A Foragida
1 Prefácio
Notas iniciais
Dizem que quando a sua morte chega, tudo se esclarece. Bom, eu ainda tinha muitas dúvidas. Então eu não poderia morrer ali, eu não iria.
Era nesse pensamento que eu me apegava miseravelmente.
Estávamos cercados, uma rápida olhada em volta confirmou o meu temor. Aquele momento finalmente havia chegado, mas diferente do que eu sempre imaginei, eu não estava sozinha, ao contrario, todos os que eu mais amava estavam ali, lutando por mim. Eu não sabia se isso era bom ou ruim.
Levantei meus olhar e observei bem o traidor que estava em minha frente, ele tinha um risinho de vitória no rosto. O pior era que ele estava certo, eles dessa vez iriam ganhar, mas o que custaria aquela vitória? Uma pontada no meu coração me indicou que muitos iriam morrer. Dos dois lados. Tudo por minha culpa.
Virei as minhas costas para aquele homem e olhei para os meus guerreiros, ali por mim numa corajosa linha defensiva, contudo seus olhos os denunciavam, eles também sabiam: nem todos sairiam vivos dali. Passei os olhos por todos eles, mas parei quando finalmente encontrei as orbes douradas de Edward. Lentamente, senti algo escorrer pelo o meu rosto, mas não precisei tocar para saber o que era: lágrimas, algo que eu repudiava estava acontecendo a mim, na frente do inimigo. Isabella Swan não chora, pelo menos não chorava, mas o que isso importa agora?
– Não se esqueçam de mim – Voltei a olhar profundamente todos e não esperei alguma resposta. A minha decisão já estava tomada.
– Como eu disse uma vez, sempre vou te amar. Cuide bem dela – Agora com os olhos fixos em Edward, eu sorri, por apenas um instante, eu sorri. Céus, como eu o amava.
Lentamente, virei o meu corpo para frente, passei as costas da minha mão livre furiosamente nos meus olhos, secando as lágrimas que por ali ainda se atreviam a escorrer, e então pronunciei aquelas palavras que surpreenderam qualquer um que estava presente:
– Eu me rendo! – Disse alto para que não houvesse dúvidas. Então tirei o meu arco e desembainhei a minha espada, depois os coloquei no chão. Ninguém iria morrer por minha culpa, e aquele jogo de gato e rato termina agora.
Levantei os meus braços em sinal de rendimento. Olhei o traidor caminhar na minha direção com o sorriso mais asqueroso que eu já vi na minha vida. Entretanto, um barulho vez o maldito sorriso dele sumir e o meu corpo paralisar. Parecia que somente nós dois tínhamos captado. Rapidamente, girei e olhei para a direção oposta. Não, não pode ser! – Pensei – Fechei os meus olhos com força para destruir aquela imagem, mas isso não mudou o fato deles estarem aqui.
Fale com o autor