A Força da União - Parte 2
11 Conflito de Sentimentos
Notas iniciais
– Você queria saber por que estudo tanto, aí está a sua resposta! – ele segurou um dos braços dela enquanto ainda estava contra seu peito – Fico feliz em apresentar o irmão bem sucedido da família, o exemplo, o queridinho dos pais, será que você também não prefere ele a mim?!
____________________
– Então é isso, você tem ciúmes do seu irmão?
– As coisas não são bem assim! – ele deu um passo a frente, e ela um para trás – Ele estudou a vida toda! Estudou, estudou, estudou! – Mira recuava devagar, mas Harry insistia em aproximar-se dela – E sabe qual foi sua recompensa? A atenção dos meus pais, uma carreira incrível, muito dinheiro e respeito. Eu quero, eu preciso conseguir mais do que ele, assim todos vão ver que o Daniel não é o centro do mundo e que eu também posso ser alguém, e alguém ainda melhor do que ele. – Harry alterava um pouco mais o tom a cada passo que dava – Eu cansei de escutar “Seja como o Daniel, seja como o Daniel.” Agora eu vou superá-lo!
– Não seja como o Daniel! – gritou Mira, e os dois ficaram em silêncio.
– O que você disse?
– Você me escutou! Quer mesmo se comparar ao seu irmão? Ele tem amigos ou esposa?
– O Daniel não tem muito tempo, ele passa quase vinte e quatro horas em laboratórios.
– Eu não quero que você seja assim! Se levar isso como um exemplo você será infeliz e eu jamais permitiria uma coisa dessas. Esse tipo de sujeito nunca terá o que você tem: amor. – ela segurou as mãos dele – Eu te amo, eu sempre estarei do seu lado, nunca te deixarei sozinho, prometo que serei sua amiga pra sempre. Mas me prometa que nunca irá trocar a sua felicidade por um objetivo artificial.
Harry ficou em silêncio, apenas olhando nos olhos de Mira.
– Eu não entendo muito de amor, mas deve ser semelhante à o que eu sinto por você. – disse o garoto quebrando o silêncio, mas não esboçando nenhuma reação.
Mira sorriu e o abraçou forte.
...
Enquanto isso, numa rua qualquer, Petra seguia Rebecca e Caleb, que estavam voltando para casa.
– Oi! – gritou a menina – Esperem por mim!
Os dois a viram e esperaram.
– Você mora pra cá? – perguntou Rebecca.
– Minha tia mora.
– Eu fiquei sabendo que você e a patricinha de desentenderam. – comentou Caleb.
– Eu nem sei por que ela não gosta de mim. Eu tentei ser amiga dela, mas parece que ela me despreza.
– Que estranho, a Angelina costuma ser tão certinha. – disse o garoto.
– Eu também não entendo.
Ao chegar à frente da casa de Caleb, as duas se despediram dele.
– Onde você mora? – perguntou Petra.
– Na próxima quadra.
– Eu tenho uma proposta pra lhe fazer. – ela parou de repente – Eu sei que você gosta do Caleb, nem tenta negar.
– Mas do que adianta?! Ele não me vê mais do que uma amiga.
– Se você me ajudar as coisas podem mudar.
– Do que está falando?
– Vamos andando. – Petra empurrou Rebecca de leve com uma das mãos – O Caleb não tem nenhuma garota, exceto Sarah, que eu nem sei o que eles têm. Mas se a gente desse um fim na relação entre eles, vocês estariam livres pra ficarem juntos.
– Não adianta, mesmo antes dele aproximar-se de Sarah eu era só a “amiguinha”.
– Mas dessa vez eu darei uma mãozinha, confia em mim.
– Não sei não, a Sarah não merece isso.
– Acorda menina! Ela roubou seu namorado, ela beijou o Caleb ou fez até coisas piores, vai mesmo deixar essa vadia pegar o seu cara depois de tudo o que você fez por ele?! – Rebecca silenciou – Ela parece boazinha, mas deve estar rindo da sua cara. Em dois tempos conseguiu ter o Caleb, e você que batalhou por ele a mais tempo não chegou nem a beijá-lo.
– Se eu concordasse com isso o que teria que fazer?
– Temos que derrubar a Angelina e a Sarah! Quando digo derrubar, quero dizer que temos que fazer o Nicholas e o Caleb ficarem com raiva delas, assim poderemos ter nossa chance.
– Tudo bem, eu topo, contanto que não machuque ninguém fisicamente.
– Ok. – Petra estendeu a mão em um cumprimento formal, e Rebecca retribuiu.
...
O dia seguinte desabrochou em uma manhã de sol, um sábado agradável e de temperatura perfeita. Sarah vestiu um shorts jeans preto, uma blusa de manga curta de mesma cor, um allstar clássico e prendeu o cabelo em um rabo de cavalo. Apenas comeu alguns biscoitos e saiu de casa, seus pais estavam trabalhando então ela trancou a porta. Caminhou até a casa do Caleb e bateu três vezes na porta.
– Oi, Sarah! Tudo bem? – cumprimentou a mãe de Caleb, Sra. Isabella – Entre!
Ela possuía cabelos negros e gigantescos, estava com um rabo de cavalo alto e as postas dos cabelos chegavam até o final das costas. Ela usava um calção jeans azul e uma camiseta da banda Aerosmith.
Sarah entrou e perguntou por Caleb.
– Nem deve ter levantado ainda. É tão preguiçoso esse moleque!
Sarah sorriu e foi até o quarto dele, Caleb ainda estava dormindo.
– Caleb! – gritou Sarah.
Ele levou um susto.
– Que merda! Você está louca? – ele cobriu a cabeça com as cobertas.
– Levanta! – Sarah às puxou para os pés.
– Será que você só me acorda com sustos?
– Você me convida para almoçar na sua casa e é assim que me recebe? – ela foi até a porta e antes de sair olhou para ele – Se vista, vou lá ver sua irmã.
Sarah lembrava perfeitamente de onde era o quarto de Melinda, ela abriu devagar e viu a menina jogando vídeo game.
– Sarah! – a criança correu para abraçá-la – Eu estava esperando você, podemos jogar Battle With Dragons?
– Claro! E como sempre eu serei a Guardiã Espadachim(imagem)!
– E eu a Domadora Felina(imagem)! Parece que nossa combinação da mesmo certo.
Após alguns minutos jogando, Caleb entrou no quarto.
– Vocês não largam mesmo esse jogo. Oh, pirralha, a mamãe está chamando você.
– Agora não posso, Cally. – respondeu ela sem desgrudar os olhos da televisão.
– Mel, ela disse para ir agora!
A garota deu pause no jogo e saiu de má vontade.
– A sua irmã é muito fofa, “Cally”! – disse Sarah brincando com o apelido.
– Para com isso, já basta ela me chamando dessa forma ridícula. – ele sentou ao lado dela – Vocês se dão bem, isso é legal.
– Tratando-se de personalidade vocês são bem diferentes. Ela é mais doce, educada e alegre, se você fosse assim as pessoas gostariam mais da sua companhia.
– As outras pessoas não importam, você está aqui, isso já é o suficiente. – ele sorriu discretamente.
Fale com o autor