A Forbidden Love
1 Capítulo 1 - When Everything Started
Notas iniciais
Eu estava no café, estava de noite, um grupo de uns 8 meninos entrou, eles sentaram na mesa mais longe de tudo e todos, e longe das câmeras também. Um dos meninos veio até mim, para pedir para sentar em outra mesa, pois não gostava muito desses meninos que estavam com ele.
-Oi, é… você pode me arranjar uma mesa bem longe daqueles muleques? — ele disse
-Hm, posso. — eu falei, um pouco constrangida com a beleza dele — Vou trazer o cardápio pra você.
-Ok, obrigado.
-*Ele parece ser meio sozinho, está de fone nos ouvidos, bem solitário mesmo.* — pensei
Ele ficou lá por muito tempo, até fechar, ele esperou os “amigos” dele irem embora, para ir também, mas a gente teve tempo para conversar, escondidos, mas, deu…
-Menina, fecha a conta pra mim por favor. — ele pede
Eu faço que sim com a cabeça.
Quando eu entreguei a conta pra ele, nossas mãos se tocaram e nós nos olhamos bem nos olhos, mas meu pai cortou o clima, falando que já iria fechar o café. Depois de uns minutos, ele pagou, e foi embora, e nunca mais apareceu lá.
~Um mês depois~
Primeiro dia de aula e eu ainda pensando no menino do café.
Assim que eu cheguei na escola, meus melhores amigos já estavam lá me esperando.
-Oi, Luan!!! Oi, Ana!!! Ain, que saudade de vocês!!! — eu falei
-Oi, Lala!!!! A gente também tava!!!!!! — disse Ana
-Nossa, cara, vocês se viram a menos de uma semana. — fala Luan, me abraçando — Saudades de você, Noona!! (a gente se trata assim mesmo, porque somos como irmãos, noona=mais velho(a) e dongsaeng=mais novo(a), são formas de tratamento em coreano, nós dois somos k-poppers) — ele disse no meu ouvido
A Ana e o Luan são namorados desde o 7º ano (nós estamos indo para o 1º ano do Ensino Médio), ou seja, eu sou a vela da relação.
Depois de conversarmos um pouco, o sinal de entrada tocou e fomos para nossa sala, eu entrei depois deles dois,mas só tinham três lugares perto um do outro, no final da sala, na frente de um menino bem solitário e a gente foi sentar lá mesmo, já que era o que tinha pra gente.
A Ana se sentou na minha frente e o Luan na frente dela, quando eu fui me sentar, eu bati com a minha mochila na mesa do menino solitário que estava atrás de mim, e pedi desculpas, mas, quando ele me olhou, nossos olhares se encontraram e nós nos reconhecemos, sim, sim, era o menino da cafeteria.
-Oieeeeeee, meu Deus que coincidência, você na minha escola, no mesmo ano que eu e na mesma sala!!! — eu falei meio alto…
-Oi, não grita, cara…, — ele disse sorrindo — quanto tempo… Né?
-Sim, é verdade! — eu disse retribuindo o sorriso dele
Passaram-se todas as aulas, e eu estava indo embora, quando eu senti alguém segurando meu braço, e falando no meu ouvido:
-Qual é o seu nome?
Eu virei para trás, claramente, desesperada e vi que era o menino misterioso.
-Ai, nossa, meu coração! Lara, meu nome é Lara, e o seu? — falei tirando o celular da minha mochila
-Jorge, me dá o se celular aqui. — ele falou pegando meu celular — Não tem senha… gostei… será bom para o futuro...
-O que você vai fazer, garoto? — eu perguntei, um pouco assustada
-Calma, não se preocupa não, eu só vou adicionar meu número aqui. E eu tenho nome, ok?! Ok! — ele disse, me deu o celular e um beijo na bochecha, e saiu da sala
-Ok… Beleza… Ai, me kokoro…
Quando ele foi saindo da sala, eu olhei pra trás, na mesma hora que ele, logo depois dos nossos olhares se encontrarem de novo, ele piscou pra mim.
A Ana e o Luan estavam na porta, e viram tudo o que tinha acontecido e, é claro que, ficaram me zuando. Depois que saímos da sala, eu pedi pra Ana pra ir comigo no banheiro.
-Amiga, é ele. Ele é o menino da cafeteria. — eu falei
-Jura?? — ela gritou no meio do banheiro
-Juro, mas não grita, valeu? — falei tampando a boca dela com a minha mão
-Ai, meu Deus. Miga, ele te ama!!! QUE LINDOOOO!!! UHULLLLLL!!!! — ela gritou, de novo…
-Ain, paran… — eu disse, envergonhada — Vamos sair daqui, o Luan deve estar achando que a gente morreu aqui.
-Tá bom, amiga desencalhada… — ela falou rindo
Depois de me despedir do Luan e da Ana, eu fui direto pra casa e fiquei o resto do dia todo pensando no que havia acontecido na escola.
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