A Força da União - Parte 2
5 A Física das Três Palavras
Notas iniciais
Preferiu acreditar nessa garota do que em mim, sua melhor amiga!
Você está exageran... pausou Então é isso!
Isso o que?
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A Petra tem os cabelos loiros e lindos, os olhos perfeitos e uma simpatia incrível. Ela pode ser tão popular quanto você, é disso que esta com medo, não é?
O que? Você acha que eu estou com inveja dela? Que absurdo! Ela mentiu, é por isso que tenho raiva.
De uma chance a ela, a Petra é divertida.
Ai meu Deus! Angelina levou as mãos à cabeça Eu dei uma chance a ela, mas ela provou ser uma cobra com rosto de boneca!
Não fale assim dela! Sarah fixou um olhar sério e ríspido Se você tem inveja da Petra, o problema é seu! Ela é minha amiga e eu irei defendê-la diante de seus insultos falsos!
É nisso mesmo que acredita? Quero ver se serão tão amiguinhas quando ela roubar seu namorado! Angelina deu as costas e saiu.
Cala a boca! gritou Sarah vendo-a se afastar.
Sarah, está tudo bem? perguntou Petra levantando e indo até ela.
Parece que a Angelina pode levar mais tempo do que eu pensei pra lhe pedir desculpas.
Não tem problema, as coisas acontecem no tempo certo. a garota abriu um largo sorriso inocente.
Embora Sarah ainda estivesse um tanto confusa com a situação, não conseguia imaginar essa menina tão fofa e gentil sendo hipócrita.
Enquanto isso, Angelina corria pelos corredores dá escola segurando as lágrimas, quando trombou em um rapaz e caiu no chão.
Angelina, o que aconteceu?
Ao olhar para cima ela viu Nicholas com a mão estendida, oferecendo ajuda. Mas ela apenas ergueu-se sozinha, ignorando-o.
Nada. respondeu limpando o calção com as mãos.
Você anda meio estranha ultimamente, quase nem fala comigo. Foi por causa do que aconteceu aquele dia? Você sabe que eu não tive culpa, aquela garota veio pra cima de mim!
Eu sei. ela não o encarou uma vez sequer, apenas seguia os olhos perdidos pelo chão.
E então? perguntou arqueando as sobrancelhas.
Não aconteceu nada.
Você não me engana, mocinha. indagou tocando a ponta dos dedos no queixo dela.
Não aconteceu nada! ela imediatamente deu um tapa brusco com o dorso na mão nos dedos dele Nada! apertou os punhos e saiu caminhando pressionando fortemente os pés contra o chão.
Ei! ele caminhou rápido ao lado dela Desculpa, tudo bem se não quiser me contar, mas não precisar me tratar dessa forma.
Ela direcionou-se as escadas, caminhou para o andar de cima, e Nicholas continuou a seguindo.
Ela parou em um degrau e virou-se para ele.
Não venha atrás de mim!
O que pode estar havendo com você?!
Nada, Nicholas!
Desculpe, vou respeitar a sua privacidade. Eu só estou preocupado, sinto muito, você não é obrigada a me contar tudo, mas não pode impedir-me de me preocupar, eu te amo.
Aquelas últimas palavras foram um choque no coração de Angelina, ela arregalou os olhos e seu corpo começou a tremer por inteiro, então ela despencou sobre Nicholas. Ele a envolveu em seus braços, protegendo-a, fazendo-a se sentir segura. Ela recostou as mãos e o rosto no peito dele, conseguia até mesmo escutar seu coração. Seus olhos fechados visualizaram a imagem de Sarah, ela se perguntava Por que Sarah está contra mim? Ela é minha melhor amiga, então porque prefere acreditar naquela garota?, e tudo o que conseguia era uma grande pergunta sem resposta.
Nick, desculpa! Eu não deveria ter...
Não se desculpe, está tudo bem. ela desencostou o rosto do peito dele e o fitou Eu estarei sempre com você! o mesmo tocou o rosto de Angelina e aproximou-se, encostando sua testa na dela, e sorriu de olhos fechados.
...
Mira e Harry andavam lado a lado, a relação entre eles ainda não estava muito bem definida.
Eu tenho um presente pra você, mas não posso entregar aqui. começou a morena de cabelos enormes.
Pelo o que eu conheço sobre convivência humana, é indelicado não presentear alguém de volta, e eu não comprei nada pra você.
Tudo bem, eu sei que te peguei de surpresa.
É, um pouco. Quando você começou a sorrir discretamente e a mexer nos dedos, logo após sairmos da biblioteca, eu senti que você tinha algo a me dizer. Harry falava sem nenhum sentimento em suas palavras, impassível, como se nada lhe interessasse.
O que era considerado frio e insensível pelos demais, era visto por Mira como personalidade, pois Harry não era hipócrita e muito menos duas caras, aquela era sua forma de ser, ele não fingia para os outros, independente do que falassem ou fizessem, ele continuava da mesma forma, assim que ele era.
Pois bem, você poderia ir à minha casa hoje?
Sinto muito, terei que negar a sua oferta. respondeu arrumando os óculos com o dedo indicador Não sei se mencionei, mas a quatro dias estou empenhando-me em alguns cálculos de Física, e hoje estou prestes a chegar a uma conclusão.
Ah sim, você me disse. Deve ser complicado ter um pai que é físico teórico e uma mãe que é biofísica.
Eu estaria mentindo se dissesse que não, afinal, eles exigem muito de mim, querem que eu siga na Física como eles. Mas não afirmo que estão errados, na verdade eu acho que estão desempenhando muito bem o papel de criar um filho. A humanidade deve evoluir a cada geração, então, eu devo ter mais conhecimentos que meus pais, pois eles tiveram mais conhecimentos que meus avós.
Essa é uma boa forma de pensar, mas será bem difícil ser mais inteligente do que seus pais.
Difícil não quer dizer impossível! Eles são físicos renomados que trabalham em ótimos laboratórios, dedicaram grande parte de suas vidas em cálculos e pesquisas, mas se eu estudar o dobro e me dedicar ainda mais, posso superá-los.
Mira pensou em acrescentar alguma coisa, mas havia sentido que Harry estava diferente, falara com mais seriedade do que de costume. Ela não compreendia essa necessidade que Harry tinha de superar os pais e tornar-se alguém muito mais inteligente que a maioria, ele valorizava os estudos mais do que tudo, e isso estava se tornando assustador.
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