A Freira e o Prostituto

9 Capítulo 8 - Boate? Dança? Beijo? Oh my God!


Notas iniciais
oiiii amores mais um capitulo para vocês. O nome por si só já diz muita coisa né? Então aproveitem sem moderação e boa leitura o/
Ps: Gente a musica do capitulo é essa aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=pa14VNsdSYM&feature=relmfu
aviso a hora de colocar pra tocar... Bjks

Sem dúvidas eu havia me arrependido de ter aceitado aquela maluquice. Onde já se viu? Uma futura serva do senhor metida num lugar profano lotado de gente pecadora? Desde que eu aceitara aquela ideia absurda de contratar um garoto de programa minha vida tornou-se complicada por demais!

A única boate da cidade tomava o espaço do que poderia ser uma bela catedral. Era enorme e bem estruturada porém não era nada afeiçoada aos meus olhos, pelo contrário aquele lugar me dava arrepios. O casarão era feito em pedra maciça negra e rudimentar. Lembrava muito um daqueles castelos em que o conde Drácula mora nos filmes. O nome era o que mais me assustava: Pandemônio. Para quem não sabe pandemônio é a capital imaginária do inferno. Isso mesmo, eu estava adentrando no principal lugar da residência de satanás. É claro que no sentido figurativo, mas e daí? Pandemônio também estava relacionado com promoção de desordem, prática do mal, confusão, local onde ninguém se entende, briga balbúrdia! Tudo de ruim se manifestava ali.

Havíamos chegado há vinte minutos, mas a fila para comprar os ingressos estava dobrando a esquina será que toda a cidade resolvera sair para dançar naquela noite? Nosso pequeno grupo ficou parado em frente ao casarão todos muito bem animados por sinal exceto eu que não parava de imaginar o quanto lá dentro devia estar sinistro devido a musica alta atordoante que vinha de lá. Tanya se oferecera para comprar os ingressos e se meteu no meio da fila enquanto nós a aguardávamos. Tentei ir embora umas dez vezes, mas eles sempre me impediam. Agarrei a mão de Pablito que parecia ser o único a se importar com minhas vontades e permaneci ali sendo confortada por ele até minha amiga Judas voltar toda animada com os bilhetes nas mãos.

-Prontinho – Ela disse saltitante entregando-os para cada um.

-Vai ser muito divertido – Jessica falou – Olha quanta gente.

-Tem certeza que não podemos ir embora? – Perguntei aflita.

-Nem pensar – Ela balançou a cabeça – Edward! Dá um jeito na tua mulher ela parece tão desconfortável.

Ele deu uma risadinha baixa e me olhou de modo persuasivo. O que ela queria dizer com “Dá um jeito na tua mulher?” Se isso incluía as coisas profanas que com certeza todos eles iriam fazer eu estava fora sem dúvidas.

-Acalme-se amor – Ele disse e veio para o meu lado abraçando minha cintura dando um sutil empurrão em Pablito, pera ai... ele me chamou de amor? O que aconteceu com o meu apelido irritante?

Enquanto fiquei indagando comigo mesma Edward me arrastou para a entrada e quando dei por mim já estava na fila a poucos instantes de entrar no Pandemônio.

-Não quero fazer isso – Murmurei para ele.

-Vai ficar tudo bem – Ele disse em meu ouvido – Prometo que ficaremos menos de dez minutos e te levo para casa.

-Promete? – Perguntei sentindo minhas mãos suarem.

-Prometo, confia em mim?

Ele perguntou de uma forma tão terna que acabei me questionando se aquele era o mesmo Edward que atormentava minha vida, fiquei tão pasma com o seu tom de voz carinhoso que nem tive voz para responder, apenas assenti e ele sorriu ternamente.

-Entradas, por favor – O segurança falou despertando-me dos pensamentos.

-Aqui – Edward entregou o dele.

-E você mocinha? – O segurança me perguntou impaciente. Abri a mão e lhe entreguei o meu bilhete completamente amassado e molhado pelo suor. Ele me encarou com uma cara de “Tá de brincadeira comigo?”

-Desculpe – Falei dando de ombros.

-Vão podem entrar – Ele disse nos dando passagem.

Dentro da boate era um verdadeiro... Caos. Várias luzes de vários tons do vermelho iluminavam o lugar, um vento quentinho soprava aos nossos pés e uma fumaça de gelo seco cobria nossos tornozelos. Lembrava muito um vulcão, isso mesmo parecia que estávamos dentro de um vulcão.

-Legal não é? – Edward me disse animado – Já fui em muitas boates, mas nenhuma se compara a esta. Notou que a ideia era nos dar a impressão de estar dentro do inferno?

Inferno? Não era um vulcão? Ah meu Deus onde fui me meter? Sem querer acabei apertando a cintura de Edward apavorada. Ele me olhou um tanto surpreso e depois preocupado.

-Desculpe... Sei que é um ambiente inapropriado para você. Eu não devia ter falado em... Inferno. Isso é tipo um tabu pra vocês da igreja não é? Esse lance de demônios, trevas, satã e etc...

-Jura? – Falei rolando os olhos, mesmo tentando se desculpar ele sempre metia os pés pelas mãos. Acabei sorrindo – Cadê o resto do povo?

-Se enfiaram por ai. Você quer ir embora? Podemos despistá-los.

-Não – Suspirei – Eles notarão nossa falta. É melhor ficarmos um pouco e depois irmos embora.

-Você quem manda.

-O que fazemos agora?

-Como assim?

-Você conhece esse lance de boate, mulheres vadias e musica chata. Então me diga o que fazemos dentro de uma boate?

-Isso foi uma ofensa? – Ele perguntou me encarando.

-Entenda como quiser – Falei dando de ombros.

-Pessoas normais dançam, bebem e transam nos banheiros. Porém não faço ideia do que pessoas como você fazem aqui. Rezam pelos nossos pecados? Ou tentam evangelizar? Tipo aquilo que as testemunhas de Jeová fazem aos domingos?

-Você é um estúpido sabia? – Respondi, mas não pude evitar uma risada.

-Agora é serio. Eu prometi que você ficaria bem e vou cumprir minha promessa. Primeiro vamos procurar um lugar mais afastado em que você possa sentar e depois veremos o que faço.

-Ta bem.

Edward segurou minha mão e caminhou comigo pelos cantinhos livres. A boate era enorme, mas mesmo assim não acomodava devidamente a grande massa de pessoas que se aglomeravam por ali. Por fim conseguimos achar uma mesa com algumas cadeiras perto do bar. Todos os meus “amigos” e “familiares” estavam lá já enchendo a cara. Edward puxou a cadeira para mim num gesto cavalherístico e assim sentei-me. Em seguida ele puxou uma para si e sentou-se também.

-Não vai beber? – perguntei gesticulando para o bar.

-Sou responsável por você esqueceu?

-Pode se divertir acho que não deve ficar bancando minha babá a noite inteira.

-Estou bem assim.

-Você quem sabe – Dei de ombros.

Ficamos em silencio. Pelo menos eu fiquei já que Edward começara a acompanhar a musica que tocava. Fiquei analisando-o por um momento enquanto seus lábios se moviam de acordo com a letra da musica, alguma coisa sobre viver a vida loucamente. Até que ele era bonito, tinha feições muito bem feitas e olhos profundamente sinceros.

-O que foi? – Ele perguntou arqueando a sobrancelha só então me dei conta de que estava olhando-o a mais tempo do que era necessário.

-Nada – Falei desviando o olhar.

-Sei... – Ele sorriu.

-O que é? – Perguntei irritada – O que está pensando?

-Que você está flertando comigo.

-O que? – Gargalhei – Não seja pretensioso eu não estava flertando com você.

-Mas, deveria. Seus amigos vão perceber que somos o casal mais frio da festa e olha que devido ao ambiente deveríamos estar em combustão.

-Como assim?

-Olhe ao seu redor.

Fiz como ele dissera e corri os olhos pelo casarão. Havia vários casais por todos os cantos, todos eles bastante íntimos, beijando-se, dançando juntos, abraçados ou trocando confidencias. Totalmente oposto do que Edward e eu fazíamos.

-Não está pensando que vamos ficar assim não é?

-Claro que não – Ele suspirou – Sei que esse teatro tem um limite.

-Ainda bem.

Voltamos a ficar em silencio e aquilo estava tornando-se constrangedor. Edward e eu trocávamos alguns olhares, mas desviávamos imediatamente... O que estava acontecendo conosco? De repente a boate pareceu sufocar-me, eu estava sentindo-me claustrofóbica.

-Quer beber alguma coisa? Um suco ou refrigerante? – Edward perguntou e assenti rapidamente.

Ele se levantou apressado e caminhou até o bar. Então percebi que algumas pessoas que passavam pela nossa mesa me olhava de um jeito esquisito. Claro, eu estava totalmente diferente deles, era uma completa estranha na visão deles. Alguns minutos passados que Edward havia saído três homens se aproximaram de mim olhando-me de maneira questionadora.

-Está perdida docinho? – Um deles falou.

-Não – Respondi procurando por Edward onde ele havia se metido?

-Podemos lhe fazer companhia? – Ele perguntou puxando uma cadeira.

-Nem pense nisso – Falei encarando-o com raiva ele levantou as mãos.

-Ora, como ela é raivosa. Eu adoro mulher assim!

-Pois vá procurar em outro lugar seu brutamontes!

-Ela está bem nervosinha – O outro falou enquanto fumava um cigarro.

-Bella – Ouvi a voz de Pablito enquanto ele se aproximava – Ai mona até que enfim te encontrei.

Os homens o olharam com deboche. Pablito colocou a mão no peito e me olhou receoso.

-O que desejam aqui cavalheiros? – Ele perguntou engolindo em seco.

-Nada que interesse a você fadinha – Um deles respondeu arrancando uma gargalhada dos outros.

-Se vocês não saírem daqui agora...

-Vai fazer o que? Jogar purpurina na gente? – O mais baixo falou.

-O que está acontecendo aqui?

Eles olharam para trás e logo Edward surgiu se colocando entre eles e Pablito. Ele era muito mais alto do que os três e bem mais forte também.

-Estávamos dialogando com a moça até essa... Outra moça aparecer e estragar tudo.

-Eles estavam incomodando a Bella – Pablito falou se encostando ainda mais em mim.

-Vocês não tem nada melhor para fazer não? – Edward perguntou e eles se entre olharam.

-Não se meta nisso cara.

-Vocês estavam incomodando a minha noiva e o amigo dela. Então vou me meter sim.

-Sua noiva? – O homem arregalou os olhos – Eu podia jurar que ela era uma beata!

Num movimento rápido Edward seguro-o pela gola da camiseta levantando-o parcialmente do chão.

-Me dê um bom motivo para não quebrar a sua cara agora – Ele disse calmamente.

-Foi mau cara... A gente já vai embora!

-Qual é Rafael, não vai chorar feito uma mocinha agora não né?

-Cala a boca Leonardo não se meta nisso! – Ele respondeu engolindo em seco.

-Esperei ai – Edward gargalhou e soltou o homem jogando-o para cima dos outros dois – Deixe-me adivinhar. Você se chama Rafael, você Leonardo e você? – Ele perguntou ao outro.

-Mike.

-Hmm – Edward alisou o maxilar – O nome não o apelido.

-Miche... Michelangelo – Ele disse quase num sussurro.

-Quem são vocês? – Edward perguntou – As tartarugas ninjas?

Pablito e eu explodimos numa gargalhada e os homens apertaram as mãos em punhos bufando de raiva.

-Escuta aqui seu idiota – O tal Leonardo falou – Não temos culpa se nossa mãe era uma fã da série!

-Vocês são ridículos. Nem vale a pena me exaltar... Saiam daqui vão.

-Podemos até ir, mas vou acabar com a raça desse boiola ai – Leonardo gritou apontando para Pablito.

-E por quê? – Edward perguntou cruzando os braços.

-Não gosto de afeminados! São uma aberração da natureza!

-Deixe isso para lá Leo, vamos embora – Rafael falou puxando o irmão, mas ele se soltou bruscamente.

-Só saio daqui quando acabar com a raça dele!

-Deixe-o falar – Edward disse – Vocês sabem o verdadeiro motivo de ele ter tanto ódio de homossexuais?

-E existe motivo? – Leonardo falou rindo sarcástico.

-É claro que existe. A verdade é que você também é um...

-O- O que? – Ele gargalhou – Ficou maluco? Eu odeio gays!

-Por que você não consegue se assumir como eles! – Edward disse fazendo o homem engolir em seco – Daqui alguns anos você vai se casar com uma mulher para provar ao mundo que é macho, depois vai viver bebendo e batendo nela porque é covarde o suficiente para descontar no mundo a sua infelicidade de não se assumir!

-Idiota! Não sabe o que está falando!

-Vamos embora daqui Leo – o irmão o puxou e dessa vez ele não resistiu logo os todos os três já não estavam mais ali.

-Nossa senhora da bicicletinha da-me equilíbrio – Pablito disse se abanando – Edward o que foi aquilo? Como sabia que ele era gay? Você tem algum tipo de dom que enxerga a alma das pessoas?

-Quem dera – Ele gargalhou – Eu já o tinha visto assim que entrei na boate. Ele estava de olho num cara. Essas coisas são perceptíveis. Desculpe decepcioná-lo.

Acabamos gargalhando e logo esquecemos do incidente ocorrido. Edward era realmente uma pessoa incrível.

-Obrigada por ter me defendido – Pablito disse – Serei eternamente grata.

-Tudo bem – Edward disse sorrindo.

-Agora se me derem licença vou beber um pouco pois estou louca para extravasar.

Pablito saiu rebolando em direção ao bar arrancando uma gargalhada minha e de Edward. Então nossos olhares se cruzaram novamente daquele jeito constrangedor e logo o desviamos.

-Acho que você deve ir se divertir um pouco – Falei sem olhá-lo – Vá dançar eu ficarei bem.

-Tem certeza? – Ele perguntou e segurou minha mão – Os tartarugas ninjas podem voltar.

-Depois da humilhação publica eu duvido. Pode ir vá – Retirei minha mão sutilmente.

-Não vou deixá-la sozinha.

-Vou ficar bem não se preocupe e também notei que... Aquela mulher ali está de olho em você desde que chegamos – Apontei para a ruiva que enrolava uma mecha do cabelo entre os dedos encarando Edward.

-Ela não é nem um pouco discreta – Ele disse sorrindo.

-chame-a para dançar – Falei dando de ombros – Se divirta um pouco.

-Isso é sério? – Ele me olhou confuso – Não sei se notou, mas seus parentes e amigos estão aqui acho que eles vão me chacinar se acharem que estou te colocando chifres.

-Relaxa – Sorri – Eles estão muito bêbados para notar.

-Você acha mesmo?

-Tenho certeza. Vá se divertir.

-Tudo bem, mas volto num instante.

Edward se levantou e caminhou até a mesa em que a ruiva estava sentada. Ela praticamente voou nos braços dele. Como um bom cavalheiro que era ele a segurou pela mão conduzindo-a até a pista de dança. Não sei por que motivo, mas fiquei olhando-os incansavelmente.

Musica: Only Girl (In the world) Rihanna

http://www.youtube.com/watch?v=pa14VNsdSYM&feature=relmfu

A musica mudou e eles começaram a dançar. A ruiva virou-se de costas para ele e rebolou indo até o chão, em seguida virou-se e colocou as mãos dele em sua cintura e rebolou. Edward movia-se com graça e parecia estar enfeitiçado pela demônia ruiva. Uma raiva imensa me invadiu assim que ela o enlaçou pelo pescoço de forma provocativa. Espera ai... Por que eu sentia tanta raiva? Meu sangue ferveu e me arrependi imediatamente de tê-lo mandado ir se divertir. Pensei que ele não levaria a sério, mas pelo visto estava muito empolgado. Olhei para minha mesa e notei que havia um copo de refrigerante e outro de vodka. Não sei se foi o clima, o ambiente ou o pandemônio em si que me fez tomar aquela atitude. Deixei o refrigerante de lado e peguei o copo de vodka sem pensar duas vezes tomei de uma vez sentindo o liquido queimando em minha garganta. Eu nunca havia bebido algo tão forte na vida e imediatamente me senti um pouco zonza. A partir de então meus atos ficaram fora de controle. Levantei-me e fui até o bar, bebi mais um cinco copos e então voltei para a mesa. Os dois estavam ainda mais envolvidos, estavam quase transando na pista de dança. Eu já não era dona das minhas próprias atitudes e meu corpo guiou-se sozinho para a pista de dança. Com uma graça que nem eu mesma sabia que possuía comecei a dançar próxima a eles. Edward largou a mulher no mesmo instante e me encarou apavorado. Sorri e então dancei de uma forma ainda mais sexy. Ele segurou meu pulso prestes a tirar-me dali, mas então eu o puxei e comecei a dançar para ele. O susto deve tê-lo deixado imóvel já que congelou no mesmo instante. Então colei meu corpo ao dele puxei-o pela nuca de lhe dei um beijo que foi correspondido com a mesma intensidade...

Continua no próximo capitulo...

Notas finais
hauhauah sei que estão querendo me matar, mas eu precisava de um suspense. Prometo que posto o próximo logo ok? Só pra atiçar ainda mais a curiosidade de vocês deem uma olhadinha nessa prévia:
"Separei meus lábios dos dele e encarei seus olhos verdes havia um brilho de surpresa e confusão...
-Prostituto idiota - Falei arfando.
-Freira insuportável! - Ele respondeu puxando minha cintura.
Voltamos a colar nossos lábios em um beijo desesperado..."
Bjs até o próximo o/