A Force Called Love
29 What the hell?!
Notas iniciais
Desculpem-me se demorei e.e'
BOOOM, aqui está
Espero que gostem (:
AAAAAAAAAAAAH MEU DEUS CHRIS, obrigada pela recomendação linda ♥ Amei!! Mil beijos em ti ♥
Enjoy.
POV'S JESS
Entrei na escola no outro dia meio zumbi. Não havia dormido nada depois que o Guto me levou pra casa dele. Já devem imaginar o porquê. Esfreguei o rosto, em uma vã tentativa de parecer menos uma múmia. Eu nunca passava maquiagem, mas depois de me ver no espelho naquela manhã, quis mais que nunca ter uma base para passar nas olheiras.
Enfim, como não tinha jeito, fui para a escola assim mesmo, e até foi melhor, porque com o tanto de esfregões que eu dava nos olhos, a maquiagem borraria toda.
Guto havia me levado para a escola, mas já estava em aula. O horário dele era diferente do meu nas segundas. Sentei no banco do corredor, pois meu primeiro período era livre e fitei o celular em minhas mãos.
Minha mãe comentara a foto que postei com Guto.
“Que casal lindo!! Totalmente a favor!!”. Minha mãe sabia o porquê de eu ter terminado com o Nate. Agora, ela o abominava totalmente, mas ainda era amiga da mãe dele. Sorri de leve. Meus pais eram muito compreensivos. Nate era muito protetor. Ele quase matou Nate quando descobriu o que ele fizera. Mas eu não deixei. Nem uma surra aquele idiota merecia.
- Seu celular deve estar muito interessante. — Ergui o rosto para o ruivo em minha frente.
- Oi, Mike. — Ele beijou minha testa e sentou do meu lado.
- Como foi a noite de ontem? — Sorri.
- O Guto me pediu em namoro. — Ele sorriu de orelha a orelha.
- Que demais, Jess!! — Ele parecia bem feliz pro meu gosto.
- E o senhor, o que andou fazendo? — Ele quis disfarçar, mas como um bom ruivo, seu rosto ficou totalmente vermelho, denunciando-o.
- Ontem eu fui em uma boate. Meio que para esquecer dos problemas. Mas antes mesmo de dar um gole na minha Jack Daniel's, vi a Julie dançando. E, porra, ela consegue ficar mais gostosa ainda bêbada. Mas aí um cara começou a dançar com ela, e... — Ele balançou a cabeça, tentando afastar as lembranças. — Só sei que ela gritou “me solta” e ele não obedeceu. Aí eu esqueci o bom senso e arranquei o cara de cima dela. Fomos pro lado de fora. Ela estava muito bêbada, e eu só conseguia pensar no tanto que eu queria agarrá-la. Então ela começou a me xingar e eu a beijei.
- AÊ GAROTO! – Digo, fazendo um hi-five com ele. – Beijar a Julie podre de bêbada não deve ser essas maravilhas, mas parabéns, alcançou um novo nível de atitude. – Ele mexeu no cabelo.
- É, só que ela estava bêbada. Não sei se lembra de algo.
- Pode ter certeza que sim. A Julie é louca, mas não o suficiente para esquecer que beijou alguém. Principalmente se o alguém for você. – Ele sorriu de lado, corando de novo, e eu baguncei seu cabelo. – Fofo.
- Tá, tá. – Riu. – Ei, sabe o que eu estava pensando antes de te ver aqui, com cara de sono?
- No quê?
- Está na hora de você aprender uma das coisas mais importantes da vida.
- Hmm a paz interior? – Ele riu alto.
- Nem de longe. A dirigir um carro de verdade, honey. Um carro de verdade. – Arregalei os olhos para ele.
- Jura?
- Sim.
- Não é mais uma pegadinha sua? – Ele meneou com a cabeça.
- Não. – Alarguei o sorriso e o envolvi com os braços, apertando-o.
- MEU DEUS MEU DEUS MEU DEUS! OBRIGADA! – O soltei. – Mas espera... como vamos fazer isso sem sermos, sabe, presos? Eu não tenho carteira.
- Fácil. Meus pais têm um terreno que usavam para guardar carros. – Mike, sempre modesto, exibindo que sua família tinha mais de sete carros. – Depois de um tempo, eu pensei: “ei, por que não tranformamos isso em uma pista de corrida?”, e eles aprovaram a ideia. É longe, os policiais nunca vão lá. E é como se fosse uma fazenda.
- Eu vou dirigir em um dos carros caríssimos dos seus pais em uma pista de corrida de verdade? – Falei, com um sorriso bobo, totalmente incrédula. Ele assentiu, sorrindo de lado.
- Você vai dirigir um de 450 cavalos, baby. – Dei um gritinho de animação e o abracei de novo.
- Eu te amo! – Ele riu.
- Ei, quem ama quem aqui? – Diz uma voz que não é a do Mike.
- Ela me ama. – Diz o ruivo, com o rosto vermelho de tanto eu o apertar.
- Huuuum, tô vendo essa zoeira aí, hein? – Dei uma risadinha e plantei um selinho em seus lábios.
- Bobão.
- Por que você o ama? – Diz Guto, se sentando do meu outro lado.
- Ele vai me deixar dirigir um carro dos pais dele!
- Sério?
- Um 450 cavalos!! – Ele riu.
- Quase uma vaqueira. – Brincou. – Ok, espero que se divirtam. Vou aproveitar e tentar evoluir no Mortal Kombat.
- Pra eu não te dar outra surra depois?
- Talvez. – Revirei os olhos e o sinal tocou. – Física. – Murmurei. Dei um beijo na testa de cada um e corri para a aula da professora mais enjoada da escola.
~*~
POV’S JULIE
Eu me sentia estupidamente dolorida. Estupidamente tonta. Ressaca. Tenho horror a essa palavra, e mesmo assim, ela se aplicava à minha situação.
Não fui à aula. Me fariam perguntas demais, perguntas que faziam minha cabeça doer só de pensar em respondê-las.
Ao invés de estudar, fiquei vegetando na cama das cinco e meia da manhã até o meio dia. Não tive sono nem fome. Simplesmente fiquei olhando para o teto, tentando pensar no porquê de eu ser tão idiota.
Bom, a verdade estava clara: eu beijara Mike. Duas vezes. Em uma só noite.
Tudo bem, na primeira, ele me agarrara. Mas eu o beijei da segunda vez. Eu também tinha uma (grande) parcela de culpa.
Fora que eu havia contrariado todos os meus princípios ao (1) ficar bêbada em uma boate e (2) deixar um homem me tocar insinuativamente por um tempo prolongado.
Me sentia fraca, inútil, ridícula, uma folha de papel que o vento levava. Uma folha em branco. Vazia.
- ALMOÇO, JULIE! – Gritou minha mãe. Eu não queria comer. Pela primeira vez na minha vida, a palavra almoço não desencadeou ondas e barulhos pela minha barriga. Só fez com que eu quisesse mais ainda ficar deitada.
- NÃO ESTOU COM FOME! – Gritei de volta.
- VOU DEIXAR UM POUCO NO MICROONDAS. – Avisou. Não respondi. Eu não comeria mesmo. Não sabia nem se levantaria no colchão macio e reconfortante de minha cama de solteiro.
Respirei fundo algumas vezes. Minha garganta estava seca. Doía respirar. Mas a dor me provava que eu estava viva. Aquela ardência na garganta, como se estivessem arranhando-a, me fazia perceber que eu não era um nada. Não era um cadáver. Não era matéria inorgânica. Não ainda.
Como planejado, passei a tarde toda e boa parte da noite na mesma posição. Depois, pegando um pouco de energia restante em meu corpo sub-nutrido, peguei o celular na mesa de cabeceira. Haviauma mensagem de Jess.
[eu e mike estamos longe, em uma espécie de fazenda muito foda onde tem carros como camaros por toda parte. ele vai me deixar dirigir um deles, então sumiremos pelo resto do dia. amo você, tenha um bom dia]
Soltei o celular ao meu lado e fechei os olhos. Durma, durma, durma, durma...
E não sonhe.
~*~
POV’S JESS
Sentir o vento em seu rosto enquanto anda de Chevett, é uma coisa. Agora, sentir o vento frio e úmido em seu rosto enquanto você acelera 200 por hora em um Lamborghini Aventador branco, no estilo conversível Califórnia, é outra coisa, TOTALMENTE diferente. Primeiro: o conforto. No Chevett, você sente cada mola do carro em você. No Lamborghini, você simplesmente deslizava em uma velocidade quase supersônica na pista lisa e impecável dos pais do Mike.
Dei seis voltas antes de me acostumar completamente com a pista, e então pude aproveitar a vista dos campos de grama baixa e vegetação rasteira. A parte “fazenda” do lugar.
Ali era tudo muito bonito, e com aqueles campos, daria para criar muito gado. Sem brincadeira. Toda a população de uma pequena cidade poderia naqueles espaços de terra.
Mike, ao meu lado, cantava junto com o rádio extrapotente do carro “Window Shopper”, 50cent. Ao final da minha décima quarta volta, paramos um pouco para tomar o milkshake que a empregada do pai de Mike fizera.
- Gostou da experiência? – Pergunta ele.
- Cara, esse lugar é incrível. Esse carro é MARAVILHOSO. Você precisa me dar um de aniversário de 18 anos. – Digo, passando a mão no capô branco reluzente. Ele sorriu.
- Claro. – Olhou para os campos limpos e verdes, ficando com um olhar distante.
- O que foi? – Pergunto. Ele deu de ombros.
- Não sei o que fazer.
- Com relação à Julie? – Pergunto, bebendo mais milkshake.
- Eu gosto dela. Gosto muito. Às vezes, sinto como se pudesse morrer por ela.
- Awwwwwwwwwn – Falei, sorrindo.
- Que “awn” o quê? Tá tudo uma merda! Ela gosta de mim, eu sei disso, mas prefere não demonstrar. Seria tudo tão mais fácil se ela falasse: “sim, eu gosto de você”! – Toquei seu braço.
- Conheço a Julie bem o suficiente para dizer que ela não vai dizer isso tão cedo. Ela também tem ego. Orgulho. Você tem que baixar as barreiras dela, não erguer mais algumas.
- Hmm tá, e como eu vou fazer isso agora se ela não vai querer nem que eu olhe pra ela? – Mordisquei o lábio, olhando a pista e pensando.
- Você tem que tentar... conseguir a confiança dela. Mesmo que tenha que fingir que não gosta tanto assim dela.
- Como isso me ajudaria?
- Simples: ela acharia que você não é um tarrado sem noção e você viraria amigo dela, sabendo melhor como quebrar as barreiras entre vocês. – Ele sorriu.
- Você é boa nisso.
- Obrigada. – Meu celular bipou. – É o Guto. – Falei, sorrindo inconscientemente.
[diz pro mike que chega de roubar minha namorada ahbsjha preciso te ver amor]
- Manda ele se foder! – Diz Mike, se espichando para ver a mensagem. – Você é minha também! – Ri.
[ele, educadamente, mandou você se foder]
[aff. quando voltam?]
[já já]
[ok, te amo]
[eu também te amo]
- Melhor a gente ir antes que esse boiola coloque um ovo. – Diz Mike, revirando os olhos.
- Vamos. Pena que não podemos ir de Lamborghini. – Digo, com um biquinho.
- Por que não?
- Porque a políca ia nos parar e eu não tenho carteira. – Ele ficou me olhando. – Porque se a gente fosse com esse carro, óbvio que eu ia dirigir. – Ele revirou os olhos e entramos no carro “normal” dele e fomos para casa.
~*~
POV’S JULIE
No dia seguinte, eu levantei às sete da manhã e saí para caminhar. Precisava esfriar a cabeça. Deixei uma mensagem na geladeira.
Mãe,
Não fui sequestrada. Apenas saí para andar um pouco. Provavelmente ficarei horas fora, acho que vou na Disco’s. Volto de tarde. Beijos.
Julie.
Andei até o centro e parei na frente da loja. Grande, vintage, cheia de dicos, CDs e camisetas de banda. Abrira pouco depois que eu e Guto chegamos à cidade. Era minha loja preferia, assim como da Jess.
“The XX”, The Beatles”, “Red Hot Chili Peppers”, “Kings Of Leon”, “50cent”, “Imagine Dragons”, “Skillet”, tinha tudo quanto é coisa lá.
- Oi, Júlio. – Falei e o balconista de 23 anos sorriu para mim.
- Hey Julie. Algo em mente? – Olhei as prateleiras de CDs e depois as de camisetas e sorri.
- Consigo me virar. Obrigada. – Ele assentiu e voltou a ler uma revista da National Geographic. Peguei um CD do Skillet, Awake. E duas camisetas, uma dos Beatles e outra da Red Hot, pra Jess.
Paguei tudo e fiquei andando no centro. Ainda era uma e meia, não queria voltar tão cedo para casa. Sentei em um banco na frente da catedral e fiquei olhando as pessoas.
A maioria turistas, adolescentes, skatistas. Alguns meninos fizeram uma radiografia minha com os olhos, e deram sorrisos sedutores, aos quais eu respondi mexendo no celular.
O vento era um pouco frio, mas eu não me importei. Estava bem na minha regata, obrigada. Respirei fundo. Não tinha nada mais para fazer, então voltei pra casa.
- Voltei, mãe!
- Fify, que bom! Seu almoço está pronto. Eu tenho que correr pro trabalho. Beijos, fica bem. – Me deu um beijo na testa e saiu. Abri a panela no fogão. Macarronada. Coloquei um pouco no prato e levei para meu quarto.
Snetada na frente do PC, dei uma garfada e engoli. Quase que instantaneamente, corri pro banheiro e vomitei tudo.
Que merda.
Notas finais
O que será que a Julie tem?
Eu amo dramas envolvendo doenças, que merda ashajsbahjsb'
beijos ♥
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