito estava desaparecida e Edward parecia tão emocionado quanto eu. Nós trocamos as alianças e então, quando ouvi “vos declaro marido e mulher” e me foi permitido beijá-lo, lancei-me em seus braços, selando assim nossa união.

–Eu te amo – sussurrei enquanto o beijava ao som de várias palmas.

–Eu também te amo – Ele sussurrou de volta me pegando no colo.

Finalmente ele era meu e eu era dele... Para sempre.

[...]

Eu andava de um lado para outro dentro do imenso banheiro. Tinha plena consciência de que estava demorando mais do que deveria lá dentro, mas eu simplesmente estava surtando. Minha noite de núpcias mal havia começado e eu já arruinava tudo.

Sentei-me no vaso e enterrei o rosto nas mãos.

–Que droga – Murmurei com raiva.

Edward havia me dito que eu podia levar o tempo que precisasse, mas eu tinha certeza de que àquela hora ele já estava a ponto de arrombar a porta e me tirar de lá a força. Eu queria ser forte o suficiente para sair daquele maldito banheiro e ir ter minha primeira vez com meu marido como acontece com qualquer casal normal. Entretanto eu estava travada. Só de pensar que assim que eu saísse eu perderia minha virgindade entrava em pânico.

Com raiva me coloquei de pé e me olhei no espelho da pia. Eu já havia me banhado, meu rosto já estava livre da maquiagem, meu corpo hidratado e perfumado por óleo de massagem e eu vestia uma confortável e bonita camisola de seda, não faltava mais nada... Apenas a minha coragem.

Mentalmente fiz uma lista de razões para não deixar Edward esperando.

1- Ele era meu marido.

2- Ele havia me dado o casamento dos sonhos.

3- Ele dera um jeito de ficarmos sozinhos numa ilha particular paradisíaca.

4- Ele era meu príncipe encantado.

5- Nós nos amávamos.

6- Ele era homem e queria sexo.

–Bella – Ele chamou batendo na porta – Está tudo bem, amor?

–S-Sim – Respondi gaguejando – Já estou saindo.

–Ok – Ouvi seu riso baixo e o som de seus passos se afastando.

Respirei fundo munindo-me de coragem e então sai do banheiro. O quarto estava parcialmente iluminado por uma luz amarelada de alguns abajures e velas e uma música suava tocava baixinho. Ele preparara tudo para mim e eu escondia dentro do banheiro... Era mesmo uma tola.

Olhei ao redor e não o vi em lugar algum do quarto, será que havia desistido? Foi então que percebi a porta da varanda aberta. Devagar caminhei até lá e quase perdi o fôlego quando vi Edward parado de costas, segurando no parapeito, sem camisa fitando as ondas brancas que se quebravam no mar. A luz da lua causava um efeito extraordinário em sua pele... Era beleza demais para uma pessoa só. No mesmo instante meu peito se inundou de amor, paixão e desejo.

Silenciosamente caminhei até ele e o abracei por trás, pousando meu rosto em suas costas, seu perfume e seu calor me causando arrepios.

–Você está mesmo bem? – Perguntou acariciando minhas mãos.

–Sim, muito bem – Suspirei.

–Fico feliz – Ele se virou para mim, me olhou nos olhos e sorriu – Minha esposa... Gosto como isso soa.

–Também gosto de dizer “meu marido”.

–Você é tão linda – Acariciou meu rosto, fechei os olhos para saborear a sensação – Eu te amo tanto...

–Também te amo.

Tomada pelo desejo ardente queimando dentro de mim e sem refrear meus atos me enlacei em seu pescoço e o beijei. Edward me correspondeu com a mesma urgência, pegou-me nos braços e me levou de volta para o quarto, senti a maciez do colchão nas minhas costas e em seguida o corpo de Edward sobre o meu.

Sua boca descolou da minha e foi para meu pescoço, descendo pelo colo, suas mãos acariciavam minhas pernas, minha cintura. Meu corpo inteiro inflamava, clamando pelo dele. Já não havia mais temor, tudo que eu queria era ser dele por completo. Não sei em que momento nos livrados das poucas roupas que vestíamos, só sei que logo nossos corpos nus se tocavam de forma que nunca haviam se tocado antes e era uma sensação indescritível. Eu já não ouvia mais a música, apenas o som descompassado de nossa respiração que a cada instante se intensificava mais.

E então quando Edward me fez mulher, houve uma mistura gostosa de dor e prazer. Movíamos-nos no mesmo ritmo, sentindo uma incrivel satisfação crescente e desejando cada vez mais nos unir em um só até que chegamos ao ápice, explodindo num glorioso orgasmo, que para mim até então era desconhecido.

–Nossa – Exclamou deitando-se ao meu lado. – Isso foi incrivel.

–Foi demais – Concordei arfando.

Meu corpo inteiro se contraía em pequenos espasmos ao mesmo tempo em que relaxava.

–E foi só o começo, vai ficar ainda melhor. É como dizem, dá prática à perfeição.

Ele riu.

–Poxa se ficar melhor que isso... Uau.

–Foi um prazer satisfazê-la, alteza – Brincou.

–Não acredito que perdi todo aquele tempo no banheiro – Balancei a cabeça me sentindo estúpida.

–Era sua primeira vez, amor. É normal ficar nervosa.

–Pois é – Sorri travessa – Mas, agora não estou mais nervosa.

–Ah, não? – Arqueou a sobrancelha.

–Nem um pouco e quero compensar todo o tempo perdido.

–É? – Ele mordeu o lábio, incrivelmente sexy.

–Uhum – Subi em cima dele e me abaixei para beijá-lo – Vamos fazer de novo.

[...]

Anos depois, Edward e eu continuávamos praticando para chegar à perfeição e sempre que nos aproximávamos dela, voltávamos para o inicio só para começar tudo novamente.

Às vezes eu não conseguia acreditar no quanto minha vida havia mudado. De uma simples garota da Califórnia me tornei a princesa de Mônaco, casada com o homem mais incrivel do universo e criando os dois filhos mais lindos do mundo... Parecia um sonho.

O mais legal de tudo era que não fui a única que conseguiu o “conto de fadas”. Ângela e Albert acabaram se apaixonando. Tanya se tornou uma modelo muito famosa por toda a Europa e estava vivendo a vida de celebridade que tanto sonhou. Mamãe e papai continuaram vivendo na casa de campo na Califórnia, Rosalie e Emmett se casaram também e tiveram uma filha linda. Alice e Jasper ainda não se assumiram publicamente, mas tenho quase certeza que isso não vai demorar mais já que Esme já sabe e não se opõe. Ah. Fiquei sabendo que Edward Cullen ficou muito famoso depois que descobriram sua relação com o príncipe de Mônaco. É... Parece que as coisas deram certo para todo mundo.

–O que faz aqui? – Edward me perguntou sentando-se ao meu lado na areia.

–Apenas contemplando o mar e relembrando do dia do nosso casamento. Foi tão lindo.

–Sim, foi mesmo.

–Você realizou todos os meus sonhos.

–E você os meus – Ele apontou para os nossos filhos que brincavam atrás de nós.

Suspirei e deitei a cabeça em seu ombro.

–Nossas férias estão acabando – Resmunguei fazendo biquinho.

–Por isso temos que aproveitar os últimos dias – Respondeu beijando minha cabeça.

–Fico pensando no que teria sido de nós se Tanya não tivesse tido aquela ideia maluca.

–Eu nem gosto de imaginar minha vida sem você – Ele se levantou me levando junto, segurou meu rosto nas mãos– Eu amo você, minha ex-freira.

–E eu amo você, meu ex-prostituto.

Nós sorrimos com a piada implícita e nos beijamos apaixonadamente com a alegria de saber que assim como todo conto de fadas nós tínhamos o nosso “felizes para sempre”.

Notas finais
Muito obrigada por terem me acompanhado nessa aventura. Sentirei muita falta dos nossos pombinhos e de vocês também. Espero sinceramente que tenham gostado. Um beijo grande a todos vocês e nos vemos numa próxima, muito obrigada por tudo. Até mais s2