A Force Called Love
15 Pegação parte 2 e surfe legal
Notas iniciais
Sorry pela demora
Lembrem que eu AMO as Nass shippers (ou seja, todas) mas... SEM SPOILER MARI, SEM SPOILER
Espero que gostem e não me matem (;
Beijos
POV’S JESS
Eu tive um pesadelo aquela noite.
Eu já o tivera antes, com um monstro que parecia estar me seguindo.
Mas dessa vez, era na praia, e eu era atraída para a água. Ouvia os gritos do Guto na areia me chamando de volta, mas eu não dei ouvidos e me afoguei. Acordei completamente ofegante e suada. Eu odeio pesadelos.
Fomos para a praia. Como já faziam quase duas semanas que eu estava aprendendo a surfar, já estava pegandos as manhas, e já conseguia pegar umas ondas muito legais. Cheguei perto do Guto e tirei a camiseta, ficando só de biquíni. Ele mordeu o lábio.
– E aí, pronta pra ir pra água?
– Vamos lá. – Surfar é muito bom. Não importa o que digam, liberta a alma. Sei lá. Mas é MUITO legal. Pegamos onda até o almoço, e depois retornamos. Minha mãe foi pra cidade com minhas irmãs e eu fiquei com o Guto. O sol estava quente, então eu não queria sair da água nenhum instante. Então eu a vi se aproximando.
Eu estava bem pro fundo e o Guto mais pra perto da areia. Atrás de mim se erguia a maior onda que eu já havia visto. Remei para conseguir pegá-la, mesmo sabendo que era perigoso. Por quê? Porque eu sou idiota.
– JESS! – Gritou o Guto, olhando assustado para a onda. Nem consegui gritar de volta antes que ela me engolisse. E depois dela vieram outras, que me derrubavam mais para o fundo do mar. Eu havia engolido água, e estava sem ar. Pensei no Nate. Que droga, por que no Nate? Antes de fechar os olhos pensei: “antes da morte, a vida passa em frente aos seus olhos...”
Claro. Tinha que ser ele a minha vida.
POV’S GUTO
Remei até onde ela tinha caído e peguei sua prancha. A onda fora tão pesada que cortara o fio de segurança. Mergulhei e comecei a procurá-la. Quando a encontrei, levei-a até a superfície e percebi que as pranchas estavam muito longe, muito perto da areia já.
Eu estava muito preocupado com aquela doida.
A peguei no colo e fui levando-a para a areia. Ela acordou, cuspindo água.
– Guto? – Eu parei de andar e a olhei. Seus cabelos negros e molhados estavam para trás e sua boca tremia. As gotas de água alojadas na sua clavícula desciam pro... foco, Guto, foco.
– Você tá bem, ok? Tá tudo bem agora. – Ela só sorriu. Eu não conseguia desviar meus olhos da boca dela. Ela era apaixonante. Ela era perfeita. Me aproximei devagar e rocei os lábios nos dela. Olhou nos meus olhos. Eu a puxei mais pra cima e a beijei. O simples toque de seus lábios nos meus fez descer um choque pelo meu corpo. À medida que o beijo foi se aprofundando, ela mexia no meu cabelo e eu a colava mais em mim. Era o beijo perfeito pelo simples fato de ser com ela. E o melhor era sentir ela retribuindo o beijo. As gotas de água salgadas em nossos corpos caíam em nossos lábios, salgando o beijo. Ela beijava muito bem. Segurou as laterais do meu rosto e me beijou com mais vontade. Quando nos separamos, foi por falta de ar, e ficamos nos olhando nos olhos por minutos.
– Vem. – E a levei pra praia.
~*~
POV’S NATE
Caroline andou até mim.
Era difícil resistir à ela naqueles minishorts jeans e naquele top decotado. O corpo dela não era como o da Jess, mas ela mostrava bem mais que a mesma. Sua cascata loira caía por seus ombros até a cintura, e os quilos de maquiagem na sua cara só a deixava mais provocante.
Ela passou as unhas cor-de-rosa no meu braço.
– E aí, gato? Você em outra balada? Não acredito. – Diz, erguendo uma das sobrancelhas bem feitas. Ei, não me julgue. Desde que a Jess viajou, têm sido difícil desviar os pensamentos dela. Eu preciso de distração, e tem algo melhor do que vodka?
– Por favor, Caroline. – Me afastei dela e pedi mais uma Jack Daniels. Ela falou, dessa vez ao pé do meu ouvido, graças ao seu salto alto.
– Que é isso, Nate? Vai fazer cu doce agora? Não se lembra da última balada? – Diz, mordendo o lóbulo da minha orelha.
– Lembro, mas queria esquecer. – Digo, pegando a garrafa e me afastando. Ela veio atrás de mim.
– Nate, eu não vou desistir, ok? Eu... – Parei e me virei pra ela. O álcool já fazia efeito no meu organismo, e eu estava meio fora de mim. Ela parou abruptamente, topando em mim.
– O que você quer que eu faça, Caroline?? Que eu te coma de novo?? Por que eu posso fazer isso, mas eu não te amo, porra! EU NÃO TE AMO, nem mesmo gosto de você! – Ela pareceu magoada, mas logo assumiu novamente aquela pose metida.
– E quem você ama? Aquela sem sal da Jessica?? Ouvi dizer que ela não quer nada com você.
– Quem te falou isso?
– O Rafa. – Revirei os olhos.
– Ah, sim, esqueci que não basta você ser uma vadia, ainda tem que ser melhor amiga desse drogado. – Ela ficou com raiva.
– Lava essa boca pra falar de mim e do Rafa! – Me aproximei dela até que ela se encostasse na parede e falei, bem perto do rosto dela.
– Se eu te pegar você cala a boca? – Ela só assentiu e eu a beijei. Não um beijo calmo e doce como eu daria na Jess. Um beijo urgente, feito apenas de segundas intenções. Nocaminho para um dos quartos, ela já abria meu zíper e eu já me arrependia de novo por ter feito isso.
Como quem vira quatro garrafas de vodka não consegue pensar direito, eu repeti o ato da balada anterior.
E me arrependi mais ainda.
Notas finais
COMENTEM!
Beijos
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