Notas iniciais
HELLOW

O de amanhã vai ser maior, juro por Atena ♥

bjbjbjbjbjbjbjbj ♥

POV’S JULIE

Me sentei no banco da praça enquanto Mike comprava um sorvete. Ele parecia querer fazer de tudo para eu melhorar. Para eu comer.

- Tó. – Diz, me entregando a casquinha dupla, de creme e flocos.

- Obrigada. – murmuro. – Mas não precisa tentar me engordar.

- Só quero que você coma. – Diz, preocupado.

- Eu não estou anoréxica, Mike. – Digo, sempre revoltada.

- Ainda. – Murmura, mas eu escuto.

- O que você queria falar? – Digo, mais grossa que gostaria. Ele me olhou e acariciou meu rosto, enviando uma onda de choque por minha pele.

Percorreu com o olhar todo meu corpo e parou em meus all-stars, voltando para meus olhos logo depois.

- Me desculpa. – O olhei sem entender. – A Jess me contou. – Gelei.

- Qual das partes? – Ele riu tristemente.

- Todas elas. – Fiquei irritada com a Jess, mas ao mesmo tempo, sabia que ela só queria o meu bem. Ou eu e o Mike juntos. Tanto faz.

- Hm. – Murmurei, lambendo meu sorvete. Mil coisas giravam na minha cabeça. Coisas como: “Jess, sua vadia”, “Mike gostoso” e “eu não posso vomitar”.

- Você sabe como eu me sinto mal em saber que tenho minha grande parcela de culpa por você estar com bulimia? – Me encolhi um pouco ao ouvir essa palavra.

- Você não teve culpa. Eu é que não sei o que sentir. – Ele revirou os olhos.

- Não põe a porra da culpa em si mesma porque você sabe que não é a culpada. – Diz ele, calmo, mas claramente perdendo a paciência aos poucos.

- Então você acha que o fato de eu não conseguir ficar com você sem me sentir culpada é culpa sua? – Ele fechou os olhos por um segundo, como uma piscada mais demorada.

- Eu que sou o idiota que parece com um estuprador, não você. – Isso me levou de volta para aquele beco. Para aqueles pivetes. Para a minha antiga vida. Para o que eu não desejava nem aos meus piores inimigos.

- Você não parece com um estrupador. Segundo a Jess, você quer parecer. Por quê? – Ele sacodiu o cabelo laranja.

- A maioria das pessoas não te dão valor pelo que você é, sim pelo que é mais legal ser. Se eu tento ser o cara legal e fofo, todo mundo vai passar por cima de mim. – Ele olhou pro chão. – A única pessoa que não fez isso foi a Jess. Até meus melhores amigos foram conquistados dessa forma. Eu era ruim, Julie. Eu batia nas pessoas. Eu tentava conquistá-los pelo medo, não pelo amor. A Jess... – Ele sorriu tristemente. – Foi a única que não caiu no meu papo de: “tá louca? Eu vou te bater!” e a gente virou melhores amigos, porque eu sabia que ela era diferente. Você, Julie, é assim. Você é do tipo que uma frase como: “eu vou te bater” não assusta. Só te deixa brava. Você não foge correndo de mim, você me aceita. E aí eu percebo que se eu for esse cara que eu fui por tanto tempo, você vai escapar de mim. Então... por favor... deixa eu tentar ser o cara que você merece? Deixa eu te fazer feliz? Se eu falhar, você pode me tirar da sua vida com chutes. Mas deixa eu tentar, por favor? – Meus olhos estavam cheios de água.

- Mike... – Mas perdi a voz por nossa proximação brusca.

POV’S MIKE

Era impossível não me aproximar dela. Era involuntário. Era só olhar para aquela carinha de anjo que ela tinha e ficar completamente doido. E ela me olhando com aquele olhar de cachorrinho, com os olhos grandes e castanhos e os lábios entreabertos não ajudava em nada.

Quando percebi, já estávamos quase roçando os narizes um no outro. Dei uma risadinha, olhando de sua boca para seus olhos.

- Sabe, é melhor você se afastar agora se não quiser que eu te agarre. – Falo, com a voz rouca. Ela se arrepia e eu sorrio de lado. Ela respira fundo e seu hálito quente bate em meu rosto. Sorri.

- Eu não vou a lugar nenhum. – E com isso, ela selou meus lábios. Uma linha de fogo foi se formando por onde ela passava os dedos. Minha bochecha, meu maxilar, meu pescoço. Tudo parecia arder. E era uma ardência boa pra caralho.

Enlacei sua cintura com um braço e segurei sua nuca com a outra mão, colando-a mais em mim e aprofundando o beijo. Nem precisei pedir passagem. Nossas línguas travavam uma luta intensa. Ela mordeu meu lábio e puxou, me fazendo gemer. Não parecia em nada a menina tímida de segundos antes.

A colei mais em mim e acariciei uma parte descoberta de sua cintura. Ela ofegou e eu sorri. Paramos o beijo por causa do maldito do oxigênio e ficamos nos olhando. Ela se encontrava praticamente no meu colo agora.

Me inclinei um pouco e mordi o lóbulo de sua orelha, sorrindo.

- Eu te amo. – Sussurei em seu ouvido, ao que ela respondeu:

- Eu também te amo.

POV’S NATE

Fazer compras, meu amigos, não é legal. Principalmente ao lado de uma loira louca que quer comprar tudo que vê pela frente e com o seu cartão de crédito, ainda por cima.

- OLHA QUE LINDO AMOR, POSSO COMPRAR? – Revirei os olhos pela milésima segunda vez naquele dia.

- Compra, Caroline. – Eu ainda tinha esperanças. Sabe, de que o filho que Carol estava esperando não fosse meu. À espera de um milagre.

Chegamos na décima segunda loja que visitamos naquele dia e eu já estava pirando. Então, fui convidado para um evento no facebook. “Guerra de água na escola! Quem vai encarar?” e, olha só, Jess estava marcada como confirmada.

- Carol?

- Oi, meu amor?

- O que vai fazer sábado?

- Jantar dos meus pais em Novo Hamburgo. – Dei um sorrisinho de lado.

- Perfeito. – Sussurei, clicando no botãozinho de “confirmar presença".

Notas finais
CURTIRAM ESSA BOSTA? jhahjsbash
espero que sim ♥

bjbjbjbjbj ♥